6.10.15

Nas livrarias: A Solidão dos Números Primos, de Paolo Giordano






A Solidão dos Números Primos obteve o Prémio Strega em 2008 e o Prémio Campiello Opera Prima e foi traduzido em mais de quarenta línguas.
A narrativa centra-se nas vidas de Alice e Mattia, ambos marcados por um episódio traumático sucedido na sua infância e que se parecem com aqueles números especiais, a que os matemáticos chamam «primos gémeos», separados apenas por um número par, próximos mas incapazes de se tocarem realmente.

De Paolo Giordano, a Relógio D'Água editou também Negro e Prata.

5.10.15

A chegar às livrarias: Psicologia dos Comportamentos Online, organização de Guilhermina Lobato Miranda




O que leva tantas pessoas a sentirem-se atraídas por relações de amizade, amorosas e de trabalho online? Como são geridas estas relações? Que ligações existem entre o online e o presencial? Que papel desempenham as redes sociais na socialização dos jovens? Que contributos dão para a construção da identidade pessoal? Como se expressam as emoções online? Como se manifesta o fenómeno do cyberbullying? O que leva algumas pessoas a traírem os seus parceiros em relações iniciadas ou mantidas através da Internet?
Ao longo dos oito capítulos deste livro, especialistas nacionais e estrangeiros respondem às perguntas que muitos de nós se colocam, integrando os resultados mais conclusivos das investigações até hoje realizadas.


Textos de: Ana Isabel Runa; Armanda Matos; Cristina Ponte; Guilhermina Lobato Miranda; Gustavo Cardoso; Jeffrey T. Hancock; João Amado; José Alberto Simões; Katelyn Y. A. McKenna; Telmo Mourinho Baptista; Tiago Lapa; Tom Postmes.

Francisco José Viegas entusiasmado com Oliver Sacks




Cansado dos comentadores políticos, Francisco José Viegas escreveu no Correio da Manhã:

«E passei a ler coisas inesperadas, como a magnífica autobiografia de Oliver Sacks, neurologista que morreu este ano e de que tinha lido ‘O Homem que Confundiu a Mulher com Um Chapéu’ e ‘Despertares’ (que valeu um filme com De Niro e Robin Williams). É um testemunho apaixonante e apaixonado. ‘Em Movimento’ (Relógio d’Água) conta a vida de um estudante judeu inglês que se transforma numa referência de humanidade e de tolerância; foi também mergulhador, viajante, halterofilista, motociclista, grande leitor de poesia (viveu com o poeta Thom Gunn), antropólogo dedicado. Talvez seja um livro indicado para os adolescentes se encantarem, de vez em quando, com os mistérios e os rigores da vida – e os seus inesperados.» [28-09-2015]

2.10.15

Sobre Fala, Memória, de Vladimir Nabokov




«Fala, Memória, a autobiografia de Nabokov, é um supremo exercício literário.
Só comparável em importância às Confissões de Santo Agostinho ou de Rousseau.
Nada de paixões por reflexos em fontes ou de madalenas mergulhadas no chá. Para Vladimir Nabokov (1899-1977), uma autobiografia honesta e perene nasce, não de um gesto egocêntrico ou narcótico, mas de um ato «excêntrico»: o de moldar um conteúdo individual a uma forma impessoal e artística. Para ser verdadeira, a criação autobiográfica deve, antes de mais, tomar a rememoração como exercício técnico de procura, exploração e análise de «sendas ou correntes temáticas» nas regiões mais remotas da vida passada. Segundo este método, a retrospecção é uma tentativa de transformar uma evidência numa conclusão.»

[Filipa Melo, no blogue Coração Duplo, crítica a Fala, Memória publicada na Ler de Maio de 2013]

A chegar às livrarias: Intimidade, de Hanif Kureishi (trad. Inês Dias)





«Esta é a noite mais triste, porque me vou embora e não volto mais.» Esta é a primeira frase de Jay, personagem da fascinante história de Hanif Kureishi sobre o final de um relacionamento.

«O melhor livro de Kureishi até ao momento.» [The Times]

«É de longe a dissecação mais astuta e dolorosa sobre a inquietação sexual masculina que já li… Os diálogos são desconcertantes e existe uma permanente recusa do compromisso e do fastidioso… Contar a verdade é sempre uma atividade precária, mas Kureishi fá-lo com seriedade, afeto e desconcertante aprumo.» [Mail on Sunday]

«Se, como refere John Updike, o dever de um escritor é contar o que é para si a verdade, então Kureishi triunfou: neste livro a honestidade é devastadora.» [Observer]


«Kureishi possui um dom incomum para construir personagens.» [Independent]

1.10.15

A chegar às livrarias: Contos de Petersburgo, de Nikolai Gogol (trad. do russo de Carlos Leite)





«Gogol era uma criatura estranha, mas o génio é sempre estranho; só o escritor de segunda ordem e são de espírito é que parece ao leitor agradecido um sábio e velho amigo que expõe com finura as suas próprias opiniões (do leitor) sobre a vida. A grande literatura roça o irracional. O Hamlet é o sonho demente de um académico neurótico. O Capote de Gogol é um pesadelo grotesco e sinistro que abre buracos negros no desenho pouco claro da vida. O leitor superficial verá nessa história apenas as cabriolas pesadas de um bufão extravagante; o leitor solene terá como certo que a primeira intenção de Gogol era denunciar os horrores da burocracia russa. Mas nem aquele que quer umas boas gargalhadas, nem o que anseia por livros “que nos façam pensar” compreenderão de que trata O Capote realmente. Mas deem-me o leitor criativo; este conto é para ele.» [Do Posfácio de Vladimir Nabokov]

Paulo Faria e Jorge Vaz de Carvalho recebem Grande Prémio de Tradução Literária APT/SPA




A tradução de Ulisses, de James Joyce, por Jorge Vaz de Carvalho, e de História em Duas Cidades, de Charles Dickens, por Paulo Faria, receberam ex aequo o Grande Prémio de Tradução Literária da Associação Portuguesa de Tradutores e da Sociedade Portuguesa de Autores.


Margarida Vale Gato recebeu uma Menção Honrosa, pela tradução de Uivo e Outros Poemas, de Allen Ginsberg. Eugénia Antunes recebeu também uma Menção Honrosa.


O júri foi constituído por António Torrado, Alexandra Gomes e Teresa Seruya.

O prémio foi entregue ontem, 30 de Setembro, às 18h30, na Sala Carlos Paredes da Sociedade Portuguesa de Autores.