15.4.26

Sobre O Ajudante, de Robert Walser

 O Ajudante (1908) é o segundo romance de Robert Walser, escritor nascido em Biel, na Suíça, em 1878 e admirado por Kafka e Musil.

Como acontece em grande parte da sua obra, também este livro tem um ponto de partida autobiográfico. Por entre as suas várias profissões, que exerceu erraticamente para poder dedicar-se à escrita, Walser trabalhou como secretário e contabilista do engenheiro Carl Dubler, vivendo durante seis meses com o casal e quatro filhos na vivenda Estrela da Noite. Esta contiguidade entre a vida e a literatura é a consequência daquele “romance que nunca deixei de escrever, que permanece sempre idêntico a si próprio e que poderia ser designado como um eu-livro várias vezes retalhado e descosido”. E, com efeito, Joseph Marti, o ajudante, como tantos outros protagonistas de Walser, quer antes de mais entender-se a si próprio.


O Ajudante (trad. Isabel Castro Silva) está disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/robert-walser/

A regressar às livrarias: O Problema dos Três Corpos, de Liu Cixin

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Problema dos Três Corpos, de Liu Cixin (tradução do original de Telma Carvalho)


Tendo como pano de fundo inicial a Revolução Cultural chinesa, uma cientista de uma base militar secreta envia sinais para o espaço, tentando estabelecer contacto com extraterrestres. Quando uma civilização alienígena, quase extinta, capta o sinal, começam os preparativos para invadir a Terra, onde, enquanto isso, diferentes grupos se começaram a formar. Porém, enquanto alguns pretendem dar as boas-vindas a uma civilização superior, ajudando-a a controlar um mundo que se tornou excessivamente corrupto, outros pretendem travar a invasão.

O resultado é O Problema dos Três Corpos, uma obra-prima da ficção científica, escrita por um dos mais considerados autores da China contemporânea.


Agora uma série Netflix, com a participação de David Benioff e D. B. Weiss, produtores de A Guerra dos Tronos.


“Um livro altamente inovador… uma mistura única de especulação científica e filosófica.” [George R. R. Martin]


“A Guerra dos Mundos do século XXI.” [Wall Street Journal]


“Extraordinário.” [The New Yorker]


Vencedor do Prémio Hugo


A trilogia O Passado do Planeta Terra está disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/liu-cixin/

Sobre Abraço, de Anne Michaels

 Finalista do Booker Prize 2024

Finalista do Prix Femina étranger

Vencedor do Prix Transfuge


1917. Num campo de batalha perto do rio Escalda, John jaz inerte após uma explosão, incapaz de se mover ou sentir as pernas. Lutando para manter a lucidez, perde-se nas memórias à medida que a neve cai: um encontro fortuito num bar junto à linha de comboio, um banho quente com a sua amante numa noite de inverno.

1920. John regressa da guerra para o norte de Yorkshire, junto a outro rio. Está vivo, mas não inteiro. Reencontra Helena, uma artista. Reabre o seu estúdio de fotografia e tenta continuar a viver, mas o passado insiste em invadir o presente. À medida que fantasmas começam a surgir nas suas fotografias — com mensagens que não consegue decifrar —, inicia-se uma narrativa que atravessa quatro gerações.


«Este romance envolvente não poderia ser mais atual. A guerra e as suas consequências, transmitidas de geração em geração ao longo de um século. Através de momentos luminosos de acaso, mudança e graça, Michaels mostra-nos a nossa humanidade.» [Margaret Atwood]


«Cada breve capítulo está repleto de personagens esboçadas com mestria… Ao longo da história, estas narrativas despertam tanto ligações intensas quanto divergências provocadoras.» [The New York Times Book Review]


«Este romance episódico e filosófico orbita em torno de um grupo de personagens vagamente ligadas, que refletem sobre os limites entre o físico e o inefável, o mortal e o espiritual.» [The New Yorker]


«Um livro fragmentado e engenhoso sobre amor, memória e tempo, que entrelaça as esperanças e os sonhos de quatro gerações… Michaels demonstra que fragmentos podem compor uma estrutura tão forte e significativa como um monumento acabado.» [The Guardian]


