31.8.21

De Depois da Rússia, de Marina Tsvetáeva

 



«Há um tempo para as palavras.

Do inaudível ouvido

Tamborila a vida

Os seus altos direitos.


Talvez – venham da mossa

Que a fronte faz num ombro.

Talvez – venham do raio

Invisível de dia.


Pela inútil corda, o gesto

Dos ossos – sobre o lençol.

Tributo ao seu medo

E ao seu corpo mortal.


É tempo do mal ardente

E das súplicas em surdina.

Tempo de ser irmão sem terra.

Tempo de ser órfão do mundo.


11 de Junho de 1922» [p. 21]


Esta e outras obras de Marina Tsvetáeva estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marina-tsvetaeva/

Ópera Até que a Morte Nos Separe, a partir do texto de Ana Teresa Pereira

 




Nos dias 3 e 4 de Setembro, estreará no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, a ópera , da compositora Ana Seara baseada no texto homónimo de Ana Teresa Pereira.

«“Até que a morte nos separe”, em atmosfera de filme noir , revela-nos a história de um  inspector da polícia assombrado por ter morto, num fogo cruzado, um inocente professor de literatura, acabando por ter um caso com uma jovem misteriosa, com quem casa e leva a morar com a sua filha cega. A filha morre e o segredo da jovem esposa é revelado. “Há momentos em que a felicidade é mais intensa que o horror, quando lemos um livro juntos, quantos nos amamos (…) no entanto um de nós matará o outro, ambos o sabemos. Aquele que deixará de amar primeiro.”» Mais informação em https://www.operafestlisboa.com/pt/dose-dupla-info


Outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

Sobre Bartleby, de Herman Melville

 



Quando um advogado de Nova Iorque precisa de empregar um escrivão, é Bartleby quem responde ao anúncio. Apresenta-se «pálido e asseado, com um ar respeitável mas que inspirava compaixão, e claramente desamparado». Começando por se mostrar um empregado prestável, rapidamente começa a recusar trabalho, dizendo apenas: «Preferia não o fazer.» Assim começa a história de Bartleby — absurdamente passivo, paradoxalmente disruptivo —, uma história que rapidamente muda de registo de farsa para uma inexplicável tragédia.


«Bartleby é mais do que um artifício ou ócio da imaginação onírica; é fundamentalmente um livro que nos mostra essa inutilidade essencial, que é uma das quotidianas ironias do universo.» [J. L. Borges]


Bartleby (trad. José Miguel Silva) e outros livros de Herman Melville estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/herman-melville/

Livros do Dia 31 de Agosto na Feira do Livro de Lisboa

 




De Profundis, de Oscar Wilde

Todos os Caminhos Estão Abertos, de Annemarie Schwarzenbach

As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi

Sobre a Revolução, de Hannah Arendt

História da Filosofia Ocidental, de Bertrand Russell

Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís

A Morte do Pai, de Karl Ove Knausgård

Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher, de Stefan Zweig

Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, de Machado de Assis

Livros do Dia 31 de Agosto na Feira do Livro do Porto

 





Todos os Caminhos Estão Abertos, de Annemarie Schwarzenbach

História da Filosofia Ocidental, de Bertrand Russell

A Morte do Pai, de Karl Ove Knausgård

Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, de Machado de Assis

Sobre A Invenção da Modernidade, de Charles Baudelaire

 



«Ao contrário do que é costume na maior parte das antologias de Baudelaire, que tende a separar a crítica de arte da crítica literária, procedi a uma justaposição dos textos sobre arte, literatura e música. Esta justaposição não é mais do que o reconhecimento do modo como Baudelaire transita de um campo artístico para outro, procurando analogias e correspondências (no sentido horizontal, sinestésico, da relação entre os sentidos), que o uso de designações cruzadas entre poeta e pintor exemplifica. “M. Victor Hugo est devenu un peintre en poésie; Delacroix […] est souvent […] un poète en peinture” (Salon de 1846).

O que esta antologia procura mostrar é, pois, um pensamento em processo — e isto é moderno.» [Da Introdução]


Este volume reúne os seguintes ensaios: «Salão de 1846» (excertos), «Da Essência do Riso», «Exposição Universal — 1855 — Belas-Artes», «Edgar Poe, a Sua Vida e as Suas Obras», «Novas Notas sobre Edgar Poe», «Madame Bovary de Gustave Flaubert», «Théophile Gautier», «Salão de 1859», «Richard Wagner e Tannhäuser em Paris», «Reflexões sobre Alguns dos Meus Contemporâneos» (selecção), Carta-Prefácio de Le Spleen de Paris», «O Pintor da Vida Moderna», «Projectos de Prefácios para As Flores do Mal».


