19.2.26

Sobre Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires

 «Na Balada da Praia dos Cães, oferece-nos uma obra-prima mas, como nos seus restantes livros, torna-se necessário um paladar exigente a fim de compreender isso. Para falar do romance precisava de muita conversa, e prefiro que seja o leitor a entendê-lo e a dar-se conta, por si, das subtilezas, alçapões e achados desta prosa com vários níveis de leitura e compreensão. Como tudo o que José Cardoso Pires nos deixou. Por favor, leiam-no: é uma imensa prenda que darão a vós mesmos.» [Do Prefácio de António Lobo Antunes]


Balada da Praia dos Cães e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-cardoso-pires/

Sobre A Balada do Café Triste, de Carson McCullers

 A Balada do Café Triste narra o encontro, numa pequena povoação norte-americana, de Miss Amelia com um corcunda que se afirma vagamente seu primo e um condenado, Marvin Macy, que regressa da prisão para se vingar de um repúdio antigo. A particular sensibilidade de Carson McCullers transforma este encontro de paixões numa história bela, estranha e nostálgica que termina com um combate entre Miss Amelia e Macy no café que depois disso permanecerá para sempre triste.

Escrito em 1951, dezasseis anos antes da sua morte, este livro de Carson McCullers foi considerado por Tennessee Williams uma das obras-primas em prosa da língua inglesa. 


A Balada do Café Triste (trad. José Guardado Moreira) e outras obras de Carson McCullers estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/a-balada-do-cafe-triste/

Sobre Física da Tristeza, de Gueorgui Gospodinov

 Finalista dos prémios Strega Europeo e Gregor von Rezzori, Física da Tristeza reafirma Gueorgui Gospodinov como um dos mais inventivos e ousados escritores da Europa.

Publicado quase uma década antes de Refúgio no Tempo, vencedor do International Booker Prize, Física da Tristeza tornou-se um clássico de culto underground. Encontrando um estranho consolo no mito do Minotauro, um homem chamado Gueorgui reconstrói a história da sua vida como um labirinto, deambulando pelo passado para encontrar a criança melancólica no centro de tudo.

Cataloga curiosos casos de abandono, que vão da Antiguidade ao Antropoceno; relata cenas de uma infância turbulenta na Bulgária dos anos 70, passada sobretudo numa cave; e descreve um encontro bizarro com um excêntrico flâneur chamado Gaustine.

Ao ler Física da Tristeza, encontramos diversas personagens secundárias, deambulamos por várias histórias e sentimos empatia pelo incompreendido Minotauro, que está no centro de tudo o que acontece.


“Um livro peculiar e de leitura compulsiva que sugere habilmente o vazio e a tristeza na sua essência.” [The New York Times]


Física da Tristeza, O Jardineiro e a Morte e Refúgio no Tempo (traduções de Monika Boneva e Paulo Tiago Jerónimo) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/gueorgui-gospodinov/

Sobre Física no Dia-a-Dia, de Rómulo de Carvalho

 «O modo de locomoção do espírito a que nos convida parece feito à nossa medida, é experimental de fazer em casa ou de ver na rua, e nele entramos sem iniciação ou reverência, sem baixar a cabeça numa porta estreita ao cimo de uma escada.

O percurso escolhido vai dos sentidos às técnicas pela experiência, da óptica dos espelhos, das lentes, do caleidoscópio ou do arco-íris, aos ímanes, à electricidade, às alavancas e aos foguetões, à pressão e ao atrito, à flutuação dos barcos, à tensão superficial, ou ainda ao peso do ar, aos termómetros, aos fenómenos do som. Pelo caminho, ensina-nos a ferver água numa caixa de papel, a fazer um sempre-em-pé e a gostar de perceber o porquê das coisas.