Abraço, de Anne Michaels (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/abraco-finalista-booker-prize-2024/

De Da Estupidez, de Robert Musil

 “Todos nós somos estúpidos de vez em quando; de vez em quando, temos também de agir às cegas ou meio às cegas, sob pena de o mundo parar; e, se alguém quisesse deduzir dos perigos da estupidez a regra: ‘Abstém-te de julgar e de decidir em tudo em que não sejas suficientemente versado!’, ficaríamos paralisados! Mas esta situação, de que hoje se faz muito alarde, é semelhante a uma que há muito nos é familiar no domínio da razão. Pois, como o nosso saber e poder são incompletos, temos, no fundo, em todas as ciências, de emitir juízos apressados, mas esforçamo-nos, e foi o que aprendemos, por manter esta deficiência dentro de limites conhecidos e, oportunamente, corrigi-la, com o que o nosso agir ganha outra vez em correcção.”


Da Estupidez e Ensaios de Robert Musil (traduções de António Sousa Ribeiro) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/robert-musil/

Sobre Mishima ou A Visão do Vazio, de Marguerite Yourcenar

 A 25 de novembro de 1970, o mais reconhecido romancista japonês do pós-guerra, Yukio Mishima, chocou o mundo ao cometer seppuko, famoso ritual de suicídio japonês, por norma reservado à classe guerreira.

Neste livro, Marguerite Yourcenar, atenta leitora de Mishima e estudiosa dos papéis culturais da ficção, desvenda a vida e a política do autor: a sua afeição pela cultura ocidental, a sua família e a sua homossexualidade, os seus escritos e a sua morte, que cuidadosamente premeditou.


Mishima ou A Visão do Vazio e outras obras de Marguerite Yourcenar estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/marguerite-yourcenar/

Sobre O Que Maisie Sabia, de Henry James

 «Creio que a impressão que me deixaram essas atividades amorosas entre quatro pessoas adultas, observadas pelo frio olhar de uma espécie de Alice-no-país-das-maravilhas, foi sobretudo a de um romance mundano […] quase perverso de tão engenhoso, singular pelo virtuosismo com que as personagens secundárias mudam de lugar em redor da pequena heroína, como os elementos de um corpo de baile ou de uma equação de álgebra.

[…] Na época em que James escreveu Maisie, ou seja, em 1897, ninguém se atrevia a explorar seriamente o campo da sexualidade infantil. Freud era conhecido apenas por alguns especialistas. No entanto, não podemos deixar de pensar que a sociedade bem-pensante havia arrumado a um canto o pecado original, e que Santo Agostinho teria ficado menos surpreendido do que os primeiros leitores de Maisie ao comprovar a tranquila naturalidade com que esta rapariga se movimentava no meio a que chamamos o “mal”.» [«Os Encantos da Inocência. Uma Releitura de Henry James», Marguerite Yourcenar]


O Que Maisie Sabia (tradução de Daniel Jonas) e outras obras de Henry James estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/henry-james/

14.4.26

Sobre A Liberdade Democrática, de Daniel Innerarity

 Daniel Innerarity interroga-se sobre o que terá levado a que a liberdade se tenha convertido numa palavra de ordem da direita e a que a obediência pareça ser hoje um valor de esquerda. Não estará subjacente a este curioso deslocamento ideológico uma conceção diferente de liberdade numa sociedade democrática?

Esta obra analisa as novas paisagens ideológicas e oferece uma série de pistas para entender o comportamento dos atores políticos e sociais.

Aqueles que, em nome da liberdade, fazem o que lhes apetece, ignorando o impacto das suas ações, contribuem para formar uma sociedade em que muitos veem reduzidas as suas possibilidades de escolha.

Ao cuidarmos do que nos é comum, não estamos a render-nos a uma estrutura neutra ou distante, mas a qualquer coisa que permite a nossa liberdade pessoal.

Nas páginas deste seu novo ensaio, Daniel Innerarity propõe uma autolimitação da liberdade pessoal para assegurar a sobrevivência da humanidade.


A Liberdade Democrática, de Daniel Innerarity (tradução de Miguel Serras Pereira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-liberdade-democratica/