4.4.26

Sobre Hyperion, de Dan Simmons

 No mundo Hyperion, fora do alcance da lei galáctica, existe uma criatura chamada Picanço. Há quem a venere. Há quem a tema. Há quem tenha jurado destruí-la. No vale dos Túmulos do Tempo, onde estruturas enormes e sombrias se movem no sentido cronológico inverso, o Picanço aguarda por todos eles.

Na véspera do Armagedão, com toda a galáxia em guerra, sete peregrinos partem numa última viagem a Hyperion em busca de respostas para os enigmas não resolvidos das suas vidas. Cada um leva consigo uma esperança irrequieta e um terrível segredo. Um deles poderá ter o destino da humanidade nas suas mãos.


«Iguala, e talvez até supere, a obra de Isaac Asimov e de James Blish.» [The Washington Post]


«Uma narrativa infalivelmente inventiva, generosamente concebida e estilisticamente segura.» [The New York Times]


Hyperion, de Dan Simmons (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/hyperion/

Em breve a Relógio D’Água publicará o segundo volume da tetralogia, A Queda de Hyperion, com tradução de Elsa T. S. Vieira.

3.4.26

Sobre Crónica de Um Vendedor de Sangue, de Yu Hua

 Um dos livros mais influentes das últimas décadas na China, este romance, escrito por um dos mais importantes autores chineses contemporâneos, narra-nos como foi viver sob o governo do presidente Mao.


Xu Sanguan, um distribuidor de casulos de uma fábrica de seda, aumenta o seu magro salário através de visitas ao chefe do sangue. Enquanto luta para sustentar a esposa e os três filhos, as suas visitas tornam-se perigosamente frequentes. 

Quando descobre que o seu filho predileto nasceu de um caso entre a esposa e um vizinho, Xu Sanguan vê a sua vida desmoronar-se. Ao mesmo tempo, a sua esposa é publicamente acusada de prostituição. Perante tamanhas indignidades, Xu Sanguan encontra refúgio nos laços de sangue da sua família. Crónica de Um Vendedor de Sangue, romance escrito com rara intensidade emocional, tece os fios da vida humana através da narração dos dias de um homem comum.


«Comovente… estruturado com mestria e de uma escrita sublime. Um romance que absorve o leitor e constantemente o faz parar para pensar.» [The Boston Globe]


«Um acontecimento literário raro… Xu Sanguan é uma personagem que define não apenas uma geração mas a alma de um povo.» [The Seattle Times]


Crónica de Um Vendedor de Sangue e outras obras de Yu Hua (trad. Tiago Nabais) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/yu-hua/

2.4.26

Sobre Peter Pan, de J. M. Barrie

 Na perseguição da sua sombra perdida, Peter Pan entra de rompante no quarto de três crianças, Wendy, Michael e John. Após muita atrapalhação, Wendy consegue finalmente devolver a Peter a sua sombra frenética e, em troca, ele propõe aos três irmãos que o acompanhem até à sua casa, num lugar a que chama Terra do Nunca.

Um mundo de fantasia, voo e diversão, a Terra do Nunca traz espanto constante a Wendy e aos seus irmãos. Mas, a par da magnificência que a Terra do Nunca oferece, espreita o malvado capitão Gancho…


Peter Pan, de J. M. Barrie, com ilustrações de Alice B. Woodward (tradução de Ana Luísa Faria), está disponível nas livrarias e em https://www.relogiodagua.pt/produto/peter-pan-com-ilustracoes-a-cores/

1.4.26

Sobre O Nariz, de Nikolai Gogol

 O Nariz é um conto satírico de Gogol, escrito durante a sua estada em São Petersburgo e publicado em 1836 numa revista literária dirigida por Puchkin.

Trata-se da história de um assessor de colégio que desperta uma manhã sem nariz e descobre que ele desenvolveu uma vida própria, até se tornar conselheiro de Estado.

O tema deste conto parece ter que ver com a própria experiência de Gogol, que frequentemente ridicularizava nas cartas o seu próprio nariz.


