9.3.26

Sobre Sobre o Cálculo do Volume I, de Solvej Balle

 . Finalista do International Booker Prize 2025

. Um dos Melhores Livros de 2024 segundo a The New Yorker

. Finalista do National Book Award — Literatura Traduzida


Vencedor do Prémio de Literatura do Conselho Nórdico de 2022 (o mais importante galardão literário da Escandinávia), Sobre o Cálculo do Volume I, de Solvej Balle, é o início de uma septologia de ficção especulativa, descrita pelo júri como «uma obra-prima do seu tempo».


Tara Selter, a protagonista deste livro, saiu involuntariamente do comboio do tempo. No seu mundo, o dia 18 de novembro repete-se interminavelmente. Conhecemos Tara no seu 122.º dia 18 de novembro, quando já não tem a experiência da passagem dos dias, semanas, meses ou estações. Encontra-se numa nova e solitária realidade sem conseguir explicar porquê. Como é possível acordar todas as manhãs no mesmo dia, sabendo com precisão quando o melro começará a cantar ou quando irá chover? Conseguirá algum dia partilhar esta nova vida com o seu amado — e agora confuso — marido?


«Lê-la é como ser acariciado pela própria linguagem. Uma obra-prima do seu tempo.» [Júri do Prémio de Literatura do Conselho Nórdico]


«A romancista dinamarquesa exilou-se numa ilha durante mais de vinte anos para escrever Sobre o Cálculo do Volume, que se tornou um fenómeno internacional.» [Le Figaro]


«Uma meditação sobre as alterações climáticas e uma experiência com a forma ficcional, o romance de Balle é também uma exploração surpreendente de questões profundas sobre a linguagem, as relações humanas e o tempo.» [The New Yorker]


«Uma meditação silenciosa sobre o casamento, observada de uma distância tanto terrivelmente próxima quanto longínqua. Balle comunica algo doloroso sobre os limites de partilhar uma vida — e talvez sobre os limites de partilhar o tempo em si.» [The New York Times]


«Solvej Balle é uma escritora prodigiosa. Nunca leste nada como Sobre o Cálculo do Volume.» [Hernan Diaz]


Sobre o Cálculo do Volume I, de Solvej Balle, tradução do dinamarquês de Elisabete M. de Sousa, está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-o-calculo-do-volume-i/

A Relógio D'Água publicará o segundo volume, com tradução de Elisabete M. de Sousa, no primeiro semestre deste ano.

Sobre Orlando, de Virginia Woolf

 «Da magnífica residência dos Sackville-West, o castelo de Knole, Virginia faz a moldura da sua biografia fantástica; de Vita, herdeira de uma das maiores famílias de Inglaterra, o modelo do seu herói. Homem e depois mulher, mas sobretudo homem e mulher, Orlando poderia ter saído com todas as suas armas do cérebro do Aristófanes do Banquete (…) Virginia Woolf não se sente apenas tentada pela originalidade antropológica de Orlando. O que a interessa no personagem é a inumerável variedade de combinações possíveis que permite a ausência das obrigações humanas habituais. (…) Tesoureiro ou embaixador, perseguidor de raparigas ou musa de espíritos apaixonados pela beleza, melancólico ou exaltado, trocando as calças pelas saias ou refugiando-se na sua tebaida de campo para escrever o seu poema, a sua natureza dupla presenteia-o não com duas nem com dez, mas com cem vidas diferentes.» [Monique Nathan, em Virginia Woolf]


Orlando (trad. Ana Luísa Faria) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

De Cartas de Amor, de Virginia Woolf e Vita Sackville-West

 «Carta de Vita

                         Long Barn

                        3 de Abril

Encontras‑te bem? Estás ao sol? Ah, e Orlando. Esquecia‑me dele. Aterrorizaste‑me, literalmente, com as tuas observações. "Existo, ou inventaste‑me?" Sempre previ isso, quando mataste Orlando. Bem, vou dizer‑te uma coisa: se gostas de mim — aliás, se me amas — um niquinho menos, agora que Orlando morreu, nunca mais me pões os olhos em cima, a não ser, casualmente, num dos convívios de Sibyl. Não serei uma ficção. Não serei amada unicamente num corpo astral ou no mundo de Virginia.

