14.3.26

Sobre Como Derrotar Trump e Outros Ensaios, de Slavoj Žižek

 «Enquanto a maior parte dos outros líderes ocidentais cruzam os braços e cometem erros, Donald Trump reforça politicamente o seu poder arrogante. A única maneira de o travar é criar uma verdadeira nova ordem mundial.

As decisões impulsivas de Trump, como a sua recusa de aceitar a declaração do G7 aprovada no Quebec, não são simples expressão dos seus caprichos pessoais. São, pelo contrário, reação perante o fim de uma época do sistema económico global, reações que assentam numa compreensão inadequada do que está a acontecer. No entanto, a visão distorcida de Trump baseia-se apesar de tudo na intuição acertada de que o sistema global existente deixou de funcionar.»


Neste conjunto de artigos, Slavoj Žižek confirma a sua capacidade de abordar de modo original temas da atualidade.

É o caso da ação de Trump, do conceito de felicidade, da relação entre a sexualidade e do movimento liberal, dos direitos de robôs, dos problemas de identidade, do politicamente correto no Vaticano e até do casamento real britânico.


«Žižek é um pensador que considera que nada está fora do seu campo de reflexão: o resultado é profundamente interessante e provocador.» [The Guardian]


Como Derrotar Trump e Outros Ensaios (trad. Miguel Serras Pereira), editado pela Relógio D’Água em 2018, e outras obras de Slavoj Žižek estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/slavoj-zizek/

Sobre Como se o Mundo Existisse, de Ana Teresa Pereira

 «Que neblina é esta que nunca levanta nas histórias sem fim de Ana Teresa Pereira, que abismos (de paixão?)? E, no entanto, são nítidos os contornos, nada se esfuma, vemos tudo, as cores vibrantes dos vestidos, as jarras, corredores, portas, escadas, portões, jardins, labirintos. Que espelhos são estes, sempre lá, mal se abrem portas, nos camarins, nos quartos alugados, nos hotéis? Que teatros são estes onde se ensaia? Que homens são estes, estátuas, monstros? Leio sem parar estas histórias misteriosas (são contos? apontamentos?), são uma janela sempre. Aqui, com Ana Teresa Pereira, ler é ver, voltar a ver, voltar a ler.» [Jorge Silva Melo]


«Como se o Mundo Existisse» e outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

Sobre Como Vejo a Ciência, a Religião e o Mundo, de Albert Einstein

 Este livro reúne textos retirados de Como Vejo o Mundo, Ideias e Opiniões e Os Meus Últimos Anos. No seu conjunto constituem uma reflexão de Einstein sobre a sua própria vida, a ciência e os cientistas, a educação, a cultura, a política e a religião.

Famoso pela sua teoria da relatividade que transformou a ciência moderna, Einstein foi também um dos mais inovadores e radicais pensadores do século XX. Os seus textos mostram um particular talento para ir directamente ao essencial dos problemas. E isso tanto no que se refere a aspectos morais, à natureza humana e à guerra nuclear, como à relatividade e gravitação.


Como Vejo a Ciência, a Religião e o Mundo (trad. José Miguel Silva, Ruth San Payo Araújo) e Citações de Albert Einstein (trad. Maria Eduarda Cardoso) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/albert-einstein/

13.3.26

Sobre A Agonia de Eros, de Byung-Chul Han

 Para Byung-Chul Han, um dos traços característicos da sociedade ocidental atual é a agonia de Eros. O eu narcísico tende a fazer dos outros um seu prolongamento e a esperar que o amor seja, antes de mais, algo de agradável. 

As raízes deste fenómeno mergulham na sociedade atual. A conceção neoliberal de liberdade manifesta-se sob o imperativo de que cada qual deve ser livre. Mas trata-se de uma liberdade paradoxal, pois é uma espécie de servidão voluntária em que cada um é o seu próprio empresário e trabalhador em busca de êxito. Desse modo, o neoliberalismo, com o seu encorajamento dos impulsos narcísicos do enriquecimento, gera uma sociedade de depressão e de cansaço. 

As fronteiras, as diferenças e as distâncias esbateram-se e já não estimulam a fantasia que engendra o outro, um dos elementos necessários ao Eros. O capitalismo elimina a alteridade para submeter tudo ao consumo e à exposição como mercadoria, intensificando o pornográfico. A experiência erótica tende a desaparecer. 

Para Han, a atual crise da arte e da literatura pode atribuir-se em grande parte a esta diluição do outro. Para o filósofo germano-coreano, só o amor é capaz de infletir a perspetiva do eu, de fazer surgir o mundo do ponto de vista do outro, da diferença.


A Agonia de Eros (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Sobre Acolher, de Claire Keegan

 Uma menina vai viver com pais adotivos numa quinta na zona rural da Irlanda sem saber quando regressará. Numa casa desconhecida, de gente estranha, encontra um calor e uma afeição que não sabia existirem e começa lentamente a florescer. Até que a revelação de um segredo a faz compreender a fragilidade da sua vida.


«Tão bom como Tchékhov.» [David Mitchell]


«Um livro perfeitamente equilibrado.» [Maggie O’Farrell]


«Luminoso.» [Hilary Mantel]


«Uma obra-prima.» [The New York Times]


Acolher (trad. Marta Mendonça) e outras obras de Claire Keegan estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/claire-keegan/

Sobre O Desaparecido, de Franz Kafka

 «O Desaparecido é o romance – inconcluído e fragmentário – que Franz Kafka começou a escrever em finais de Setembro de 1912, antes portanto de O Processo e O Castelo, e que viria a ser publicado já depois da morte do autor, por Max Brod, em 1927, com o título de Amerika.» [Da nota do tradutor]


«Ao entrar pelo porto de Nova Iorque no navio já lento, Karl Rossmann, rapaz de dezassete anos que havia sido mandado para a América pelos pais, gente pobre, porque uma criada o seduzira e dele tivera um filho, viu a estátua da deusa da Liberdade, que observava havia já bastante tempo, como se a luz do dia subitamente se tivesse tornado mais intensa. Parecia que o braço, com a espada, acabara de se erguer, e em torno da figura dela ondulavam as brisas livres.

“Tão alta”, disse para consigo e, longe de pensar em desviar-se, foi sendo gradualmente empurrado até à amurada pelo número crescente de bagageiros que junto a ele transitavam.»


O Desaparecido (trad. José Miranda Justo) e outras obras de Franz Kafka estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/

Sobre No Castelo do Barba Azul, de George Steiner

 «“No Castelo do Barba Azul”, de George Steiner (1929-2020), reúne “quatro palestras impressionantes sobre a cultura dos tempos recentes”, proferidas em 1971 na Universidade de Kent, demonstrando que o grande humanista já nessa data entrevia o estado lastimoso e o possível destino da grande cultura, sinal do declínio da civilização greco-judaica de que somos herdeiros.» [José Guardado Moreira, Ensino Magazine, Janeiro 2026]


No Castelo do Barba Azul (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/george-steiner/