16.2.26

Sobre A Primeira Mão Que Segurou a Minha, de Maggie O'Farrell

 Quando o sofisticado Innes Kent aparece à sua porta, Lexie Sinclair percebe que não pode esperar mais para começar a viver e decide partir para Londres, onde, no coração da cena artística de Soho na década de 1950, constrói uma nova vida.

Anos depois, Elina e Ted estão a lidar com o nascimento do primeiro filho. Ela luta para conciliar as exigências da maternidade com a sua vida artística, enquanto Ted é assombrado por memórias da sua infância que não coincidem com as histórias contadas pelos pais. À medida que Ted começa a procurar respostas, é revelado um retrato de duas mulheres — separadas por cinquenta anos mas ligadas de formas que nenhuma poderia ter previsto.


“Um livro estranho e sensual, que vai perturbar e assombrar o leitor.” [Emma Donoghue]


“Como Daphne du Maurier, O'Farrell traz à superfície os nossos medos primordiais.” [Daily Mail]


A Primeira Mão Que Segurou a Minha (tradução de Inês Dias) e outras obras de Maggie O’Farrell estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/maggie-ofarrell/

Sobre Candeia Coração, de Banu Mushtaq

 «Com este livro de contos, a escritora indiana e activista pelos direitos humanos venceu o International Booker Prize de 2025, situando as suas narrativas no espaço familiar e comunitário e revelando os conflitos emocionais e práticos, as assimetrias provocadas pelo género, mas também pela classe social, e uma atenção detalhada à oralidade e aos contornos plásticos da sua expressão quotidiana.» [Sara Figueiredo Costa, Blimunda, Janeiro 2026: https://blimunda.josesaramago.org/candeia-coracao/]


Candeia Coração, de Banu Mushtaq (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/candeia-coracao-vencedor-international-booker-prize-2025/

Sobre Para além do Bem e do Mal, de Friedrich Nietzsche

 «Talvez mais do que qualquer outro livro de Nietzsche, o Para além do Bem e do Mal (1886) é uma obra programática, no sentido em que expõe com relativa clareza figuras do futuro e aponta formas positivas da moral e da política. É como se apenas nesse momento a filosofia de Nietzsche adquirisse a qualidade daquilo a que Hegel chamava «espírito objectivo», ou seja, uma estrutura de pensamento que já não depende de uma subjectividade e adquiriu autonomia. O que caracteriza esse espírito é que ele recolhe todos os traços relevantes que desde o início se desenvolveram e foi construindo uma figura própria ao longo da sua história. Na verdade, agora Nietzsche recupera e sistematiza a seu modo temas, estilos, argumentos e obsessões que, desde o Humano, Demasiado Humano, tomaram forma no seu pensamento. Veremos no entanto que esse carácter programático consiste mais numa ordenação de características típicas do filósofo do futuro, do que num programa moral novo.» [Do Prefácio de António Marques]


Para além do Bem e do Mal (trad. Carlos Morujão) e outras obras de Friedrich Nietzsche estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/friedrich-nietzsche/


Sobre As Flores do Mal, de Charles Baudelaire

 «As Flores do Mal não contêm poemas históricos nem lendas; nada que repouse sobre uma narrativa. Não vemos nelas tiradas filosóficas. A política não aparece, as descrições são raras e sempre significativas. Mas tudo nelas é encanto, música, sensualidade poderosa e abstrata… Luxo, forma e voluptuosidade. Há nos melhores versos de Baudelaire uma combinação de carne e de espírito, uma mistura de solenidade, de calor e de amargura, de eternidade e de intimidade, uma raríssima aliança da vontade com a harmonia, que os distingue nitidamente dos versos românticos, como os distingue nitidamente dos versos parnasianos.» [Do Prefácio de Paul Valéry]


As Flores do Mal (trad. João Moita), O Spleen de Paris (trad. Jorge Fazenda Lourenço) e outras obras de Charles Baudelaire estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-baudelaire/

Sobre O Senhor Walser e a Floresta, de Gonçalo M. Tavares

 O senhor Walser constrói a sua nova casa no meio da floresta. Está à espera de alguém e, felizmente, a campainha toca.


