21.4.26

Sobre A Promessa da Política, de Hannah Arendt

 Em textos nunca antes publicados, Hannah Arendt aborda o problema da filosofia política, o problema da acção após a Revolução Francesa, e a promessa inerente à prática política. Ao analisar Karl Marx, a autora mostra como a filosofia política regressou aos seus primórdios na Antiguidade e como essa tradição negligenciou a liberdade humana. Arendt sugere uma nova forma de entender a actividade política — na qual o fenómeno totalitário nunca poderia ocorrer —, que é de grande importância no actual momento histórico.


A Promessa da Política (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Sobre Embaixada a Calígula, de Agustina Bessa-Luís

 Este livro nasce da viagem que Agustina Bessa-Luís fez com o marido, em 1959, para participar num congresso em Aix-en-Provence, que reuniu destacadas figuras da literatura europeia.

Em monótonas e quentes tardes de Verão, poetas e pensadores juntam-se para debater «o destino da Europa», um tema com pouco de original e já nessa época bastante acabrunhante.

Com o seu génio particular, e fazendo-se acompanhar em imaginação por Fílon de Alexandria nas diversas cidades que visita, Agustina vai desdobrar esta viagem no acompanhamento de uma embaixada encarregada de tentar convencer um imperador romano a assegurar os direitos do povo judeu de Alexandria. Fixa a sua atenção em Calígula, que não passava de «um homem vulgar», dos que «matam com naturalidade, no palco onde vocifera umas vezes o bom senso, outras vezes o sentimento da divinização», e que passa a representar a Europa e o Ocidente como destino.


Embaixada a Calígula, com prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, e outras obras de Agustina Bessa-Luís em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre Sobre Franz Kafka, de Max Brod

 Max Brod, autor de uma extensa obra literária, foi amigo de Franz Kafka desde a juventude e permaneceu próximo dele até à sua morte a 3 de junho de 1924.

Foi seu executor testamentário e deve-se a ele a publicação de todos os textos que Kafka lhe pediu para destruir e que foram levados de Praga para Jerusalém.

Foi também Max Brod que se empenhou na divulgação da obra kafkiana, mesmo nos tempos sombrios em que parecia esquecida e só era conhecida de alguns leitores e celebrada por um punhado de escritores e filósofos como Robert Walser, Benjamin, Adorno e Hannah Arendt.

Este livro dá-nos não só uma imagem realista e quotidiana da vida de Kafka tal como foi vista por um dos seus contemporâneos, mas também uma fascinante descrição da interação entre dois escritores de temperamentos diversos, mas com numerosas referências comuns.

Reúne os três escritos mais importantes de Max Brod sobre Franz Kafka: Franz Kafka, Uma Biografia; A Fé e a Doutrina de Franz Kafka e Desespero e Redenção na Obra de Franz Kafka.

As memórias de Max Brod sobre a juventude e a idade adulta que partilhou com Kafka são insubstituíveis. Insubstituível foi também o seu papel na preservação dos seus escritos inéditos. Mas uma visão mais completa, sobretudo no que se refere à importância do humor na obra de Kafka, requer a leitura de toda a sua correspondência e de biografias mais recentes como a de Reiner Stach e mesmo a de Benjamin Balint.


Sobre Franz Kafka, de Max Brod (tradução de Susana Schnitzer da Silva e Ana Falcão Bastos), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-franz-kafka/


As obras de Franz Kafka editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/

Sobre Chuang Tse

 Chuang Tse é uma colectânea de textos enigmáticos, divertidos, irónicos e perspicazes que a tradição atribui ou de algum modo associa ao escritor e filósofo Chuang Chou, que viveu no final do século IV a.C., e que fascinam quem quer saber mais sobre o Tao do que o que nos diz o Tao Te King. Em conjunto com ele, forma a base textual e filosófica da escola de pensamento taoista. Pouco conhecido no Ocidente, é uma das mais importantes obras literárias de toda a história chinesa e exerceu uma enorme influência na cultura de toda a Ásia Oriental. muitas gerações de escritores chineses até ao presente. A maioria dos estudiosos considera-a superior, em quase todos os aspectos, ao muito mais conhecido Tao Te King. A filosofia nele exposta, que incita cada pessoa a encontrar por si própria a felicidade interior, facilitou a assimilação do pensamento budista na China e a sua evolução para o budismo Zen.