A Invenção da Modernidade (tradução de Pedro Tamen) e outras obras de Charles Baudelaire estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/a-invencao-da-modernidade/

30.8.21

Sobre De Que Falamos quando Falamos de Amor, de Raymond Carver

 



Estes contos retratam a vida de homens e mulheres do Noroeste dos EUA — pessoas solitárias que gostam de beber, pescar e jogar às cartas para passar o tempo.

Raymond Carver, com a sua escrita sucinta e coloquial, aliada a uma percepção perspicaz do modo como as pessoas comunicam, fez com que esta colecção de contos se tornasse uma das mais influentes da moderna literatura.


«O mestre que deu forma ao moderno conto americano.» [Daily Telegraph]


«A América de Raymond Carver é-nos pintada como um local de dor e sonhos quebrados. Mas na verdade não é tão frágil como aparenta. É um lugar de sobreviventes e de histórias… Carver fez o que a maioria dos escritores mais talentosos não conseguiu: criou o seu próprio país, semelhante apenas a si mesmo — como referiu Wordsworth —, e que é o mundo para todos nós.» [Michael Wood, The New York Times Book Review]


De Que Falamos quando Falamos de Amor está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/de-que-falamos-quando-falamos-de-amor/

Sobre Sally Rooney

 



Sally Rooney em entrevista


«Aos 30 anos, a autora de Pessoas Normais já é a romancista mais badalada da sua geração. Em vésperas da publicação do seu terceiro romance, prepara-se para receber mais atenção (indesejada)» [Emma Brockes, The Guardian, 28/8/2021]


Pessoas Normais e Sr. Salário estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sally-rooney/. A edição portuguesa do novo romance tem saída prevista para Outubro.

Sobre Viagens, de Stefan Zweig

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias e às Feiras do Livro de Lisboa e do Porto: Viagens, de Stefan Zweig (tradução de Ana Falcão Bastos)


Para Stefan Zweig, viajar implicava uma entrega ao acaso, a capacidade de acolher o extraordinário, uma espécie de criação que combinava a realidade com as afinidades do viajante.

Escrito na primeira metade do século XX, este livro leva-nos de Sevilha a Salzburgo, passando por Bruges, Arles, Lemberg, os jardins ingleses, o mítico hotel Schwert e a feira gastronómica de Dijon.

Estas narrativas surgem-nos hoje como crónicas sentimentais de uma Europa tranquila, mas pressentindo por vezes os tempos sombrios que viriam com a Segunda Guerra Mundial.


Esta e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

Sobre O Doutor Fausto, de Thomas Mann

 




Neste romance, publicado em 1947, Thomas Mann apresenta-nos a história do músico e compositor fictício Adrian Leverkühn, contada pelo seu amigo de infância, Serenus Zeitblom. Tal como o Fausto lendário, Adrian vende a alma ao diabo para poder realizar a sua grande obra. A criatividade do jovem Leverkühn parece destiná-lo ao sucesso, mas a sua ambição é a autêntica grandeza. É visitado por um ser mefistofélico, que lhe propõe que renuncie ao amor e à sua alma em troca de vinte e quatro anos de génio. Leverkühn atravessa um período de grande criatividade musical que acaba por ser posto em causa pela sua obsessão com o Apocalipse e o Juízo Final e pelo progresso da sua loucura. O Doutor Fausto é um dos romances mais ousados de Thomas Mann, ao combinar música e política, realidade, símbolo e tradições, estando ao nível de Os Buddenbrook e A Montanha Mágica.

«Em O Doutor Fausto, Mann alcançou a síntese de um mito da história, uma filosofia da arte e uma fábula imaginada de rara solenidade. Neste livro, a meditação surge totalmente da circunstância ficcional.» [George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski]


O Doutor Fausto (trad. António Sousa Ribeiro) e outras obras de Thomas Mann estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/thomas-mann/

Livros do Dia 30 de Agosto na Feira do Livro de Lisboa

 





Pensamentos, de Oscar Wilde

Céu em Fogo, de Mário de Sá-Carneiro

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud

Musicofilia, de Oliver Sacks

Antologia Poética, de Fernando Pessoa

Dias Birmaneses, de George Orwell

Contos, vol. I, de Tchékhov

O Jogador, de Fiódor Dostoievski


Livros do Dia 30 de Agosto na Feira do Livro do Porto

 




As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Musicofilia, de Oliver Sacks

Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia

O Jogador, de Fiódor Dostoievski

Sobre Alucinações, de Oliver Sacks

 



Já alguma vez o leitor viu algo que não estava lá? Ouviu alguém chamar o seu nome numa casa vazia? Sentiu que o seguiam, mas quando se virou não encontrou ninguém?

