17.4.26

Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil

 Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil (Tradução de José Cláudio e Júlia Ferreira)


O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano.

Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável.

Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que assenta sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo».

«O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. […] Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»


«O único grande espírito do nosso tempo.» [Albert Camus]


«Devemos simplesmente expor-nos à personalidade de uma mulher de génio, de um tipo de génio semelhante ao dos santos.» [T. S. Eliot]


«A padroeira de todos os desenraizados.» [André Gide]


«Pode confiar-se que rejeitará o superficial e enfrentará o essencial e o profundo.» [Times Literary Supplement]


Mais informação sobre esta e outras obras de Simone Weil em https://www.relogiodagua.pt/autor/simone-weil/

Sobre A Terra no Inverno, de Andrew Miller

 Finalista Booker Prize 2025

Vencedor do Walter Scott Prize 2025

Vencedor do Winston Graham Historical Prize 2025


Dezembro de 1962: numa aldeia perdida no interior de Inglaterra, dois casais vizinhos começam o dia. O médico local, Eric Parry, inicia as suas rondas pela aldeia, enquanto a mulher grávida, Irene, vagueia pelos quartos da velha casa, a pensar na distância que cresceu entre os dois.

Numa quinta próxima vive Rita Simmons, espirituosa mas atormentada, também à espera de um bebé. Passa os dias a tentar ser mulher de um agricultor, mas a cabeça continua fixa em imagens de um passado turbulento que Bill, o marido, prefere esquecer.

Quando Rita e Irene, que vivem em lados opostos de um campo vazio, se encontram, um relógio começa a contar. Ainda há afeto em ambos os lares. Nenhum dos casamentos foi abandonado. Mas quando o frio de dezembro cede lugar às tempestades do inverno mais duro de que há memória, também as mágoas secretas guardadas nestas quatro vidas se exteriorizam.


«A escrita de Andrew Miller é uma fonte de espanto e prazer.» [Hilary Mantel]


«Um livro terno, elegante e cheio de alma. Perfeito. Soberbo.» [Samantha Harvey]


«O favorito dos leitores para vencer o Booker Prize 2025.» [Financial Times]


«Um livro mesmo especial.» [Sarah Jessica Parker, jurada do Booker Prize 2025]


«A cada novo romance, Andrew Miller revitaliza a forma e leva o leitor a lugares novos e extraordinários.» [Sarah Hall]


A Terra no Inverno, de Andrew Miller (tradução de José Miguel Silva), está disponível nas livrarias e em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-terra-no-inverno/

Sobre Projeções, de Karl Deisseroth

 Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais.

É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais.


“Uma análise brilhante e comovedora do cérebro humano e das emoções. Uma grande leitura.” [Nature]


“Consegue ao mesmo tempo comover e esclarecer o leitor. Um livro muito agradável de ler e repleto de ciência de vanguarda.” [The Observer]


“Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.” [Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química]


“Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.” [May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina]


“Escreve com um verdadeiro amor pelas palavras mas também com uma lúcida linha de investigação científica.” [The Guardian]


Projeções, de Karl Deisseroth (tradução de Frederico Pedreira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/saco-de-pano-relogio-dagua-editores/

Sobre A História Imortal, de Karen Blixen

 Mr. Clay, um rico comerciante da Cantão dos anos 60 do século XIX, era um homem já velho de espírito avarento e dominador.

Ouvira um dia contar que um marinheiro fora uma vez abordado por um velho muito rico que lhe ofereceu cinco guinéus se se dispusesse a engravidar a sua jovem mulher que não lhe dava filhos.

Quando soube que esta era uma história que muitos marinheiros contavam, decidiu torná-la realidade, recorrendo à ajuda de um jovem empregado, um judeu exilado, Elishama Levinsky.

O resultado não foi tornar real uma história imaginária, mas a criação de uma história imortal.


A História Imortal (trad. José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-historia-imortal/

Sobre Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock

 Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock conheceram-se em Julho de 1959 em Lourmarin, perto de Aix-en-Provence, num colóquio em que escritores e filósofos se tinham reunido para debater o «provincianismo e universalismo na cultura europeia». Com a sua habitual irreverência, Agustina Bessa-Luís referiu-se ao encontro como uma «majestosa mediocridade». Alguns dias mais tarde, Agustina e o marido Alberto Luís encontraram ocasionalmente Wilcock em Veneza. Foi semanas depois desse encontro, a que se seguiram outros em Roma, que se iniciou a troca de correspondência entre eles.


«Um dos traços que definem este epistolário é a intensidade.» [Do Prefácio de Ernesto Montequin]


Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock, e outras obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

16.4.26

Sobre Um Virar de Costas Sedutor, de Frederico Pedreira

 A noção de intimidade em poesia é aqui contrastada com a de teatralidade. Alguns dos poetas incluídos neste livro parecem contrariar a ideia de poema como espaço de celebração conjunta de emoções (entre poeta e leitor de poesia). A intimidade parece, assim, estar algo às avessas com a ideia de poema enquanto domínio privilegiado para um entendimento ou uma educação sentimental recíproca (entre autor e leitor). De certo modo, nestes poetas a intimidade é estabelecida de forma algo contrariada, como uma espécie de virar de costas sedutor perante o leitor. Para esclarecer o que se pretende dizer com intimidade (e teatralidade) em poesia, estes dez ensaios inspiram-se não só em poemas, mas também na letra de um fado conhecido, num filme de Woody Allen e numa peça de Ibsen.


Um Virar de Costas Sedutor (Intimidade em Poesia) e outras obras de Frederico Pedreira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frederico-pedreira/

Sobre Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg

 Léxico Familiar é o principal livro de Natalia Ginzburg e um clássico da literatura italiana contemporânea.

A narrativa acompanha a vida dos Levi, que viveram em Turim entre 1930 e 1950, período em que se assiste à ascensão do fascismo, à Segunda Guerra Mundial e aos acontecimentos que se lhe seguiram.

Natalia, uma das filhas do professor Levi, foi testemunha dos momentos íntimos da família e dessa conversa entre pais e irmãos que se converteu num idioma secreto.

Nesta narrativa de pendor autobiográfico, os acontecimentos quotidianos misturam-se com reflexões que mantêm toda a atualidade. 

O livro venceu em 1963 o Prémio Strega.


«A sua simplicidade é um feito, bem conseguida e admirável, e bem-vinda a um mundo literário em que o manto da omnisciência é tão prontamente envergado.» [The New York Times Book Review]


Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) outras obras de Natalia Ginzburg estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/