20.10.20

Peças em Um Acto, de Anton Tchékhov (trad. António Pescada)

 



Disponível em ww.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Peças em Um Acto, de Anton Tchékhov (trad. António Pescada)


«Na sua produção dramatúrgica, depois de uma peça tão extensa como Platónov, Tchékhov como que estabilizou a sua produção em peças de algumas dezenas de páginas, certamente guiado por um maior contacto com os palcos e com a vida real do teatro. No meio dessa sua intensa produção, tanto na prosa como na dramaturgia, escreveu as peças em um acto, não às centenas como em certa ocasião sugeriu ser capaz de escrever, nem a dúzia a que mais tarde se limitou com maior realismo, mas menos de uma dezena. […]

Sendo embora curtas, estas peças em um acto nem por isso são “pequenas”, porque, como todas as grandes obras, mantêm a sua actualidade e a sua frescura.» [Do Prefácio de António Pescada]


Inclui as peças Na Estrada Real; O Canto do Cisne; O Urso; O Pedido de Casamento; O Trágico à força; A Boda; O Aniversário do Banco; e Os Malefícios do Tabaco.


Estas e outras obras de Anton Tchékhov estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/anton-tcheckhov/


Sobre Tchékhov na Vida, de Ígor Sukhikh

 



«“Tchékhov na Vida” justapõe num só volume cartas pessoais trocadas com a família, com os amigos e com o seu círculo de relações profissionais. A estes trechos juntam-se linhas de contos e peças que espelham aquilo de que Tchékhov fala e ainda frases do que se escreveu sobre ele.» [Rui Lagartinho, Expresso, 21/4/2019. Texto completo aqui.]


Tchékhov na Vida de Ígor Sukihkh (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/tchekhov-na-vida/

19.10.20

Expresso escolhe 37 livros, dos quais 21 estão na Relógio D’Água

 








No último número da revista E, vários críticos e jornalistas do Expresso escolheram 37 obras de ficção (narrativa e poesia).

Vinte e um desses títulos foram publicados na Relógio D’Água. No entanto, nove das edições (capas) são de outras editoras que não a Relógio D’Água. Como, estranhamente, não são referidos os tradutores das obras, ignora-se se nestes casos o critério de escolha das capas reproduzidas foi ocasional ou deliberado.

Nos 12 títulos em que surgiram reproduzidas as capas da Relógio D’Água, temos Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski (escolha de Henrique Monteiro [HM]); Retrato de Uma Senhora, de Henry James (escolha de Pedro Mexia [PM]); Madame Bovary, de Gustave Flaubert (escolha de Clara Ferreira Alves [CFA]); O Ofício de Viver, de Cesare Pavese (escolha de PM); Moby Dick, de Herman Melville (escolha de José Mário Silva); Poeta em Nova Iorque, de Federico García Lorca (escolha de PM); O Vermelho e o Negro, de Stendhal (escolha de HM); O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë (escolha de CFA); A Terra Devastada, de T. S. Eliot (escolha de PM); Ensaios de Montaigne (escolha de HM); As Ondas, de Virginia Woolf (escolha de Luísa Mellid-Franco); e Macbeth, de William Shakespeare (escolha de CFA).

Nos 9 livros de que foram seleccionadas edições que não as da Relógio D’Água, temos O Processo, de Franz Kafka (trad. Gilda Lopes Encarnação); Guerra e Paz, de Lev Tolstoi (trad. António Pescada); Elegias de Duíno, de Rainer Maria Rilke (trad. José Miranda Justo); A Montanha Mágica, de Thomas Mann (trad. António Sousa Ribeiro); Poesia de Álvaro de Campos; Os Maias, de Eça de Queirós; Cândido ou O Otimismo, de Voltaire (trad. José Cláudio e Júlia Ferreira); O Grande Gatsby (trad. Ana Luísa Faria); e D. Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (trad. José Bento).


Os livros da Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt

Sobre Pensamentos, de Blaise Pascal

 



«Pascal oferece muito sobre que o mundo moderno faria bem em pensar. E de facto, por causa da sua combinação e equilíbrio únicos de qualidades, não sei de nenhum escritor religioso mais pertinente para o nosso tempo. Os grandes místicos, como São João da Cruz, são em primeiro lugar para leitores com um objectivo especialmente determinado; os escritores devotos, como São Francisco de Sales, são em primeiro lugar para aqueles que já se sentem conscientemente desejosos do amor de Deus; os grandes teólogos são para os interessados em teologia. Todavia, não consigo pensar em nenhum autor cristão, nem mesmo Newman, que mais do que Pascal devesse ser recomendado àqueles que duvidam, mas que têm a capacidade intelectual para conceber e a sensibilidade para sentir a desordem, a futilidade, a ausência de sentido, o mistério da vida e do sofrimento, e que apenas conseguem encontrar paz através da satisfação de todo o ser.» [Da Introdução de T. S. Eliot]


Pensamentos (trad. Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pensamentos-2/


Sobre Pensamentos, de Oscar Wilde

 



«Possuo os gostos mais simples», comentou certa vez Oscar Wilde, «fico sempre satisfeito com o melhor.»

