21.2.14

Ute Lemper canta Pablo Neruda



 


A cantora alemã Ute Lemper tem hoje um concerto no Centro Cultural de Belém em que interpreta poemas de Pablo Neruda, que nos pedem que «que sejamos livres».
A artista disse ao jornal Público: «Gosto de experimentar. As palavras são experiências. Cantá-las, dizê-las, usá-las, senti-las», o que se torna «um modo de as poder viver.» [Público, 21-02-2014]

De Pablo Neruda, a Relógio D’Água publicou Antologia, Residência na Terra, e, mais recentemente, Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada.

Sobre Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector





«Uma escritora verdadeiramente notável.» [Jonathan Frazen]

20.2.14

Sobre Vidas de Raparigas e Mulheres, de Alice Munro





«Tudo se passa na província canadiana de Ontário, nos anos 1940-50. Quando foi publicado, na ressaca do movimento hippie, o feminismo militante torceu o nariz ao prosaísmo das vidas comuns que Munro tão bem descreve. A placidez da paisagem canadiana “encaixava” mal na efervescência de um mundo em acelerada mudança. Mas a autora perseverou, nunca se desviando das suas raízes e convicções. Tão importante como o domínio dos recursos narrativos, que a passagem do tempo matizou com a pátina do classicismo, foi a coerência interna da obra que a impôs de forma categórica. Uma fina ironia perpassa em frases de antologia (…). Uma palavra final para a forma objectiva, porém subtil, como a autora trata o tema do sexo. Admirável.» [Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, a propósito de texto publicado na revista Sábado]

Sobre A Porta Secreta, de Ana Teresa Pereira





«Outonal e serena, a história reúne muitos elementos do universo da autora: flores, cinefilia, aparições no nevoeiro, pintura (a chave é uma aguarela que pode ser de Turner e representa o princípio do mundo). A escrita é despojada, precisa, acessível, mas capaz de achados. Por exemplo, a velha casa, ao luar, surge como “uma concentração de silêncio”. Mais do que para o mistério, a porta secreta ao fundo do jardim dá para a literatura.» [José Mário Silva, Expresso, Atual, 11-1-2014]

19.2.14

Ulisses em discussão na Universidade Católica


 

Hoje, Jorge Vaz de Carvalho, tradutor de Ulisses, e Mário Avelar discutirão a obra de James Joyce, numa conferência intitulada «Ulysses sob o olhar de Taylor, a propósito de uma nova tradução».

A sessão tem entrada livre e realiza-se às 16h no Edifício da Biblioteca da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

18.2.14

Brevemente nas livrarias: Doze Anos Escravo, de Solomon Northup





Solomon Northup nasceu no condado de Essex, em Nova Iorque, em Julho de 1808. Era filho de um escravo liberto, o que o tornava um homem livre por direito. Agricultor e violinista, Solomon possuía uma propriedade em Hebron e tinha três filhos. Em 1841 foi raptado por esclavagistas, que o persuadiram com uma promessa de emprego bem remunerado como violinista em Washington.
Em vez disso, Solomon foi drogado e vendido como escravo a uma plantação da Luisiana. Foi mantido como prisioneiro durante doze anos, passando pelas mãos de vários donos, sem que a sua família conhecesse o seu paradeiro. Sofreu humilhações, espancamentos e até torturas.
Tentou por diversas vezes escapar e enviar mensagens para fora da plantação. Apenas doze anos mais tarde conseguiu fazer chegar notícias a conhecidos que, por sua vez, contactaram amigos e o Governador de Nova Iorque, Washington Hunt.
Recuperou a liberdade em Janeiro de 1853, voltando para a família em Glens Falls, sendo um dos raros escravos raptados a conseguir obter a libertação.
Em 2013, as memórias de Solomon foram adaptadas ao cinema pelo realizador e produtor Steve McQueen, tendo Chiwetel Ejiofor como actor principal. O filme tem nove nomeações para os Oscars, incluindo na categoria de Melhor Filme.

17.2.14

Sobre Amok, de Stefan Zweig



 


«(…) em Amok, Zweig recua às suas viagens orientais para compor uma narrativa de arrepiante revelação dos mais obscuros panoramas interiores da alma humana (…).
No entanto, e como diz aquele que é, decerto, o biógrafo de referência de Zweig, Alberto Dines: “Ao contrário de outros que buscaram a espiritualidade nos antípodas, Zweig trouxe na bagagem oriental a paixão doente, o sofrimento delirante, a corrida desvairada, tudo embutido numa exótica palavra malaia – amoq.”» [Hugo Pinto Santos, ípsilon, 14-2-2014]