30.11.23

Sobre Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

 


Esta é a sexta edição do Livro do Desassossego organizada por Teresa Sobral Cunha. Resulta da continuação do seu trabalho de investigação iniciado há mais de trinta anos quando assinou com Jacinto do Prado Coelho e Maria Aliete Galhoz a primeira publicação do Livro do Desassossego.

Esta nova edição determinou, como sempre, regressos ao espólio, acertos nas transcrições e na discursividade, bem como a perseverança autoral de um heterónimo e de um semi-heterónimo que sucessivamente se responsabilizaram pela sua redacção: Vicente Guedes e Bernardo Soares.


«Na prosa se engloba toda a arte – em parte porque na palavra se contém todo o mundo, em parte porque na palavra livre se contém toda a possibilidade de o dizer e pensar. Na prosa damos tudo, por transposição: a cor e a forma, que a pintura não pode dar senão directamente, em elas mesmas, sem dimensão íntima; o ritmo, que a música não pode dar senão directamente, nele mesmo, sem corpo formal, nem aquele segundo corpo que é a ideia; a estrutura, que o arquitecto tem que formar de coisas duras, dadas, externas, e nós erguemos em ritmos, em indecisões, em decursos e fluidezes; a realidade que o escultor tem que deixar no mundo, sem aura nem transubstanciação; a poesia, enfim, em que o poeta, como o iniciado em uma ordem oculta, é servo, ainda que voluntário, de um grau e de um ritual.

Creio bem que, em um mundo civilizado perfeito, não haveria outra arte que não a prosa.» [Do Livro do Desassossego]


Esta e outras obras de Fernando Pessoa estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/fernando-pessoa/

Sobre O Retrato de Dorian Gray — Edição não Censurada, de Oscar Wilde

 


Esta edição reproduz o texto original de O Retrato de Dorian Gray, enviado em Março ou Abril de 1890 por Oscar Wilde a J. M. Stoddart, director de uma revista literária de Filadélfia. Mas este publicou a novela que havia solicitado a Oscar Wilde depois de ter retirado algumas centenas de palavras com referências homossexuais e que, em sua opinião, poderiam ofender as susceptibilidades dos leitores. Recorde-se que, no final do século XIX, a homossexualidade era ostracizada e mesmo criminalizada tanto nos EUA como no Reino Unido e na generalidade dos países. Em 1891, ao preparar a edição em livro, o próprio Oscar Wilde decidiu ampliá-la com novos capítulos, mas excluiu ao mesmo tempo várias referências homoeróticas que haviam escapado à censura de Stoddart. Como é explicado na nota acerca do texto, de Paulo Faria, esta edição retoma o texto original, enviado para a Lippincott’s Monthly Magazine.


O Retrato de Dorian Gray — Edição não Censurada (trad. Margarida Vale de Gato revista por Paulo Faria) e outras obras de Oscar Wilde estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oscar-wilde/

Lançamento de Paula Rego — A Luz e a Sombra, de Cristina Carvalho


 

A Autora e a Relógio D’Água Editores convidam para a apresentação de «Paula Rego — A Luz e a Sombra», de Cristina Carvalho.

O lançamento terá lugar no dia 6 de Dezembro, quarta-feira pelas 18h00,

na livraria da Casa do Comum do Bairro Alto, na Rua da Rosa, n.º 285, em Lisboa.

O livro será apresentado por Ana Sousa Dias.


«Paula Rego — A Luz e a Sombra» e outras obras de Cristina Carvalho estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/cristina-carvalho/

Sobre Obra Poética, de José Afonso

 



«A presente edição reflete pequenos ajustamentos de atualização da obra, introduz quatro poemas não publicados nas edições anteriores, agrega os textos de canções e outros poemas, mantendo a sua ordenação cronológica, conforme foi a vontade de José Afonso para a primeira edição. […]

Curiosamente, como se a ordem cronológica dos poemas desse um sentido inverso ao destino, o seu primeiro poema, “Pela Quietude das Tuas Mãos Unidas”, é uma profunda reflexão sobre a tristeza e o mistério da morte, e o último, “Alegria da Criação” (1985), é uma reflexão sobre a vida e a alegria da criação, sobre aquele sopro inicial que temporariamente nos visita e nos faz renascer através da inquietação e do desassossego.» [Do Prefácio de Jorge Abegão]


Obra Poética, de José Afonso, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/obra-poetica-pre-publicacao/

Sobre Inteligência Artificial 2041, de Kai-Fu Lee e Chen Qiufan

 



A inteligência artificial (IA) será a tecnologia definidora do século XXI. Dentro de duas décadas, vários aspetos da vida humana diária serão provavelmente irreconhecíveis. A IA gerará riqueza sem precedentes, revolucionará a medicina e a educação através da simbiose humano-máquina e criará novas formas de comunicação e entretenimento.

