20.6.24

Sobre A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa

 


Um romance orwelliano sobre os terrores da vigilância do Estado, de uma das mais importantes escritoras japonesas da atualidade.

Numa ilha sem nome, situada numa costa anónima, há objetos que começam a desaparecer. Primeiro chapéus, depois fitas, pássaros e rosas — até que a situação se agrava. A maioria dos habitantes permanece desatenta a estas mudanças, e os poucos com poder para recuperar os objetos perdidos vivem receosos da Polícia da Memória, entidade que assegura que o que desaparece permanece esquecido.

Quando uma jovem mulher, que luta por manter uma carreira de romancista, descobre que o seu editor está em perigo, elabora um plano para o ocultar debaixo da sua casa. À medida que medo e sentimento de perda se aproximam, rodeando-os, agarram-se à escrita como modo de preservar o passado.

“A Polícia da Memória” será brevemente adaptado a série de televisão, realizada por Reed Morano (The Handmaid’s Tale), com argumento de Charlie Kaufman (Being John Malkovich, Eternal Sunshine of the Spotless Mind).


“Uma das mais conceituadas escritoras do Japão explora temas como a verdade, a vigilância do Estado e a autonomia individual, num trabalho que ecoa o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, o Fahrenheit 451 de Ray Bradbury e o Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez, ao mesmo tempo que afirma uma voz própria.” [Time]


“Uma obra-prima que nos chega do futuro.” [The Guardian]


“Um romance magistral.” [The New Yorker]


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa (tradução de Inês Dias), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-policia-da-memoria/

Sobre Eu, Robô, de Isaac Asimov

 


Publicado em 1950, Eu, Robô tornou-se um clássico da ficção científica.

Nesta obra, Isaac Asimov fala-nos do desenvolvimento dos robôs, começando com a relação entre um deles e uma rapariga que o trata como um companheiro de brincadeiras. Mas é aqui que enuncia aquelas que ainda hoje são consideradas as três leis fundamentais da robótica do ponto de vista humano. Essas normas são:

— um robô não pode ferir um ser humano ou permitir que ele sofra;

— um robô deve obedecer às ordens que lhe são dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entram em conflito com a necessidade de não lhes causar qualquer mal;

— um robô deve proteger a sua própria existência, desde que não entre em conflito com as duas primeiras leis.


Eu, Robô, de Isaac Asimov (trad. Ana Marta Ramos), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/eu-robot-pre-venda/

Sobre A Morte Eterna, de Liu Cixin

 


«O mundo conhece a trilogia do escritor chinês Liu Cixin mais pelo nome do primeiro volume, O Problema dos Três Corpos, do que pelo verdadeiro título que agrupa a imensa saga com duas mil páginas. Não é importante, afinal é nesse velho problema irresolúvel da Física que se sustenta a história que construiu e que coloca ao leitor dois grandes problemas: como compatibilizar uma ficção-científica com uma possível realidade. Desde o primeiro volume que o leitor se confronta com uma dimensão do universo em muito diferente de tudo o que a imaginação e o conhecimento científico lhe permite. O espaço de Cixin é ao mesmo tempo frio e distante e fervilhante e próximo, e surge elaborado de uma forma inédita. […]

Pode dizer-se sem margem de erro que o futuro pode ser mais inesperado e assustador do que tudo o que foi escrito neste género literário. E não faltaram até hoje grandes criadores que refletiram sobre a imensidão que nos cerca, como se pode ler em alguns dos títulos publicados nesta coleção da editora Relógio D’Água, como é o caso de Philip K. Dick com Sonhos Elétricos, Frank Herbert com Duna, H.G. Wells com A Guerra dos Mundos, Isaac Asimov com Eu, Robô.» [João Céu e Silva, DN, 17/6/2024: https://www.dn.pt/1557909314/o-fim-do-planeta-terra-ja-esta-escrito-e-nao-faltam-muitos-anos/amp/]


O Problema dos Três Corpos (tradução de Telma Carvalho), A Floresta Sombria e A Morte Eterna (traduções de Eugénio Graf) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/liu-cixin/

Sobre Segunda Casa, de Rachel Cusk

 


Uma mulher convida um prestigiado pintor para passar uma temporada com ela e a sua família, na casa que acabam de construir numa remota zona costeira.

Profundamente impressionada com a sua pintura, espera que o particular olhar do artista ilumine com uma nova luz a sua própria existência e os mistérios da paisagem.

Ao longo desse verão, a presença do pintor vai revelar a distância que separa a realidade das ficções que vamos construindo e as subtis dinâmicas de poder que existem nas relações entre homens e mulheres.


