20.3.26

Sobre O Céu em Desordem, de Slavoj Žižek

 À medida que nos afastamos da pandemia, outras crises ocupam o centro do palco: desigualdade, catástrofe climática, refugiados em desespero e tensões crescentes de uma nova Guerra Fria. O motivo dominante do nosso tempo é um caos implacável. Žižek reconhece as possibilidades de novos começos em momentos assim.

Neste novo livro aborda, com profundidade analítica, as lições dos Rammstein e de Corbyn, Morales e Orwell, Lénine e Cristo. Nele, o autor procura verdades universais a partir de cenários políticos locais na Palestina e no Chile, em França e no Curdistão, e mais além. Observa ainda com frieza a fragmentação da esquerda, as promessas vazias da democracia liberal e os tépidos compromissos oferecidos pelos poderosos. Das cinzas destes fracassos, Žižek afirma a necessidade de solidariedade internacional, transformação económica e — acima de tudo — um urgente «comunismo de guerra».


«Um dos pensadores contemporâneos de esquerda mais inovadores e entusiasmantes.» [Times Literary Supplement]


«O pensador de eleição da jovem vanguarda intelectual europeia.» [Observer]


«O filósofo mais perigoso do Ocidente.» [The New Republic]


«Nunca deixa de deslumbrar.» [The Daily Telegraph]


«Poucos pensadores ilustram melhor as contradições do capitalismo contemporâneo do que Slavoj Žižek.» [New York Review of Books]


O Céu em Desordem (tradução de Ana Falcão Bastos) e outras obras de Slavoj Žižek em https://www.relogiodagua.pt/autor/slavoj-zizek/

Sobre Poemas, de Mário de Sá-Carneiro

«A poesia de Mário de Sá-Carneiro, sobretudo nalguns poemas de Dispersão, possui um fulgor, uma força e um dinamismo únicos na lírica portuguesa contemporânea. Pode-se dizer que na sua obra há poemas que nascem de uma impulsão arrebatadora que domina inteiramente a consciência e o corpo, e para a qual a imaginação e a linguagem encontram imediatamente a síntese viva e fulgurante da realidade poética. Essa impulsão pode ser tão intensa e instantânea que se volve vertigem, delírio ou álcool (palavras-chave da poesia do autor de Indícios de Oiro) ou esvai-se, após o seu súbito surgir, ou então obscurece a consciência do sujeito: «Mas a vitória fulva esvai-se logo… / E cinzas, cinzas só, em vez de fogo…», «É só de mim que ando delirante — / Manhã tão forte que me anoiteceu.» [Do Prefácio de António Ramos Rosa]


Esta e outras obras de Mário de Sá-Carneiro estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/mario-de-sa-carneiro/ 

Sobre Poemas e Canções I e II, de Leonard Cohen

 Poemas e Canções é a mais vasta antologia de Leonard Cohen até hoje publicada. Escolhida com a participação do próprio autor, e integrando vários poemas inéditos, reúne os principais textos — se exceptuarmos os romances — da sua produção literária e musical. No seu conjunto, é uma viagem imaginária através da beleza, do horror, do amor e do desespero.

Leonard Cohen nasceu em Montreal em 1934. Em 1956 editou Comparemos Mitologias. O seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, divulgado em 1967, foi um assinalável início musical e popularizou algumas das suas canções mais famosas, como “Suzanne”.

Desde os anos 60, foram publicados onze livros de poemas, dois romances e dezassete álbuns musicais de Cohen, que o tornaram um dos mais conhecidos e influentes artistas, no Canadá, nos Estados Unidos da América e na Europa.


Poemas e Canções I e II trad. Margarida Vale de Gato e Manuel Alberto, revista por Margarida Vale de Gato e Pedro Mexia) e outras obras de Leonard Cohen estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/leonard-cohen/

Sobre Canção do Profeta, de Paul Lynch

 Numa noite escura e chuvosa em Dublin, a cientista e mãe de quatro filhos Eilish Stack abre a porta de sua casa e depara-se com dois oficiais da recém-formada polícia secreta da Irlanda que pretendem interrogar o seu marido, um sindicalista. Depois do marido, também o seu filho mais velho desaparece.