Mas, ao libertar-nos de muito do trabalho rotineiro, a IA irá desafiar os princípios organizacionais da nossa ordem económica e social. Trará, além disso, novos riscos sob a forma de armas autónomas e de tecnologia inteligente herdeira do preconceito humano.


Neste trabalho provocador e original, Kai-Fu Lee, ex-presidente da Google China e autor do livro As Superpotências da Inteligência Artificial, junta-se ao romancista Chen Qiufan para imaginar o nosso mundo em 2041, através de dez histórias curtas e envolventes.


«Uma viagem imersiva pelo futuro da humanidade. Extremamente revelador.» [Mark Cuban]


«Uma visão inestimável do nosso futuro.» [Ray Dalio]


«Dizer que este livro é esclarecedor e valioso é subestimá-lo.» [John Kao, Forbes]


Inteligência Artificial 2041 — Dez Visões para o Nosso Futuro, de Kai-Fu Lee e Chen Qiufan (tradução de Maria do Carmo Figueira), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/inteligencia-artificial-2041/


As Superpotências da Inteligência Artificial, de Kai-Fu Lee (trad. Maria Eduarda Cardoso), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/as-superpotencias-da-inteligencia-artificial/

29.11.23

Sobre A União do Céu e do Inferno, de William Blake

 



«Cristo ensinou que o homem se salva pela fé e pela ética; Swedenborg acrescentou a inteligência; Blake impõe-nos três caminhos de salvação: o moral, o intelectual e o estético. Afirmou que o terceiro havia sido pregado por Cristo, pois cada parábola é um poema.

Como Buda, cuja doutrina, de facto, era ignorada, condenou o ascetismo. Nos seus Provérbios do Inferno, lemos: “O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria” (…)

Blake nunca saiu de Inglaterra, mas percorreu, como Swedenborg, os reinos dos mortos e dos anjos. Percorreu as planícies de areia ardente, os montes de fogo compacto, as árvores do mal e o país dos labirintos tecidos. No verão de 1827, morreu cantando.» [J. L. Borges]


A União do Céu e do Inferno (trad. João Ferreira Duarte) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-uniao-do-ceu-e-do-inferno-2/

Sobre o filme A Sibila

 



A Sibila, filme de Eduardo Brito que adapta a obra homónima de Agustina Bessa-Luís, foi nomeado para o Prémio do Público Europeu no ArteKino Festival, organizado pelo canal ARTE.

Mais informação em https://www.cinema7arte.com/a-sibila-de-eduardo-brito-selecionado-para-competir-na-oitava-edicao-do-artekino-festival-2023/


A Sibila e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

João Barrento «à conversa com» Hélia Correia

 




Amanhã, 30 de Novembro, pelas 18:00, João Barrento e Hélia Correia, ambos distinguidos com o Prémio Camões, conversam na Biblioteca/Espaço Cultural Cinema Europa, em Lisboa.


Certas Raízes — Contos e outras obras de Hélia Correia editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/helia-correia/

As traduções de João Barrento de várias obras de Paul Celan ou de «Fausto», de Goethe, estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt


Sobre Fé, Esperança e Carnificina, de Nick Cave e Seán O'Hagan

 


ISTO NÃO É UM LIVRO DE MEMÓRIAS, ISTO É UMA CONVERSA


“O que eu quero dizer é que podemos largar muitas peles, mas, no fundo, continuamos a ser a maldita da mesma serpente.


Mas a tua conceção das coisas agora é completamente diferente, por certo, não?


Bem, o jovem Nick Cave podia dar se ao luxo de encarar o mundo com um certo desdém, uma vez que não fazia a menor ideia daquilo que o esperava. Hoje em dia, consigo ver que esse desdém ou desprezo pelo mundo era uma espécie de luxo ou de indulgência, até de vaidade. Ele não tinha a menor noção da preciosidade da vida — da sua fragilidade. Não tinha a menor ideia do quão difícil, se bem que essencial, é amar o mundo e tratar o mundo com misericórdia. E, como já disse, não tinha a menor ideia do que estava por vir. Era completamente inocente a respeito de todas essas coisas.”


FÉ, ESPERANÇA E CARNIFICINA É UM LIVRO SOBRE A VIDA INTERIOR DE NICK CAVE.


Escrita a partir de mais de quarenta horas de conversas íntimas com o jornalista Seán O’Hagan, esta é uma profunda exploração, através das palavras do próprio Nick Cave, sobre o que realmente dirige a sua vida e criatividade.


O livro examina questões de crença, arte, música, liberdade, sofrimento e amor. Mostra com singeleza a vida de Nick Cave desde criança até aos dias de hoje, os seus amores, o seu trabalho ético e a sua dramática transformação em anos recentes.


Fé, Esperança e Carnificina oferece degraus de esperança e inspiração de um verdadeiro visionário.


