26.2.26

A chegar às livrarias: O Terceiro Reino, de Karl Ove Knausgård

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Terceiro Reino, de Karl Ove Knausgård (tradução do norueguês de João Reis)


Durante vários dias, uma estrela nova, estranha e intensamente brilhante paira no céu da Noruega, semeando um sentimento de presságio, agitação e medo. Tove, uma pintora em férias com a família, mergulha numa psicose que a lança num turbilhão de criatividade. Geir, um polícia que está a investigar um triplo homicídio, chega a uma revelação sinistra que terá de guardar para si. Line, uma jovem de 19 anos, apaixona-se pelo vocalista de uma banda de metal e é atraída para um mundo secreto e aterrador. Mas o mais desconcertante é a descoberta feita por Syvert, um agente funerário: desde que a estrela apareceu, ninguém morreu.

Em O Terceiro Reino, Karl Ove Knausgård retoma o mundo hipnotizante de A Estrela da Manhã e Os Lobos da Floresta da Eternidade, enquanto um elenco de personagens novas e familiares continua a confrontar-se com o significado desta estrela. O que os assombra, e porquê?


«Knausgård está entre os melhores escritores vivos.» [The New York Times]


«As pessoas em O Terceiro Reino são tão nítidas e convincentes como a persona autobiográfica de Knausgård. Um livro absorvente, que não se consegue parar de ler.» [Lev Grossman]


«Um dos livros mais sedutores que alguma vez li. Romance após romance, Knausgård está a devolver ao mundo uma energia selvagem.» [Brandon Taylor, The Washington Post]


O Terceiro Reino e outras obras de Karl Ove Knausgård estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/karl-ove-knausgard/

Sobre As Casas da Vida de Agustina, de Mónica Baldaque

 «A família, todos eles, tinham um espírito de nómadas, desenraizados da terra que pisavam, ela era apenas o caminho a percorrer, e ficavam para trás, em imagens, os lugares, as pessoas, a própria vida passada. Imagens que Maria Agustina chamava a si, numa espécie de recitação meticulosa, como se se entregasse a uma dissecação poética.

Poética?

O comboio para a Póvoa passava ao longe, nas traseiras da casa, como um brinquedo de folha; avistavam-se os misteriosos casarões cinzentos das famílias alemãs de Oliveira Monteiro, onde um velho jardineiro furtivo varria a caruma do chão de saibro branco; no jardim do colégio das Teresianas, de japoneiras rajadas e araucárias seculares, cruzavam-se caminhos de passeio e oração daquelas freiras de toucado real.»


As Casas da Vida de Agustina e outras obras de Mónica Baldaque estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/monica-baldaque/


As obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre A Casa Assombrada, de Virginia Woolf

 Em A Casa Assombrada e Outros Contos estão reunidos alguns dos mais inovadores contos originalmente escritos em inglês.

É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como «Orlando» e «As Ondas» que sobretudo cumpriu o «insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer». Mas é em contos como «A Marca na Parede», «Lappin e Lapinova» e «O Legado» que melhor nos revela o modo como soube captar um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas desatentos.


A Casa Assombrada e Outros Contos (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre A Casa em Paris, de Elizabeth Bowen

 Quando Henrietta, com apenas onze anos, chega a Paris para passar umas horas com as Fishers, pouco sabe dos fascinantes segredos que envolvem a sua casa. Henrietta descobre depois que a sua visita coincide com a de Leopold, um rapaz que veio a Paris para ser apresentado à mãe que nunca conheceu.

Durante um dia, o mistério que envolve Leopold, os seus pais, a agitada anfitriã de Henrietta e a matriarca do quarto do piso superior que se encontra às portas da morte é-nos revelado de forma lenta e inexorável.

A Casa em Paris é uma obra-prima intemporal e um exemplo da melhor escrita de Bowen.


“O livro de Bowen tem uma atmosfera característica… Imensamente misterioso e com descrições riquíssimas.” [Daily Telegraph]


“Um enredo atraente, inspirado por um profundo conhecimento da natureza humana.” [Times Literary Supplement]


A Casa em Paris (trad. Ana Maria Chaves) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-casa-em-paris/

De Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo

 «Há alguns anos, ao visitar, ou melhor, ao esquadrinhar Notre-Dame, o autor deste livro descobriu, na parede de um recanto escuro de uma das torres, a seguinte palavra gravada à mão:

νάγκη


O autor ficou vivamente impressionado perante aquelas maiúsculas gregas, enegrecidas pelo tempo e profundamente cravadas na pedra, com não sei quantos sinais peculiares da caligrafia gótica impressos nas suas formas e na sua postura, como se quisessem revelar que tinham sido escritas por uma mão da Idade Média, e quisessem sobretudo exprimir o sentido lúgubre e fatal que elas encerram.

Interrogou-se, procurou adivinhar qual podia ter sido a alma atormentada que não quisera abandonar este mundo sem deixar aquele estigma de crime ou de desgraça na fachada da velha igreja.

Mais tarde, a parede foi caiada ou raspada (não sei qual o processo usado) e a inscrição desapareceu. É assim que se tratam há duzentos anos as maravilhosas igrejas da Idade Média. As mutilações vêm de todos os lados, de dentro e de fora. O padre caia-as, o arquiteto raspa-as, e depois vem o povo que as deita abaixo.» [Do Prefácio do Autor]


Notre-Dame de Paris e Os Miseráveis (trad. José Cláudio e Júlia Ferreira) de Victor Hugo estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/victor-hugo/

25.2.26

De A História, de Elsa Morante

 «1906‑1913


Não há muitas novidades, no vasto mundo. Como já todos os séculos e milénios que o precederam na Terra, também o novo século se regula pelo conhecido princípio imutável da dinâmica histórica: a uns o poder, e aos outros a servidão. E sobre isto se fundam, em conformidade, seja a ordem interna da sociedade (dominada atualmente pelos “Poderes” ditos capita‑listas), seja a ordem externa internacional (dita imperialismo), dominada por alguns Estados ditos “Potências”, que praticamente repartem entre si a inteira superfície terrestre em propriedades suas, ou Impérios. Entre elas, a última chegada é a Itália, que aspira ao grau de Grande Potência, e para o merecer já se apoderou pelas armas de alguns países estrangeiros — menos poderosos do que ela —, desse modo criando para si uma pequena propriedade, mas ainda não um Império.» [p. 13 de A História, trad. José Lima]


A História (trad. José Lima) e outras de Elsa Morante estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/elsa-morante/

Alberto Manguel sobre O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares

 «A guerra começou! — Uma alegoria de um império em declínio

[…] Guiando os leitores de capítulo em capítulo, advertindo-os sobre armadilhas e antecipando acontecimentos, retomando detalhes que poderiam ter passado despercebidos e comentando o comportamento das personagens, Tavares demonstra uma audácia notável e uma poderosa mestria narrativa ao desenrolar o seu ambicioso fresco.» [Alberto Manguel, Times Literary Supplement, 20/2/2026: https://www.the-tls.com/literature/fiction/o-fim-dos-estados-unidos-de-america-goncalo-m-tavares-book-review-alberto-manguel ]


O Fim dos Estados Unidos da América será hoje apresentado na FNAC Gaia, às 21h30.

Esta e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/