Rómulo de Carvalho veio recordar-nos, mais uma vez, como a Física também é quotidiana. A sua obra de divulgação científica, agora em reedição, ocupa um lugar destacado na história da divulgação em Portugal.» [Do Prefácio de José Mariano Gago]


Física no Dia-a-Dia e outras obras de Rómulo de Carvalho estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/romulo-de-carvalho/


Obra Completa, de António Gedeão, está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/obra-completa-pre-venda/

Sobre A Sinfonia Pastoral, de André Gide

 «A Sinfonia Pastoral é, entre outras coisas, a história de um homem que levou para casa um pequeno ser que vivia no escuro e que o amou de tal forma que o fez descobrir os objectos, as cores, os livros, a música. O pequeno ser transformou-se numa bela mulher e durante algum tempo foram felizes. Mas, no dia em que ela finalmente viu a neve, viu os rostos dos que estavam à sua volta, a escuridão voltou.» [Do Prefácio de Ana Teresa Pereira]


A Sinfonia Pastoral, de André Gide (tradução de Carlos Correia Monteiro de Oliveira), com prefácio de Ana Teresa Pereira, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-sinfonia-pastoral-pre-publicacao/

Sobre Fome, de Knut Hamsun

 Fome, o mais conhecido dos romances de Knut Hamsun, fala-nos das deambulações de um jovem escritor perseguido pela fome e a miséria na capital norueguesa.

Por vezes, consegue que algum jornal lhe compre um artigo que escreveu com grande esforço. Mas a fome perturba-o. Aos poucos, vai vendendo os escassos bens materiais que possui, incluindo os botões do casaco. Vai abordando os transeuntes, alternando frases de abatimento, cólera e exaltação. Mas o orgulho leva-o a recusar a mendicidade ou o roubo.

Atingindo um estado de alucinação, acaba mesmo por roer ossos. Mas, de cada vez que parece atingir a última fase de desespero, um qualquer milagre adia-a e prolonga o seu suplício. Onde haverá uma saída? Será Ylajali capaz de o ajudar a encontrá-la?

Trata-se de um livro semiautobiográfico, e ninguém antes de Knut Hamsun, saído da miséria mais completa, tinha sido capaz de contar uma tal aventura.


«Hamsun é o maior escritor de sempre.» [Thomas Mann]


«Algo de novo acontece neste livro...» [Paul Auster]


Fome, de Knut Hamsun (tradução de João Reis), com prefácio de André Gide, está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/fome-premio-nobel-da-literatura-prefacio-de-andre-gide/

18.2.26

A chegar às livrarias: Eurotrash, de Christian Kracht

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Eurotrash, de Christian Kracht (tradução de Ana Falcão Bastos)


Nomeado para o International Booker Prize 2025

Um dos 12 melhores livros de 2024 para o The Times

Um dos melhores livros de 2024 para o Financial Times


Eurotrash começa em Zurique, aonde Christian regressa para cuidar da mãe octogenária, após esta ter tido alta de uma instituição psiquiátrica. Confrontando-se com as sombras do passado da família — em particular, as fortes ligações do avô ao regime nazi — e lutando para navegar o terreno emocionalmente dilacerante da relação com a mãe, parte com ela numa viagem. Enquanto atravessam a Suíça de táxi, mãe e filho tentam doar a vasta fortuna dela, enfiada num grande saco de plástico, a desconhecidos.

Alternando entre o perturbador, o hilariante e o comovente, Eurotrash narra uma história pessoal, que é também uma crítica da cultura contemporânea.


«Christian Kracht é um mestre de frases belamente construídas, cuja elegância oculta o terror.» [Daniel Kehlmann]


«Uma divagação lúdica sobre o esbatimento das relações entre pais e filhos e as dificuldades do aproximar do capítulo final da vida.» [The Times]


«Inquietante.» [Financial Times]


«Eurotrash é um prazer de ler.» [The Washington Post]


«Incrível e cativante.» [Karl Ove Knausgård]


Christian Kracht é um romancista suíço cuja obra foi traduzida para mais de 30 línguas. Nascido em Berna, formou-se no Sarah Lawrence College, em Nova Iorque. Entre os seus romances contam-se Faserland, 1979, Imperium — vencedor do Prémio Literário Wilhelm Raabe e incluído pela Publishers Weekly entre os dez melhores livros de 2015 — e, mais recentemente, The Dead, vencedor do Prémio do Livro Suíço e do Prémio Hermann Hesse.

Kracht trabalhou como jornalista para várias revistas e jornais na Alemanha, incluindo a Der Spiegel, além de ter sido escritor de livros de viagens e argumentista. A sua obra foi adaptada para teatro e cinema.

Eurotrash integrou os nomeados do International Booker Prize 2025.

O autor vive atualmente em Zurique.


Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/produto/eurotrash/