11.4.26

Sobre As Velas da Noite, de Ana Teresa Pereira

 Este livro reúne seis contos e uma peça de teatro, «Harbinger». 

Um dos contos, «As Velas da Noite», que dá o título ao livro, leva-nos, desde o início, ao singular universo da autora. 


«Alguns realizadores sabiam dirigir os olhos de Emma Frost. Eram olhos enormes, ligeiramente verdes, que podiam tornar-se muito escuros, quase pretos.

Emma não tinha a beleza de leite e rosas, os cabelos louros e ondulados da mãe. Era alta e esguia como o pai, com uma boa estrutura óssea, o cabelo louro escuro. Suficientemente bonita para arranjar trabalho como modelo enquanto estudava Representação.»


As Velas da Noite, editado em 2014, e outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

Sobre Helena, de Machado de Assis

 Publicado em 1876, Helena é um romance do primeiro período de Machado de Assis, em que o próprio reconhece um excesso de romantismo trágico.

A protagonista é de origens humildes, sendo reconhecida em testamento como filha e herdeira do conselheiro Vale, um membro da elite do Rio de Janeiro.

Por isso, vai passar a viver na mansão da família, com a irmã do conselheiro Vale e Estácio, seu filho legítimo.

A relação entre Helena e Estácio transforma-se em paixão não assumida. Mas o segredo que Helena traz consigo permite um desfecho inesperado.


Helena e outras obras de Machado de Assis estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/machado-de-assis/

Sobre o romance gráfico Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin e Fred Fordham

 Central Comics anuncia o lançamento do romance gráfico Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin, adaptado e ilustrado por Fred Fordham (tradução de Carlos Grifo Babo): https://www.centralcomics.com/um-feiticeiro-de-terramar-agora-em-romance-grafico/


Outras obras de Ursula K. Le Guin estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ursula-k-le-guin/


Outras obras de Fred Fordham estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/fred-fordham/

10.4.26

A chegar às livrarias: A Queda de Hyperion, de Dan Simmons

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Queda de Hyperion, de Dan Simmons (tradução de Elsa T. S. Vieira)


Vencedor do Prémio Locus


A Queda de Hyperion, segundo volume da saga, prossegue a aventura épica iniciada em Hyperion.


A sombra da guerra caiu sobre a Rede. Nos corredores do poder em Centro Tau Ceti reina o caos. Longe do alcance dos impérios em confronto, as inteligências artificiais do TecNúcleo manipulam tudo e todos.

Em Hyperion, onde a batalha devasta os céus e as ruas, os misteriosos Túmulos do Tempo começam a abrir-se, e os segredos que encerram ameaçam alterar o próprio tecido do tempo e do espaço.


«Uma das mais notáveis realizações da ficção científica moderna.» [The New York Times Book Review]



Dan Simmons escreveu romances de ficção, ficção científica, terror e fantasia, tendo recebido importantes prémios por todos eles. O seu primeiro romance, A Canção de Kali, venceu o Prémio World Fantasy. Hyperion, o seu primeiro romance de ficção científica, venceu o Prémio Hugo e o Prémio Locus. Outros romances e contos seus foram distinguidos com diversos prémios, incluindo onze Prémios Locus, quatro Prémios Bram Stoker, o Prémio Cosmos 2000, o Prémio British SF Association e o Prémio Theodore Sturgeon.

Em 1995, o Wabash College atribuiu-lhe um doutoramento honoris causa em Letras pelo seu trabalho na ficção e no ensino.

Morreu em fevereiro de 2026, no Colorado, onde vivia.


Mais informação sobre os dois volumes já publicados da tetralogia Os Cantos de Hyperion em https://www.relogiodagua.pt/autor/dan-simmons/

Sobre Sobre o Poder, de Byung-Chul Han

 Neste livro, Byung-Chul Han propõe-se elaborar um conceito de poder capaz de integrar as conceções divergentes que sobre ele habitualmente temos.

E, no entanto, retirar ao poder a sua ambiguidade não é tarefa simples.

É que em torno do conceito de poder continua a imperar o caos teórico. Sendo por um lado um fenómeno aparentemente óbvio, designadamente na tradição marxista, é para várias correntes políticas qualquer coisa de obscuro. Sendo para alguns sinónimo de opressão e de domínio de classe, é para outros um elemento construtivo da comunicação e uma espécie de árbitro.

Associado tanto à liberdade como à coerção, ao direito como à discricionariedade, este conceito só pode beneficiar de uma tentativa de análise que tenha em conta os seus elementos estruturais internos e as diversas formas em que se manifesta.


Sobre o Poder (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

De Políticas de Poder, de Margaret Atwood

 «Primavera outra vez, como irei suportar

as agulhas que ela lança contra

a terra, contra a minha cabeça,

habituadas que estamos ambas à escuridão


A neve no solo escuro e

a lagarta esmagada

a relva feita líquido colorido


O inverno desmorona-se

em pregas frouxas em torno

dos meus pés / folhas ainda ausentes / flácidas


Carnudos lilases em botão ameaçam

abrir mas eu

contenho-me


Não estou pronta / ajuda-me

o que quero de ti é

luar macio de

vento, longos cabelos de água»


[De Políticas de Poder (trad. Ana Luísa Amaral) de Margaret Atwood, disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/margaret-atwood/]

Sobre O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares

 «Tendo começado como uma sátira, “O Fim dos Estados Unidos da América” evoluiu para uma distopia, que é uma forma de épica. Parafraseando a tese de G. M. T.,  este livro é “um atlas do corpo e da imaginação”. Um guião de lugares, figuras, vozes, com um narrador menos clínico e contido do que é hábito, entregue aos devaneios, às invenções, aos delírios, às alucinações, o que não se distingue assim tanto das notícias que nos chegam quotidianamente. Como cenário de epopeia, o país vastíssimo que traz consigo uma vasta escala mitológica:


“Uma epopeia em dez metros quadrados parece desperdício

de façanha. As grandes narrações heroicas contabilizam salvações

e feitos inesquecíveis, por década, século e hectare,

e se na modernidade a exigência diminui bruscamente,

e a ela e à sua pobreza de ambições nos habituámos,

o que se faz nestes dias para se merecer homenagem e estátua,

nos Estados Unidos da América, parece excessivo para baixo,

de tão pouco exigente.”


De falta de exigência e falta de ambição ninguém acusará Gonçalo M. Tavares.»[Pedro Mexia, E, Expresso, 3/4/2026: https://expresso.pt/opiniao/2026-04-02-mau-tempo-para-epopeias-7ae303fe]


O Fim dos Estados Unidos da América e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/