21.4.26

Sobre A Promessa da Política, de Hannah Arendt

 Em textos nunca antes publicados, Hannah Arendt aborda o problema da filosofia política, o problema da acção após a Revolução Francesa, e a promessa inerente à prática política. Ao analisar Karl Marx, a autora mostra como a filosofia política regressou aos seus primórdios na Antiguidade e como essa tradição negligenciou a liberdade humana. Arendt sugere uma nova forma de entender a actividade política — na qual o fenómeno totalitário nunca poderia ocorrer —, que é de grande importância no actual momento histórico.


A Promessa da Política (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Sobre Embaixada a Calígula, de Agustina Bessa-Luís

 Este livro nasce da viagem que Agustina Bessa-Luís fez com o marido, em 1959, para participar num congresso em Aix-en-Provence, que reuniu destacadas figuras da literatura europeia.

Em monótonas e quentes tardes de Verão, poetas e pensadores juntam-se para debater «o destino da Europa», um tema com pouco de original e já nessa época bastante acabrunhante.

Com o seu génio particular, e fazendo-se acompanhar em imaginação por Fílon de Alexandria nas diversas cidades que visita, Agustina vai desdobrar esta viagem no acompanhamento de uma embaixada encarregada de tentar convencer um imperador romano a assegurar os direitos do povo judeu de Alexandria. Fixa a sua atenção em Calígula, que não passava de «um homem vulgar», dos que «matam com naturalidade, no palco onde vocifera umas vezes o bom senso, outras vezes o sentimento da divinização», e que passa a representar a Europa e o Ocidente como destino.


Embaixada a Calígula, com prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, e outras obras de Agustina Bessa-Luís em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre Sobre Franz Kafka, de Max Brod

 Max Brod, autor de uma extensa obra literária, foi amigo de Franz Kafka desde a juventude e permaneceu próximo dele até à sua morte a 3 de junho de 1924.

Foi seu executor testamentário e deve-se a ele a publicação de todos os textos que Kafka lhe pediu para destruir e que foram levados de Praga para Jerusalém.

Foi também Max Brod que se empenhou na divulgação da obra kafkiana, mesmo nos tempos sombrios em que parecia esquecida e só era conhecida de alguns leitores e celebrada por um punhado de escritores e filósofos como Robert Walser, Benjamin, Adorno e Hannah Arendt.

Este livro dá-nos não só uma imagem realista e quotidiana da vida de Kafka tal como foi vista por um dos seus contemporâneos, mas também uma fascinante descrição da interação entre dois escritores de temperamentos diversos, mas com numerosas referências comuns.

Reúne os três escritos mais importantes de Max Brod sobre Franz Kafka: Franz Kafka, Uma Biografia; A Fé e a Doutrina de Franz Kafka e Desespero e Redenção na Obra de Franz Kafka.

As memórias de Max Brod sobre a juventude e a idade adulta que partilhou com Kafka são insubstituíveis. Insubstituível foi também o seu papel na preservação dos seus escritos inéditos. Mas uma visão mais completa, sobretudo no que se refere à importância do humor na obra de Kafka, requer a leitura de toda a sua correspondência e de biografias mais recentes como a de Reiner Stach e mesmo a de Benjamin Balint.


Sobre Franz Kafka, de Max Brod (tradução de Susana Schnitzer da Silva e Ana Falcão Bastos), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-franz-kafka/


As obras de Franz Kafka editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/

Sobre Chuang Tse

 Chuang Tse é uma colectânea de textos enigmáticos, divertidos, irónicos e perspicazes que a tradição atribui ou de algum modo associa ao escritor e filósofo Chuang Chou, que viveu no final do século IV a.C., e que fascinam quem quer saber mais sobre o Tao do que o que nos diz o Tao Te King. Em conjunto com ele, forma a base textual e filosófica da escola de pensamento taoista. Pouco conhecido no Ocidente, é uma das mais importantes obras literárias de toda a história chinesa e exerceu uma enorme influência na cultura de toda a Ásia Oriental. muitas gerações de escritores chineses até ao presente. A maioria dos estudiosos considera-a superior, em quase todos os aspectos, ao muito mais conhecido Tao Te King. A filosofia nele exposta, que incita cada pessoa a encontrar por si própria a felicidade interior, facilitou a assimilação do pensamento budista na China e a sua evolução para o budismo Zen.