As alucinações não pertencem apenas aos loucos. Estão mais frequentemente ligadas a falhas sensoriais, intoxicação, doença ou lesões.

Pessoas com enxaquecas podem ver arcos de luz cintilantes ou figuras liliputianas. Pessoas com falhas de visão podem, paradoxalmente, mergulhar num mundo visual alucinatório. As alucinações podem aparecer com uma simples febre ou mesmo ao acordar ou adormecer, quando as pessoas têm visões que vão desde manchas luminosas coloridas até rostos perfeitamente pormenorizados, ou mesmo seres aterrorizantes. Pessoas que estão de luto podem receber «visitas» do falecido. Em algumas condições, as alucinações podem levar a epifanias religiosas, ou mesmo à sensação de abandonarmos o nosso corpo.

O ser humano sempre procurou este tipo de visões, tendo durante milhares de anos utilizado substâncias alucinogénias para as obter. Enquanto jovem médico na Califórnia nos anos 60, Oliver Sacks teve um interesse pessoal e profissional por psicotrópicos. Neste livro, o autor reúne histórias dos seus pacientes e a sua própria experiência.


«Sacks escreve histórias de aventura, relatos de viagens ao território inexplicado do cérebro. Ao fazê-lo, revela-nos uma paisagem bastante mais estranha e complexa do que alguma vez poderíamos inferir a partir das nossas interacções diárias.» [The Sunday Times]


«Sacks é, acima de tudo, um médico que escreve com compaixão e clareza… O resultado é uma espécie de discurso humano sobre a fragilidade das nossas mentes, dos corpos que lhes dão forma, e do mundo que criam para nós.» [The Daily Telegraph]


«Oliver Sacks tornou-se o neurologista mais famoso do mundo. Os seus estudos sobre mentes debilitadas permitem uma clara compreensão dos mistérios da consciência.» [The Guardian]


Esta e outras obras de Oliver Sacks estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oliver-sacks/

29.8.21

Sessão de Autógrafos com Gonçalo M. Tavares e Ana Margarida de Carvalho

 




Livros do Dia 29 de Agosto na Feira do Livro do Porto

 





O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, de Oliver Sacks

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen


Livros do Dia 29 de Agosto na Feira do Livro de Lisboa

 




O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

A Mensagem, de Fernando Pessoa

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Amor Líquido, de Zygmunt Bauman

O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, de Oliver Sacks

Todas as Crónicas, de Clarice Lispector

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

A Sonata de Kreutzer, de Lev Tolstói

28.8.21

Sobre Rumo ao Farol, de Virginia Woolf

 



Um dos livros mais importantes do século XX, Rumo ao Farol é também um dos romances mais conhecidos de Virginia Woolf.

A tranquila Mrs Ramsay, o trágico mas ao mesmo tempo absurdo Mr Ramsay, juntamente com os seus filhos e vários convidados, encontram-se de férias na Ilha de Skye.

Mrs Ramsay assume o papel de esposa e mãe perante os seus hóspedes: Lily Briscoe, a artista frustrada, Minta e Paul, o jovem casal apaixonado, e Charles Tansley, o misantropo estudante, que se encontra sob o seu fascínio. O desejo de James, o seu filho mais novo, é fazer uma viagem de barco até ao Farol.

A partir da expectativa da visita ao farol, Virginia Woolf constrói uma narrativa comovente sobre as complexas tensões e fidelidades existentes numa família.


