22.2.26

Sobre Vai e Põe Uma Sentinela, de Harper Lee

 Vai e Põe Uma Sentinela retoma, duas décadas depois, a história de Mataram a Cotovia, a obra-prima vencedora do Prémio Pulitzer.


Jean Louise Finch regressa a casa, em Maycomb, no Alabama, vinda de Nova Iorque, para visitar Atticus, o pai envelhecido. Tendo como pano de fundo as tensões dos direitos civis e a turbulência política que estavam a transformar o Sul, o regresso de Jean Louise torna-se incómodo quando descobre verdades perturbadoras sobre a família, a cidade e as pessoas que lhe são mais próximas. As memórias de infância invadem-na, e os seus valores e pressupostos são abalados. Contando com muitas das personagens icónicas de Mataram a Cotovia, Vai e Põe Uma Sentinela narra a vida de uma jovem mulher que passa por uma transição dolorosa mas necessária.

É um livro comovente, evocativo de outra época, mas relevante para os nossos tempos, que não se limita a confirmar o génio da autora mas que funciona como companheiro essencial da sua principal obra, Mataram a Cotovia, dando-lhe profundidade, contexto e até um novo significado.


«O segundo romance de Harper Lee lança mais luz sobre o nosso mundo do que o seu predecessor.» [Time]


«Um livro cativante pela sua atualidade.» [The Washington Post]


«Mais complexo do que o clássico original de Harper Lee. Uma revelação. Um verdadeiro acontecimento literário.» [The Guardian]


«Um livro muito importante.» [The New York Times]


Vai e Põe Uma Sentinela (tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral) e outras obras de Harper Lee em https://www.relogiodagua.pt/autor/harper-lee/

Sobre Encontros com Livros, de Stefan Zweig

 Stefan Zweig fala-nos aqui, combinando análise literária com a vida dos autores, de Goethe, Sigmund Freud, Thomas Mann e Honoré de Balzac.

O seu artigo sobre As Mil e Uma Noites é uma abordagem original que ficará certamente na memória dos que o leiam.

Stefan Zweig conheceu pessoalmente ou correspondeu-se com os maiores romancistas do seu tempo e também com o próprio Freud.

A sua relação com os livros está condensada no texto inicial desta obra, «O Livro como Acesso ao Mundo».


Encontros com Livros (trad. Rafael Gomes Filipe) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

Sobre A Linguagem dos Dragões, de S. F. Williamson

 Bestseller do The New York Times. Para jovens leitores de Quarta Asa e Babel. Esta edição inclui conteúdo exclusivo das traduções: uma cena extra e uma carta da autora.


1923, numa Londres alternativa, uma rapariga quebra acidentalmente a frágil trégua entre dragões e humanos, desencadeando uma história épica. Dragões sobrevoam os céus enquanto protestos decorrem nas ruas, mas Vivien Featherswallow não está preocupada. Planeia conseguir um estágio de verão para estudar as línguas dos dragões e garantir que a irmã mais nova não tenha de crescer como Terceira Classe. Para isso, tem de libertar um dragão.

À meia-noite, Viv desencadeia uma guerra civil. Com os pais e o primo presos e a irmã desaparecida, Viv é levada para Bletchley Park como decifradora de códigos. Se for bem-sucedida, poderá salvar a família e regressar a casa. Se falhar, todos morrerão. À medida que desvenda os segredos da linguagem oculta dos dragões, Viv percebe que o frágil tratado de paz entre humanos e dragões é corrupto e que o seu trabalho poderá fazer com que tudo se desmorone.


A Linguagem dos Dragões, de S. F. Wiliamson (tradução de Elsa T. S. Vieira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-linguagem-dos-dragoes/

21.2.26

Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, de Walter Benjamin

 «O nome do filósofo cuja vida se extinguiu durante a fuga aos polícias hitlerianos foi adquirindo uma auréola nos quinze anos que decorreram desde a sua morte, apesar do carácter esotérico dos seus primeiros trabalhos e do carácter fragmentário dos últimos.

