9.5.21

Sobre O Super-Homem das Massas, de Umberto Eco

 



Em O Super-Homem das Massas, Umberto Eco analisa géneros literários como a banda desenhada e o romance popular. 

Eco mostra-nos como a figura do super-homem deixou de ter que ver com a que Nietzsche apresentara na segunda metade do século xix. Para isso acompanha a evolução deste tipo de herói desde Os Mistérios de Paris de Eugène Sue até aos livros de Ian Fleming sobre o elegante agente James Bond, passando pelo Conde de Monte Cristo, Rocambole, Arsène Lupin, Tarzan e os heróis dos romances de Pitigrilli.

Através dos ensaios reunidos neste livro, o semiólogo italiano recentemente desaparecido reflete sobre os diferentes géneros do «romance popular», que vão desde o policial ao histórico, e investiga as relações entre este tipo de paraliteratura e as personagens de super-homens que foram sendo criadas.


O Super-Homem das Massas e outras obras de Umberto Eco estão disponíveis em  https://relogiodagua.pt/autor/umberto-eco/

Sobre O Vale dos Assassinos, de Freya Stark

 



Freya Stark viajou a pé, de burro, de camelo e automóvel para chegar à antiga fortaleza de Alamut, descrita por Marco Polo, situada no vale da sociedade secreta dos Assassinos.

Na ausência de mapas da região, Stark convenceu um guia local a conduzi-la através de montanhas e planícies até encontrar a fortaleza coberta de tulipas. Após a viagem, elaborou o primeiro mapa da área.

O Vale dos Assassinos é a viagem a um mundo que hoje só podemos visitar em livro.


O Vale dos Assassinos (trad. de Ana Maria Chaves) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-vale-dos-assassinos/

De Instante, de Wisława Szymborska

 



«INSTANTE


Vou pela ladeira da colina verdejante.

Erva, florinhas na erva,

como nas gravuras para crianças.

O céu enevoado, a ficar azul.

A vista para as outras colinas propaga-se no silêncio.


Como se por aqui não tivesse havido nenhuns câmbricos, silúricos,

rochas rosnando umas às outras,

abismos sublevados,

nenhumas noites em chamas

nem dias em baforadas de trevas.


Como se por aqui não se tivessem deslocado planícies

em febris delírios

e gélidos calafrios.


Como se somente em outro lugar se tivessem revoltado os mares

e se rompessem as orlas dos horizontes.


São nove e trinta, hora local.

Tudo no seu lugar e em impecável concórdia.

No vale, a pequena ribeira na qualidade de pequena ribeira.

A vereda sob a forma de vereda desde sempre e para sempre.

O bosque sob o pretexto de bosque por toda a eternidade, ámen.

No alto, os pássaros no papel de pássaros em voo.


Até onde a vista alcança, reina o instante.

Um desses instantes terrenos

aos quais se pede que perdurem.» [pp. 12-13]


Instante e Paisagem com Grão de Areia estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/wislawa-szymborska/

8.5.21

Sobre Dizer Não não Basta, de Naomi Klein

 



Neste livro, Naomi Klein expõe as forças que explicam o sucesso de Donald Trump, mostrando que não se trata de uma aberração mas sim de um produto dos nossos tempos — imagens de marca de reality shows, obsessão pelas celebridades e por CEO, Vegas e Guantánamo e banqueiros gananciosos— tudo em um.

A autora expõe também a sua opinião sobre como podemos quebrar estas políticas de choque, contrariar o caos e a divisão que hoje imperam, e alcançar o mundo de que precisamos.

Dizer Não não Basta é um dos dez livros da longlist do National Book Award de Não Ficção.


«Naomi Klein escreveu um guia de esperança para a pessoa comum. Leiam este livro.» [Arundhati Roy]


«Urgente, oportuno e necessário.» [Noam Chomsky]


«(…) Este livro é um manual para nos emanciparmos através da única arma de que dispomos contra a misantropia organizada: a desobediência construtiva.» [Yanis Varoufakis]


Dizer Não não Basta (trad. de José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/naomi-klein/

Sobre Henrique IV e Seis Personagens em busca de Autor, de Luigi Pirandello

 



Este livro reúne as duas principais peças de Pirandello, a muito conhecida Seis Personagens em Busca de Autor e a menos conhecida, mas talvez mais importante, Henrique IV.

Harold Bloom considera Henrique IV uma peça «extraordinária», acrescentando que embora «seja habitualmente considerada uma farsa trágica, é também necessário conceder-lhe a categoria de tragédia, de Hamlet moderno, o que só acontecerá se a representação do nobre anónimo, protagonista de Pirandello, possuir a dignidade estética própria da arte trágica».


Esta e outras obras de Luigi Pirandello estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/luigi-pirandello/

Livros da Relógio D’Água nomeados para Prémio Livro do Ano Bertrand

 







Fora divulgados os finalistas do Prémio Livro do Ano Bertrand 2020, entre os quais se encontram oito obras editadas pela Relógio D’Água:

A Vida Mentirosa dos Adultos de Elena Ferrante (na categoria Melhor livro de ficção de autores estrangeiros); A Montanha Mágica de Thomas Mann; Mulherzinhas de Louisa May Alcott;  Notre-Dame de Paris de Victor Hugo e O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde (na categoria Melhor reedição de obras essenciais em prosa); A Íris Selvagem de Louise Glück (na categoria Melhor livro de poesia); As Flores do Mal de Charles Baudelaire e Uma Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares (na categoria Melhor reedição de poesia).

Os resultados serão anunciados no final do mês de Maio. Mais informação em https://www.bertrand.pt/template/premio-livro-do-ano-bertrand


Os livros da Relógio D’Água estão disponíveis em www.relogiodagua.pt

Sobre Contos de Gustave Flaubert

 



Os três contos aqui reunidos foram escritos por Flaubert ao longo de dezoito meses.

“A Lenda de S. Julião Hospitaleiro” foi começado em Concarneau, em Setembro de 1875, desenvolvendo um projecto de 1846, e em que a imagem original era o famoso vitral da catedral de Rouen. A preparação consistiu no estudo da vida quotidiana na Idade Média e na consulta de amigos conhecedores do tema. A narrativa foi terminada em Paris, em Fevereiro de 1876.

Flaubert iniciou imediatamente a escrita de “Um Coração Simples”, cujo tom lhe foi sugerido pela sua amiga George Sand que faleceria em Junho de 1876. Foi uma obra escrita “em sua exclusiva atenção, unicamente para lhe agradar”.

Cinco meses depois de terminado “Um Coração Simples”, Flaubert escreveu já a propósito de “Herodíade”: “vejo (tão nitidamente como vejo o Sena) a superfície do Mar Morto cintilando ao sol”. A ideia de um conto oriental e bíblico viera-lhe por contraste com o mundo normando e provinciano de “Um Coração Simples”. O conto combina a memória da sua viagem ao Oriente, em 1850, com o fundo místico do autor que o impeliu para a abordagem de figuras de santos da fé cristã.

Publicados em Abril de 1877 na imprensa, os Três Contos foram de imediato considerados por um crítico, Banville, como “três obras-primas absolutas e perfeitas”.


Contos (trad. Pedro Tamen) e outras obras de Gustave Flaubert estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/gustave-flaubert/