Rumo ao Farol (tradução de Mário Cláudio) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Livros do Dia 28 de Agosto na Feira do Livro do Porto

 




O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë

A Arte da Guerra, de Sun Tzu

A Amiga Genial, de Elena Ferrante

Anna Karénina, de Lev Tolstoi


Livros do Dia 28 de Agosto na Feira do Livro de Lisboa

 




O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë

Hamlet, de William Shakespeare

O Regresso de Mary Poppins, de P. L. Travers

Obra Completa, de Arthur Rimbaud

A Arte da Guerra, de Sun Tzu

A Sibila, de Agustina Bessa-Luís

A Amiga Genial, de Elena Ferrante

Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio

27.8.21

Gonçalo M. Tavares e H. G. Cancela na lista de semifinalistas do Prémio Oceanos

 




Foram ontem anunciados os 54 semifinalistas do Prémio Oceanos, entre os quais se encontram dois autores editados pela Relógio D’Água: H. G. Cancela, com A Noite das Barricadas; e Gonçalo M. Tavares, com O Osso do Meio.

Até Novembro, o júri intermediário, composto por Beatriz Resende, Eliane Robert Moraes, Fábio Weintraub, Ricardo Aleixo, Maria João Cantinho, Pedro Mexia e Nataniel Ngomane, escolherá os dez finalistas.

Todos os semifinalistas e outras informações aqui: https://www.itaucultural.org.br/secoes/noticias/conheca-obras-semifinalistas-premio-oceanos-2021?fbclid=IwAR3kjeMZTZAinm0DupskmNCeyfWW7ZTSOPjwlEW68-RwB3BbgQg4PUcoO6g


A Noite das Barricadas e outras obras de H. G: Cancela estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/h-g-cancela/

O Osso do Meio e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sessão de autógrafos com Ana Margarida de Carvalho e Gonçalo M. Tavares

 



Livros do Dia 27 de Agosto na Feira do Livro de Lisboa

 





Canções, vols. 1 e 2, de Bob Dylan

Orlando, de Virginia Woolf

O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum

Tudo no Seu Lugar, de Oliver Sacks

Canções Mexicanas, de Gonçalo M. Tavares

Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac

Madame Bovary, de Gustave Flaubert


Relógio D’Água na Feira do Livro do Porto 2021

 

A Relógio D’Água está presente na Feira do Livro do Porto, de 22 de Agosto a 12 de Setembro, nos Jardins do Palácio de Cristal, nos pavilhões 117, 118, 119 e 120.





Hoje os Livros do Dia são:

O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum

A Viagem do Beagle, de Charles Darwin

A Sibila, de Agustina Bessa-Luís

Em busca do Tempo Perdido, vol. I, de Marcel Proust

Sobre O Ofício de Viver, de Cesare Pavese

 



«Ninguém se mata pelo amor de uma mulher. Matamo-nos porque um amor, não importa qual, nos revela a nós mesmos na nossa nudez, na nossa miséria, no nosso estado inerme, no nosso nada.» [Cesare Pavese]


«O diário de Pavese é ao mesmo tempo uma técnica poética e um modo de estar no mundo.» [Italo Calvino]


«O diário teve uma primeira publicação, póstuma, em 1952, mutilado de algumas partes, constituídas essencialmente por nomes de pessoas e por palavras, frases ou inteiros parágrafos de conteúdo demasiado íntimo e eventualmente chocante, em que o autor exprime em termos muito fortes, grosseiros ou mesmo obscenos, o seu profundo desespero e impotência perante os reveses da sua vida sentimental, perante a sua dificuldade de relacionamento com o sexo oposto. Todas as partes então censuradas estão incluídas na presente edição, constituída pelo texto integral, tal como Pavese o registou no seu diário.

Dado como encerrado pelo autor cerca de uma semana antes da morte, e por ele próprio assinalado pelos limites cronológicos 1935–1950, constitui, assim, a evidência da trágica decisão consciente e antecipadamente tomada (…)» [Da Introdução]


O diário de Pavese foi encontrado depois da morte do autor numa pasta verde, na qual estava escrito a lápis vermelho e azul: «Il Mestiere | di Vivere | di | Cesare Pavese».


O Ofício de Viver, de Cesare Pavese (trad. Alfredo Margarido e Margarida Periquito, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-oficio-de-viver/

26.8.21

Sobre As Variedades da Experiência Religiosa, de William James

 



Em As Variedades da Experiência Religiosa, William James aplica o método científico aos fenómenos religiosos, abordando o misticismo e a religião através do pragmatismo e da psicologia experimental.

O livro, nascido das Conferências Gifford apresentadas na Universidade de Aberdeen a partir da primavera de 1901, coloca o acento no estudo das formas exteriores de religião e nos estados mentais a elas associados.

