3.6.24

Franz Kafka continua a influenciar-nos 100 anos depois da sua morte

 



Hoje, 3 de Junho, comemora-se o centenário da morte do autor de O Processo e de A Metamorfose, e pode constatar-se que continua a ser um dos mais influentes autores, tanto nas livrarias como nas redes sociais.

A Relógio D’Água, que há duas décadas vem publicando a obra de Kafka, desde Carta ao Pai, O Castelo, A Metamorfose, O Processo, O Desaparecido, Contos Escolhidos até Diários, Cartas a Milena ou Na Colónia Penal, publica agora três obras de referência sobre Kafka ou do próprio autor.





Depois de uma antologia de textos breves, Contos, Parábolas, Fragmentos (trad. de António Sousa Ribeiro), sairá ainda este mês a biografia que sobre Kafka escreveu Max Brod, seu amigo de juventude a quem devemos que grande parte da sua obra não tenha sido destruída, e o «desconcertante» Kafkiana, de Agustina Bessa-Luís, que parte de experiências pessoais para constituir uma espécie de biografia do autor de O Processo.

Agustina, que se considera uma «leitora impaciente» de Kafka, cita o autor de O Castelo para afirmar que «só é artista aquele que pode fazer da decifração um enigma», tarefa a que ela própria se propõe.


As obras de Franz Kafka editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/


Sobre A Crise da Narração, de Byung-Chul Han

 


«“A Crise da Narração” é o último título de uma já longa série de livros que têm firmado Byung-Chul Han como um dos filósofos mais influentes da nossa época. Entre os seus méritos conta não ser mais um produtivista que inventa conceitos para alimentar uma filosofia de consumo, rendida ao efeito do embrulho vistoso. Pelo contrário, Han mobiliza conceitos bem estabelecidos na filosofia contemporânea, sobretudo a do século XX, muito Walter Benjamin e Martin Heidegger, para, com eles, propor uma interpretação significativa deste tempo que vivemos e de que precisamos fazer sentido. É certo que publica muito, sempre de volta de uma certa leitura da condição existencial do nosso tempo, e que tem o seu mercado também. Mas o exercício intelectual de Han faz sentido assim, percorrendo por perspectivas um objecto que não se deixa captar de uma só vez, como variações sobre um tema.

Começaríamos, aliás, pela expectativa em torno da própria filosofia nestes tempos. Han defende que a filosofia emudece se deixar de narrar para apenas explicar, como uma ciência. Uma ciência que tende à burocracia, às métricas, que a transformam em dispositivo cujo funcionamento há que administrar.» [André Barata, ípsilon, Público, 31/5/2024: https://www.publico.pt/2024/06/01/culturaipsilon/critica/stories-sell-explica-byungchul-han-2083242]


A Crise da Narração (tradução de Gilda Lopes Encarnação) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Livros do Dia 3 de Junho na Feira do Livro de Lisboa







Ética, de Espinosa

Psicopolítica, de Byung-Chul Han

Sobre a Revolução, de Hannah Arendt

Arder a Palavra e Outros Incêndios, de Ana Luísa Amaral

Maremoto, de Djaimilia Pereira de Almeida

O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça, de Ana Margarida de Carvalho

Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy

Todas as Crónicas, de Clarice Lispector

Tempos Difíceis, de Charles Dickens

Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas

O Jogador, de Fiódor Dostoievski

Moby Dick, de Herman Melville

Hamlet, de William Shakespeare

Fausto, de Goethe

Todos os Caminhos Estão Abertos, de Annemarie Schwarzenbach

Frankenstein, de Mary Shelley

As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi

A Quinta dos Animais, de George Orwell e Odyr

2.6.24

Sobre Acolher, de Claire Keegan

 


Uma menina vai viver com pais adotivos numa quinta na zona rural da Irlanda sem saber quando regressará. Numa casa desconhecida, de gente estranha, encontra um calor e uma afeição que não sabia existirem e começa lentamente a florescer. Até que a revelação de um segredo a faz compreender a fragilidade da sua vida.


«Tão bom como Tchékhov.» [David Mitchell]


«Um livro perfeitamente equilibrado.» [Maggie O’Farrell]


«Luminoso.» [Hilary Mantel]


«Uma obra-prima.» [New York Times]


Acolher (trad. Marta Mendonça), Pequenas Coisas como Estas (trad. Inês Dias) e A Uma Hora tão Tardia (trad. José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/claire-keegan/

Livros do Dia 2 de Junho na Feira do Livro de Lisboa

 





Musicofilia, de Oliver Sacks

George Steiner em The New Yorker, de George Steiner

A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud 

China em Dez Palavras, de Yu Hua

Atlas do Corpo e da Imaginação, de Gonçalo M. Tavares

Lolita, de Vladimir Nabokov

Laços de Família, de Clarice Lispector

Terna É a Noite, de F. Scott Fitzgerald

Pessoas Normais, de Sally Rooney

Contos, vol. IV, de Anton Tchékhov

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A Morte de Ivan Iliitch, de Lev Tolstói

Pensamentos, de Oscar Wilde

Da Natureza das Coisas, de Lucrécio

O Príncipe, de Nicolau Maquiavel

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry


1.6.24

Sobre Da Guerra, de Carl von Clausewitz



A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de Fevereiro de 2022, conferiu uma nova actualidade às questões de táctica e estratégia militar e, em particular, às concepções de Carl von Clausewitz (1780-1831).

Trata-se, com efeito, de um confronto entre dois Estados; um deles, a Rússia, procurando alargar o seu território e influência através do esmagamento do adversário, da sua destruição política e rendição incondicional.

Só que agora não se trata de uma guerra absoluta, tendo como objectivo as forças militares do inimigo, mas de uma guerra total, envolvendo também a população civil e as estruturas económicas, urbanas e sociais, sobre um fundo de ameaça de recurso a armas nucleares.

Em Da Guerra, tratado redigido no essencial entre 1816 e 1830, Clausewitz faz uma primeira tentativa ocidental para pensar o fenómeno da guerra. Nesse sentido, propõe uma teorização da acção militar entendida como instrumento da política.


Da Guerra, de Carl von Clausewitz (trad. Teresa Barros Pinto), com posfácio de Anatole Rapoport, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/da-guerra-pre-venda/

Livros do Dia 1 de Junho na Feira do Livro de Lisboa







O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, de Oliver Sacks

A Origem do Homem e a Selecção Sexual, de Charles Darwin

Amor Líquido, de Zygmunt Bauman

Antigo Testamento, com ilustrações de Marc Chagall

O Delfim, de José Cardoso Pires

As Ondas, de Virginia Woolf

Lolita, de Vladimir Nabokov

Pela Estrada Fora — O Rolo Original, de Jack Kerouac

O Talentoso Mr. Ripley, de Patricia Highsmith

Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoievski

Anna Karénina, de Lev Tolstoi

O Idiota, de Fiódor Dostoievski

Mensagem, de Fernando Pessoa

As Flores do Mal, de Charles Baudelaire

Ensaios, de Montaigne

Pais e Filhos, de Ivan Turguéniev

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

Mary Poppins, de P. L. Travers