7.4.26

Sobre O Rei Lear, de William Shakespeare

 «Em O Rei Lear o leitor/espectador assiste ao desfile da natureza humana vestida de muitas das suas melhores virtudes e dos seus maiores defeitos e vícios: o amor filial, a devoção do súbdito, a lealdade, a abnegação em prol do amor e do dever, a bondade, a lucidez passam aos nossos olhos lado a lado com o egoísmo, o ódio, a traição, a mentira, a crueldade e a loucura (natural e fingida). Se acrescentarmos que os portadores dessas virtudes e defeitos se estendem pelos vários escalões sociais, que vão do rei ao pedinte, do soldado ao camponês, de nobres a bobos e que os locais da acção são palácios e choupanas, o conforto de lares ricos e os espaços abertos à inclemência do tempo, uns e outros espalhados geograficamente por pontos vários da Inglaterra, poderemos dizer que quase tudo aquilo que compõe a vida humana está presente nesta peça. E é no choque entre essas variadíssimas componentes, virtudes e defeitos, riqueza e pobreza, nobreza e baixeza de carácter que a tragédia assenta, adensando-se de forma imparável, inapelavelmente, à medida que cada um desses variadíssimos aspectos se vai acentuando na acção.» [Da Introdução de M. Gomes da Torre]


O Rei Lear (tradução de M. Gomes da Torre) e outras obras de William Shakespeare estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/william-shakespeare/

A chegar às livrarias: A Promessa da Política, de Hannah Arendt

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Promessa da Política, de Hannah Arendt (tradução de Miguel Serras Pereira)


Nestes textos, Hannah Arendt aborda o problema da filosofia política, o problema da acção após a Revolução Francesa e a promessa inerente à prática política. Ao analisar Karl Marx, a autora mostra como a filosofia política regressou aos seus primórdios na Antiguidade e como essa tradição negligenciou a liberdade humana. Arendt sugere uma nova forma de entender a actividade política — na qual o fenómeno totalitário nunca poderia ocorrer —, que é de grande importância no actual momento histórico.


Mais informação sobre esta e outras obras de Hannah Arendt em https://www.relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

A chegar às livrarias: Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin, adaptado e ilustrado por Fred Fordham

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin, adaptado e ilustrado por Fred Fordham (tradução de Carlos Grifo Babo)


Pela primeira vez como romance gráfico, Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin.


Ged, o maior feiticeiro de Terramar, era, na sua juventude, o imprudente Gavião. Sedento de poder e conhecimento, a sua curiosidade por segredos centenários libertou uma sombra terrível sobre o mundo. O livro narra a tumultuosa história da sua iniciação, como aprendeu a dominar palavras mágicas, domou um dragão antigo e desafiou a morte para restaurar o equilíbrio que perturbou.

Esta adaptação de Fred Fordham, com paisagens amplas e personagens minuciosamente construídas, entrelaça a escala cinematográfica do vasto mundo de Le Guin com um drama profundo e pessoal. As ilustrações retratam o realismo e a rudeza deste universo, com a sua assinatura de profundidade refinada e atenção ao detalhe, trazendo uma nova perspetiva à obra-prima clássica de Le Guin, tanto para fãs de longa data como para novos leitores.


«Ursula K. Le Guin é um ícone literário.» [Stephen King]


«Uma das grandes figuras da literatura do século xx.» [Margaret Atwood]



Ursula K. Le Guin (1929–2018) foi um dos mais distintos escritores de fantasia e ficção científica de todos os tempos. A sua renomada obra inclui vinte e três romances, doze volumes de contos, onze livros de poesia, treze livros para crianças e jovens adultos, cinco recolhas de ensaios e quatro traduções. A extensão e a imaginação da sua obra valeram-lhe muitos prémios, incluindo o Nebula Award, o Hugo Award, o National Book Award e o Newbery Honor. Mais informação sobre a vida notável desta autora em ursulakleguin.com


Fred Fordham é artista e autor de vários romances gráficos elogiados. Recentemente adaptou e ilustrou os romances gráficos de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley («Brilhante. Um livro que nos mantém a luz da mesa de cabeceira acesa noite dentro.» — The Guardian), e de Mataram a Cotovia, de Harper Lee («Uma adaptação magnífica.» — USA Today). Atualmente vive em Londres. Mais informação em fredfordham.com


Outras obras de Ursula K. Le Guin estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ursula-k-le-guin/


Outras obras de Fred Fordham estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/fred-fordham/

A chegar às livrarias: Peças em Um Acto, de Anton Tchékhov

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Peças em Um Acto, de Anton Tchékhov (tradução do russo, prefácio e notas de António Pescada)


«Efectivamente, encontramos nas pequenas comédias aquela atmosfera tchekhoviana que perpassa em todas as suas peças maiores, e até as personagens são identificáveis como parentes mais ou menos próximos das personagens das outras peças. Porque não há antagonismo entre o drama e a comédia, e ambos coabitam na obra de Anton Pávlovitch, tal como coabitam na vida de toda a gente dita normal.