Fé, Esperança e Carnificina (trad. Frederico Pedreira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/fe-esperanca-e-carnificina-pre-publicacao/

Sobre Todas as Cartas, de Clarice Lispector


 

“Torna-se claro que a saída do Rio constitui em grande parte o motor da correspondência mais significativa de Clarice. Impõe-se uma assinalável continuidade, à maneira de um diário, nas décadas de 1940 e de 1950. Desdobram-se diante de nós os dias vividos em força e desmesura, meditações de uma vida contada em permanente tensão, na tranquilidade e no desassossego. Desse tempo, o livro mostra-nos um retrato ardente: esperas, alegrias, abatimentos.

Sobre Clarice, Hélio Pellegrino afirmou, num texto conhecido, que ‘o diálogo que manteve consigo mesma era intenso demais’. Sim, é verdade. E, no entanto, as cartas mostram-na, ao mesmo tempo, sempre disponível, atenta e dialogante. […]

Deparamos com um sentido de urgência, em muitas das cartas, sobretudo naquelas que envia para as irmãs. Participar do mundo destas completa-a. Como quem ama demais, exige uma correspondência difícil de acompanhar. A veemência dos pedidos revela o desejo de notícias, mas também a necessidade de amparo.

A leitura das cartas de Clarice transporta-nos para o seu universo ficcional, como se estivéssemos diante de uma das suas personagens. A recepção da correspondência é um momento alto que gera sensações exaltantes e pacificadoras: ‘quanto mais carta melhor’, escrevia a Elisa três meses depois de se instalar em Nápoles.” [Do Prefácio de Carlos Mendes de Sousa]


Todas as Cartas e outras obras de Clarice Lispector estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/clarice-lispector/

Sobre Boas Esposas, de Louisa May Alcott

 


Meg, Jo, Beth e Amy cresceram juntas, tendo como vizinho Laurie, e chegou a altura de descobrirem o seu lugar no mundo e de fazerem as coisas com que sempre sonharam. Deparam-se com dificuldades e apaixonam-se, e, quando as tragédias acontecem, encontram conforto umas nas outras e na sua casa.


Boas Esposas e Mulherzinhas (trad. Marta Mendonça) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louisa-may-alcott/

28.11.23

Sobre Estado de Vigilância, de Josh Chin e Liza Lin

 



«Estado de Vigilância» é uma absorvente, preocupante e pormenorizada história do modo como o Partido Comunista da China construiu uma nova espécie de controlo político, procurando moldar a vontade do povo através de um sofisticado e muitas vezes brutal recurso aos dados digitais. Trata-se de um Estado policial distópico, que mantém minorias étnicas sob o olhar vigilante das forças de segurança com utilização de inteligência artificial e recorre a uma política de pontos que abrange praticamente toda a população.

Os autores contam-nos histórias de famílias afetadas pela vigilância do Partido Comunista Chinês e falam do processo de criação de uma nova sociedade organizada em torno da vigilância digital.


«Josh Chin e Liza Lin mostram como os avanços mais célebres de Silicon Valley, juntamente com algumas das suas empresas mais conhecidas, permitiram a realização de um ensaio de engenharia social chinesa que é em igual medida aterrorizante e sedutor. As tecnologias de vigilância, tanto dentro da China como em todo o mundo, estão a criar uma alternativa à ordem liberal muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas esperava, e este livro dá-nos um vislumbre do que a pode substituir.» [Anne Applebaum]


«Estado de Vigilância — A Via Chinesa para Uma Nova Era de Controlo Social», de Josh Chin e Liza Lin (tradução de Valério Romão), está disponível em https://relogiodagua.pt/.../estado-de-vigilancia-pre-venda/

Sobre Paula Rego — A Luz e a Sombra — Uma Forma de Olhar, de Cristina Carvalho


 

Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Paula Rego — A Luz e a Sombra — Uma Forma de Olhar, de Cristina Carvalho


A Ericeira foi um dos locais onde Paula Rego passou muito tempo da sua infância e adolescência. Nesta localidade costeira, nos anos 50, a vida era rude, sobretudo para as mulheres. Cristina Carvalho, que há vários anos vive nesta zona e conhece o passado e o presente da vila piscatória e sua envolvência, procura recriar a vida da pintora neste ambiente.


“Para a Arte e nesta minha situação, o desenho, a pintura que sou eu própria, tudo na infância se resume a um olhar muito inquietante sobre o imenso planeta onde nasci. Hoje, sei que isto se chama — planeta. Já sei isso há muito tempo, mas não sei o que seja, realmente. Nessa época, alias, sempre e até hoje, existiu em mim o pressentimento de visões sobre fantasmas longínquos, de cavernas, de seres animalescos parecidos comigo; sempre e sempre as visitas aos sótãos e subterrâneos mais ocultos e indecifráveis da minha incendiária memória. Também a grande escalada hesitante nas volutas imprevistas do meu cérebro”


Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/autor/cristina-carvalho/

Gonçalo M. Tavares no Encontro de Leituras

 



