12.2.26

Sobre Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez

 Imagine um mundo onde os telemóveis são demasiado grandes para as suas mãos. Onde os médicos prescrevem medicamentos errados para o seu corpo. Onde, num acidente de automóvel, tem mais 47% de probabilidade de sofrer ferimentos graves. Onde, em cada semana, as suas incontáveis horas de trabalho não são reconhecidas nem valorizadas. Se isto lhe parece familiar, há grandes hipóteses de ser uma mulher.

Mulheres Invisíveis mostra-nos como um mundo largamente construído por e para homens ignora sistematicamente metade da população. Estas páginas expõem o preconceito de género que está na raiz da discriminação que afeta diariamente a vida das mulheres.


“Leiam este livro e digam-me depois se o patriarcado é apenas produto da minha imaginação.” [Jeanette Winterson, The New York Times]


“Este livro muda tudo. É uma coletânea de factos intransigentes, reunidos com ambição e competência, que nos conta a história do que acontece quando nos esquecemos de considerar metade da população humana. Deveria fazer parte das estantes de qualquer legislador, político ou gestor.” [The Times]


Vencedor do Royal Society Science Book Prize 2019

Vencedor do Financial Times and McKinsey Business Book of the Year Award 2019


Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez (trad. Maria Eduarda Cardoso), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mulheres-invisiveis/

Sobre As Mulheres e a Ficção, de Virginia Woolf

 Neste texto, Woolf investiga as razões pelas quais, ao longo dos séculos, as mulheres romancistas produziram tão poucas obras notáveis.


As Mulheres e a Ficção (tradução de Ana Maria Chaves) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre Notas para Uma Ficção Suprema, de Wallace Stevens

«Em carta de Maio de 1942, Wallace Stevens escrevia à Redacção de “The Cummington Press”: “Ficção Suprema quer dizer Poesia.” Já na carta de Janeiro de 1943, dirigida a Hi Simons, carta profusamente explicativa de várias passagens do poema, afirma a respeito do significado de Supreme Fiction: “devo confessar que ainda não defini Ficção Suprema. Alguém que conhece tão bem as minhas coisas, como você, terá razão em pensar que significa poesia. Eu não digo que não é poesia; eu não sei o que é. A minha próxima tarefa será a de tentar ser um pouco mais preciso sobre este enigma. Tenho evitado fazê-lo porque assim que começo a racionalizar perco a poesia que há na ideia.”

Podemos considerar que esta indefinição é um pouco esbatida numa carta de Março desse mesmo ano dirigida a Gilbert Montague: “Notas para Uma Ficção Suprema foi escrito nos meses de Março e Abril de 1942 (…). Exactamente como lhe chamei, trata-se de um conjunto de Notas. Subjaz a isto a ideia de que faz parte da condição da crença a possibilidade de nos entregarmos (…) a uma declarada ficção.” E acrescenta: “Isto é o mesmo que dizer que nos é possível acreditar em qualquer coisa que sabemos não ser verdade”.» [Do Prefácio de Maria Andresen]


Notas para Uma Ficção Suprema (trad. Maria Andresen e Alexis Levitin) e outras obras de Wallace Stevens estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/wallace-stevens/

Sobre Notas de Inverno sobre Impressões de Verão, de Fiódor Dostoievski

 Este livro resulta da primeira viagem de Dostoievski ao estrangeiro, efectuada em 1862.

Desafiado pelos amigos a descrever as suas impressões, o autor de Crime e Castigo respondeu através de uma mistura de ensaio e ficção.

A obra reúne observações de viagem, esboços, comentários, que no conjunto constituem uma tipologia mais imaginária do que real do Ocidente. Em muitas das cenas descritas, situadas em Paris, Londres ou em carruagens de comboio, encontramos a prosa incisiva do autor de Memórias do Subterrâneo e Os Demónios.


Notas de Inverno sobre Impressões de Verão (trad. António Pescada) e outras obras de Fiódor Dostoievski estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/fiodor-dostoievski/

De No Inverno, de Karl Ove Knausgård

 «Se tivermos crianças em casa, a primeira neve é ansiosamente esperada. Mesmo aqui, tão ao sul da Escandinávia, onde na maioria dos invernos há pouca ou nenhuma neve, a expectativa pela queda da neve é grande. As crianças relacionam o inverno, e especialmente o Natal, com a neve, apesar de terem tido apenas a experiência de um único inverno com neve a sério. Que a imagem do inverno, de filmes e livros, se sobreponha à realidade dos dias ventosos e de chuva, e seja mais autêntica do que estes, diz muito do mundo das crianças, que tão facilmente se abre para uma coisa diferente do que existe e que é tão cheio de esperança.

Durante a tarde de ontem, a chuva passou a neve. Grandes e húmidos flocos caíam do céu cinzento e enchiam o ar numa cascata de movimento de que as crianças imediatamente se deram conta. Está a nevar!, disseram, e correram para a janela. A neve não ficava, derretia mal tocava no chão. Saíram para o jardim e ficaram paradas a olhar para cima para o impenetrável cinzento de onde caíam os flocos brancos, mas nada podiam fazer, e foram para dentro outra vez.»


No Inverno (trad. Pedro Porto Fernandes) e outras obras de Karl Ove Knausgård estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/karl-ove-knausgard/

Sobre Receitas de Inverno da Comunidade, de Louise Glück

 Receitas de Inverno da Comunidade, o décimo terceiro livro de poesia de Louise Glück, «pequeno como um átomo que contém o mundo, confirma-a como um dos poetas eminentes do nosso tempo» [Mandana Chaffa, The Chicago Review of Books].


Receitas de Inverno da Comunidade (tradução de Inês Dias) e outras obras de Louise Glück já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louise-gluck/

11.2.26

Sobre Diários, de Franz Kafka

 «Quando começou a escrever os diários, em 1909, Kafka trabalhava numa companhia de seguros (licenciara-se em Direito, a contragosto, para satisfazer as expectativas familiares), vivia ainda com os pais e as três irmãs em Praga, mas recentemente passara a ter um quarto próprio, convivia regularmente com os amigos Felix Weltsch, Oskar Baum e Max Brod, com quem frequentava conferências e cafés, cinemas e bordéis, já começara a publicar textos em revistas e a ser conhecido como autor num círculo restrito. (…)

Nos catorze anos de que os diários dão registo, acompanhamos as inquietações obsessivamente elaboradas ao longo de uma vida: o conflito com o pai, ou a forma peculiar de violência que é a violência em família; o judaísmo; o corpo e a doença; a hesitação entre casamento e celibato, ambos temidos e desejados; a vida profissional como prisão. Acompanhamos (mais por omissão) a turbulência dos tempos, de que é exemplo a muito citada entrada de 2 de Agosto de 1914, no início da Primeira Guerra Mundial: «A Alemanha declarou guerra à Rússia. – À tarde, natação» (p. 332). Mas praticamente não há elemento que não seja visto à luz da preocupação central de Kafka: a sua vocação de escritor, entendida como a forma de resistência ou de sobrevivência de alguém que, no seio da própria família, foi posto à margem do mundo e dos homens.» [Da Nota Introdutória]


Diários (trad. Isabel Castro Silva) e outras obras de Franz Kafka estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/


Sobre Franz Kafka, de Max Brod (tradução de Susana Schnitzer da Silva e Ana Falcão Bastos), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-franz-kafka/