13.2.26

Sobre Jane Austen — Uma Biografia, de Claire Tomalin

 «Mas a singularidade de Austen permanece. A questão é o que a tornou possível.

Claire Tomalin, uma veterana jornalista e biógrafa inglesa conhecida por obras sobre Pepys, Dickens e Hardy, bem como sobre Mary Wollstonecraft, romancista e pioneira dos direitos das mulheres, fornece pistas nesta esplêndida biografia que, ao mesmo tempo, explica tudo e não explica nada. Explica tudo porque nos ajuda a entender como o facto de uma mulher inteligente ter crescido rodeada de livros e num ambiente intelectualmente estimulante se sentiu atraída para a literatura. O pai de Austen, reitor numa paróquia do Hampshire, tinha uma grande biblioteca que os filhos e filhas podiam usar. A vida social era animada, e os entretenimentos — bailes, peças de teatro — encorajados.

Austen começou a escrever cedo, e tinha o hábito de ler à família as suas produções. Continuaria a fazê-lo, mesmo em adulta.» [Luís M. Faria, E, Expresso, 13/2/2026: https://expresso.pt/revista/culturas/livros/2026-02-12-livros-tudo-o-que-jane-austen-nos-deixou-c62675d3-1]


Jane Austen — Uma Biografia, de Claire Tomalin (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/jane-austen-uma-biografia/


As obras de Jane Austen editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/jane-austen/

Sobre A Tragédia de Otelo, de William Shakespeare

 «Otelo é porém a continuação da história de Romeu e Julieta depois do casamento e o que se vê não é bonito: o desejo de posse e o demónio do ciúme. O amante colabora inconscientemente com as forças que trabalham para tornar impossível o seu amor: por amor humilha, agride e destrói a coisa amada. Mais um exemplo da riqueza com que Shakespeare trata o seu material.» [Do Prefácio]


A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza (trad. Manuel Resende) e outras obras de William Shakespeare estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/william-shakespeare/

De Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul, de Alexandre Andrade

 «— O labrego que salta para o palco e arremete contra Otelo no preciso momento em que este se lança sobre Desdémona para a assassinar tem todas as razões do mundo para agir desta maneira. Quem ousaria censurá‑lo?» [p. 45 de «Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul», conto «Razões para salvar Desdémona»]


Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul e outros livros de Alexandre Andrade estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/alexandre-andrade/

De Temor e Tremor, de Søren Kierkegaard

 «Aquilo que os antigos gregos, também tendo portanto um razoável entendimento da filosofia, aceitavam como uma tarefa para toda a vida, porque a prática de duvidar não se adquire em dias ou semanas; o que alcançou o velho lutador já retirado que conservara o equilíbrio da dúvida contra todas as armadilhas, negando sem medo a certeza da verdade e a certeza do pensamento, e desafiando sem vacilar a angústia do amor‐próprio e as insinuações da compaixão — é aí que no nosso tempo todos começam.» [p. 51 de Temor e Tremor, trad. Elisabete M. de Sousa]


Temor e Tremor e outras obras de Søren Kierkegaard estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/soren-kierkegaard/

De A Terceira Miséria, de Hélia Correia

 «1.

Para quê, perguntou ele, para que servem

Os poetas em tempo de indigência?

Dois séculos corridos sobre a hora

Em que foi escrita esta meia linha,

Não a hora do anjo, não: a hora

Em que o luar, no monte emudecido,

Fulgurou tão desesperadamente

Que uma antiga substância, essa beleza

Que podia tocar-se num recesso

Da poeirenta estrada, no terror

Das cadelas nocturnas, na contínua

Perturbação, morada da alegria;» [A Terceira Miséria, p. 7]


A Terceira Miséria e outras obras de Hélia Correia estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/helia-correia/

Sobre Pequenas Misérias da Vida Conjugal, de Honoré de Balzac

 Balzac revela-se aqui um divertido observador da intimidade dos casais. 

No essencial, apresenta-nos dois tipos humanos. De um lado, Adolphe, um burguês de desesperante aridez mental; do outro, Caroline, reduzida à dependência. Em conjunto, os dois jovens esposos vão percorrer o caminho que leva das promessas de felicidade às desilusões e mesmo às misérias do casamento.

Como muitas vezes acontece, o casal vai viver as diferentes fases da experiência da incompreensão mútua. O resultado é um quadro ao mesmo tempo grave e pleno de humor, onde Balzac mostra o seu talento para entender a psicologia, o amor-próprio e os conflitos das personagens.

Esta edição inclui também Uma Rua de Paris e o Homem Que nela Mora.


Pequenas Misérias da Vida Conjugal (tradução de Natália Nunes) e outras obras de Honoré de Balzac estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/honore-de-balzac/

12.2.26

Sobre O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, de Oliver Sacks

 «É um livro povoado por personagens tão estranhas como as dos mais fantásticos livros de ficção […]. O Dr. Sacks escreve sobre os admiráveis poderes da nossa mente e o delicado equilíbrio que os sustenta.» [The Sunday Times]


«Estas histórias são contadas por um aventureiro que regressa de terras distantes. São histórias d’As Mil e Uma Noites que divertem e entretêm, que arrancam aos ouvintes novas sequências narrativas: todas aquelas histórias de experiências antigas que gostaríamos de contar, as nossas próprias alucinações e desordens, as avós loucas…» [The Times]


O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu (trad. Maria Vasconcelos Moreira) e outras obras de Oliver Sacks estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oliver-sacks/