Gonçalo M. Tavares no próximo Encontro de Leituras. Jerusalém é o livro em destaque na sessão de 12 de Dezembro do clube de leitura do Público e da Folha de S. Paulo. Mais informação em: 

https://www.publico.pt/2023/11/28/culturaipsilon/noticia/goncalo-m-tavares-terceiro-aniversario-encontro-leituras-2071630


Jerusalém, os outros volumes da série O Reino e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Pedro Costa — Os Quartos do Cineasta, de Jacques Rancière


 

«O cinema não pode ser o equivalente da carta de amor ou da música dos pobres. Já não pode ser a arte que simplesmente restitui aos humildes a riqueza sensível do seu mundo. É preciso que consinta ser apenas a superfície sobre a qual se traduza, por meio de figuras novas, a experiência daqueles que foram relegados para a margem das circulações económicas e das trajectórias sociais. É preciso que esta superfície acolha a cisão que separa o retrato do quadro, a crónica da tragédia, a reciprocidade da fractura. Uma arte tem de se substituir pela outra. A grandeza de Pedro Costa está em aceitar e recusar esta alteração em simultâneo, em fazer num só e mesmo movimento o cinema do possível e o do impossível.» [Jacques Rancière]


Este livro reúne os cinco artigos que Jacques Rancière dedicou ao cinema de Pedro Costa; as suas conversas com Cyril Neyrat à volta de momentos escolhidos dos filmes do cineasta; os debates públicos entre Jacques Rancière e Pedro Costa no Museu Reina Sofía de Madrid, no Instituto Francês de Barcelona e em Lille (ciclo de conferências Citéphilo).


Pedro Costa — Os Quartos do Cineasta, de Jacques Rancière e Cyril Neyrat (tradução de Maria João Madeira e Luís Lima) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pedro-costa-os-quartos-do-cineasta-pre-venda/

Sobre Todos os Nossos Ontens, de Natalia Ginzburg

 


Às vezes basta o ingénuo olhar de uma rapariga para iniciar uma história que vai alterar a vida de duas famílias e de muito mais gente.

Anna vive numa povoação no norte de Itália, nos anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial. Já adolescente, submete-se quase sem resistência à violência do sexo, casa-se com um homem trinta anos mais velho e vai viver com ele num local inóspito do sul de Itália.

Anna permanecerá silenciosa enquanto à sua volta todos falam e gesticulam e vivem as suas alegrias e dramas, até que a guerra obriga a que se tomem decisões importantes e pratiquem gestos definitivos.


«Para mim, Todos os Nossos Ontens é um romance perfeito, ou seja, é completamente o que tenta ser, e nada mais. […] Este feito torna-se possível devido à compreensão extraordinária da alma humana por parte da autora, ao seu brilhantismo enquanto estilista da prosa e, sobretudo, à sua incomparável lucidez moral. Todos os Nossos Ontens conta-se entre os grandes romances do século xx e Ginzburg entre os seus grandes romancistas. No que a mim diz respeito, enquanto leitora, escritora e ser humano, a sua obra tocou e transformou a minha vida. Espero que lhe deem a oportunidade de fazer o mesmo à vossa.» [Da Introdução de Sally Rooney]


«Podemos falar de Todos os Nossos Ontens como a versão romanceada de Léxico Familiar.» [Italo Calvino]


«Escritos de há mais de cinquenta anos soam como se tivessem sido — ou em certo misterioso sentido estivessem a ser ainda — acabados de compor.» [Rachel Cusk, TLS]


Todos os Nossos Ontens (trad. Anna Alba Caruso) e outras obras de Natalia Ginzburg estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

Sobre O Mundo de Ontem, de Stefan Zweig

 


«O retrato que resulta é o de uma espécie de mundo em suspensão, cristalizado num deslumbramento partilhado por grande parte da Europa: há quarenta anos que o continente vivia em paz; e isso possibilitara uma era de prosperidade e criatividade sem paralelo na história europeia dos últimos três séculos. Diz Stefan Zweig: “Por conseguinte, uma despreocupação maravilhosa difundia-se pelo mundo, pois o que poderia interromper essa ascensão, refrear esse ímpeto, que ia buscar novas forças à sua própria dinâmica? Nunca a Europa foi mais forte, mais rica, mais bela, nunca acreditou mais ardentemente num futuro ainda melhor; ninguém, exceto um par de velhos carcomidos, se lamentava como antes, recordando ‘os bons velhos tempos’.”

Por isso, diz Zweig, se, “refletindo com calma, nos perguntarmos por que motivo a Europa entrou em guerra em 1914, não encontramos um único pretexto, um único fundamento razoável”.» [António Mega Ferreira, O Deserto Ocidental]


O Mundo de Ontem (tradução de Ana Falcão Bastos) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

27.11.23

Sobre À espera no Centeio, de J. D. Salinger

 



À Espera no Centeio é a história de um jovem nova-iorquino, expulso da escola três dias antes das férias de Natal e que não tem coragem de regressar a casa e enfrentar os pais. Por isso passa esses dias deambulando pela cidade, fazendo descobertas decisivas, vivendo contradições, alegrias e temores.


