9.4.26

Sobre Crónicas do Mal de Amor, de Elena Ferrante

 «Ferrante disse que gosta de escrever histórias “em que a escrita é clara, honesta, e em que os factos — os factos da vida normal — prendem extraordinariamente o leitor”. Com efeito, a sua prosa possui uma clareza despojada, e é muitas vezes aforística e contida (…). Mas o que os seus primeiros romances têm de electrizante é que, ao acompanhar complacentemente as situações desesperadas das suas personagens, a própria escrita de Ferrante não conhece limites, está ansiosa por levar cada pensamento para diante, até à sua mais radical conclusão, e para trás, até à sua mais radical origem. Isto é sobretudo óbvio na forma destemida como as suas narradoras pensam sobre filhos e sobre maternidade.» [Do Prefácio de James Wood]


O livro inclui os textos Um Estranho Amor, Os Dias do Abandono e A Filha Obscura.


Crónicas do Mal de Amor (trad. de Maria do Carmo Abreu, Miguel Serras Pereira e Margarida Periquito) e outras obras de Elena Ferrante estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/elena-ferrante/

Sobre A Invenção da Modernidade, de Charles Baudelaire

 «Ao contrário do que é costume na maior parte das antologias de Baudelaire, que tende a separar a crítica de arte da crítica literária, procedi a uma justaposição dos textos sobre arte, literatura e música. Esta justaposição não é mais do que o reconhecimento do modo como Baudelaire transita de um campo artístico para outro, procurando analogias e correspondências (no sentido horizontal, sinestésico, da relação entre os sentidos), que o uso de designações cruzadas entre poeta e pintor exemplifica. “M. Victor Hugo est devenu un peintre en poésie; Delacroix […] est souvent […] un poète en peinture” (Salon de 1846).

O que esta antologia procura mostrar é, pois, um pensamento em processo — e isto é moderno.» [Da Introdução]


Este volume reúne os seguintes ensaios: «Salão de 1846» (excertos), «Da Essência do Riso», «Exposição Universal — 1855 — Belas-Artes», «Edgar Poe, a Sua Vida e as Suas Obras», «Novas Notas sobre Edgar Poe», «Madame Bovary de Gustave Flaubert», «Théophile Gautier», «Salão de 1859», «Richard Wagner e Tannhäuser em Paris», «Reflexões sobre Alguns dos Meus Contemporâneos» (selecção), «Carta-Prefácio de Le Spleen de Paris», «O Pintor da Vida Moderna», «Projectos de Prefácios para As Flores do Mal».


A Invenção da Modernidade (tradução de Pedro Tamen) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-invencao-da-modernidade/

Sobre O Messias de Duna, de Frank Herbert

 O Messias de Duna continua a história de Paul Atreides em Duna.

Em doze anos de Guerra Santa, ele venceu os inimigos e os seus Fremen conquistaram o universo. Atreides tornou-se o imperador Muad’Dib. É quase um deus, pois é capaz de ver o futuro. Conhece os inimigos que conspiram contra ele e sabe como tencionam atacá-lo.

É capaz de derrotar os seus planos, mas vê mais longe ainda. Sabe que alguns futuros prováveis podem levar ao desastre e que o caminho para a liberdade enfrenta inúmeros perigos, podendo talvez exigir o seu sacrifício.


“Brilhante... é tudo o que Duna foi, e talvez um pouco mais.” [Galaxy Magazine]


“O companheiro perfeito para Duna… fascinante.” [Challenging Destiny]


O Messias de Duna (trad. Ana Mendes Lopes) os outros volumes da série Duna estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frank-herbert/

Sobre Um Homem a meio da Vida, de Richard Russo

 Espirituoso, realista e absorvente, «Um Homem a meio da Vida» acompanha Hank Devereaux numa semana muito complicada.

William Henry Devereaux, Jr., é o relutante diretor do departamento de Inglês de uma universidade situada no cinturão industrial da Pensilvânia. Os problemas de Devereaux resultam do seu passado anarquista e do facto de o seu departamento estar mais ferozmente dividido do que os Balcãs.

No decurso de apenas uma semana, Devereaux vai ter o nariz mutilado por um colega, imaginar que a sua esposa tem um caso com o reitor e interrogar-se se uma assistente curvilínea está a tentar seduzi-lo com caroços de pêssego. Tudo isso enquanto tenta chegar a acordo com o seu pai mulherengo e abandona as suas esperanças juvenis.


Agora adaptado a série de televisão AMC, «Lucky Hank», com Bob Odenkirk («Better Call Saul», «Breaking Bad»).


«O romance sério mais divertido que li desde “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth.» [The New York Times Book Review]


«Existe um coração enorme e carregado de ironia que bate no centro da ficção de Richard Russo.» [The New Yorker]


«Um Homem a meio da Vida» (trad. Maria Ponce de Leão) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/um-homem-a-meio-da-vida-pre-venda/

Sobre Matriz, de Lauren Groff

 Por ser considerada vulgar e demasiado rude para casar ou usufruir de uma vida mais sofisticada, Marie de França, com apenas dezassete anos, é excomungada da corte real por Leonor da Aquitânia e recambiada para Inglaterra. Aí irá desempenhar a função de prioresa numa abadia empobrecida cujas freiras estão assoladas por doenças.

Abalada pela dureza da sua nova vida, Marie encontra ânimo na existência coletiva com as suas irmãs, ao lado de quem substitui o seu desejo por constituir família, as saudades da sua terra natal e as suas paixões enquanto adolescente por algo que lhe é inteiramente novo: uma convicção nas suas próprias visões divinas.


«Uma exibição de talento da autora. Em cerca de 250 páginas dá-nos uma personagem que rivaliza com Thomas Cromwell, de Hilary Mantel.» [USA Today]


Matriz, de Lauren Groff (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/matriz-pre-publicacao/

Sobre Sobre a Leitura, de Marcel Proust

 “Talvez não haja dias da nossa infância que tenhamos vivido tão plenamente como aqueles que cremos ter deixado sem os viver, aqueles que passámos com um livro preferido. Tudo o que os preenchia para os outros, era por nós afastado como um vulgar obstáculo perante um prazer divino: o jogo para o qual um amigo vinha buscar-nos na passagem mais interessante, a abelha ou o raio de sol perturbadores que nos forçavam a levantar os olhos da página ou a mudar de lugar, as provisões da merenda que nos tinham obrigado a trazer e que deixávamos ao nosso lado no banco, sem lhes tocar, enquanto, por cima da nossa cabeça, o sol ia perdendo força no céu azul, o jantar que nos obrigara a voltar para casa e durante o qual só pensávamos em subir de novo as escadas para acabarmos, logo a seguir, o capítulo interrompido.”


Ler era, para Proust, mais do que a procura de conhecimento, uma atividade espiritual, um meio de se transformar e transcender. Ao lermos os grandes romances, afirma, entramos em contacto com ideias fantásticas e as mentes mais inspiradoras do mundo.


Sobre a Leitura (trad. Miguel Serras Pereira), os volumes de Em busca do Tempo Perdido (trad. Pedro Tamen) e Os Prazeres e os Dias (trad. Manuel João Gomes) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marcel-proust/

8.4.26

O Imperador da Alegria, de Ocean Vuong, finalista do Dublin Literary Award



O Imperador da Alegria, de Ocean Vuong, é um dos cinco finalistas do Dublin Literary Award 2026, escolhidos por 80 bibliotecas de 36 países.

Mais informação em https://dublinliteraryaward.ie/the-library/prize-years/2026/


O Imperador da Alegria (tradução de Inês Dias) e outras obras de Ocean Vuong estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ocean-vuong/