Para ilustrar as suas teorias, William James cita as suas próprias experiências, as dos seus próximos, e também pensadores como Voltaire, Whitman, Emerson, Lutero, Tolstoi, John Bunyan e Jonathan Edwards.

Este ensaio, de um psicólogo que se tornou filósofo, é de uma extrema atualidade num tempo marcado pela afirmação das religiões e pelos seus conflitos.


As Variedades da Experiência Religiosa, de William James (trad. de Helena Briga Nogueira e Margarida Periquito), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/as-variedades-da-experiencia-religiosa/

Relógio D’Água na Feira do Livro de Lisboa 2021

 


A Relógio D’Água participa na Feira do Livro de Lisboa, de 26 de Agosto a 12 de Setembro, no topo do Parque Eduardo VII, nos pavilhões A119, A121, A123, A125, A127, A129, A64, A66, A68, A70, A72 e A74.

Haverá desconto de pelo menos 40 % sobre o PVP nos Livros do Dia e de 30 % no Preço Especial, além da participação na Hora H.

A Relógio D’Água terá ainda 4 sessões de autógrafos: Ana Margarida de Carvalho, nos dias 29 de Agosto e 4 de Setembro; Gonçalo M. Tavares, no dia 29 de Agosto; e Cristina Carvalho, no dia 5 de Setembro.





Os Livros do Dia de hoje são:


Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Vinte Mil Léguas Submarinas, de Jules Verne

As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han

Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, de Walter Benjamin

Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia

Crónicas do Mal de Amor, de Elena Ferrante

De Mais Novembro do que Setembro, de Guillaume Apollinaire

 




«Zona


Por fim já não suportas mais esse mundo antigo


Ó torre Eiffel pastora o rebanho das pontes bale esta manhã


Estás farto de viver na antiguidade grega e romana


Aqui até os automóveis parecem antiguidades

Só a religião se manteve novinha em folha continuou simples

A religião como os hangares de Port-Aviation


Ó Cristianismo só tu não estás fora de moda na Europa

O Europeu mais moderno sois vós Papa Pio X

E tu que as janelas espiam é a vergonha que te retém

De entrar numa igreja para te confessares esta manhã

Lês os prospectos os catálogos os cartazes que cantam bem alto

Esta manhã esta é a poesia que temos e para a prosa há os jornais

Há os fascículos a 25 cêntimos a transbordar de aventuras policiais

Perfis de homens eminentes e mil títulos diversos

Vi esta manhã uma rua lindíssima de que esqueci o nome

Asseada e nova era mesmo o clarim do sol» [p. 18]


Mais Novembro do que Setembro, de Guillaume Apollinaire (tradução de Maria Gabriela Llansol), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mais-novembro-do-que-setembro/

25.8.21

Sobre Sweeney Todd, de Stephen Sondheim

 



Esta é a narrativa de Sweeney Todd – O Terrível Barbeiro de Fleet Street, baseada no thriller musical do compositor norte-americano Stephen Sondheim, que estreou em 1979 em Nova Iorque. A lenda de um barbeiro malvado, que matava os clientes para se apoderar dos seus bens, já era cantada em forma de balada na Idade Média, mas a história de Sweeney Todd – O Terrível Barbeiro de Fleet Street surge pela primeira vez em 1846 em The String of Pearls, A Romance (O Colar de Pérolas – Um Romance), publicada em 18 folhetins numa revista semanal inglesa. Depois desta versão, muitas outras se seguirão, sempre com novas interpretações da história, no teatro, na música, no cinema e na televisão.

O musical conta uma história de paixão e vingança protagonizada por um barbeiro que volta a Londres, depois de anos passados nas galés, devido a uma condenação forjada. Ele regressa para tentar encontrar a mulher e a sua filha, que foi adoptada pelo juiz de quem ele obsessivamente se quer vingar.

A sua vingança vai ser executada a coberto de um regresso à sua profissão, através de uma série de crimes que fizeram de Sweeney Todd o «terrível barbeiro de Fleet Street». Em contraponto, assiste-se à paixão entre um jovem marinheiro que Sweeney Todd conheceu nas galés e a sua filha, que vive semi-sequestrada.

A versão aqui publicada foi traduzida por João Lourenço, José Fanha e Vera San Payo de Lemos para o espectáculo estreado em 1997 no Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, com encenação de João Lourenço, e revista para um novo espectáculo também com encenação de João Lourenço, realizado em 2007 no Teatro Aberto em Lisboa, em co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II.

