26.11.22

Sobre Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

 



Jamaica, 3 de dezembro de 1976. Sete assassinos de metralhadoras em riste entram de rompante na casa de Bob Marley na véspera de um concerto. Apesar de ferido no peito e num braço, o cantor de reggae sobrevive. Os homens nunca foram descobertos. Mais de oitenta mil pessoas assistem ao concerto que Marley dá dois dias depois.

Breve História de Sete Assassinatos é um livro que revela um poder narrativo ímpar para explorar este evento quase mítico.

Com uma ação que atravessa três décadas e vários continentes, narra as vidas de várias personagens inesquecíveis — miúdos da favela, engates de uma noite, barões da droga, namoradas, assassinos, políticos, jornalistas, e mesmo agentes da CIA.

Breve História de Sete Assassinatos foi já considerado um dos melhores e mais extraordinários romances do século XXI e venceu o Man Booker Prize em 2015.


«Um mergulho intenso num mundo demente, violento e corrupto, feito de forma sublime com recurso à voz de múltiplos narradores… o romance mais original que li em vários anos.» [Irvine Welsh]


Breve História de Sete Assassinatos e Leopardo Negro, Lobo Vermelho (trad. José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marlon-james/


25.11.22

Sobre Fé, Esperança e Carnificina, de Nick Cave e Seán O’Hagan

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Fé, Esperança e Carnificina, de Nick Cave e Seán O’Hagan (tradução de Frederico Pedreira)


ISTO NÃO É UM LIVRO DE MEMÓRIAS, ISTO É UMA CONVERSA


“O que eu quero dizer é que podemos largar muitas peles, mas, no fundo, continuamos a ser a maldita da mesma serpente.


Mas a tua conceção das coisas agora é completamente diferente, por certo, não?


Bem, o jovem Nick Cave podia dar se ao luxo de encarar o mundo com um certo desdém, uma vez que não fazia a menor ideia daquilo que o esperava. Hoje em dia, consigo ver que esse desdém ou desprezo pelo mundo era uma espécie de luxo ou de indulgência, até de vaidade. Ele não tinha a menor noção da preciosidade da vida — da sua fragilidade. Não tinha a menor ideia do quão difícil, se bem que essencial, é amar o mundo e tratar o mundo com misericórdia. E, como já disse, não tinha a menor ideia do que estava por vir. Era completamente inocente a respeito de todas essas coisas.”


FÉ, ESPERANÇA E CARNIFICINA É UM LIVRO SOBRE A VIDA INTERIOR DE NICK CAVE.


Escrita a partir de mais de quarenta horas de conversas íntimas com o jornalista Seán O’Hagan, esta é uma profunda exploração, através das palavras do próprio Nick Cave, sobre o que realmente dirige a sua vida e criatividade.


O livro examina questões de crença, arte, música, liberdade, sofrimento e amor. Mostra com singeleza a vida de Nick Cave desde criança até aos dias de hoje, os seus amores, o seu trabalho ético e a sua dramática transformação em anos recentes.


Fé, Esperança e Carnificina oferece degraus de esperança e inspiração de um verdadeiro visionário.


Mais informação em https://relogiodagua.pt/produto/fe-esperanca-e-carnificina-pre-publicacao/

Sobre A Lua de Bruxelas, de Amadeu Lopes Sabino

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Lua de Bruxelas, de Amadeu Lopes Sabino


“A um sinal da vidente, a bola de cristal, idêntica no tamanho e na transparência à que a criada flamenga oferecera a Luísa no dia da chegada a Bruxelas, iluminou-se como uma lâmpada. A vidente apagou a vela e, na obscuridade da quadra miserável, recitou uma lengalenga num dialeto inidentificável. A bola brilhava mais e mais, refulgia agora, astro fasto ou nefasto, e os olhos da mulher refletiam essa luz mágica.

— A Lua! — exclamava. — O prazer e a culpa numa mesma e única identidade. Não é vulgar, um destino assim. O melhor e o pior numa total confusão. Oh, meu Deus! Não é possível!

— Não é possível?! — perguntava ele, entre a curiosidade e o receio. Governada pela dúvida, a vidente era agora uma Lady Macbeth. João Baptista via-se transportado à Idade Média e esforçava-se por reter os pormenores da cena, para mais tarde a integrar numa novela histórica.

