30.3.26

Sobre A Fórmula Preferida do Professor, de Yoko Ogawa

 A Fórmula Preferida do Professor, de Yoko Ogawa, é uma história sobre o significado de viver o presente e sobre as equações que podem criar uma família.


Ele é um brilhante professor de matemática com um problema peculiar: desde que sofreu uma lesão cerebral, vive com apenas oitenta minutos de memória de curto prazo. Ela é uma jovem empregada doméstica, perspicaz, com um filho de dez anos, contratada para cuidar dele.

Todas as manhãs, quando o professor e a empregada se conhecem novamente, uma relação estranha e bela floresce. Embora ele não consiga reter memórias por muito tempo (o seu cérebro é como uma gravação que começa a apagar-se a cada oitenta minutos), a sua mente continua viva com elegantes equações do passado; e os números, com a sua ordem articulada, revelam um mundo poético e acolhedor à empregada como ao seu filho.


«Altamente original. Infinitamente encantador. Profundamente comovente.» [Paul Auster]


«Um daqueles livros escritos com uma linguagem tão límpida e despretensiosa que lê-lo é como olhar para um lago profundo de águas transparentes. Mas mesmo nas águas mais claras podem esconder-se correntes que só se revelam quando nelas mergulhamos. E mergulhar no mundo de Yoko Ogawa é deixarmo-nos levar por forças que se sentem mais do que se veem.» [The New York Times Book Review]


«A Fórmula Preferida do Professor é estranhamente encantador, salpicado de humor e mistério que nos mantêm envolvidos do princípio ao fim.» [Ron Charles, The Washington Post]


A Fórmula Preferida do Professor (tradução de Miguel Serras Pereira) e A Polícia da Memória (tradução de Inês Dias) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/yoko-ogawa/

29.3.26

Sobre Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida

 “No momento em que morreu, Joaquim escrevia um livro que nunca me mostrou. Meu pai, meu estranho. Ouvi falar da sua obra inacabada desde criança. Onde guardar a dança da mão direita do escritor, enquanto projectou o romance, toda a vida adulta, o pontilhado de gestos abortados, os rascunhos fantasma, tentativas, planos, ou seriam sonhos, a energia despendida, o fogo de que irradiavam ideias que jamais viram a luz? O que restou foi o vazio. Mas talvez o vazio seja um lugar — uma cidade — repleto de avenidas.”


Livro composto de vários livros, finais e andamentos, Livro da Doença tem na sombra um livro inacabado e nunca lido por Djaimilia Pereira de Almeida, à volta do qual se constitui uma elegia pelas várias mortes e nascimentos da imaginação. O livro foi distinguido com o Prémio Literário Fernando Namora 2025.


Livro da Doença e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

28.3.26

Sobre As Ondas, de Virginia Woolf

 As Ondas é considerado o mais radical romance de Virginia Woolf — um desses raros escritores que nasceu no «instante em que uma estrela se pôs a pensar».

Marguerite Yourcenar, sua tradutora francesa, descreveu-o assim:

«As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.

Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciarem-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração.»


As Ondas (tradução de Francisco Vale) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre Julia, de Sandra Newman

 Uma recriação imaginativa de 1984, de George Orwell, do ponto de vista de Julia, amante de Winston Smith.


Julia leva-nos numa jornada surpreendente pelo universo distópico de Orwell, com reviravoltas que revelam lados inesperados não apenas de Julia, mas de outras figuras familiares no universo de 1984. Uma perspetiva única, que expõe o nosso próprio mundo de maneiras assustadoras, tal como o romance original fez em 1949.


