23.4.24

Sobre O Livro do Verão, de Tove Jansson

 


Tove Jansson capta nesta novela a essência do verão. Uma artista e a neta de seis anos passam estes meses numa pequena ilha no golfo da Finlândia.

A avó é pouco sentimental e a neta, Sophia, é impetuosa e inquieta. Uma conhece profundamente o que é a vida, a outra está ansiosa para saber tudo sobre ela. Em momentos opostos da vida, exploram a ilha e os seus segredos e inventam histórias para os mistérios que as rodeiam, enquanto se interrogam sobre a vida, a morte, a natureza e o amor.

A prosa cristalina e direta de Tove Jansson é capaz de descrever o esforço da natureza para manter o delicado equilíbrio entre a sobrevivência e a extinção.


«Tove Jansson era um génio. Esta é uma novela maravilhosa, bela, sábia e também muito divertida.» [Philip Pullman]


«É complicado descrever o que Jansson conseguiu fazer aqui... uma leitura curta e perfeita.» [The Guardian]


«O Livro do Verão é belo, caloroso, e possui a sabedoria que podemos adaptar às nossas vidas quotidianas.» [Liv Ullmann]


O Livro do Verão (tradução do sueco de João Reis) e outras obras de Tove Jansson estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/tove-jansson/

22.4.24

Sobre Noite Virtuosa e Fiel, de Louise Glück

 


Noite Virtuosa e Fiel, publicado em 2014, recebeu o National Book Award e reúne poemas que capturam «momentos de uma presença surpreendente, em que factos quotidianos se tornam mágicos, em que o próprio desencantamento conduz a um renovado encantamento» (The New York Times).


Noite Virtuosa e Fiel (trad. Margarida Vale de Gato) e outras obras de Louise Glück estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louise-gluck/

Sobre Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt

 


«“Eichmann em Jerusalém” é um livro sobre culpa, mas não só a do indivíduo no centro da história. Adolf Eichmann foi um dos grandes criminosos do século XX, alguém que teve um papel em todas as fases do processo que levou ao extermínio maciço de judeus, desde as medidas para os expulsar da Alemanha até ao seu envio para campos de concentração e o seu assassínio em câmaras de gás. Eichmann sempre se orgulhou do seu papel na morte de milhões; Arendt nota que a vaidade foi a sua perdição. […] 

Mas o núcleo do livro, além da logística do Holocausto (a especialidade de Eichmann), é de facto a questão da culpa, corporizada na famosa e muito discutida expressão “banalidade do mal”, e cujo peso ultrapassa altos funcionários como Eichmann, o III Reich, ou até o passado. “É de facto gratificante sentirmo-nos culpados quando não fizemos nada de errado: que nobre!”, escreve Arendt, referindo-se aos jovens alemães que “nos brindam com manifestações histéricas do seu sentimento de culpa […]. Não estão a sucumbir ao peso do passado, da culpa dos seus pais; estão é a tentar libertar-se da pressão de problemas concretos e atuais, refugiando-se num sentimentalismo barato.”» [Luís M. Faria, E, Expresso, 19/4/2024: https://expresso.pt/revista/culturas/livros/2024-04-18-livros-hanna-arendt-e-a-banalidade-do-mal-em-adolf-eichmann-b3628479]


Eichmann em Jerusalém — Uma Reportagem sobre a Banalidade do Mal (tradução de Ana Corrêa da Silva, com Introdução de António Araújo e Miguel Nogueira de Brito) e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Apresentação de Democracia, de Alexandre Andrade




O lançamento do romance de Alexandre Andrade terá lugar no dia 23 de Abril, terça-feira, pelas 18h30, na livraria Ler Devagar da Casa do Comum, na Rua da Rosa, n.º 285, em Lisboa.

O livro será apresentado por Isabel Lucas.