“A prosa de Cusk é profundamente necessária. Segunda Casa, de escrita cruelmente precisa, lembra-nos as razões para que assim seja.” [Sam Byers, The Guardian]


“Os seus narradores […] analisam cada emoção como se esta acabasse de ser inventada.” [Dwight Garner, The New York Times]


“Cusk regressa com um romance impressionante. […] Uma obra de arte impecável.” [Meredith Boe, The Chicago Review of Books]


«Segunda Casa» (trad. Sara Serras Pereira) e «Kudos» (trad. Ana Falcão Bastos) de Rachel Cusk estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/rachel-cusk/

Sobre Amok, de Stefan Zweig


 

Amok é um termo retirado da cultura indonésia e significa «lançar-se furiosamente na batalha». As pessoas afetadas por este estado psíquico têm ataques de fúria cega e procuram aniquilar os que consideram seus inimigos e quem quer que se interponha no seu caminho, sem consideração pelo perigo que correm.

O narrador conta a sua viagem de Calcutá para a Europa a bordo do Oceania. Num passeio noturno na coberta do navio, encontra um médico preocupado e assustado e que evita qualquer contacto social. Este vai contar-lhe o que o levou a uma relação obsessiva por uma mulher que o colocou em estado de amok.


Amok (tradução de Gilda Lopes Encarnação) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

19.6.24

Sobre Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells

 


Em Sistemas em Estado Crítico, um androide assassino descobre-se a si mesmo, e Martha Wells recorre à sua história para interrogar as raízes da consciência através da inteligência artificial.

Num futuro dominado por corporações e viagens espaciais, as missões planetárias têm de ser aprovadas pela empresa, e as equipas são acompanhadas por androides de segurança fornecidos pela mesma. Mas os contratos são atribuídos ao licitante que fica mais barato, e por isso a segurança não pode ser considerada uma preocupação essencial.

Em simultâneo, num planeta distante, uma equipa de cientistas realiza testes num androide fornecido pela empresa, uma UniSegur autoconsciente que pirateou o próprio módulo de controlo e que se refere a si mesma como Assassiborgue. Revelando profundo desprezo pelos humanos, tudo o que realmente quer é estar em paz tempo suficiente para descobrir quem é. Mas quando uma missão vizinha corre mal, cabe aos cientistas e ao seu assassiborgue descobrir a verdade.


Vencedor dos prémios Hugo, Nebula, Alex e Locus.


Brevemente uma série de televisão Apple TV+.


«Todos nós somos um pouco assassiborgues.» [NPR]


Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sistemas-em-estado-critico/

Sobre Sobre Franz Kafka, de Max Brod

 


Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Sobre Franz Kafka, de Max Brod (tradução de Susana Schnitzer da Silva e Ana Falcão Bastos)


Max Brod, autor de uma extensa obra literária, foi amigo de Franz Kafka desde a juventude e permaneceu próximo dele até à sua morte a 3 de junho de 1924.

Foi seu executor testamentário e deve-se a ele a publicação de todos os textos que Kafka lhe pediu para destruir e que foram levados de Praga para Jerusalém.

Foi também Max Brod que se empenhou na divulgação da obra kafkiana, mesmo nos tempos sombrios em que parecia esquecida e só era conhecida de alguns leitores e celebrada por um punhado de escritores e filósofos como Robert Walser, Benjamin, Adorno e Hannah Arendt.

Este livro dá-nos não só uma imagem realista e quotidiana da vida de Kafka tal como foi vista por um dos seus contemporâneos, mas também uma fascinante descrição da interação entre dois escritores de temperamentos diversos, mas com numerosas referências comuns.

Reúne os três escritos mais importantes de Max Brod sobre Franz Kafka: Franz Kafka, Uma Biografia; A Fé e a Doutrina de Franz Kafka e Desespero e Redenção na Obra de Franz Kafka.

As memórias de Max Brod sobre a juventude e a idade adulta que partilhou com Kafka são insubstituíveis. Insubstituível foi também o seu papel na preservação dos seus escritos inéditos. Mas uma visão mais completa, sobretudo no que se refere à importância do humor na obra de Kafka, requer a leitura de toda a sua correspondência e de biografias mais recentes como a de Reiner Stach e mesmo a de Benjamin Balint.



Max Brod nasceu a 27 de maio de 1884, em Praga, então integrada no Império Austro-Húngaro.

Foi autor de numerosas obras, embora tenha ficado sobretudo conhecido como amigo e biógrafo de Franz Kafka.

Brod conheceu o autor de A Metamorfose em outubro de 1902, quando ambos estudavam na Universidade Carolina de Praga. Brod tinha acabado de dar uma conferência sobre Schopenhauer aos alunos de língua alemã. Kafka, um ano mais velho, abordou-o depois dessa palestra e acompanhou-o a casa. Foi o início de uma longa amizade, muitas vezes com encontros diários.

Kafka nomeou-o executor do seu testamento literário, dando-lhe indicações para destruir as suas obras inéditas depois da sua morte.

Em 1939, quando os nazis ocuparam Praga, Max Brod emigrou para a Palestina, então sob o Mandato Britânico, levando consigo uma mala com papéis com escritos, notas e apontamentos de Kafka.

Max Brod morreu a 20 de dezembro de 1968, em Telavive, Israel.



Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-franz-kafka/