28.2.26

Sobre A Taça Dourada, de Henry James

 A Taça Dourada, publicado em 1904, é o último romance de Henry James. Tendo como pano de fundo a Inglaterra, é um estudo complexo sobre o casamento e o adultério, e explora a relação ambígua entre Adam Verver e a sua filha Maggie e o modo como ameaça os respectivos casamentos. Com mestria, o autor recorre à consciência das personagens — a pormenores obsessivos e revelações — como forma de fazer avançar o enredo.

Descrito como «labiríntico e claustrofóbico», foi considerado pelo The Guardian um dos cem melhores romances jamais escritos.


A Taça Dourada (tradução de Carlota Pracana) e outras obras de Henry James estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/henry-james/

Sobre Adivinhas de Pedro e Inês, de Agustina Bessa-Luís

 «“A História é uma ficção controlada”, declara Agustina perto do fim do livro, encerrando a divagação sobre a promiscuidade indestrinçável entre o real, o imaginário e o recordado. Estas três dimensões sobrepõem-se neste romance quase policial, que nos apresenta a implosão da Idade Média como causa e consequência do épico amor de Pedro e Inês. Seria, de facto, épico, esse amor? Como nasceu e evoluiu? Foi clandestino, ou legal? Terá passado de desejo a paixão, de paixão a amor, e a tédio, e a prisão, e a raiva, e a instrumento de vingança? Terá Pedro sido atraído pelos puros encantos de Inês ou pela ambição de tomar o trono de Espanha ao seu sobrinho Pedro (outro Pedro-cru, espelho e inimigo) e assim desesperar Afonso IV, seu pai? Quem era Pedro? Quem era Inês? Que ligações existiam entre as famílias de um e de outro, com o seu cortejo de bastardias entre as frescas fronteiras?» [Do Prefácio de Inês Pedrosa]


Adivinhas de Pedro e Inês, com prefácio de Inês Pedrosa, e outras obras de Agustina Bessa-Luís disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre Laranjeira-Amarga, de Jokha Alharthi

 Zuhour, uma estudante omanense numa universidade britânica, encontra-se entre o passado e o presente. Tenta fazer amizades e assimilar a cultura britânica, mas não consegue esquecer as relações que foram centrais na sua vida, sendo a mais importante a que manteve com Bint Aamir, mulher que sempre considerara sua avó, e que morreu assim que Zuhour abandonou a Península Arábica. À medida que a narrativa acompanha as dificuldades por que Bint Aamir passou, entrelaça-se com o presente isolado e insatisfatório de Zuhour, numa combinação de sonhos e memórias.

Laranjeira-Amarga é uma exploração sobre estatuto social, desejo e o lugar da mulher na sociedade, feita através de um retrato em mosaico da vida de uma jovem mulher que procura entender as suas origens enquanto imagina uma idade adulta em que o seu poder e a sua felicidade consigam encontrar a liberdade necessária para florescerem.


«Um romance extraordinário, de uma escritora que, além de vencer o Man Booker International Prize, criou a sua própria estrutura narrativa, que segue a vida de uma jovem mulher omanense que, enquanto constrói uma vida para si mesma no Reino Unido, reflete sobre as relações que fizeram dela a pessoa que é hoje.» [James Wood, The New Yorker]


«Épico. De cortar a respiração.» [TIME]


Laranjeira-Amarga (trad. Marta Mendonça) e Corpos Celestes (trad. Inês Dias) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jokha-alharthi/

Sobre Poemas, de John Donne

«A obra de Donne atravessou um longo período em que mal era conhecida, porque nunca tinha sido reunida ou publicada em livro. No entanto, várias antologias saídas já no século xx relativas aos poetas seiscentistas e às “metaphysical lyrics” e um ensaio de T. S. Eliot datado de 1921, o qual se intitula precisamente “Os poetas metafísicos”, vieram dar o devido relevo à obra que Donne nos deixou.» [Do Prefácio de Maria de Lourdes Guimarães e Fernando Guimarães]

Poemas de John Donne (tradução de Maria de Lourdes Guimarães e Fernando Guimarães) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/poemas-3/

27.2.26

Sobre Amok, de Stefan Zweig

Amok é um termo retirado da cultura indonésia e significa «lançar-se furiosamente na batalha». As pessoas afetadas por este estado psíquico têm ataques de fúria cega e procuram aniquilar os que consideram seus inimigos e quem quer que se interponha no seu caminho, sem consideração pelo perigo que correm.

O narrador conta a sua viagem de Calcutá para a Europa a bordo do Oceania. Num passeio noturno na coberta do navio, encontra um médico preocupado e assustado e que evita qualquer contacto social. Este vai contar-lhe o que o levou a uma relação obsessiva por uma mulher que o colocou em estado de amok.


Amok (tradução de Gilda Lopes Encarnação) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

Sobre Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, de Sylvia Plath

«Mais ou menos “acabados” ou elaborados, os textos reunidos no presente volume valem seguramente por si. Pela riqueza das imagens, pela precisão e abundância dos detalhes, pela naturalidade ao mesmo tempo distanciada e cúmplice com que evocam a infância ou a loucura, pela arte de transformar um episódio aparentemente insignificante numa “campânula de vidro” ou pesa-papéis vitoriano, contendo, abrigando e dando a ver todo um pequeno mundo. Valem também pelas relações que estabelecem, quer entre si, quer, como sublinha o organizador da colectânea [Ted Hughes], com os poemas da autora — relações que tanto podem passar pelo reaproveitamento e reformulação de textos mais antigos (…).» [Da Nota Prévia de Ana Luísa Faria]


Zé Susto e A Bíblia dos Sonhos (trad. Ana Luísa Faria) e outras obras de Sylvia Plath estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sylvia-plath/

Livros da Relógio D’Água nomeados para Prémio Livro do Ano Bertrand



Foram divulgados os finalistas do Prémio Livro do Ano Bertrand 2025, entre os quais se encontram três obras editadas pela Relógio D’Água. O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares, candidato a melhor livro de ficção lusófona; As Sete Idades, de Louise Glück (tradução de Inês Dias), candidato a melhor livro de poesia; e Lavagante, de José Cardoso Pires, candidato a melhor reedição de grandes obras da literatura.


Os livros da Relógio D’Água estão disponíveis em www.relogiodagua.pt