Nariz (tradução do russo de Carlos Leite) e outras obras de Nikolai Gogol estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/nikolai-gogol/

31.3.26

Sobre Jane Eyre, de Charlotte Brontë

 Jane Eyre, criança órfã, cresceu em casa da tia, onde a solidão e a crueldade imperavam, e ainda numa escola de caridade com um regime severo. Esta infância fortaleceu, no entanto, o seu espírito de independência, que se revela crucial quando ocupa o lugar de preceptora em Thornfield Hall. Porém, quando se apaixona por Mr. Rochester, o seu patrão, um homem de grande ironia e cinismo, a descoberta de um dos seus segredos força-a a uma opção. Deverá ficar com ele e viver com as consequências disso, ou seguir as suas convicções, mesmo que para tal tenha de abandonar o homem que ama?

Publicado em 1847, Jane Eyre chocou inúmeros leitores com a sua apaixonada e intensa descrição da busca de uma mulher pela igualdade e a liberdade.


«A obra-prima de um grande génio.» [William Makepeace Thackeray]


Jane Eyre (trad. Mécia e João Gaspar Simões) e uma selecção de poemas de Charlotte Brontë (trad. Ana Maria Chaves) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charlotte-bronte/

30.3.26

Sobre A Fórmula Preferida do Professor, de Yoko Ogawa

 A Fórmula Preferida do Professor, de Yoko Ogawa, é uma história sobre o significado de viver o presente e sobre as equações que podem criar uma família.


Ele é um brilhante professor de matemática com um problema peculiar: desde que sofreu uma lesão cerebral, vive com apenas oitenta minutos de memória de curto prazo. Ela é uma jovem empregada doméstica, perspicaz, com um filho de dez anos, contratada para cuidar dele.

Todas as manhãs, quando o professor e a empregada se conhecem novamente, uma relação estranha e bela floresce. Embora ele não consiga reter memórias por muito tempo (o seu cérebro é como uma gravação que começa a apagar-se a cada oitenta minutos), a sua mente continua viva com elegantes equações do passado; e os números, com a sua ordem articulada, revelam um mundo poético e acolhedor à empregada como ao seu filho.


«Altamente original. Infinitamente encantador. Profundamente comovente.» [Paul Auster]


«Um daqueles livros escritos com uma linguagem tão límpida e despretensiosa que lê-lo é como olhar para um lago profundo de águas transparentes. Mas mesmo nas águas mais claras podem esconder-se correntes que só se revelam quando nelas mergulhamos. E mergulhar no mundo de Yoko Ogawa é deixarmo-nos levar por forças que se sentem mais do que se veem.» [The New York Times Book Review]


«A Fórmula Preferida do Professor é estranhamente encantador, salpicado de humor e mistério que nos mantêm envolvidos do princípio ao fim.» [Ron Charles, The Washington Post]


A Fórmula Preferida do Professor (tradução de Miguel Serras Pereira) e A Polícia da Memória (tradução de Inês Dias) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/yoko-ogawa/

29.3.26

Sobre Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida

 “No momento em que morreu, Joaquim escrevia um livro que nunca me mostrou. Meu pai, meu estranho. Ouvi falar da sua obra inacabada desde criança. Onde guardar a dança da mão direita do escritor, enquanto projectou o romance, toda a vida adulta, o pontilhado de gestos abortados, os rascunhos fantasma, tentativas, planos, ou seriam sonhos, a energia despendida, o fogo de que irradiavam ideias que jamais viram a luz? O que restou foi o vazio. Mas talvez o vazio seja um lugar — uma cidade — repleto de avenidas.”


Livro composto de vários livros, finais e andamentos, Livro da Doença tem na sombra um livro inacabado e nunca lido por Djaimilia Pereira de Almeida, à volta do qual se constitui uma elegia pelas várias mortes e nascimentos da imaginação. O livro foi distinguido com o Prémio Literário Fernando Namora 2025.


Livro da Doença e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/