Por isso escreve depressa e diz‑me que ainda sou real. Sinto‑me terrivelmente real neste preciso momento — como as amêijoas e os mexilhões, todos vivos — oh […]

Teu adorador e perfeitamente corpóreo,

Orlando»

[pp. 154-155 de Cartas de Amor, de Virginia Woolf e Vita Sackwille-West, trad. Margarida Periquito]


Cartas de Amor de Virginia Woolf e Vita Sackville-West (trad. Margarida Periquito) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre A Universidade, de Maria Filomena Mónica

 Ao longo deste livro, a autora analisa as vias que as Universidades portuguesas foram percorrendo ao longo do tempo, centrando a sua atenção no período moderno, ou seja, no tempo que vai da Universidade de Coimbra do século XIX até à actual situação. Nos anos imediatamente posteriores ao 25 de Abril, o marxismo primário inundou as Humanidades. Veio depois a massificação e o politicamente correcto. Pelo meio, nasceu a ideia de que as Universidades não deveriam ser elitistas, o que é, para a autora, uma aberração.


A Universidade, Bilhete de Identidade e outras obras de Maria Filomena Mónica estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/maria-filomena-monica/

8.3.26

Sobre Toda a Ferida É Uma Beleza, de Djaimilia Pereira de Almeida e Isabel Baraona

 «Se há coisa que nunca ninguém descobriu, e não se pode descobrir, é o que é uma menina. Como ninguém o sabe, ninguém sabe dizer com certeza quantas vezes uma menina pode nascer, quantas pode morrer, o que a mata ou o que a traz de novo à vida. Qual a diferença entre uma menina e um sonho? Ambos são esquecidos. Entre uma menina e um pesadelo? Ambos são lembrados. Entre uma menina e um machado? Ambos racham. Entre uma menina e um cão? Ambos ladram. Entre uma menina e um chapéu? Ambos servem a uns e não a outros. Entre uma menina e um cavalo? Ambos dançam. Se há mistério no mundo, é o de saber como as meninas se divertem. Descobri-lo obrigaria a saber dizer com certeza aquilo que um ser que ninguém conhece gosta de fazer para passar o tempo. Uma coisa é certa. Aquilo a que se chama “o mundo” é uma conspiração contra a alegria das meninas, contra as meninas se divertirem e se sujarem, contra o seu gozo e as delícias e silêncios desse gozo.»


Toda a Ferida É Uma Beleza, de Djaimilia Pereira de Almeida e Isabel Baraona, foi distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores | DGLAB e está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/toda-a-ferida-e-uma-beleza-pre-venda/

Outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre Vai e Põe Uma Sentinela, de Harper Lee

 Vai e Põe Uma Sentinela retoma, duas décadas depois, a história de Mataram a Cotovia, a obra-prima vencedora do Prémio Pulitzer.


Jean Louise Finch regressa a casa, em Maycomb, no Alabama, vinda de Nova Iorque, para visitar Atticus, o pai envelhecido. Tendo como pano de fundo as tensões dos direitos civis e a turbulência política que estavam a transformar o Sul, o regresso de Jean Louise torna-se incómodo quando descobre verdades perturbadoras sobre a família, a cidade e as pessoas que lhe são mais próximas. As memórias de infância invadem-na, e os seus valores e pressupostos são abalados. Contando com muitas das personagens icónicas de Mataram a Cotovia, Vai e Põe Uma Sentinela narra a vida de uma jovem mulher que passa por uma transição dolorosa mas necessária.

É um livro comovente, evocativo de outra época, mas relevante para os nossos tempos, que não se limita a confirmar o génio da autora mas que funciona como companheiro essencial da sua principal obra, Mataram a Cotovia, dando-lhe profundidade, contexto e até um novo significado.


«O segundo romance de Harper Lee lança mais luz sobre o nosso mundo do que o seu predecessor.» [Time]


«Um livro cativante pela sua atualidade.» [The Washington Post]


«Mais complexo do que o clássico original de Harper Lee. Uma revelação. Um verdadeiro acontecimento literário.» [The Guardian]


«Um livro muito importante.» [The New York Times]


Vai e Põe Uma Sentinela (tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral) e outras obras de Harper Lee em https://www.relogiodagua.pt/autor/harper-lee/

Sobre Os Caminhos da Urze, de Ana Teresa Pereira

 Numa planície ventosa, entre a urze, o nevoeiro e os corredores de uma casa antiga, repetem-se encontros que parecem já ter acontecido.

Vestidos que surgem e desaparecem, cheiros que conduzem pelos corredores da noite, mulheres que se reconhecem como duplos umas das outras, numa narração onde o tempo não avança de forma linear, mas em círculos. Entre o real e o espectral, entre a memória e a ficção, estas narrativas cruzam destinos femininos presos a casas, paisagens e amores.

Um livro de atmosfera densa, onde a literatura se observa a si própria como num espelho, e onde cada caminho conduz, inevitavelmente, de volta à urze.


Os Caminhos da Urze e outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/