Sendo embora curtas, estas peças em um acto nem por isso são “pequenas”, porque, como todas as grandes obras, mantêm a sua actualidade e a sua frescura.» [Do Prefácio de António Pescada]


Mais informação sobre esta e outras obras de Anton Tchékhov em https://www.relogiodagua.pt/autor/anton-tchekhov/

Sobre Os Miseráveis, de Victor Hugo

 Publicado em 1862, Os Miseráveis permanece, ao longo de mais de um século e meio, um dos romances mais importantes e populares de toda a literatura.

A obra teve cerca de 65 versões cinematográficas, a primeira delas em 1909.

Victor Hugo terminou de escrever Os Miseráveis quando contava sessenta anos. Através da personagem de Jean Valjean, o autor empreendeu uma vasta acusação sobre as desigualdades sociais da sua época. 

Os Miseráveis não é apenas a narrativa de desgraça e reabilitação de um forçado às galés, vítima da sociedade, mas antes de tudo uma história do povo de Paris.

A vida de Jean Valjean e a ligação que tem com Cosette é o fio condutor da narrativa. Através das suas vidas e encontros, desenha-se um fresco social variado, uma imagem de uma humanidade miserável, mas capaz de todas as grandezas. Homem do povo, esmagado por sucessivas humilhações, Jean Valjean assume as expiações dos pecados do mundo e, num esforço para se resgatar, aceita o destino trágico da humanidade em busca de um mundo melhor. 


Os dois volumes de Os Miseráveis e Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo (trad. de Júlia Ferreira e José Cláudio), estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/victor-hugo/

6.4.26

Sobre Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez

 Imagine um mundo onde os telemóveis são demasiado grandes para as suas mãos. Onde os médicos prescrevem medicamentos errados para o seu corpo. Onde, num acidente de automóvel, tem mais 47% de probabilidade de sofrer ferimentos graves. Onde, em cada semana, as suas incontáveis horas de trabalho não são reconhecidas nem valorizadas. Se isto lhe parece familiar, há grandes hipóteses de ser uma mulher.

Mulheres Invisíveis mostra-nos como um mundo largamente construído por e para homens ignora sistematicamente metade da população. Estas páginas expõem o preconceito de género que está na raiz da discriminação que afeta diariamente a vida das mulheres.


“Leiam este livro e digam-me depois se o patriarcado é apenas produto da minha imaginação.” [Jeanette Winterson, The New York Times]


“Este livro muda tudo. É uma coletânea de factos intransigentes, reunidos com ambição e competência, que nos conta a história do que acontece quando nos esquecemos de considerar metade da população humana. Deveria fazer parte das estantes de qualquer legislador, político ou gestor.” [The Times]


Vencedor do Royal Society Science Book Prize 2019

Vencedor do Financial Times and McKinsey Business Book of the Year Award 2019


Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez (trad. Maria Eduarda Cardoso), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mulheres-invisiveis/

Sobre Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell (tradução de Frederico Pedreira)


A ação de Norte e Sul decorre em meados do século XIX, narrando o percurso da protagonista desde o ambiente tranquilo mas decadente de uma Inglaterra sulista até um norte vigoroso mas turbulento.

Neste romance, Elizabeth Gaskell fala-nos de um amor incomum, para mostrar o modo como a vida pessoal e a pública se entrelaçavam numa sociedade recentemente industrializada.

Esta é uma história de triunfos conquistados com enorme esforço, onde o pensamento racional é mais valorizado do que o preconceito e o lado humano se sobrepõe ao respeito cego pela atividade económica.

Os leitores do século XXI irão sentir-se absorvidos, à medida que a trama deste romance vitoriano os transporta até às origens de problemas e possibilidades que ainda hoje, cento e cinquenta anos mais tarde, subsistem: a complexidade das relações, públicas ou privadas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais.


«Uma história admirável.» [Charles Dickens]


«Gaskell viu as realidades emocionais e económicas da vida comum com grande honestidade.» [The Times]


Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/produto/norte-e-sul/