2.3.26

Sobre Eurotrash, de Christian Kracht

 Nomeado para o International Booker Prize 2025

Um dos 12 melhores livros de 2024 para o The Times

Um dos melhores livros de 2024 para o Financial Times


Eurotrash começa em Zurique, aonde Christian regressa para cuidar da mãe octogenária, após esta ter tido alta de uma instituição psiquiátrica. Confrontando-se com as sombras do passado da família — em particular, as fortes ligações do avô ao regime nazi — e lutando para navegar o terreno emocionalmente dilacerante da relação com a mãe, parte com ela numa viagem. Enquanto atravessam a Suíça de táxi, mãe e filho tentam doar a vasta fortuna dela, enfiada num grande saco de plástico, a desconhecidos.

Alternando entre o perturbador, o hilariante e o comovente, Eurotrash narra uma história pessoal, que é também uma crítica da cultura contemporânea.


«Christian Kracht é um mestre de frases belamente construídas, cuja elegância oculta o terror.» [Daniel Kehlmann]


«Uma divagação lúdica sobre o esbatimento das relações entre pais e filhos e as dificuldades do aproximar do capítulo final da vida.» [The Times]


«Inquietante.» [Financial Times]


«Eurotrash é um prazer de ler.» [The Washington Post]


«Incrível e cativante.» [Karl Ove Knausgård]


Eurotrash, de Christian Kracht (tradução de Ana Falcão Bastos), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/eurotrash/

Sobre A Senda Estreita para o Norte Profundo, de Richard Flanagan

 Centenas de milhares de prisioneiros de guerra, entre eles numerosos australianos, são forçados pelos japoneses a um trabalho escravo nas selvas da Indochina durante a Segunda Guerra Mundial. O objectivo é construir, num prazo inverosímil e sem maquinaria adequada, uma via-férrea de 450 quilómetros ligando o Sião à Birmânia, o que permitiria atacar a Índia. Até à conclusão da linha em 1943, morreram dezenas de milhares de homens, incluindo um terço dos 22 mil prisioneiros de guerra australianos. Executores fanáticos das ordens imperiais, alguns oficiais japoneses chegavam a recitar haikai antes de torturar ou decapitar os prisioneiros.

É neste clima de desespero que o cirurgião Dorrigo Evans, prisioneiro neste campo de guerra japonês na Ferrovia da Morte, se vê assombrado pela relação amorosa que manteve com a jovem esposa do seu tio dois anos antes, enquanto tenta evitar que os homens sob o seu comando morram de fome, de doença ou sejam simplesmente espancados.

O romance de Richard Flanagan aborda as diferentes formas que o amor, a morte, a guerra e a verdade podem assumir, à medida que um homem envelhece e tem consciência de tudo o que perdeu.


“Em alguns anos, livros muito bons ganham o Man Booker Prize, mas este ano foi uma obra-prima que venceu.” [A. C. Grayling, Presidente do Júri do Man Booker Prize 2014]


“Nada menos do que uma obra-prima.” [Financial Times]


“Magnífico.” [The New York Times Book Review]


“Uma obra-prima.” [The Guardian]


A Senda Estreita para o Norte Profundo (trad. Miguel Serras Pereira) e Pergunta 7 (trad. Marta Mendonça) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/richard-flanagan/

Sobre O Amante, de Marguerite Duras

 O Amante é, em larga medida, um romance autobiográfico.

A narradora vive desde a infância com a mãe e os irmãos na Indochina Francesa. Tem quinze anos quando, ao atravessar um afluente do Mékong, conhece um chinês rico e experimentado nas lides do amor, por quem se apaixona. Tudo parece separá-los, a idade, a riqueza e os preconceitos, que se opõem a uma relação amorosa entre um asiático e uma europeia.

A narrativa fala das incertezas de uma adolescente que tem a sua primeira experiência do amor físico, se lança na travessia dos sentidos, e procura a libertação do domínio da mãe e da asfixiante relação que esta tem com o filho mais velho.

Esta paixão adolescente decorre num cenário exótico, perverso, num fundo de lentidão e meandros asiáticos. 

Quase tudo parece esbatido pela memória, a adolescente de rosto infantil e precoce com um chapéu de homem e sapatos de baile, ou a mãe, que luta contra a ruína familiar, ou mesmo a escandalizada comunidade branca. Nítido, só o homem jovem numa barcaça, junto da limusina e do motorista. Ele será a personagem nítida, com uma posição clara, a do amante que dá título ao livro.

Publicado em 1984, O Amante recebeu o Prémio Goncourt e o Prémio Ritz Paris Hemingway, para o melhor romance publicado em inglês, em 1986.


