9.3.26

Sobre A Universidade, de Maria Filomena Mónica

 Ao longo deste livro, a autora analisa as vias que as Universidades portuguesas foram percorrendo ao longo do tempo, centrando a sua atenção no período moderno, ou seja, no tempo que vai da Universidade de Coimbra do século XIX até à actual situação. Nos anos imediatamente posteriores ao 25 de Abril, o marxismo primário inundou as Humanidades. Veio depois a massificação e o politicamente correcto. Pelo meio, nasceu a ideia de que as Universidades não deveriam ser elitistas, o que é, para a autora, uma aberração.


A Universidade, Bilhete de Identidade e outras obras de Maria Filomena Mónica estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/maria-filomena-monica/

8.3.26

Sobre Toda a Ferida É Uma Beleza, de Djaimilia Pereira de Almeida e Isabel Baraona

 «Se há coisa que nunca ninguém descobriu, e não se pode descobrir, é o que é uma menina. Como ninguém o sabe, ninguém sabe dizer com certeza quantas vezes uma menina pode nascer, quantas pode morrer, o que a mata ou o que a traz de novo à vida. Qual a diferença entre uma menina e um sonho? Ambos são esquecidos. Entre uma menina e um pesadelo? Ambos são lembrados. Entre uma menina e um machado? Ambos racham. Entre uma menina e um cão? Ambos ladram. Entre uma menina e um chapéu? Ambos servem a uns e não a outros. Entre uma menina e um cavalo? Ambos dançam. Se há mistério no mundo, é o de saber como as meninas se divertem. Descobri-lo obrigaria a saber dizer com certeza aquilo que um ser que ninguém conhece gosta de fazer para passar o tempo. Uma coisa é certa. Aquilo a que se chama “o mundo” é uma conspiração contra a alegria das meninas, contra as meninas se divertirem e se sujarem, contra o seu gozo e as delícias e silêncios desse gozo.»


Toda a Ferida É Uma Beleza, de Djaimilia Pereira de Almeida e Isabel Baraona, foi distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores | DGLAB e está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/toda-a-ferida-e-uma-beleza-pre-venda/

Outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre Vai e Põe Uma Sentinela, de Harper Lee

 Vai e Põe Uma Sentinela retoma, duas décadas depois, a história de Mataram a Cotovia, a obra-prima vencedora do Prémio Pulitzer.


Jean Louise Finch regressa a casa, em Maycomb, no Alabama, vinda de Nova Iorque, para visitar Atticus, o pai envelhecido. Tendo como pano de fundo as tensões dos direitos civis e a turbulência política que estavam a transformar o Sul, o regresso de Jean Louise torna-se incómodo quando descobre verdades perturbadoras sobre a família, a cidade e as pessoas que lhe são mais próximas. As memórias de infância invadem-na, e os seus valores e pressupostos são abalados. Contando com muitas das personagens icónicas de Mataram a Cotovia, Vai e Põe Uma Sentinela narra a vida de uma jovem mulher que passa por uma transição dolorosa mas necessária.

É um livro comovente, evocativo de outra época, mas relevante para os nossos tempos, que não se limita a confirmar o génio da autora mas que funciona como companheiro essencial da sua principal obra, Mataram a Cotovia, dando-lhe profundidade, contexto e até um novo significado.


«O segundo romance de Harper Lee lança mais luz sobre o nosso mundo do que o seu predecessor.» [Time]


«Um livro cativante pela sua atualidade.» [The Washington Post]


«Mais complexo do que o clássico original de Harper Lee. Uma revelação. Um verdadeiro acontecimento literário.» [The Guardian]


«Um livro muito importante.» [The New York Times]


Vai e Põe Uma Sentinela (tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral) e outras obras de Harper Lee em https://www.relogiodagua.pt/autor/harper-lee/

Sobre Os Caminhos da Urze, de Ana Teresa Pereira

 Numa planície ventosa, entre a urze, o nevoeiro e os corredores de uma casa antiga, repetem-se encontros que parecem já ter acontecido.

Vestidos que surgem e desaparecem, cheiros que conduzem pelos corredores da noite, mulheres que se reconhecem como duplos umas das outras, numa narração onde o tempo não avança de forma linear, mas em círculos. Entre o real e o espectral, entre a memória e a ficção, estas narrativas cruzam destinos femininos presos a casas, paisagens e amores.

Um livro de atmosfera densa, onde a literatura se observa a si própria como num espelho, e onde cada caminho conduz, inevitavelmente, de volta à urze.


Os Caminhos da Urze e outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

7.3.26

A chegar às livrarias: Peter Pan, de J. M. Barrie, com ilustrações de Alice B. Woodward

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Peter Pan, de J. M. Barrie, com ilustrações de Alice B. Woodward (tradução de Ana Luísa Faria)


Na perseguição da sua sombra perdida, Peter Pan entra de rompante no quarto de três crianças, Wendy, Michael e John. Após muita atrapalhação, Wendy consegue finalmente devolver a Peter a sua sombra frenética e, em troca, ele propõe aos três irmãos que o acompanhem até à sua casa, num lugar a que chama Terra do Nunca.

Um mundo de fantasia, voo e diversão, a Terra do Nunca traz espanto constante a Wendy e aos seus irmãos. Mas, a par da magnificência que a Terra do Nunca oferece, espreita o malvado capitão Gancho…


Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/produto/peter-pan-com-ilustracoes-a-cores/

Sobre Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

 Neste romance, Jane Austen procede a uma profunda introspecção das suas personagens. E, como noutros livros seus, a ironia é posta ao serviço dessa compreensão.

A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, em particular na das suas cinco filhas.

Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao autoconhecimento e amor. E os encontros e desencontros entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy marcam o ritmo da narrativa e o seu adiado epílogo.


«As principais heroínas de Austen — Elizabeth, Emma, Fanny e Anne — possuem uma tão grande liberdade pessoal que as suas individualidades não podem ser reprimidas. (…) Uma concepção de liberdade interior que se centra numa recusa de aceitar a estima a não ser de alguém a quem se conferiu estima situa-se no mais alto grau da ironia. A suprema cena cómica em toda a obra de Austen é a rejeição que Elizabeth faz da primeira proposta de casamento de Darcy (…).» [Harold Bloom] 


Orgulho e Preconceito (trad. José Miguel Silva) e outras obras de Jane Austen estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jane-austen/

Sobre Fédon, de Platão

 “Em seu misto singular de drama e filosofia, síntese de lógica e poética — lógica ‘sedutiva’ chama justamente Randall à arte platónica do diálogo —, o Fédon guarda todo o mistério e todo o atractivo que uma obra nunca acabada de interpretar suscita.

Não admira assim que, volvidos quatro anos sobre o aparecimento da primeira edição, uma já longa bibliografia tenha vindo reavivar discussões, corroborando, alargando ou refutando vias mais convencionais ou inconvencionais de entender o diálogo.” [Da Nota Prévia à 2.ª Edição]


Fédon (trad. Maria Teresa Schiappa de Azevedo) está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/platao/