19.4.26

Sobre Arquipélago das Galápagos ou As Ilhas Encantadas, de Charles Darwin e Herman Melville

 Este livro reúne o capítulo de A Viagem do Beagle que Darwin dedicou às Galápagos e As Ilhas Encantadas, de Herman Melville, que fala sobre o mesmo arquipélago.


«Contemplai as calcinadas e sombrias Ilhas Encantadas. Este promontório mais próximo, com a forma de uma cratera, pertence a Albemarle, a maior ilha do arquipélago, com sessenta milhas ou mais de comprimento, e quinze de largura. Alguma vez vislumbrastes o verdadeiro e genuíno equador? Alguma vez, em sentido lato, pisastes o Risco? Ora bem, aquele promontório ali que tem também uma forma de cratera, submerso em lava amarela, é atravessado pelo equador exatamente como uma tarte de abóbora cortada ao meio por uma faca de cozinha.»


Arquipélago das Galápagos ou As Ilhas Encantadas (trad. Margarida Vale de Gato e Miguel Serras Pereira) e outras obras de Charles Darwin e de Herman Melville estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-darwin/ e https://relogiodagua.pt/autor/herman-melville/

Sobre «Cartografias de Lugares mal Situados», de Ana Margarida de Carvalho

 Os cenários de guerra são, por definição, lugares mal situados. Neles, as emoções são intensificadas, a generosidade, a compaixão, mas sobretudo a raiva, o medo, a crueldade e a bruteza.

Nestes contos, Ana Margarida de Carvalho percorre alguns desses lugares, desde uma povoação de Portugal durante a Terceira Invasão Francesa, passando por uma biblioteca não nomeada, centro de operações da resistência, onde os livros servem para tudo menos para ler, até um lugar incerto onde há mulheres cercadas por snipers, as vozes são proibidas e o silêncio parece interminável.


«Cartografias de Lugares mal Situados» e outras obras de Ana Margarida de Carvalho estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/ana-margarida-de-carvalho/

18.4.26

Sobre A Revolução dos Cravos, de Alex Fernandes

 Lisboa, 25 de abril de 1974. No espaço de um único dia, cai o mais antigo regime ditatorial da Europa. Na noite de 24 de abril de 1974, às 22h55, uma estação de rádio lisboeta transmite “E depois do Adeus”, a canção portuguesa do Festival da Eurovisão. Às 18h20 do dia seguinte, o mais antigo regime fascista da Europa tinha caído. Quase não se disparou um tiro. Os cidadãos saem às ruas, oferecem cravos aos soldados revolucionários. Pela primeira vez em 48 anos, Portugal é livre.

A Revolução dos Cravos percorre as ruas de Lisboa à medida que a revolução se desenrola, revelando os inúmeros atos de resistência passados — tanto comuns como extraordinários — que tornaram o 25 de Abril possível. É a história de revoltas operárias e conspirações, fugas ousadas de prisões, de soldados a desobedecer às ordens dos seus superiores e de simples atos de coragem por parte de milhares de cidadãos. É a história de como um grupo de jovens capitães derrubou um império que se estendia pelo mundo.


“Alex Fernandes demonstra um conhecimento enciclopédico da história política portuguesa contemporânea nesta exploração admiravelmente pormenorizada da revolução que trouxe a democracia em 1974. Um livro empolgante e inspirador que se lê de um fôlego.” [Richard Zimler]


“Um relato detalhado e evocativo de uma revolução como nenhuma outra: a Revolução Portuguesa de 1974. Um livro que precisa de ser lido.” [Helder Macedo]


A Revolução dos Cravos lê-se como um thriller político. Fernandes, escritor português a viver em Londres, transmite com mestria quão insensata e improvável foi a iniciativa. O autor domina a bibliografia e os arquivos históricos sobre a revolução.” [The Times]


A Revolução dos Cravos — O Dia em Que Caiu a Ditadura Portuguesa, de Alex Fernandes (tradução de Ana Cardoso Pires), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-revolucao-dos-cravos-o-dia-em-que-caiu-a-ditadura-portuguesa/

Sobre Citações de Albert Einstein

 Esta é a edição definitiva da coletânea de citações de Einstein traduzida em mais de vinte e cinco línguas.