O fascínio pela sua pessoa e oeuvre leva inevitavelmente a uma atracção magnética ou a uma defesa estremecida. Sob o olhar das suas palavras tudo se transforma como se se tornasse radioactivo. Mas a sua capacidade de distinguir constantemente novos aspectos das coisas — não tanto pelo processo que consiste em romper criticamente as convenções como pelo de relacionar-se com o objecto de acordo com a sua organização interna, como se a convenção nenhum poder tivesse sobre ele — não pode apreender-se seriamente através do conceito de originalidade. Nenhum pensamento original desse homem inesgotável se assemelha a algo sem mistura.» [T. W. Adorno, 1955]


Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política (trad. Manuel Alberto, Maria Amélia Cruz, Maria Luz Moita) e outras obras de Walter Benjamin estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/walter-benjamin/

Sobre Ética, de Espinosa

 «São muitas as razões que fazem deste livro uma obra singular, a menor das quais não é, certamente, o seu título: “Ética Demonstrada segundo a Ordem Geométrica”. Porquê Ética, se as questões do bem e do mal só aparecem na Parte IV, depois de as três primeiras especularem sobre ontologia, epistemologia, física e psicologia, e se, além disso, desde ainda antes da sua publicação, o livro foi sempre visto como um libelo ateísta, inspirado em Lucrécio e na forma como este encara “a natureza das coisas”?» [Da Introdução]


«Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente, tal como deploramos não ter conhecido, pelo menos é o que me acontece a mim, Berkeley e Montaigne.» [J. L. Borges]


«Espinosa é profundamente relevante para a discussão sobre a emoção e os sentimentos humanos. (…) A alegria e a tristeza foram dois conceitos fundamentais na sua tentativa de compreender os seres humanos e sugerir maneiras de a vida ser mais bem vivida.» [António Damásio, Ao Encontro de Espinosa]


«Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias, a sua e a de Espinosa.» [Henri Bergson]


Ética, de Baruch de Espinosa (tradução, introdução e notas de Diogo Pires Aurélio), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/etica-2/

Sobre A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de Max Weber

 Este livro é, indiscutivelmente, o trabalho sociológico mais importante do século XX. As palavras de Weber surtiram profunda influência no desenvolvimento das ciências sociais modernas.

Em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Max Weber atribui a ascensão da economia capitalista à crença calvinista nos valores morais do trabalho duro e do alcançar da satisfação através do cumprimento dos deveres mundanos.

Baseada na edição alemã original de 1920, esta nova tradução inclui uma esclarecedora introdução de Anthony Giddens, notas explicativas e reacções e comentários feitos por Weber às críticas que a obra recebeu.


«Max Weber tinha razão. Se temos algo a aprender da história do desenvolvimento económico, é que a cultura faz quase toda a diferença.» [David S. Landes]


«Uma das obras mais conhecidas e controversas da ciência social moderna.» [Anthony Giddens]


«Max Weber é uma das figuras canónicas da sociologia contemporânea.» [The Times Higher Education Supplement]


A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (trad. Carlos Leite) e outras obras de Max Weber estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/max-weber/

Sobre Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels

 “Na Primavera de 1847, Karl Marx e Friedrich Engels aceitaram integrar a chamada Liga dos Justos [Bund der Gerechten], uma organização nascida da anterior Liga dos Proscritos [Bund der Geächteten], sociedade secreta revolucionária fundada em Paris nos anos 30 do século xix por artesãos alemães inspirados pela influência revolucionária francesa — na maioria, alfaiates e marceneiros — e que continuava a ser composta ainda sobretudo por artesãos radicais expatriados. A Liga, persuadida pelo seu “comunismo crítico”, propôs‑se publicar um manifesto redigido por Marx e Engels como programa político e também modernizar a sua organização de acordo com esse manifesto.” [Da Introdução de Eric Hobsbawm]


Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, com introdução de Eric Hobsbawm (tradução de António Sousa Ribeiro), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/manifesto-do-partido-comunista/