«Como o senhor Walser está contente! No meio de arbustos, ervas selvagens e outras manifestações da natureza ainda em pleno e imprevisível trajecto de vida, eis que foi possível construir — por via de um sentido técnico especializado de que só a grande civilização é capaz — a casa simples, sem nada de luxuoso ou ostensivo, uma mera casa para viver, a de Walser, homem que se encontra, por enquanto, sozinho no mundo, mas que vê naquela construção finalmente terminada — quantos anos demorou?! tantos! — uma oportunidade para no fundo, sejamos sinceros, encontrar companhia.»


O Senhor Walser e a Floresta e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre A Floresta Sombria, de Liu Cixin

 Em A Floresta Sombria, os ocupantes da Terra tremem perante a revelação de uma invasão alienígena que se dará no prazo de apenas quatro séculos. Os colaboradores que uniam as raças foram derrotados, e a presença de cognis — partículas subatómicas que permitem a Trisolaris acesso imediato a toda a informação humana — significa que os planos de defesa da Terra foram transmitidos ao inimigo. Apenas a mente humana permanece um segredo. 

Esta é a motivação para o Projecto Clausura, um ambicioso plano que concede a quatro homens recursos avultados para que desenvolvam estratégias secretas. Três destes homens são influentes estadistas e cientistas, mas o quarto é um completo estranho. Luo Ji, astrónomo e sociólogo chinês, fica perplexo com a sua nova posição. Apenas sabe que é o único dos quatro homens que Trisolaris quer ver morto. 


“Um livro altamente inovador… uma mistura única de especulação científica e filosófica.” [George R. R. Martin, sobre o primeiro volume da trilogia, O Problema dos Três Corpos


A Guerra dos Mundos do século XXI.” [Wall Street Journal, sobre o primeiro volume da trilogia, O Problema dos Três Corpos


“Extraordinário.” [The New Yorker, sobre o primeiro volume da trilogia, O Problema dos Três Corpos


O Problema dos Três Corpos (tradução de Telma Carvalho) e A Floresta Sombria e A Morte Eterna (traduções de Eugénio Graf) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/liu-cixin/

15.2.26

Sobre Os Lobos da Floresta da Eternidade, de Karl Ove Knausgård

 «A estrela pop da literatura norueguesa, Karl Ove Knausgård (n. 1968), regressou em 2020 à escrita ficcional com o romance A Estrela da Manhã (Relógio D'Água, 2023). Na altura, anunciou que aquele seria o começo de outro dos seus projectos literários colossais: um novo conjunto de seis livros (na Noruega, entretanto, já foram todos publicados); desta vez já não de autoficção, não há já personagens chamadas Karl Ove. E são romances para serem lidos autonomamente, sem ordem cronológica.

Os Lobos da Floresta da Eternidade é o segundo romance desse anunciado conjunto. O que os une, até agora, são as muitas reflexões sobre a condição de sermos mortais (“Cada morte tem uma explicação. Mas não a morte como um todo. Essa não tem explicação nenhuma.”»), sobre as relações humanas, sobre as nossas responsabilidades perante os outros, o materialismo e o espiritual (sempre com traços transcendentais, como os sonhos premonitórios), e tudo isto num ambiente com muito de pré-apocalíptico. [José Riço Direitinho, ípsilon, Público, 13/2/2026: https://www.publico.pt/2026/02/12/culturaipsilon/critica/karl-ove-knausgard-segunda-estrela-misteriosa-lobos-floresta-eternidade-2164165]


Os Lobos da Floresta da Eternidade (tradução do norueguês de João Reis) e outras obras de Karl Ove Knausgård em https://www.relogiodagua.pt/autor/karl-ove-knausgard/