Chuang Tse e Tao Te King (tradução e comentários de António Miguel de Campos) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/tradutor/antonio-miguel-de-campos/

20.4.26

Sobre Caras Baratas, de Adília Lopes

 «“Le meilleur choix de poèmes est celui que l’on fait pour soi”, escreveu Paul Éluard, e, no que respeita a esta antologia, gostaria de lhe roubar o lema. Com a publicação de Obra foram criadas, pela primeira vez, as condições “materiais” para a recepção mais alargada da produção literária de Adília Lopes, cujos livros já estavam em grande parte esgotados ou eram difíceis de adquirir. A antologia, organizada em 2001, por valter hugo mãe, Quem quer casar com a poetisa?, centra-se na “questão afectiva no universo de Adília Lopes” e integra, além de uma escolha de textos de Obra, alguns poemas dispersos em revistas. Correspondendo ao desejo da autora e do editor, os textos de Caras Baratas foram escolhidos exclusivamente a partir de Obra, ou seja, os poemas do volume A mulher-a-dias (2002) e de César a César (2003) já não foram considerados.

Tendo em conta que o meu primeiro encontro com a obra de Adília aconteceu através da descoberta da pequena preciosidade que é O Marquês de Chamilly [Kabale und Liebe], que teve continuação temática em 2000 com O regresso de Chamilly; e considerando que a temática de Marianna Alcoforado, freira histórica e figura literária recriada por Adília Lopes, está presente em toda a sua obra, optei por incluir nesta antologia a totalidade dos textos que integram aqueles dois livros, tanto como todos os outros poemas que pertencem a este campo temático. Em relação aos outros textos escolhidos, deixei-me guiar mais pelo gosto pessoal do que por considerações de outra ordem. Neste gosto contaram, com certeza, o meu apreço pela auto-ironia, pelo distanciamento irónico e pela reflexão poética sobre a relação entre a vida e a literatura.
Quando Adília Lopes criou a sua Marianna Alcoforado, conseguiu insuflar o sopro da vida numa personagem cuja concepção é aberta e por isso permite que, através dela, e a partir dela, possa nascer um número virtualmente ilimitado de outros textos poéticos.» [Do Posfácio de Elfriede Engelmayer a Caras Baratas, 2004: https://www.relogiodagua.pt/produto/caras-baratas-antologia/ ]

Colóquio de Editores Europeus, de 1 a 4 de Novembro, em Espanha

 



A Fundación Formentor anunciou as datas para o II Colóquio de Editores Europeus. Aí terão lugar as Conversas Literárias, em que decorrerá a cerimónia de entrega do Prémio Formentor das Letras a Gonçalo M. Tavares.


As obras de Gonçalo M. Tavares editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento, de George Steiner

 «Schelling, entre outros, atribui à existência humana uma tristeza fundamental, inescapável. Mais particularmente, esta tristeza oferece o fundamento sombrio sobre o qual assentam a consciência e a cognição. Este fundamento sombrio deve, na verdade, ser a base de toda a perceção, de todo o processo mental. O pensamento é rigorosamente inseparável de uma “melancolia profunda e indestrutível”. A cosmologia atual oferece uma analogia à crença de Schelling. Aquela do “ruído de fundo”, dos comprimentos de onda cósmica, esquivos mas inescapáveis, que são os vestígios do Big Bang, do surgimento do ser.»


Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento (tradução de Ana Matoso) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-steiner/

Sobre Arte Poética, de Paul Celan

 “As páginas anteriores reúnem quase todos os textos de prosa de Paul Celan até agora publicados, se exceptuarmos algumas esparsas notas introdutórias aos poetas russos Ossip Mandelstám […] e Aleksandr Blok. A correspondência poderá eventualmente acrescentar mais algumas cintilações a esta pequena constelação de textos, breves, mas de brilho intenso: num lacónico discurso de ocasião (Bremen, 1958) ou numa simples carta a um antologiador (Hans Bender, 1960), Celan consegue fixar imagens que iluminam subitamente o Ser da poesia, propor definições de uma pregnância que vale por ensaios inteiros.” [Do Posfácio de João Barrento]


Arte Poética — O Meridiano e Outros Textos (trad. João Barrento e Vanessa Milheiro) e outras obras de Paul Celan estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/paul-celan/

Sobre Drácula, de Bram Stoker

 A mais famosa história de vampiros foi publicada pela primeira vez em 1897 e, desde então, nunca mais deixou de assombrar gerações de leitores rendidas aos diabólicos encantos do conde Drácula, uma das personagens mais inesgotáveis do imaginário literário e cinematográfico.

A atmosfera que rodeia o castelo desta figura misteriosa na Transilvânia transtorna o jovem advogado Jonathan Harker, que chega àquela região dos Cárpatos para dar apoio numa transação relativa à aquisição de uma casa em Londres, para onde o conde pretende mudar-se. Depressa testemunha estranhos acontecimentos que o levam a suspeitar que o conde não é humano e a temer pela própria vida.

São também intrigantes os preparativos do conde para a mudança, que envolvem o transporte de várias caixas cheias de terra da sua região natal.

Pouco depois, em Inglaterra, Lucy Westenra, amiga da noiva de Jonathan Harker, é acometida por uma estranha doença que parece deixá-la exangue.

Sentindo-se incapaz de a tratar sozinho, o médico chama o doutor Van Helsing, seu antigo professor. É este holandês que vai descobrir a causa da doença de Lucy e liderar o pequeno grupo de amigos que irá perseguir Drácula e tentar travar os seus planos.


Drácula, de Bram Stoker (trad. Ana Falcão Bastos e Cláudia Brito), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/dracula/


19.4.26

Sobre Arquipélago das Galápagos ou As Ilhas Encantadas, de Charles Darwin e Herman Melville

 Este livro reúne o capítulo de A Viagem do Beagle que Darwin dedicou às Galápagos e As Ilhas Encantadas, de Herman Melville, que fala sobre o mesmo arquipélago.


«Contemplai as calcinadas e sombrias Ilhas Encantadas. Este promontório mais próximo, com a forma de uma cratera, pertence a Albemarle, a maior ilha do arquipélago, com sessenta milhas ou mais de comprimento, e quinze de largura. Alguma vez vislumbrastes o verdadeiro e genuíno equador? Alguma vez, em sentido lato, pisastes o Risco? Ora bem, aquele promontório ali que tem também uma forma de cratera, submerso em lava amarela, é atravessado pelo equador exatamente como uma tarte de abóbora cortada ao meio por uma faca de cozinha.»


Arquipélago das Galápagos ou As Ilhas Encantadas (trad. Margarida Vale de Gato e Miguel Serras Pereira) e outras obras de Charles Darwin e de Herman Melville estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-darwin/ e https://relogiodagua.pt/autor/herman-melville/

Sobre «Cartografias de Lugares mal Situados», de Ana Margarida de Carvalho

 Os cenários de guerra são, por definição, lugares mal situados. Neles, as emoções são intensificadas, a generosidade, a compaixão, mas sobretudo a raiva, o medo, a crueldade e a bruteza.

Nestes contos, Ana Margarida de Carvalho percorre alguns desses lugares, desde uma povoação de Portugal durante a Terceira Invasão Francesa, passando por uma biblioteca não nomeada, centro de operações da resistência, onde os livros servem para tudo menos para ler, até um lugar incerto onde há mulheres cercadas por snipers, as vozes são proibidas e o silêncio parece interminável.