Chuang Tse e Tao Te King (tradução e comentários de António Miguel de Campos) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/tradutor/antonio-miguel-de-campos/

20.4.26

Sobre Caras Baratas, de Adília Lopes

 «“Le meilleur choix de poèmes est celui que l’on fait pour soi”, escreveu Paul Éluard, e, no que respeita a esta antologia, gostaria de lhe roubar o lema. Com a publicação de Obra foram criadas, pela primeira vez, as condições “materiais” para a recepção mais alargada da produção literária de Adília Lopes, cujos livros já estavam em grande parte esgotados ou eram difíceis de adquirir. A antologia, organizada em 2001, por valter hugo mãe, Quem quer casar com a poetisa?, centra-se na “questão afectiva no universo de Adília Lopes” e integra, além de uma escolha de textos de Obra, alguns poemas dispersos em revistas. Correspondendo ao desejo da autora e do editor, os textos de Caras Baratas foram escolhidos exclusivamente a partir de Obra, ou seja, os poemas do volume A mulher-a-dias (2002) e de César a César (2003) já não foram considerados.

Tendo em conta que o meu primeiro encontro com a obra de Adília aconteceu através da descoberta da pequena preciosidade que é O Marquês de Chamilly [Kabale und Liebe], que teve continuação temática em 2000 com O regresso de Chamilly; e considerando que a temática de Marianna Alcoforado, freira histórica e figura literária recriada por Adília Lopes, está presente em toda a sua obra, optei por incluir nesta antologia a totalidade dos textos que integram aqueles dois livros, tanto como todos os outros poemas que pertencem a este campo temático. Em relação aos outros textos escolhidos, deixei-me guiar mais pelo gosto pessoal do que por considerações de outra ordem. Neste gosto contaram, com certeza, o meu apreço pela auto-ironia, pelo distanciamento irónico e pela reflexão poética sobre a relação entre a vida e a literatura.
Quando Adília Lopes criou a sua Marianna Alcoforado, conseguiu insuflar o sopro da vida numa personagem cuja concepção é aberta e por isso permite que, através dela, e a partir dela, possa nascer um número virtualmente ilimitado de outros textos poéticos.» [Do Posfácio de Elfriede Engelmayer a Caras Baratas, 2004: https://www.relogiodagua.pt/produto/caras-baratas-antologia/ ]

Colóquio de Editores Europeus, de 1 a 4 de Novembro, em Espanha

 



A Fundación Formentor anunciou as datas para o II Colóquio de Editores Europeus. Aí terão lugar as Conversas Literárias, em que decorrerá a cerimónia de entrega do Prémio Formentor das Letras a Gonçalo M. Tavares.


As obras de Gonçalo M. Tavares editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento, de George Steiner

 «Schelling, entre outros, atribui à existência humana uma tristeza fundamental, inescapável. Mais particularmente, esta tristeza oferece o fundamento sombrio sobre o qual assentam a consciência e a cognição. Este fundamento sombrio deve, na verdade, ser a base de toda a perceção, de todo o processo mental. O pensamento é rigorosamente inseparável de uma “melancolia profunda e indestrutível”. A cosmologia atual oferece uma analogia à crença de Schelling. Aquela do “ruído de fundo”, dos comprimentos de onda cósmica, esquivos mas inescapáveis, que são os vestígios do Big Bang, do surgimento do ser.»


Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento (tradução de Ana Matoso) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-steiner/