Este é o texto usado por Tim Burton no seu filme Sweeney Todd, em que o papel do barbeiro é interpretado por Johnny Depp, num cenário marcado pela beleza estética, as cores espessas e um tom de humor negro característico do realizador de Eduardo Mãos de Tesoura.


Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street, de Sephen Sondheim (trad. João Lourenço e Vera San Payo de Lemos), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/sweeney-todd-o-terrivel-barbeiro-de-fleet-street/

Sobre O Anticristo, Ecce Homo e Nietzsche contra Wagner, de Friedrich Nietzsche

 



«Neste ano derradeiro da sua actividade, as grandes oposições da filosofia de Nietzsche ficam assim com contornos definitivos e para a posteridade permanecerá a figura inteira do filósofo maldito que não abdicou da talvez mais forte iconoclastia produzida pela nossa cultura contra os seus próprios fundamentos. O seu sistema de contrário pode agora resumir‑se a dois pares incontornáveis: Dioniso contra Cristo e Nietzsche contra Wagner. Limitada por estes pares decorre toda a sua interpretação dos valores, da genealogia da moral, da história do cristianismo e da pulsão pelo verídico que estrutura o niilismo, a interpretação da luta contra a indiferenciação e a defesa de um tipo nobre ou a defesa da expressão global da vida.» [Do Prefácio de António Marques]


Este e outros livros de Friedrich Nietzsche estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/friedrich-nietzsche/

Sobre Porquê Este Mundo, de Benjamin Moser

 



«Porquê Este Mundo» relançou nos EUA e em muitos outros países o interesse pela obra da autora de «Perto do Coração Selvagem».

A biografia levou Benjamin Moser a investigar a vida de Clarice em três continentes, consultar manuscritos inéditos e realizar dezenas de entrevistas. Pôde assim mostrar que a obra de Lispector tinha relações estreitas com a sua agitada vida, a história do século xx e as tradições judaicas da família.

Nascida em 1920, numa Ucrânia devastada pela Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, com a família forçada à emigração pelos pogroms que violentaram a mãe e arruinaram o pai, Clarice Lispector tornou-se no Brasil uma mulher cujos talento literário, beleza e originalidade intrigaram muitos escritores e artistas.

Acompanhando Lispector desde Tchechelnik até ao Recife, depois ao Rio de Janeiro e mais tarde, como esposa de diplomata, a Nápoles, Berna e Washington, até ao regresso definitivo ao Rio de Janeiro, esta biografia mostra como Clarice transformara as suas lutas de mulher numa arte de carácter universal.


«Uma biografia digna do seu grandioso tema […] Uma das escritoras mais misteriosas do século xx é finalmente revelada com as suas cores vibrantes.» [Orhan Pamuk]


«Viva, ardente e intelectualmente rigorosa.» [The New York Times Book Review]


«Com uma pesquisa meticulosa […] Bem escrito e notável […] Moser é impressionante.» [New York Review of Books]


«Porquê Este Mundo — Uma Biografia de Clarice Lispector» de Benjamin Moser e obras de Clarice Lispector estão disponíveis em ww.relogiodagua.pt

Sobre Este País não É para Velhos, de Cormac McCarthy

 



A história desenvolve-se no final dos anos setenta, na fronteira do Texas com o México, onde ladrões de gado deram lugar a traficantes de droga e pequenas cidades são agora zonas abertas de combate.

Llewelyn Moss encontra uma carrinha cheia de cadáveres, um carregamento de heroína e dois milhões de dólares no banco traseiro. Ao apoderar-se do dinheiro, dá início a uma cadeia de reacções de violência catastrófica que nem a lei pode controlar.

Com temas tão antigos como a Bíblia e tão sangrentos como os títulos dos jornais actuais, No Country for Old Men é uma obra de enorme originalidade.