«Cartografias de Lugares mal Situados» e outras obras de Ana Margarida de Carvalho estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/ana-margarida-de-carvalho/

18.4.26

Sobre A Revolução dos Cravos, de Alex Fernandes

 Lisboa, 25 de abril de 1974. No espaço de um único dia, cai o mais antigo regime ditatorial da Europa. Na noite de 24 de abril de 1974, às 22h55, uma estação de rádio lisboeta transmite “E depois do Adeus”, a canção portuguesa do Festival da Eurovisão. Às 18h20 do dia seguinte, o mais antigo regime fascista da Europa tinha caído. Quase não se disparou um tiro. Os cidadãos saem às ruas, oferecem cravos aos soldados revolucionários. Pela primeira vez em 48 anos, Portugal é livre.

A Revolução dos Cravos percorre as ruas de Lisboa à medida que a revolução se desenrola, revelando os inúmeros atos de resistência passados — tanto comuns como extraordinários — que tornaram o 25 de Abril possível. É a história de revoltas operárias e conspirações, fugas ousadas de prisões, de soldados a desobedecer às ordens dos seus superiores e de simples atos de coragem por parte de milhares de cidadãos. É a história de como um grupo de jovens capitães derrubou um império que se estendia pelo mundo.


“Alex Fernandes demonstra um conhecimento enciclopédico da história política portuguesa contemporânea nesta exploração admiravelmente pormenorizada da revolução que trouxe a democracia em 1974. Um livro empolgante e inspirador que se lê de um fôlego.” [Richard Zimler]


“Um relato detalhado e evocativo de uma revolução como nenhuma outra: a Revolução Portuguesa de 1974. Um livro que precisa de ser lido.” [Helder Macedo]


A Revolução dos Cravos lê-se como um thriller político. Fernandes, escritor português a viver em Londres, transmite com mestria quão insensata e improvável foi a iniciativa. O autor domina a bibliografia e os arquivos históricos sobre a revolução.” [The Times]


A Revolução dos Cravos — O Dia em Que Caiu a Ditadura Portuguesa, de Alex Fernandes (tradução de Ana Cardoso Pires), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-revolucao-dos-cravos-o-dia-em-que-caiu-a-ditadura-portuguesa/

Sobre Citações de Albert Einstein

 Esta é a edição definitiva da coletânea de citações de Einstein traduzida em mais de vinte e cinco línguas.

Inclui novas secções — “Sobre e para as Crianças” e “Sobre Raça e Preconceito” —, bem como uma cronologia da vida de Einstein, o esclarecedor prefácio de Freeman Dyson e comentários de Alice Calaprice.

Cada citação está devidamente documentada, e Calaprice selecionou cuidadosamente novas fotografias e caricaturas para apresentar cada secção.


“Todos nós que carecemos dos dons intelectuais e espirituais de Einstein temos uma dívida de gratidão com a Princeton University Press por tê-lo humanizado desta forma inovadora.” [Timothy Ferris, New York Times Book Review]


“Este livro fascinante revela Einstein como um ser humano completo, ao mesmo tempo com um lado sensível e outro mais sombrio e taciturno.” [Physics World]


Citações de Albert Einstein (tradução de Maria Eduarda Cardoso) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/citacoes-de-albert-einstein/

17.4.26

Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil

 Novamente disponível em www.relogiodagua.pt e a regressar às livrarias: O Enraizamento, de Simone Weil (Tradução de José Cláudio e Júlia Ferreira)


O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano.

Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável.

Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que assenta sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo».

«O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. […] Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»


«O único grande espírito do nosso tempo.» [Albert Camus]


«Devemos simplesmente expor-nos à personalidade de uma mulher de génio, de um tipo de génio semelhante ao dos santos.» [T. S. Eliot]


«A padroeira de todos os desenraizados.» [André Gide]


«Pode confiar-se que rejeitará o superficial e enfrentará o essencial e o profundo.» [Times Literary Supplement]


Mais informação sobre esta e outras obras de Simone Weil em https://www.relogiodagua.pt/autor/simone-weil/

Sobre A Terra no Inverno, de Andrew Miller

 Finalista Booker Prize 2025

Vencedor do Walter Scott Prize 2025

Vencedor do Winston Graham Historical Prize 2025


Dezembro de 1962: numa aldeia perdida no interior de Inglaterra, dois casais vizinhos começam o dia. O médico local, Eric Parry, inicia as suas rondas pela aldeia, enquanto a mulher grávida, Irene, vagueia pelos quartos da velha casa, a pensar na distância que cresceu entre os dois.

