13.3.23

Sobre Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan

 



«Em 1993, a descoberta de 155 corpos de mulheres em campas clandestinas nos arredores de um convento tornava público o modo de funcionamento de uma das instituições mais sinistras da Irlanda. Financiado pelo Estado e dirigido por freiras católicas romanas, aquele que chegou a ser designado por Magdalen Asylum for Penitent Females destinava-se a abrigar mulheres caídas em desgraça, muitas delas adolescentes grávidas ou mães solteiras. […]

Keegan chega agora a Portugal já consagrada, mas por aqui desconhecida. E chega com um livro de grande beleza, raro, e com alguns traços dickensianos. […]

Keegan põe-nos na cabeça de Bill Furlong pelas ruas de New Ross. Alguma coisa se esclarece nesse deambular. Não é a sua voz, é o seu pensamento que se esclarece ao longo das menos de cem páginas de Pequenas Coisas como Estas, o quarto livro de Keegan em 22 anos de vida literária. Um acontecimento, como cada livro desta autora, brilhante nas descrições da paisagem, no modo como ela interage com a vida.» [Isabel Lucas, ípsilon, Público, 10/3/2023]


Pequenas Coisas como Estas, editada com o apoio da @literatureireland e tradução de Inês Dias, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pequenas-coisas-como-estas/

De Claire Keegan, a Relógio D’Água publicará também Foster, com tradução de Marta Mendonça.

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