17.2.26

Sobre Os Gestos, de Djaimilia Pereira de Almeida

 Os Gestos reúne notas de regresso a casa sob a forma de migalhas deixadas no caminho. Anotações biográficas, ficções curtas, ensaios mínimos, fixações, sinais, lembretes, bilhetes, notas de leitura, acenos: memorabilia das mãos que nos dão a mão quando caímos.


Os Gestos e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça, de Ana Margarida de Carvalho

 Dois homens caminham. Um chega à terra para matar saudades do mar; outro supera um carreiro íngreme com uma carga de azeitonas. O primeiro vem vergado ao peso da vingança. O segundo ao da sobrevivência. Cruzam-se numa estrada, perdida, no Alentejo, junto à fronteira. De Espanha chegam os ecos dos fuzilamentos e os foragidos da Guerra Civil. Transaccionam-se mercadorias, homens, mulheres e até bebés. No espaço de um dia, que medeia dois entardeceres, muitas mulheres de cabelos ensarilhados pelo vento hão-de conspirar num velho depósito de água rachado; duas amigas separam-se e unem-se por causa de um homem que se dissolve na lama. Um rapaz alentejano voltado para as coisas da existência é por todos traído, mas não tem vocação para desforras, e perde o falcão, a sua máquina alada de matar…

Duas comunidades antagónicas, que se hostilizam, guerreiam e dependem uma da outra: uma à míngua, entre vendavais e pó; outra prospera, em traficâncias várias, cercada por pântanos, protegida por um tirano local e pela polícia política, abriga todos os rejeitados pela sociedade, malteses, republicanos espanhóis, fugitivos, cuspidores de fogo, ciganos, artistas de circo, evadidas de conventos, bêbados e arruaceiros. As velhas acusações transformam-se, a guerra tem renovados motivos, a raiva escolhe outros métodos. O grito do corpo continua o mesmo, tal como o gesto que fazemos para proteger a cabeça.


O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça e outras obras de Ana Margarida de Carvalho estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ana-margarida-de-carvalho/

Sobre Coração, Cabeça e Estômago, de Camilo Castelo Branco

 Na encruzilhada entre o romantismo e a ironia, Coração, Cabeça e Estômago é o retrato de um homem dividido entre o que sente, o que pensa e o que come. Narrado em tom de memórias póstumas, este romance traça a vida de Silvestre da Silva, um herói ridículo e comovente, constantemente vencido pelas suas paixões, fantasias e fragilidades. Camilo Castelo Branco assina aqui uma das suas obras mais originais, desmontando as ilusões do amor, da razão e da vaidade humana através da melancolia e do humor.


Coração, Cabeça e Estômago e outras obras de Camilo Castelo Branco estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/camilo-castelo-branco/

16.2.26

Sobre A Origem do Homem e a Selecção Sexual, de Charles Darwin

 «Nenhum homem poderia ter escrito sobre A Origem do Homem melhor que Charles Darwin. E nenhum livro criou uma tempestade tão duradoura, desde os tempos vitorianos até aos tempos modernos, com o seu argumento sobre a evolução humana e o mecanismo de divergência racial a que Darwin chamou “selecção sexual”. Sigmund Freud considerou-o um dos “dez livros mais importantes de todos os tempos”. Para George Eliot e Thomas Hardy, a obra intensificou os temas da ficção inglesa. E para cada Leslie Stephen, “feliz por ver os pobres animais a vingarem-se”, houve um deão de Canterbury a queixar-se dos cientistas que “apagaram a nossa existência”. Alguma vez um livro influenciou deste modo o mundo da ciência, literatura, teologia e filosofia?» [James Moore e Adrian Desmond]


A Origem do Homem e a Selecção Sexual (trad. Susana Varela) e outros livros de Charles Darwin disponíveis aqui: https://relogiodagua.pt/autor/charles-darwin/

Sobre A Primeira Mão Que Segurou a Minha, de Maggie O'Farrell

 Quando o sofisticado Innes Kent aparece à sua porta, Lexie Sinclair percebe que não pode esperar mais para começar a viver e decide partir para Londres, onde, no coração da cena artística de Soho na década de 1950, constrói uma nova vida.

Anos depois, Elina e Ted estão a lidar com o nascimento do primeiro filho. Ela luta para conciliar as exigências da maternidade com a sua vida artística, enquanto Ted é assombrado por memórias da sua infância que não coincidem com as histórias contadas pelos pais. À medida que Ted começa a procurar respostas, é revelado um retrato de duas mulheres — separadas por cinquenta anos mas ligadas de formas que nenhuma poderia ter previsto.


“Um livro estranho e sensual, que vai perturbar e assombrar o leitor.” [Emma Donoghue]


“Como Daphne du Maurier, O'Farrell traz à superfície os nossos medos primordiais.” [Daily Mail]


A Primeira Mão Que Segurou a Minha (tradução de Inês Dias) e outras obras de Maggie O’Farrell estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/maggie-ofarrell/

Sobre Candeia Coração, de Banu Mushtaq

 «Com este livro de contos, a escritora indiana e activista pelos direitos humanos venceu o International Booker Prize de 2025, situando as suas narrativas no espaço familiar e comunitário e revelando os conflitos emocionais e práticos, as assimetrias provocadas pelo género, mas também pela classe social, e uma atenção detalhada à oralidade e aos contornos plásticos da sua expressão quotidiana.» [Sara Figueiredo Costa, Blimunda, Janeiro 2026: https://blimunda.josesaramago.org/candeia-coracao/]


Candeia Coração, de Banu Mushtaq (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/candeia-coracao-vencedor-international-booker-prize-2025/

Sobre Para além do Bem e do Mal, de Friedrich Nietzsche

 «Talvez mais do que qualquer outro livro de Nietzsche, o Para além do Bem e do Mal (1886) é uma obra programática, no sentido em que expõe com relativa clareza figuras do futuro e aponta formas positivas da moral e da política. É como se apenas nesse momento a filosofia de Nietzsche adquirisse a qualidade daquilo a que Hegel chamava «espírito objectivo», ou seja, uma estrutura de pensamento que já não depende de uma subjectividade e adquiriu autonomia. O que caracteriza esse espírito é que ele recolhe todos os traços relevantes que desde o início se desenvolveram e foi construindo uma figura própria ao longo da sua história. Na verdade, agora Nietzsche recupera e sistematiza a seu modo temas, estilos, argumentos e obsessões que, desde o Humano, Demasiado Humano, tomaram forma no seu pensamento. Veremos no entanto que esse carácter programático consiste mais numa ordenação de características típicas do filósofo do futuro, do que num programa moral novo.» [Do Prefácio de António Marques]


Para além do Bem e do Mal (trad. Carlos Morujão) e outras obras de Friedrich Nietzsche estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/friedrich-nietzsche/