— A Lua, a maldita, a enganadora Lua de Bruxelas. Tudo pode acontecer quando ela aparece. O melhor e o pior. Acontece sempre o melhor e o pior. Mas eu prefiro não entrar em pormenores. Não quero ver, não quero ver…”


A Lua de Bruxelas e Felix Mikailovitch estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/amadeu-lopes-sabino/

Sobre Devorar o Céu, de Paolo Giordano

 



Teresa passa os verões da adolescência com a avó e o pai no sul de Itália. É aí que conhece três rapazes que à noite saltaram a sebe para nadarem na piscina de onde vão ser escorraçados.

Fazem parte de uma espécie de seita religiosa, dirigida pelos pais de um deles, e são inseparáveis. Teresa sente-se atraída por Bern, o mais inquieto e desafiador.

É um encontro que a vai arrancar ao seu previsível destino de estudante universitária em Turim e levá-la a viver o amor e o desamor, o entusiasmo e a frustração na busca de uma relação com a natureza e também com o transcendente.

O grupo que formam procura redimir-se através do cultivo ecológico da terra.

O autor de A Solidão dos Números Primos narra-nos a vibrante história de quatro vidas em que se sucedem não só as estações, mas também as ilusões e os desenganos de um ativismo radical.


«Um acontecimento que confirma Giordano como uma das presenças mais eletrizantes da ficção contemporânea.»

[André Aciman, autor de Chama-Me pelo Teu Nome]


«Um romance feroz como a juventude e puro como uma utopia.» [Paolo Cognetti, autor de As Oito Montanhas]


«Perfeito, comovente, honesto, brilhante, e repleto de personagens que se assemelham a amigos de longa data.» [Andrew Sean Greer, vencedor do Prémio Pulitzer]


«Um romance magnânimo.» [The New York Times Book Review]


«Um romance muito corajoso.» [Roberto Saviano, autor de Gomorra]


Devorar o Céu (trad. Margarida Periquito) e outras obras de Paolo Giordano estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/paolo-giordano/

As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi, em nova adaptação cinematográfica

 


Estreou esta semana nos cinemas portugueses Pinóquio de Guillermo del Toro, a partir da obra de Carlo Collodi, com realização de Guillermo del Toro e Mark Gustafson e a participação dos actores Ewan McGregor e Cate Blanchett, entre outros. O filme estará também disponível na Netflix a partir de 9 de Dezembro.




«As Aventuras de Pinóquio» é a história do boneco de madeira que desejou tornar-se rapaz. Tudo começa quando o desprevenido Gepeto esculpe um pedaço de madeira que consegue andar e falar. Assim nasce Pinóquio, que, depois de causar vários problemas a Gepeto, vive inúmeras aventuras, no decurso das quais é perseguido pela Raposa e pelo Gato, aconselhado pelo Grilo-Falante e salvo por uma linda Menina de cabelos azul-turquesa. Além disso, o nariz cresce-lhe quando conta uma mentira. Como se isso não bastasse, é transformado num burro e engolido por um tubarão, antes de alcançar a felicidade.


As Aventuras de Pinóquio (trad. Margarida Periquito) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/aventuras-de-pinoquio-as/

24.11.22

Sobre Ferry, de Djaimilia Pereira de Almeida

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Ferry, de Djaimilia Pereira de Almeida


No ferry, em direcção a sul, Vera e Albano. Fugiam, ainda que não o soubessem. Na margem norte do rio, estavam a cidade e os fantasmas de quantos os haviam perseguido, existentes e imaginários. No nevoeiro, tudo isso era difícil de ver. A mulher encostou a cabeça ao ombro do homem e deram as mãos. Em diante, o desconhecido. E, sobre o desconhecido, um anel de neblina nascendo das águas negras.


Ferry e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre O Tempo É Uma Mãe, de Ocean Vuong

 


Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Tempo É Uma Mãe, de Ocean Vuong (tradução de Frederico Pedreira)


Neste livro de poemas, Ocean Vuong procura o significado da vida por entre os destroços deixados pela morte da mãe, refletindo sobre o paradoxo de permanecermos sentados com mágoa ao mesmo tempo que procuramos a determinação necessária para a ultrapassar. Mergulhando em memórias, e em sintonia com os temas de Na Terra Somos brevemente Magníficos, Vuong debruça-se sobre a perda, o significado da família e o custo de ser um produto resultante de uma guerra na América.

O resultado é uma abordagem inovadora e corajosa, tanto em relação à linguagem como à forma, que ilumina os principais temas que hoje nos atormentam.


“Um livro terno e corajoso, que partilha os temas do seu romance Na Terra Somos brevemente Magníficos.” [TIME]


“Demora-te nestes poemas, e regressa a eles com frequência.” [The Washington Post]


O Tempo É Uma Mãe e Na Terra Somos brevemente Magníficos (trad. Inês Dias) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ocean-vuong/