Numa quinta próxima vive Rita Simmons, espirituosa mas atormentada, também à espera de um bebé. Passa os dias a tentar ser mulher de um agricultor, mas a cabeça continua fixa em imagens de um passado turbulento que Bill, o marido, prefere esquecer.

Quando Rita e Irene, que vivem em lados opostos de um campo vazio, se encontram, um relógio começa a contar. Ainda há afeto em ambos os lares. Nenhum dos casamentos foi abandonado. Mas quando o frio de dezembro cede lugar às tempestades do inverno mais duro de que há memória, também as mágoas secretas guardadas nestas quatro vidas se exteriorizam.


«A escrita de Andrew Miller é uma fonte de espanto e prazer.» [Hilary Mantel]


«Um livro terno, elegante e cheio de alma. Perfeito. Soberbo.» [Samantha Harvey]


«O favorito dos leitores para vencer o Booker Prize 2025.» [Financial Times]


«Um livro mesmo especial.» [Sarah Jessica Parker, jurada do Booker Prize 2025]


«A cada novo romance, Andrew Miller revitaliza a forma e leva o leitor a lugares novos e extraordinários.» [Sarah Hall]


A Terra no Inverno, de Andrew Miller (tradução de José Miguel Silva), está disponível nas livrarias e em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-terra-no-inverno/

Sobre Projeções, de Karl Deisseroth

 Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais.

É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais.


“Uma análise brilhante e comovedora do cérebro humano e das emoções. Uma grande leitura.” [Nature]


“Consegue ao mesmo tempo comover e esclarecer o leitor. Um livro muito agradável de ler e repleto de ciência de vanguarda.” [The Observer]


“Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.” [Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química]


“Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.” [May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina]


“Escreve com um verdadeiro amor pelas palavras mas também com uma lúcida linha de investigação científica.” [The Guardian]


Projeções, de Karl Deisseroth (tradução de Frederico Pedreira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/saco-de-pano-relogio-dagua-editores/

Sobre A História Imortal, de Karen Blixen

 Mr. Clay, um rico comerciante da Cantão dos anos 60 do século XIX, era um homem já velho de espírito avarento e dominador.

Ouvira um dia contar que um marinheiro fora uma vez abordado por um velho muito rico que lhe ofereceu cinco guinéus se se dispusesse a engravidar a sua jovem mulher que não lhe dava filhos.

Quando soube que esta era uma história que muitos marinheiros contavam, decidiu torná-la realidade, recorrendo à ajuda de um jovem empregado, um judeu exilado, Elishama Levinsky.

O resultado não foi tornar real uma história imaginária, mas a criação de uma história imortal.


A História Imortal (trad. José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-historia-imortal/

Sobre Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock

 Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock conheceram-se em Julho de 1959 em Lourmarin, perto de Aix-en-Provence, num colóquio em que escritores e filósofos se tinham reunido para debater o «provincianismo e universalismo na cultura europeia». Com a sua habitual irreverência, Agustina Bessa-Luís referiu-se ao encontro como uma «majestosa mediocridade». Alguns dias mais tarde, Agustina e o marido Alberto Luís encontraram ocasionalmente Wilcock em Veneza. Foi semanas depois desse encontro, a que se seguiram outros em Roma, que se iniciou a troca de correspondência entre eles.