«Newman não apenas se mostra uma digna sucessora de Orwell, como o supera, tanto em conhecimento da natureza humana quanto no desenvolvimento de personagens.» [Los Angeles Times]


«Julia ilumina os pontos cegos de Orwell e atualiza a sua obra.» [The Economist]


«Uma reflexão fascinante sobre o totalitarismo sob o prisma da época de Orwell e da nossa própria época.» [The Guardian]


«Um trabalho formidável, partir de um clássico e refazê-lo de uma nova perspetiva.» [The Telegraph]


«Newman faz muito mais do que atualizar 1984, fá-lo parecer novamente uma leitura essencial.» [The Sunday Times]


Julia, de Sandra Newman (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/julia/


Mil Novecentos e Oitenta e Quatro e outras obras de George Orwell editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-orwell/

27.3.26

Minissérie O Conde de Monte Cristo

 Minissérie O Conde de Monte Cristo a partir de hoje na 2 


Mais informação em https://www.seriesdatv.pt/noticias/estreias/2026/03/o-conde-de-monte-cristo-minisserie-com-sam-claflin-estreia-na-rtp2/


Para Umberto Eco, e muitos outros leitores e críticos, O Conde de Monte Cristo «é um dos mais apaixonantes romances alguma vez escritos».

O livro é a história de Edmond Dantès, jovem capitão da marinha mercante, que uma infame conjura lança nas masmorras do Castelo de If e a quem a descoberta de um tesouro permitirá alcançar a riqueza e fazer justiça.

É uma narrativa sobre o poder e o dinheiro que nos leva de Marselha à ilha de Monte Cristo, depois a Roma e a Paris, nos anos 1830, onde reinam os banqueiros e homens de negócios.

É também a história de uma vingança implacável, nascida das ruínas de um amor destruído, a vida de uma personagem generosa e irresistível, que conquista a atenção do público há mais de século e meio.


O Conde de Monte Cristo (trad. Alexandra Maria Matos de Amaral Maria Ribeiro, Rute Mota) e Os Três Mosqueteiros (trad. José Cláudio e Júlia Ferreira), de Alexandre Dumas, estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/alexandre-dumas/

26.3.26

De Folhas de Erva, de Walt Whitman

 «CANTO AQUELE QUE EXISTE EM SI MESMO


Canto aquele que existe em si mesmo, uma pessoa simples e independente,

Pronuncio, todavia, a palavra Democrático, a palavra En-Masse.


Canto o próprio organismo da cabeça aos pés,

Nem só a fisiognomonia nem apenas o cérebro são dignos da Musa, afirmo que a Forma completa é muito mais digna,

Eu canto tanto a Mulher como o Homem.


A Vida imensa em paixão, vitalidade e força,

Com alegria, para que mais livre seja o impulso formado sob as leis divinas,

Eu canto o Homem Moderno.»

[trad. Maria de Lourdes Guimarães]


Folhas de Erva (trad. Maria de Lourdes Guimarães) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/folhas-de-erva/

25.3.26

Sobre Tudo O Que Sobe Deve Convergir, de Flannery O'Connor

 Os nove contos de Tudo O Que Sobe Tem de Convergir confirmam Flannery O’Connor como uma das mais importantes escritoras do Sul dos EUA, a par de Eudora Welty, Carson McCullers e Katherine Anne Porter.

A história que dá nome ao livro é um drama sobre desentendimentos familiares e raciais. «Revelação» e «O Calafrio Permanente» exploram os conflitos entre figuras parentais e os seus obstinados descendentes, onde a intensidade é gerada tanto por conversas calmas, como pela violência física de gangsters e fanáticos.


«Flannery vê o compromisso com o Cristianismo não como uma comunhão confortável, mas como um estado de ansiedade permanente. E nunca cessa de nos lembrar que a interação com o Divino é necessariamente aterradora. Os processos da fé — batismo, eucaristia, revelação — não são meros conceitos abstratos ou rotinas institucionais, mas sim experiências radicais, transformadoras e permanentes. A esta luz, as tatuagens de Parker, no último conto do livro, serão a metáfora perfeita para a conversão: algo doloroso, indelével, exuberante e alternadamente ridículo ou assustador para quem observa.» [Do Posfácio]


Tudo O Que Sobe Tem de Convergir (trad. Rogério Casanova) e outras obras de Flannery O’Connor estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/flannery-oconnor/