27.1.22

Sobre Contos e Diários, de Isaac Bábel

 



Este livro inclui contos de O Exército de Cavalaria e outras narrativas dispersas por várias publicações e que se intitularam aqui «Contos Diversos». Inclui também O Diário de Petersburgo e O Diário de 1920.


«Como contista, Bábel rivaliza com Turguénev, Tchékhov, Maupassant, Gógol, Joyce, Hemingway, Lawrence e Borges. Tal como eles, é um génio da forma, mas pertence à família de Kafka na particular dicotomia do seu génio. Kafka escreve num alemão purificado que é praticamente idiossincrásico e Bábel é um mestre da literatura russa, mas ambos, misteriosamente, são escritores judeus, ambíguos perante a tradição e alheios a ela.» [Harold Bloom]


Contos e Diários (tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra) e Contos Escolhidos (tradução de Nailia Baldé) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/isaac-babel/

26.1.22

Sobre Diários, de Virginia Woolf

 



«O que nos diz o Diário da pessoa de Virginia Woolf que nos permita conhecê-la melhor? O aspecto mais impressionante, creio ser a evidência de uma mulher extremamente contraditória. Desde logo, as alterações radicais dos estados de espírito, a dramática inconstância dos terrores e euforias vivenciais, de um dia “tão divinamente feliz” e de outro exausta e deprimida. Igualmente a dicotomia entre a necessidade de “estar na vertigem das coisas” (o prazer que diz incomparável de jantares e festas, das visitas, das bisbilhotices) e o isolamento com os livros, a escrita, o jardim, a lareira, Leonard. Deseja a animação, os estímulos que põem a mente à prova, os mexericos fervilhantes, e logo se farta da afluência das visitas, despreza os convivas enfadonhos e banais, acusa o desgaste das frioleiras, a perda de tempo com ninharias, anseia beber uma boa “dose de silêncio”.» [Do Prefácio]


Diários (selecção, tradução, prefácio e notas de Jorge Vaz de Carvalho) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/


Sobre Diários, de Franz Kafka

 



«Quando começou a escrever os diários, em 1909, Kafka trabalhava numa companhia de seguros (licenciara-se em Direito, a contragosto, para satisfazer as expectativas familiares), vivia ainda com os pais e as três irmãs em Praga, mas recentemente passara a ter um quarto próprio, convivia regularmente com os amigos Felix Weltsch, Oskar Baum e Max Brod, com quem frequentava conferências e cafés, cinemas e bordéis, já começara a publicar textos em revistas e a ser conhecido como autor num círculo restrito. (…)

Nos catorze anos de que os diários dão registo, acompanhamos as inquietações obsessivamente elaboradas ao longo de uma vida: o conflito com o pai, ou a forma peculiar de violência que é a violência em família; o judaísmo; o corpo e a doença; a hesitação entre casamento e celibato, ambos temidos e desejados; a vida profissional como prisão. Acompanhamos (mais por omissão) a turbulência dos tempos, de que é exemplo a muito citada entrada de 2 de Agosto de 1914, no início da Primeira Guerra Mundial: «A Alemanha declarou guerra à Rússia. – À tarde, natação» (p. 332). Mas praticamente não há elemento que não seja visto à luz da preocupação central de Kafka: a sua vocação de escritor, entendida como a forma de resistência ou de sobrevivência de alguém que, no seio da própria família, foi posto à margem do mundo e dos homens.» [Da Nota Introdutória]


Diários (trad. Isabel Castro Silva) e outras obras de Franz Kafka estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/

Sobre Diários, de Sylvia Plath

 



Francisco Vale falou com Luís Caetano sobre Diários, de Sylvia Plath, no programa A Ronda da Noite de 24 de Janeiro. O programa pode ser ouvido aqui: https://www.rtp.pt/play/p1299/e594150/a-ronda-da-noite


Diários (1950-1962) (trad. José Miguel Silva e Inês Dias) e outras obras de Sylvia Plath estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sylvia-plath/

25.1.22

Sobre A Campânula de Vidro, de Sylvia Plath

 



«The Bell Jar veio pela primeira vez a público em Inglaterra, no dia 14 de janeiro de 1963, editado pela Heinemann, com autoria atribuída a Victoria Lucas.

O motivo que terá levado Sylvia Plath a recorrer a um pseudónimo prende-se com a óbvia coincidência existente entre personagens, eventos e lugares ali descritos, e a realidade biográfica da autora. Essa confusão entre realidade e ficção tem servido, ao longo dos anos, a uma vasta panóplia de equívocos que mais não fizeram do que dissimular o lugar da sua obra poética e narrativa na literatura anglo-americana contemporânea.» [Do Posfácio]


A Campânula de Vidro (trad. Mário Avelar) e outras obras de Sylvia Plath estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sylvia-plath/

Sobre A Promessa, de Damon Galgut

 



«Em A Promessa, Damon Galgut parte da história da família Swart para construir um inteligente e intrincado retrato da África do Sul nos últimos 30 anos. Começando em meados dos anos 80, antes do fim do apartheid, e terminando nos tempos atuais, 20 anos depois do seu término, o romance espelha e reflete sobre vários momentos decisivos na luta pelo fim da segregação, que a promessa feita por Rachel a Salome simboliza.

[…]

A mensagem final de A Promessa, não é pessimista, mas otimista e de esperança por uma África do Sul e um mundo melhor.» [Rita Cipriano, Observador, 22/1/2022: https://observador.pt/2022/01/22/damon-galgut-uma-maldicao-familiar-e-uma-promessa-por-cumprir-na-africa-do-sul-do-apartheid/]


«A Promessa», de Damon Galgut (trad. José Mário Silva), está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/a-promessa-pre-venda/

Sobre A Ilha de Sukkwan, de David Vann

 



Uma ilha deserta no sul do Alasca, a que só se consegue chegar de barco ou de hidroavião, repleta de florestas e montanhas escarpadas. Este é o cenário que Jim escolhe para desenvolver em novas bases a relação com o filho Roy, de 13 anos, que mal conhece. 

Doze meses numa cabana isolada do resto do mundo, colaborando para enfrentar uma natureza rude. Parece uma boa oportunidade para recuperar o tempo perdido. Mas as difíceis condições de sobrevivência e a tensão emocional a que se veem sujeitos rapidamente transformam esta estada num pesadelo asfixiante, tornando a situação incontrolável.

A Ilha de Sukkwan é uma história de um suspense avassalador. Com esta narrativa, que nos leva às profundezas da alma humana, David Vann afirmou-se como um dos escritores norte-americanos de primeiro plano.


“Brilhante… Vann segue a prosa vigorosa de Cormac McCarthy e de Hemingway, mas possui uma agilidade muito própria.” [The Times]


A Ilha de Sukkwan e Aquário (trad. José Lima) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/david-vann/