À Espera no Centeio e Nove Contos, de J. D. Salinger (tradução revista de José Lima), estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/j-d-salinger/

Sobre Refúgio no Tempo, de Gueorgui Gospodinov

 



O enigmático Gaustine, que o narrador conheceu num seminário de literatura à beira-mar, inaugura uma clínica para doentes de Alzheimer.

De modo deliberado, as diferentes divisões reproduzem as várias décadas do século xx, do mobiliário aos pormenores, o que permite aos pacientes regressarem ao cenário dos seus anos de plenitude. Em breve, um número crescente de cidadãos procura inscrever-se na clínica para escapar ao beco sem saída em que se converteram as suas vidas na actualidade.

A ideia espalha-se por toda a União Europeia. E então o passado invade o presente, conferindo à narrativa uma dimensão de premonição e distopia.


“Uma monografia literária que possui o mais delicado dos dons: o sentido do tempo, da passagem do tempo. Poucas vezes chegam às nossas mãos livros tão loucos e maravilhosos como este.” [Olga Tokarczuk, Prémio Nobel da Literatura]


“Uma viagem pelo tempo e pela memória, uma meditação maravilhosamente escrita e inventiva sobre o que o passado significa para nós, se podemos recapturá-lo e sobre como ele define o nosso presente. Este é o romance perfeito para estes tempos isolados e atemporais.” [Alberto Manguel]


“Um romance poderoso e brilhante: perspicaz, premonitório, enigmático...” [Sandro Veronesi]


“Gospodinov é um dos mais fascinantes e insubstituíveis romancistas da Europa, e este é o seu livro mais expansivo, profundo e desconcertante.” [Dave Eggers]


“Em igual medida lúdico e profundo.” [Claire Messud]


Refúgio no Tempo (tradução do búlgaro de Monika Boneva e Paulo Tiago Jerónimo) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/refugio-no-tempo-pre-venda/

Sobre Certas Raízes, de Hélia Correia

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Certas Raízes, o novo livro de contos de Hélia Correia


«Os séculos passaram sobre a vila como as aves, deixando as suas fezes. Os séculos passaram, desfazendo sombras de forcas, e higienizando, e espalhando o seu fumo fabril sobre a paisagem. Houve, por duas gerações, certo fulgor, aquilo a que chamavam o progresso, isto é, O caminho para a frente, como se existisse essa direcção. Depois a fábrica fechou, o rio secou e o pássaro do século acabou por entregar em casa das pessoas uma mensalidade que não era ganho nem rendimento. Era um fantasma que tinha a gratidão de toda a gente. Pois os ares do tempo não deixavam morrer de fome, ainda que alguns morressem, nas montanhas, de frio.

Não eram todos velhos, mas havia de comum entre eles a indiferença pelos prazeres tribais, pelas bebidas, pelos jogos estridentes. Alguns pintaram o arco-íris na capela porque supunham que os entusiasmaria sexualizarem um lugar assim, dançar com grandes efusões obscenas. Mas era pedir muito aos sentimentos. Já não havia fé para blasfémias. A capela mantinha o seu altar que serviu de balcão às cervejas cujo sabor antigo desgostava. Rapidamente se cansaram dela.» [De «Certas Raízes»]


Certas Raízes e outras obras de Hélia Correia estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/helia-correia/

Sobre O Segredo da Força Sobre-Humana, de Alison Bechdel

 



“Cor? É o primeiro sinal de que algo de novo está a acontecer num livro cheio de floreios familiares, (incluindo) a figura da própria Bechdel, desenhada como uma espécie de cruzamento entre Tintin e Waldo, vibrando de ansiedade, fazendo o possível por fugir de bicicleta, de esquis ou a pé… É um livro que se distingue por uma graça flexível e descontraída, uma ausência de medo que se traduz em simplicidade, disciplina e modéstia.” [The New York Times]


“Surpreendente […], absolutamente absorvente.” [The Atlantic]


Em O Segredo da Força Sobre-Humana, Alison Bechdel oferece-nos uma história fascinante, que vai da infância à idade adulta, atravessando todas as modas do fitness, de Jack LaLanne nos anos 1960 até à estranheza existencial das corridas atuais.

Os leitores veem o seu passado atlético ou semiativo passar-lhes diante dos olhos numa panóplia em constante evolução de ténis de corrida, bicicletas, esquis e diversos outros equipamentos. 

Mas quando Bechdel tenta melhorar-se, esbarra no seu próprio eu. Volta-se para a sabedoria dos filósofos orientais e de figuras literárias, como o escritor beat Jack Kerouac, cuja procura da transcendência ao ar livre surge numa comovente conversa.