Quando lhe perguntei o que a levou a ficar em Portugal, mesmo sabendo que a esperava uma vida precária e cheia de riscos, vi os seus olhos brilharem e vi os seus lábios articularem, sílaba a sílaba, a palavra “Democracia”. A democracia, para a Mafalda, significa muito mais do que depositar um voto numa urna ou escolher representantes. Significa, como ela me explicou logo a seguir, a certeza permanente de ser capaz de tomar as decisões que determinam o seu destino. Significa a vida plena, a vida de cabeça erguida e com o horizonte à altura dos olhos. Ou, para usar as palavras dela: “Andar na rua com a sua parcela de liberdade ao alcance da mão, pronta a brandir como se fosse uma bandeira ou uma ferramenta que se traz num saco a tiracolo.”


Democracia e outras obras de Alexandre Andrade estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/alexandre-andrade/

Apresentação de Contos, Sonhos e Imaginações, de Agustina Bessa-Luís

 




A apresentação de Contos, Sonhos e Imaginações, de Agustina Bessa-Luís, por Mónica Baldaque e Jorge Sobrado, terá lugar amanhã, 23 de Abril (Dia Mundial do Livro), terça-feira, às 17h00, no Auditório da Escola Secundária Alexandre Herculano, na Avenida de Camilo, no Porto.


Contos, Sonhos e Imaginações e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/ 

Sapatos de Corda — Agustina e As Sibilas — Diálogos em Sfumato, de Mónica Baldaque, estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/monica-baldaque/


Sobre Jogos de Azar, de José Cardoso Pires

 


Jogos de Azar reúne nove contos de José Cardoso Pires.

«Dom Quixote, as Velhas Viúvas e a Rapariga dos Fósforos» foi adaptado ao cinema por Luís Galvão Teles, em 1978, com o título A Rapariga dos Fósforos.

«Uma Simples Flor nos Teus Cabelos Claros» foi filmado por Álvaro Belo Marques, em 1974.

De «Ritual dos Pequenos Vampiros», Eduardo Geada realizou um filme em 1984.


«Jogos de Azar dão-nos três ou quatro das mais bem escritas short-stories do nosso pós-guerra […].» [Fernando Assis Pacheco]


«A lógica de jogo é perfeita como metáfora da escrita, na medida em que o ofício, a capacidade de se usar da melhor maneira as mãos, nem sempre explica a forma como se moldou o barro. Um escritor competente conseguirá produzir uma figura de barro. Aprendeu no que leu, aprendeu no que errou. Aí está a figura. Mas um escritor verdadeiramente grande consegue insuflar nessa figura mais do que o barro de que ela é feita. Substitui-se um pouco a Deus como entidade criadora.» [Do Prefácio de Afonso Reis Cabral]


Jogos de Azar e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-cardoso-pires/

Sobre D. Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes


 

“Não nos rimos dele por muito tempo. As suas armas são a piedade, a sua bandeira a beleza, em todas as situações permanece… gentil, desamparado, puro, generoso e galante. A paródia torna-se um modelo ideal.” [Vladimir Nabokov, em Leituras sobre o D. Quixote]


“Dom Quixote, Falstaff e Emma Bovary representam essas descobertas da consciência; criando-os, na iluminação recíproca do acto criador e do crescimento da coisa criada, Cervantes, Shakespeare e Flaubert chegaram literalmente a conhecer “partes” de si próprios antes insuspeitadas.” [George Steiner]


“Não queria compor outro Quixote — o que é fácil —, mas “o” Quixote. Não vale a pena acrescentar que nunca encarou a possibilidade de uma transcrição mecânica do original; não se propunha copiá-lo. A sua admirável ambição era produzir umas páginas que coincidissem — palavra por palavra e linha por linha — com as de Miguel de Cervantes.”

[Jorge Luis Borges, “Pierre Menard, autor do Quixote”]


D. Quixote de la Mancha (trad. e notas de José Bento) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/d-quixote-de-la-mancha/