«Profundamente perturbadora… A mais acessível de todas as suas obras.» [The Washington Post]


«Fascinante… Um drama pungente e intenso, rompendo cada cenário assustador e violento com uma economia e precisão cinematográficas.» [The New York Times]


«Cormac McCarthy consegue resultados monumentais a partir de um processo lento de simplicidade implacável. Este livro deixá-lo-á sem fôlego e aterrado.» [Sam Shepard]


«Nenhum resumo lhe fará justiça e o mistério é o suficiente para deixar o leitor ofegante… Cormac McCarthy explora temas como a culpa e a responsabilidade, o amor e a ambiguidade moral, e o modo como a memória nos constrói.» [St. Petersburg Times]


«Tão forte e violento como toda a sua obra… É um génio na construção do enredo e somos levados pelo puro domínio da forma.» [The Denver Post]


Este País não É para Velhos (trad. Paulo Faria) e outras obras de Cormac McCarthy estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/cormac-mccarthy/

Sobre Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges

 



«Este Ofício de Poeta é uma introdução à literatura, ao gosto e ao próprio Borges. No contexto das suas obras completas, só tem comparação com Borges, oral (1979), que contém as cinco palestras — de âmbito um tanto mais estreito do que estas — que ele proferiu em maio-junho de 1978 na Universidade de Belgrano, em Buenos Aires. Estas Palestras Norton, anteriores em uma década a Borges, oral, são um tesouro de riquezas literárias que nos chegam sob formas ensaísticas, despretensiosas, muitas vezes irónicas, sempre estimulantes.» [Do Posfácio de Călin‑Andrei Mihăilescu]


Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges (trad. Telma Costa), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/este-oficio-de-poeta/

24.8.21

Sobre Sonho da Aldeia Ding, de Yan Lianke

 



Milhares de aldeãos da região de Henan foram levados a vender o seu sangue à procura de uma vida melhor. Acabaram contaminados com SIDA.

Só o filho do velho Ding, que construíra a sua fortuna a partir da recolha de sangue, continuou a enriquecer vendendo caixões e organizando casamentos para unir aqueles que a morte separara.

Esta história é ficcionada por Yan Lianke a partir de acontecimentos reais.

Como o autor explica, “cólera e paixão são a alma do meu trabalho”.

O romance, que revela aspetos sombrios do desenvolvimento do país, foi proibido na China.


Sonho da Aldeia Ding, de Yan Lianke (trad. Marta Mendonça), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/sonho-da-aldeia-ding/ e nas livrarias. Em breve a Relógio D’Água editará também As Crónicas de Explosão.


Sobre Ou—Ou, de Søren Kierkegaard

 



«Ou—Ou. Um Fragmento de Vida é uma obra ímpar dentro da literatura e da filosofia ocidentais, a todos os níveis e vista de todos os ângulos; não fosse a circunstância de, na Europa de então, como na actual, a língua dinamarquesa ficar submersa por outros idiomas dominantes, e certamente que teria sido reconhecida universalmente como um clássico da literatura e da filosofia na geração seguinte ao seu aparecimento. A consciência plena por parte do seu autor de que assim é constitui, aliás, um dos seus intuitos, se não confessos, pelo menos explicados e demonstrados ao longo da obra.

Vista no conjunto da produção de Kierkegaard, Ou—Ou. Um Fragmento de Vida introduz a esmagadora maioria dos conceitos e categorias que o filósofo desenvolverá posteriormente e, para citar apenas alguns, encontramos aqui o estético e o ético, o ético e o religioso, o desespero e a esperança, o amor em todas as suas fases e modalidades, os diferentes tipos e usos do pensamento, a possibilidade e a realidade, a escolha, a liberdade, a recordação e o esquecimento, e o instante.» [Da Introdução de Elisabete M. de Sousa]


Ou—Ou. Um Fragmento de Vida, Primeira Parte (trad. Elisabete M. de Sousa) e outras obras dede Soren Kierkegaard estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/soren-kierkegaard/

Sobre Homens em Tempos Sombrios, de Hannah Arendt

 



Disponível em www. relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Homens em Tempos Sombrios, de Hannah Arendt (tradução de Ana Luísa Faria)


Nascida na Alemanha, em 1906, Hannah Arendt viveu os tempos sombrios das duas guerras mundiais.

Aluna de Heidegger e Jaspers, formou-se em Heidelberg, mas teve de deixar o seu país após a chegada dos nazis ao poder, tendo-se fixado nos EUA, onde viria a falecer em 1975.

Foi entretanto reconhecida como uma das figuras mais importantes do pensamento político contemporâneo e da filosofia do século xx.

Os textos aqui reunidos são análises biográficas de homens e mulheres tão diferentes como Lessing, Hermann Broch, João XXIII, Rosa Luxemburgo, Brecht, Karen Blixen e Walter Benjamin.

No seu conjunto, são uma reflexão apaixonante sobre o comportamento e o papel desses homens e mulheres a quem foi dado viver em tempos sombrios.


Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/