A conclusão é que o segredo da força sobre-humana não está nos músculos modelados pelo exercício, mas em algo muito menos claramente definido: enfrentar a sua própria interdependência, não transcendental, mas muito importante, de qualquer coisa que nos rodeia.


O Segredo da Força Sobre-Humana, de Alison Bechdel (Tradução de Nuno Batalha), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-segredo-da-forca-sobre-humana-pre-venda/

Sobre Aforismos para a Arte de Viver, de Arthur Schopenhauer

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Aforismos para a Arte de Viver, de Arthur Schopenhauer (tradução e prefácio de António Sousa Ribeiro)


“Com os Aforismos, Schopenhauer fornece o que pode ser visto como um manual de filosofia prática: como conseguir a felicidade num mundo em que tudo parece conspirar contra esse desejo? À resposta de Schopenhauer é informada pelo cepticismo e pessimismo consubstanciais à sua filosofia, mas só pode ser cabalmente entendida se se tiver presente o seu percurso biográfico. ‘É impossível ser feliz sozinho’ — frase da popular canção de Tom Jobim/Vinicius de Moraes constitui um axioma que, para Schopenhauer, seria inteiramente inaceitável. Na verdade, não só é possível como é, em absoluto, desejável ser-se feliz sozinho, e esse é um imperativo que deve conformar toda a ‘arte de viver’.” [Do Prefácio de António Sousa Ribeiro]


Aforismos para a Arte de Viver e outras obras de Arthur Schopenhauer estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/arthur-schopenhauer/

Rómulo de Carvalho/António Gedeão nasceu há 117 anos

 




Rómulo Vasco da Gama Carvalho (António Gedeão) nasceu em Lisboa, a 24 de Novembro de 1906, na Rua do Arco do Limoeiro, hoje Rua Augusto Rosa. Os seus pais eram algarvios e o seu avô paterno era um conhecido compositor de música sacra.

Em 1912 entra no Colégio de Santa Maria. É também nesse ano que escreve o seu primeiro poema. Termina a instrução primária aos 8 anos e, como não tinha ainda idade para se matricular no liceu, ajuda a professora a ensinar os colegas.

Em 1917 publica no Notícias de Évora sete estrofes com que pretende continuar Os Lusíadas. No mesmo ano entra para o Liceu Gil Vicente, onde terá Fidelino de Figueiredo e Câmara Reis como professores. Dois anos depois a família muda-se para a Calçada do Monte, onde Rómulo de Carvalho passará a juventude. Em 1925 matricula-se no Curso Preparatório de Engenharia Militar na Faculdade de Ciências. Em 1926 escreve, com Carlos Bana, uma revista para a Associação Académica, Quod est, est, que será encenada por Vasco Santana e apresentada no ano seguinte no São Carlos.

Em 1928 matricula-se na Universidade do Porto, em Ciências Físico-Químicas, para seguir a carreira de professor do ensino secundário, o que irá fazer ao longo de quarenta anos em vários liceus. Aos trinta tem um filho, Frederico, de um primeiro casamento. Em 1942 inicia, com «O aspecto fraudulento da alquimia», a publicação de uma longa série de livros e artigos de investigação ou divulgação científica.

Em 1945 casa com Natália Nunes.

Ao 50 anos edita, sob o pseudónimo de António Gedeão, Movimento Perpétuo. No ano seguinte inicia a publicação de uma colecção que se tornaria famosa, «Ciência para Gente Nova». Em 1957 regressa a Lisboa, para uma casa na Sampaio Bruno. A sua obra poética, a que foi acrescentada em 1959 a «Declaração de Amor», do livro Máquina de Fogo, figurará dois anos depois na Antología de la Nueva Poesía Portuguesa, saída em Madrid e coordenada por Ángel Crespo.

Em 1963 inicia a sua actividade de dramaturgo com RTX 78/24. Um ano depois saem as Poesias Completas, prefaciadas por um antigo aluno seu, Jorge de Sena (a segunda edição incluiria Linhas de Força, entretanto editado). Escreve ainda «Poema para Galileo».

As suas poesias vão sendo traduzidas em italiano, espanhol, russo e, mais tarde, em inglês. Em 1970 é editado o disco Pedra Filosofal, cantado por Manuel Freire.

Em 1973 publica A Poltrona e Outras Novelas. Em 1983 são editados os Poemas Póstumos.

A par da sua obra poética como António Gedeão, continua a escrever e publicar dezenas de artigos e vários livros de História da Ciência e de divulgação científica.

Em 1992 é eleito para a Academia das Ciências de Lisboa. Em 1996, por ocasião do seu 90.º aniversário, recebe uma homenagem nacional, sendo instituído o Dia Nacional da Cultura Científica.

Em 1997 saem os Poemas Escolhidos, antologia organizada pelo próprio autor.

Rómulo de Carvalho, António Gedeão, morreu em Lisboa a 19 de Fevereiro de 1997.