Neste livro os leitores irão encontrar uma selecção de comentários de Oscar Wilde sobre arte, natureza humana, moral, sociedade, política, história e vários outros temas. Epigramas, aforismos e citações — retirados das várias peças de Wilde, dos seus ensaios, romances e ainda de conversas, artigos e cartas — configuram um pensamento sofisticado sob uma aparência paradoxal, divertida ou provocadora.

Como escreveu J. L. Borges: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparo num facto de que os seus admiradores não parecem sequer ter suspeitado: o facto comprovado e elementar de que Wilde quase sempre tem razão (…) Oscar Wilde é um desses escritores privilegiados que existem sem necessitarem de aprovação dos críticos, nem sequer dos leitores. O prazer que retiramos da sua companhia é irresistível e constante.»


Esta e outras obras de Oscar Wilde estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oscar-wilde/

16.10.20

Sapatos de Corda — Agustina, de Mónica Baldaque

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Sapatos de Corda — Agustina, de Mónica Baldaque


«Minha Mãe estava tranquila quanto à minha educação, e passava as semanas por casa, a escrever, a ler; no inverno vestia um kilt comprido, uma manta de xadrez nas pernas, a botija no colo, a lareira acesa; no verão, os vestidos leves de linho branco, as portas abertas para o pinhal.

Não esqueço as caminhadas de minha mãe, na praia, os sapatos de corda brancos que descalçava e sacudia da areia quando chegava ao caminho. Nenhuma pegada ficara para trás. De longe, eu via, com sobressalto, que às vezes a imagem de minha mãe desaparecia, ou porque um raio de sol a assombrasse, ou porque partia no dorso de um tubarão branco num passeio vertiginoso e imprudente, ou porque…»


Amanhã às 18:00, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Hélia Correia fará a apresentação do livro.


De Patañjali e o Yoga, de Mircéa Eliade

 



«Yoga, jungere, jugum


Não é fácil definir o Yoga. Etimologicamente, o termo Yoga deriva da raiz yuj, «ligar», «manter unido», «jungir», «pôr sob o mesmo jugo», de que provêm também o latim jungere, jugum, o inglês yoke, etc. O vocábulo Yoga serve geralmente para designar qualquer técnica de ascese e método de meditação. Evidentemente, tais asceses e meditações foram valorizadas de forma diferente pelas múltiplas correntes de pensamento e movimentos místicos indianos. Existe um Yoga «clássico», exposto por Patañjali no seu célebre tratado Yoga-Sûtra, e é deste sistema que deveremos partir para compreender a posição do Yoga na história do pensamento indiano. Paralelamente a este Yoga «clássico», existem, todavia, inúmeras formas de Yoga «populares», assistemáticas, e existem também os Yogas não bramânicos (por exemplo, o dos budistas, o dos jainas).

No fundo, foi o próprio termo Yoga que permitiu esta grande variedade de significados: se, com efeito, etimologicamente, yuj significa «ligar», é no entanto evidente que o «liame» estabelecido por essa acção de ligar pressupõe, como condição preliminar, a ruptura dos liames que unem o espírito ao mundo. Noutros termos: a libertação não pode ter lugar se não nos tivermos primeiro «desligado» do mundo, se não começámos por nos afastar do circuito cósmico, sem o que nunca nos chegaremos a reencontrar, nem a ter o domínio de nós próprios. Mesmo na sua acepção «mística», isto é, mesmo no seu significado de união, o Yoga implica o desapego preliminar da matéria, a emancipação relativamente ao mundo. A tónica recai no esforço do homem («pôr sob o mesmo jugo»), na sua autodisciplina, graças à qual pode obter a concentração do espírito, mesmo antes de ter pedido — como nas variantes místicas do Yoga — o auxílio da divindade. «Ligar», «manter unido», «pôr sob o mesmo jugo», tudo isso tem por objectivo unificar o espírito, abolir a dispersão e os automatismos que caracterizam a consciência profana. Para as escolas do Yoga «devocional» (místico), esta «unificação» não faz mais, evidentemente, do que preceder a verdadeira união, a da alma humana com Deus.» [pp. 11-12]


Patañjali  e o Yoga e O Sagrado e o Profano estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/mircea-eliade/