«Um dos traços que definem este epistolário é a intensidade.» [Do Prefácio de Ernesto Montequin]


Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock, e outras obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

16.4.26

Sobre Um Virar de Costas Sedutor, de Frederico Pedreira

 A noção de intimidade em poesia é aqui contrastada com a de teatralidade. Alguns dos poetas incluídos neste livro parecem contrariar a ideia de poema como espaço de celebração conjunta de emoções (entre poeta e leitor de poesia). A intimidade parece, assim, estar algo às avessas com a ideia de poema enquanto domínio privilegiado para um entendimento ou uma educação sentimental recíproca (entre autor e leitor). De certo modo, nestes poetas a intimidade é estabelecida de forma algo contrariada, como uma espécie de virar de costas sedutor perante o leitor. Para esclarecer o que se pretende dizer com intimidade (e teatralidade) em poesia, estes dez ensaios inspiram-se não só em poemas, mas também na letra de um fado conhecido, num filme de Woody Allen e numa peça de Ibsen.


Um Virar de Costas Sedutor (Intimidade em Poesia) e outras obras de Frederico Pedreira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frederico-pedreira/

Sobre Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg

 Léxico Familiar é o principal livro de Natalia Ginzburg e um clássico da literatura italiana contemporânea.

A narrativa acompanha a vida dos Levi, que viveram em Turim entre 1930 e 1950, período em que se assiste à ascensão do fascismo, à Segunda Guerra Mundial e aos acontecimentos que se lhe seguiram.

Natalia, uma das filhas do professor Levi, foi testemunha dos momentos íntimos da família e dessa conversa entre pais e irmãos que se converteu num idioma secreto.

Nesta narrativa de pendor autobiográfico, os acontecimentos quotidianos misturam-se com reflexões que mantêm toda a atualidade. 

O livro venceu em 1963 o Prémio Strega.


«A sua simplicidade é um feito, bem conseguida e admirável, e bem-vinda a um mundo literário em que o manto da omnisciência é tão prontamente envergado.» [The New York Times Book Review]


Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) outras obras de Natalia Ginzburg estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

Sobre Jóia de Família, de Agustina Bessa-Luís

 «Personagens invulgares, recortadas, que jamais lembram outras antes vistas, como a de Vanessa, sensual cortesã feita empresária, António Clara, débil joguete do mundo, Touro Azul, cuja máscula beleza o ajuda a ascender a salões de que desconhece as regras que depois o perdem, Roper, homossexual culpabilizado e culto a esconder-se em encenações várias, Camila, a jóia de família, ou a sinistra Celsa Adelaide, centrais a toda a intriga de que nasce o romance. Todas giram cedendo-se a vez entre si, ora distraídas ora cobiçando o que outras têm, levadas quais marionetas para abismos que não sabem evitar, movidas por forças de que raramente detêm o comando. O que as precipita numa espécie de hybris que desfila com a cadência de um tango triste, quando os corpos já estão exaustos, mas que nem por isso as arrasta menos para a perda, a dissolução e o vazio.» [Do Prefácio de Bernardo Pinto de Almeida]


Jóia de Família, A Alma dos Ricos e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Em breve chegará às livrarias Os Espaços em Branco, o último volume da trilogia O Princípio da Incerteza.

Sobre Segunda Casa, de Rachel Cusk

 Uma mulher convida um prestigiado pintor para passar uma temporada com ela e a sua família, na casa que acabam de construir numa remota zona costeira.

Profundamente impressionada com a sua pintura, espera que o particular olhar do artista ilumine com uma nova luz a sua própria existência e os mistérios da paisagem.

Ao longo desse verão, a presença do pintor vai revelar a distância que separa a realidade das ficções que vamos construindo e as subtis dinâmicas de poder que existem nas relações entre homens e mulheres.


“A prosa de Cusk é profundamente necessária. Segunda Casa, de escrita cruelmente precisa, lembra-nos as razões para que assim seja.” [Sam Byers, The Guardian]


“Os seus narradores […] analisam cada emoção como se esta acabasse de ser inventada.” [Dwight Garner, The New York Times]


“Cusk regressa com um romance impressionante. […] Uma obra de arte impecável.” [Meredith Boe, The Chicago Review of Books]


«Segunda Casa» (trad. Sara Serras Pereira)e outras obras de Rachel Cusk estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rachel-cusk/