As obras de Rómulo de Carvalho/António Gedeão editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/obra-completa-pre-venda/ e https://relogiodagua.pt/autor/romulo-de-carvalho/

Sobre Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

 



Jamaica, 3 de dezembro de 1976. Sete assassinos de metralhadoras em riste entram de rompante na casa de Bob Marley na véspera de um concerto. Apesar de ferido no peito e num braço, o cantor de reggae sobrevive. Os homens nunca foram descobertos. Mais de oitenta mil pessoas assistem ao concerto que Marley dá dois dias depois.

Breve História de Sete Assassinatos é um livro que revela um poder narrativo ímpar para explorar este evento quase mítico.

Com uma ação que atravessa três décadas e vários continentes, narra as vidas de várias personagens inesquecíveis — miúdos da favela, engates de uma noite, barões da droga, namoradas, assassinos, políticos, jornalistas, e mesmo agentes da CIA.

Breve História de Sete Assassinatos foi já considerado um dos melhores e mais extraordinários romances do século XXI e venceu o Man Booker Prize em 2015.


«Um mergulho intenso num mundo demente, violento e corrupto, feito de forma sublime com recurso à voz de múltiplos narradores… o romance mais original que li em vários anos.» [Irvine Welsh]


Breve História de Sete Assassinatos e Leopardo Negro, Lobo Vermelho (trad. José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marlon-james/

26.11.23

Sobre Jack, de Marilynne Robinson

 


«Jack é o quarto romance da série Gilead, de Robinson, uma saga intergeracional de raça, religião, família e perdão localizada numa pequena cidade do Iowa. Não é correcto chamar-lhe uma sequela ou uma prequela. Este livro e os outros — Gilead, Casa e Lila — são mais como os evangelhos, contando a mesma história de quatro maneiras diferentes.» [Casey Cep, The New Yorker]


Em Jack, Marilynne Robinson, vencedora do Prémio Pulitzer de Ficção, regressa a Gilead, lugar mítico onde decorrem os seus anteriores romances, Gilead, Casa e Lila.

Marilynne Robinson retoma as personagens que interrogam as complexidades da história americana, assim como o poder das emoções num mundo marcado pelo sagrado.

Jack conta-nos a história de John Ames Boughton, o filho pródigo de um pastor presbiteriano de Gilead, e do seu romance com Della Miles, professora de inglês, também ela filha de um pregador. Um amor profundo, atormentado e inter-racial, que se move nos paradoxos da América contemporânea.


«Para os fãs de Robinson, John Ames Boughton, personagem principal do quarto volume da saga Gilead, é uma das figuras literárias mais aguardadas desde Godot.» [The New York Times Book Review]


Jack e Casa (trad. de Alda Rodrigues) e Gilead (trad. António Pescada) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marilynne-robinson/

Sobre O Conde d'Abranhos, de Eça de Queirós

 


O Conde d’Abranhos é a apresentação irónica de um destacado político visto através de uma memória biográfica do seu secretário particular e acrítico servidor.

A obra foi escrita em 1869. Mas permaneceu inédita durante a vida de Eça de Queirós, sendo um dos textos que melhor reflecte o sentido de humor do autor, exercido sobre um político do século xix, mas que em muitos aspectos poderia ser um qualquer deputado ou governante português no século XXI.


O Conde d’Abranhos e outras obras de Eça de Queirós estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/eca-de-queiros/

Sobre O Xaile Andaluz, de Elsa Morante

 


O Xaile Andaluz reúne doze contos sobre o mundo da infância e da adolescência.

A história que deu título ao livro, «O Xaile Andaluz», fala de um rapaz dividido entre a adoração pelo universo adulto encarnado pela mãe e o medo da realidade. E em «O Jogo Secreto» três crianças identificam-se de noite com as personagens romanceadas que inventam.


O Xaile Andaluz (trad. Miguel Serras Pereira) e outra obras de Elsa Morante estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/elsa-morante/

25.11.23

Sobre O Mar Negro, de Neal Ascherson

 



Percorrendo um itinerário que rodeia esse estranho mar interior, «O Mar Negro» vai da época de Heródoto à atualidade.

Ascherson revela ao leitor os numerosos segredos de uma região que é hoje um dos palcos da guerra entre a Federação Russa e a Ucrânia, mas em que os conflitos parecem quase eternos, pois o mar Negro é partilhado também por países como a Turquia, a Roménia e a Grécia.

O autor reconstrói a região a partir de apontamentos antropológicos e investigações arqueológicas e também de histórias individuais, como a de um obscuro orador do século II ou a de um fascinante espião polaco do século XIX.

Esta edição integra um prefácio de 2015 em que o autor comenta os acontecimentos ocorridos nos últimos anos, a revolução na Ucrânia e na Geórgia, a anexação da Crimeia por parte da Rússia de Putin, os conflitos entre países vizinhos e a situação ambiental das águas do mar Negro.