A Irlanda está a desmoronar-se. O país está sob o domínio de um governo que se inclina para a tirania e Eilish só pode assistir impotente enquanto o mundo que conhecia desaparece.

Até onde irá ela para salvar a sua família? E o que — ou quem — está disposta a deixar para trás para o conseguir?


«O júri do Booker Prize escolheu o livro mais oportuno e relevante da lista.» [The Guardian]


«Nenhum livro me abalava tão intensamente há muitos anos… As comparações são inevitáveis — Saramago, Orwell, McCarthy —, mas este romance ocupará o seu lugar próprio.» [Colum McCann]


«Um dos romances mais importantes desta década.» [Ron Rash]


A edição de Canção do Profeta foi publicada com o apoio da @Literature Ireland

Canção do Profeta (tradução de Marta Mendonça) está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/cancao-do-profeta-premio-booker-2023/

Sobre A Canção da Árvore, de Coralie Bickford-Smith

 “Maravilhoso, poético… fala da importância do abrigo e do seu poder de incentivar a confiança e a tolerância, bem como de capacitar o desenvolvimento e a independência.” [Julia Eccleshare]


“Cada página parece viva. As estrelas da noite e os pirilampos brilham.” [Observer]


“Emocionante... uma celebração do mundo ao nosso redor, no momento em que mais precisamos.” [Creative Review]


“Uma fábula comovente... uma obra-prima, cada página é um sumptuoso festim de cores.” [Financial Times]


A Canção da Árvore e outras obras de Coralie Bickford-Smith (tradução de Inês Dias) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/coralie-bickford-smith/

19.3.26

Sobre Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares

 «Esta repetição da viagem iniciática do Ocidente, tendo como “modelo” a de Os Lusíadas, é uma original revisitação da mitologia cultural e literária do mesmo Ocidente, não como exercício sofisticado de desconstrução (que também é) mas como versão lúdica e paródica de uma quête, aleatória e como tal assumida. Não sei se existe entre nós — e mesmo algures — um objecto ficcional tão intrinsecamente “literário”, quer dizer, o de uma “viagem” que é, em múltiplos sentidos, o da construção do barco literário da mesma viagem.» [Do Posfácio de Eduardo Lourenço]


«Uma Viagem à Índia», «O Fim dos Estados Unidos da América — Epopeia» e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre A Planície, de Jhumpa Lahiri

 A acção deste romance de Jhumpa Lahiri decorre entre a Índia e os EUA. É a história de dois irmãos ligados pela tragédia, de uma mulher brilhante perseguida pelo seu passado, de um país destruído pela revolução e de um amor que sobreviveu à morte.

Subhash e Udayan Mitra são irmãos inseparáveis. Vivem num bairro pobre em Calcutá, onde nasceram, e onde muitas vezes são confundidos pelos vizinhos, tal a sua semelhança.

Mas eles são bem diferentes.

Nos anos 60, Udayan junta-se ao movimento de Naxalbari, que luta contra a desigualdade e a pobreza, arriscando a própria vida.

Subhash, que não partilha a paixão política do irmão, parte em busca de uma carreira de investigação científica num tranquilo recanto dos EUA.

Mas quando Subhash descobre o que aconteceu ao irmão, regressa ao seu país de origem, na esperança de poder reconstruir a sua fragmentada família.


A Planície foi finalista do National Book Award e esteve na shortlist do Man Booker Prize 2013.


«(…) Lahiri escreve com enorme precisão emocional, movendo-se com confiança entre diferentes períodos, lembrando Light Years, de James Salter. Na sua versão épica, o que é comum ilumina-se. Parece escrever sobre famílias, mas na verdade escreve sobre a solidão, e sobre pessoas que evitam os que lhes são mais próximos… A sua voz possui uma autoridade moral intemporal.» [Anjali Joseph, The Times Literary Supplement]


«Espantosa… Lahiri é uma realista comparável a John Updike, Philip Roth e Jonathan Franzen…» [Urmila Seshagiri, Los Angeles Review of Books]


A Planície (trad. Inês Dias) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-planicie/