Inclui novas secções — “Sobre e para as Crianças” e “Sobre Raça e Preconceito” —, bem como uma cronologia da vida de Einstein, o esclarecedor prefácio de Freeman Dyson e comentários de Alice Calaprice.

Cada citação está devidamente documentada, e Calaprice selecionou cuidadosamente novas fotografias e caricaturas para apresentar cada secção.


“Todos nós que carecemos dos dons intelectuais e espirituais de Einstein temos uma dívida de gratidão com a Princeton University Press por tê-lo humanizado desta forma inovadora.” [Timothy Ferris, New York Times Book Review]


“Este livro fascinante revela Einstein como um ser humano completo, ao mesmo tempo com um lado sensível e outro mais sombrio e taciturno.” [Physics World]


Citações de Albert Einstein (tradução de Maria Eduarda Cardoso) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/citacoes-de-albert-einstein/

17.4.26

Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil

 Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil (Tradução de José Cláudio e Júlia Ferreira)


O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano.

Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável.

Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que assenta sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo».

«O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. […] Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»


«O único grande espírito do nosso tempo.» [Albert Camus]


«Devemos simplesmente expor-nos à personalidade de uma mulher de génio, de um tipo de génio semelhante ao dos santos.» [T. S. Eliot]


«A padroeira de todos os desenraizados.» [André Gide]


«Pode confiar-se que rejeitará o superficial e enfrentará o essencial e o profundo.» [Times Literary Supplement]


Mais informação sobre esta e outras obras de Simone Weil em https://www.relogiodagua.pt/autor/simone-weil/

Sobre A Terra no Inverno, de Andrew Miller

 Finalista Booker Prize 2025

Vencedor do Walter Scott Prize 2025

Vencedor do Winston Graham Historical Prize 2025


Dezembro de 1962: numa aldeia perdida no interior de Inglaterra, dois casais vizinhos começam o dia. O médico local, Eric Parry, inicia as suas rondas pela aldeia, enquanto a mulher grávida, Irene, vagueia pelos quartos da velha casa, a pensar na distância que cresceu entre os dois.

Numa quinta próxima vive Rita Simmons, espirituosa mas atormentada, também à espera de um bebé. Passa os dias a tentar ser mulher de um agricultor, mas a cabeça continua fixa em imagens de um passado turbulento que Bill, o marido, prefere esquecer.

Quando Rita e Irene, que vivem em lados opostos de um campo vazio, se encontram, um relógio começa a contar. Ainda há afeto em ambos os lares. Nenhum dos casamentos foi abandonado. Mas quando o frio de dezembro cede lugar às tempestades do inverno mais duro de que há memória, também as mágoas secretas guardadas nestas quatro vidas se exteriorizam.


«A escrita de Andrew Miller é uma fonte de espanto e prazer.» [Hilary Mantel]


«Um livro terno, elegante e cheio de alma. Perfeito. Soberbo.» [Samantha Harvey]


«O favorito dos leitores para vencer o Booker Prize 2025.» [Financial Times]


«Um livro mesmo especial.» [Sarah Jessica Parker, jurada do Booker Prize 2025]


«A cada novo romance, Andrew Miller revitaliza a forma e leva o leitor a lugares novos e extraordinários.» [Sarah Hall]


A Terra no Inverno, de Andrew Miller (tradução de José Miguel Silva), está disponível nas livrarias e em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-terra-no-inverno/

Sobre Projeções, de Karl Deisseroth

 Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais.

É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais.


“Uma análise brilhante e comovedora do cérebro humano e das emoções. Uma grande leitura.” [Nature]


“Consegue ao mesmo tempo comover e esclarecer o leitor. Um livro muito agradável de ler e repleto de ciência de vanguarda.” [The Observer]


“Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.” [Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química]


“Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.” [May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina]


“Escreve com um verdadeiro amor pelas palavras mas também com uma lúcida linha de investigação científica.” [The Guardian]


Projeções, de Karl Deisseroth (tradução de Frederico Pedreira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/saco-de-pano-relogio-dagua-editores/