«O Mar Negro: De Péricles a Putin», de Neal Ascherson (trad. João Paulo Moreira e Maria João B. Marques), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-mar-negro-de-pericles-a-putin-pre-venda/

Sobre Os Inquietos, de Linn Ullmann

 



Os Inquietos é um livro sobre as conversas e recordações que a narradora preservou do seu pai, o realizador e encenador Ingmar Bergman.

Ela era a mais nova de nove filhos. Todos os verões, quando era ainda rapariga, visitava-o na sua casa de pedra rodeada de bosques e papoilas, na remota ilha de Fårö, no mar Báltico, onde ele procurara refúgio nos seus últimos anos de vida.

Quando se tornou adulta, ele era já um velho. Bergman considerou a hipótese de escrever um livro sobre os seus últimos anos, porque receava perder a memória e a lucidez. Tentaram escrevê-lo em conjunto. Ela fazia as perguntas e ele respondia, já com dificuldade.

Sete anos depois da morte de Bergman, Linn Ullmann encontrou coragem para escutar as gravações que fizera e preencher as lacunas com as suas memórias, recriando a história do seu pai, da sua mãe e de si própria.

Os Inquietos é uma elegia sobre a memória e a perda, a identidade e a arte, e também sobre a linguagem e as narrativas que compõem uma vida. E aceita que «não se pode saber muito sobre a vida das outras pessoas, em especial dos próprios pais».


«Uma história familiar tocante e maravilhosa.» [Lydia Davis]


«Há muito que admiro a ficção de Ullmann. Os Inquietos é a sua obra-prima.» [Claire Messud]


«Um livro belíssimo sobre a emoção e a arte da memória.» [Siri Hustvedt]


Os Inquietos, de Linn Ullmann (tradução do norueguês de João Reis), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/os-inquietos-pre-venda/

Sobre O Alienista e Outros Contos, de Machado de Assis

 


Machado de Assis escreveu cerca de duzentos contos. Esta antologia reúne aqueles que consideramos os vinte melhores.

Além da quase novela «O Alienista», escolheram-se contos tão notáveis como «Missa do Galo», «Noite de Almirante» e «Uns Braços».

O autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas passeia pelos bairros do Rio de Janeiro, criando personagens que compõem uma gama variada de histórias em termos de cenários, caracteres, temas e estilos. 

Machado de Assis confirma assim a sua capacidade de observador e crítico das paixões, grandezas e misérias humanas, analisadas com irónico distanciamento.

Os contos estão ordenados cronologicamente, o que permite acompanhar a evolução do autor.


O Alienista e Outros Contos e outras obras de Machado de Assis estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/machado-de-assis/

24.11.23

Sobre Escorram-Me, Lágrimas, Disse o Polícia, de Philip K. Dick

 



Vencedor do Prémio John W. Campbell e nomeado para os prémios Hugo e Nebula, Escorram-Me, Lágrimas, Disse o Polícia, de Philip K. Dick, é uma história de perseguição que combina realidade alterada, seleção genética e uso de drogas num cenário distópico para criar um dos romances de ficção científica mais populares entre leitores e críticos.

Jason Taverner, apresentador de um programa televisivo mundialmente famoso e homem da cidade, acorda um dia e descobre que ninguém sabe quem ele é, nem sequer os vastos bancos de dados do governo. Numa sociedade em que a falta de identificação é crime, Taverner não tem escolha a não ser juntar-se a uma série de personagens obscuras, incluindo polícias desonestos e traficantes de droga. Mas eles sabem mais do que deixam entender. Como é que a identidade de uma pessoa pode ser apagada da noite para o dia?


«Dick explora habilmente as ramificações psicológicas de um pesadelo.» [New York Times Review of Books]


Escorram-Me, Lágrimas, Disse o Polícia (tradução de Manuel Alberto Vieira) e outras obras de Philip K. Dick estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/philip-k-dick/

Sobre A Filha do Capitão, de Aleksandr Púchkin

 



A Filha do Capitão apresenta-nos Pugatchóv como um dirigente que encarna as aspirações populares.

A sua figura é apresentada através de uma jovem aristocrata que, devido a uma situação muito particular, tem uma atitude bastante diferente da que seria de esperar da sua classe social.


“Aleksandr Púchkin (1799-1837), nascido no mesmo ano que Garrett em Portugal, não é apenas, na sua curta vida atribulada e na sua criatividade assombrosa, a entrada triunfal do Romantismo na Rússia, após anos em que 'antigos' e 'modernos' lutavam pela supremacia: é não só, ainda hoje, o maior poeta da Rússia, como também a personalidade de quem decorre toda a literatura russa moderna, à qual abriu todos os caminhos que ela veio a trilhar, e de quem as artes vieram a inspirar-se profusamente na Rússia, para a magnificente floração estética da segunda metade do século xix, que colocou o país na vanguarda da cultura ocidental.” [Jorge de Sena]


A Filha do Capitão (tradução do russo de Manuel de Seabra) e Eugénio Onéguin (tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/aleksandr-puchkin/