O Amante (trad. Luísa Costa Gomes e Maria da Piedade Ferreira) e outras obras de Marguerite Duras estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marguerite-duras/

Sobre O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence

 A história da relação entre Constance Chatterley e Mellors, o guarda de caça do seu marido inválido, é o romance mais controverso de Lawrence e talvez o seu texto mais comovente sobre o amor.

Escrevendo para libertar as gerações que, a seu ver, consideravam o sexo um simples constrangimento ou ato mecânico, Lawrence disse sobre este livro: «Trabalhei sempre o mesmo tema, encarar a relação sexual não como algo vergonhoso, mas válido e precioso. Penso que neste romance fui mais longe do que em qualquer outro. Para mim, é uma obra bonita, terna e frágil, tal como a nudez.»


«A sua religião foi a do começo, um começo que não é o dos antropólogos que estudam as sociedades primitivas; é o começo diário, esse primeiro dia que, cada dia, os amantes inventam.» [Octavio Paz em «A Religião Solar de D. H. Lawrence»]


«Na guerra interminável entre homens e mulheres, Lawrence luta em ambos os lados.» [Harold Bloom]


O Amante de Lady Chatterley (trad. António R. Salvador) e Mulheres Apaixonadas (trad. Cabral do Nascimento) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/d-h-lawrence/

Sobre Mrs. Osmond, de John Banville

 Do vencedor do Man Booker Prize, chega-nos este romance que continua a história de Isabel Archer, protagonista de Retrato de Uma Senhora, de Henry James, em territórios surpreendentes. 


No final do século XIX, Isabel Archer, uma jovem norte-americana, é enviada pela tia para a Europa, na esperança de que se familiarize com o mundo e adquira experiência.

Quando Isabel herda uma fortuna inesperada, é convencida a casar com um homem sedutor e quase sem recursos, Gilbert Osmond, que mais tarde se descobre ser cruel e enganador.

Numa viagem a Inglaterra para visitar o primo que está às portas da morte, Isabel tem uma hipótese de se livrar do casamento. Apesar disso, decide regressar a Itália. 

John Banville acompanha a história de Henry James até este momento. Mas Mrs. Osmond é uma criação de Banville: a criatividade narrativa, a precisão da lírica, as surpresas linguísticas, as camadas de intensidade emocional e psicológica, o subtil humor negro…

Mais tarde, o romance segue direções que o próprio James talvez se sentisse tentado a seguir.


Mrs. Osmond (tradução de Frederico Pedreira) e Retalhos do Tempo — Um Memorial de Dublin (tradução de Paulo Faria) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/john-banville/

Sobre A Cortina da Senhora Lugton, de Virginia Woolf

 «Os animais que cobriam o pano não se moveram até a senhora Lugton ressonar pela quinta vez. Um, dois, três, quatro, cinco — ah, a senhora de idade adormecera finalmente.»


Na sua cadeira Windsor, a senhora Lugton cose uma cortina junto à lareira, mas, quando adormece, os animais selvagens que decoram o tecido, livres de toda a vigilância, partem à aventura num mundo que só eles conhecem.


O conto A Cortina da Senhora Lugton foi descoberto nas páginas do manuscrito de Mrs. Dalloway. Virginia Woolf escreveu‑o para a sua sobrinha em 1924.


A Cortina da Senhora Lugton (edição bilingue, tradução de Francisco Vale) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

1.3.26

Sobre As Pequenas Virtudes, de Natalia Ginzburg

 Entre 1944 e 1962, Natalia Ginzburg escreveu um conjunto de onze ensaios de pendor autobiográfico. São textos essenciais, o legado de uma das mais importantes escritoras do século xx, que viveu retirada no campo com o marido durante o governo de Mussolini e nos anos 60 se deslocou para Londres.

Por eles, passam as suas impressões sobre a juventude e a idade adulta, as consequências da guerra, o medo, a pobreza e a solidão, as recordações de Cesare Pavese e a experiência de ser mãe e mulher quando se é escritora.

São páginas de uma perturbadora beleza, lúcidas, plenas de sabedoria, testemunho de uma escrita capaz de transformar objectos e experiências quotidianos em assuntos de grande significado sobre os quais o tempo parece não passar.

A Introdução é de Rachel Cusk.


“Amo e admiro realmente As Pequenas Virtudes.” [Zadie Smith]


“Ferrante é uma amiga. Ginzburg, uma conselheira.” [Lara Feigel, The Guardian]


As Pequenas Virtudes (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Natalia Ginzburg estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/