2.11.23

De Quando Virmos o Mar, de Marta Pais Oliveira

 



“Vais gostar de saber que também a nossa história começou com um desastre, mas no fim estávamos vivos. A minha mãe dizia que mesmo no pior dia há sempre qualquer coisa bonita. Quando a mãe da minha mãe morreu, não a conheceste, vi-a a usar os brincos de que mais gostava durante muito tempo. Encontrou nisso uma forma de salvar qualquer coisa. Ainda bem.

Antes de ser tua avó, que nunca chegou a ser, ou uma ausência também vive?, a minha mãe foi minha mãe e queria tudo em ordem. Os brincos eram pequenas bolas brilhantes de resgate dentro do naufrágio diário.”


Quando Virmos o Mar, de Marta Pais Oliveira, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/quando-virmos-o-mar-pre-venda/

Sobre Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick

 



Philip K. Dick morreu em 1982, mas a sua visão futurista, carregada de humor negro, é mais perturbante e poderosa do que nunca.


A Guerra deixou a Terra devastada. Por entre as ruínas, o caçador de recompensas Rick Deckard persegue a sua presa: os androides desertores. Quando não desempenha esta tarefa, Deckard sonha possuir o maior símbolo de status da época: um animal vivo.

É então que Rick recebe a sua principal tarefa: localizar seis Nexus-6, alvos que lhe podem valer uma enorme recompensa. Mas a vida nunca é assim tão linear, e a de Rick transforma-se rapidamente num pesadelo caleidoscópico de subterfúgios e enganos.


«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.» [John Brunner]


«Um dos genuínos visionários que a ficção norte-americana produziu.» [L.A. Weekly]


«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.» [Paul Williams, Rolling Stone]


Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (trad. Raquel Martins) e outras obras de Philip K. Dick estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/philip-k-dick/

De Um Cão Que Sonha, de Agustina Bessa-Luís

 



«Um dia quente como aquele não servia para doentes e defuntos. Além do mais, o préstito devia fazer ‑se na hora sufocante do meio‑dia, para evitar o trânsito e poder ignorar os semáforos. Ser conduzido à última morada (ninguém sabe se é a última, porque as ossadas são varridas dos sepulcros de tempos a tempos, dispersando‑se os fémures e as caveiras com atroz simplicidade de meios) numa cidade, embora pequena, resultava incómodo. Não era possível manter a ordem na fila dos acompanhantes e a todo o momento era preciso dar passagem a um apressado, que gesticulava dentro do carro como se estivesse a ser acometido por um enxame. O viúvo disse:

— Não se podia escolher outro caminho?

O motorista sorria com desprezo. Estava na casa há vinte e dois anos e era ‑lhe desagradável aceitar sugestões, já não digo ordens, duma pessoa que tinha conhecido de calção.» [p. 21]


Um Cão Que Sonha e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre A Arte da Guerra, de Sun Tzu

 



«Os ensaios de Sun Tzu sobre “A Arte da Guerra” são o tratado mais antigo sobre o tema, mas o alcance e a profundidade do seu juízo nunca foram ultrapassados, podendo ser considerados como a quintessência da sabedoria na condução da guerra. Entre todos os teóricos militares do passado, Clausewitz é o único que se lhe pode comparar e, apesar de ter escrito mais de dois mil anos depois, está mais “datado” e, em boa parte, mais ultrapassado.  

Muitos dos danos causados à civilização nas guerras mundiais do século passado teriam podido ser evitados se, à influência exercida pelos volumes monumentais de Clausewitz, intitulados Da Guerra, e que moldaram o pensamento militar da Europa na era anterior à Primeira Guerra Mundial, se tivesse misturado, temperando-o, um conhecimento da exposição de Sun Tzu sobre “A Arte da Guerra”. O realismo e a moderação de Sun Tzu contrastam com a tendência de Clausewitz para enfatizar o ideal racional e o “absoluto” com que esbarraram os seus discípulos ao desenvolverem a teoria e a prática da “guerra total” para lá dos limites ditados pelo bom senso.» [Do Prefácio de B. H. Liddell Hart]


A Arte da Guerra, de Sun Tzu, com prefácio de B.H. Liddell Hart (tradução e nota introdutória de Carlos Correia Monteiro de Oliveira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-arte-da-guerra-classicos-para-leitores-de-hoje-pre-venda/

Sobre Estratégia, de B. H. Liddell Hart

 



Estratégia é considerado um dos mais importantes tratados militares, a par de A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e de Da Guerra, de Clausewitz.

Nesta obra, Liddell Hart, a quem chamaram «o capitão que ensina generais», recorre a numerosos exemplos de batalhas, desde as Guerras Púnicas à Blitzkrieg da Segunda Guerra Mundial, para ilustrar a sua concepção de estratégia de acção indirecta.

Analisando a acção dos grandes estrategos, desde 490 a. C. até à Guerra Fria, Liddell Hart concluiu que as vitórias dos grandes capitães e generais poucas vezes são atingidas através de confrontos directos, antes com recurso a movimentos inesperados que desequilibraram física e psicologicamente os inimigos.

Esta edição tem uma Introdução de Luís Barroso e Miguel Freire.


Estratégia, de B. H. Liddell Hart (tradução de Paula Almeida, introdução de Luís Barroso e Miguel Freire), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/estrategia/

1.11.23

Sobre Migalhas Filosóficas, de Sören Kierkegaard

 



«Assim, a temática do Cap. I centra-se na apreciação da diferença entre, por um lado, o modelo socrático-platónico da relação do mestre com o discípulo e, por outro lado, o modelo cristão da relação “do deus”com o “aprendiz”; mas, se procurarmos o conceito operativo específico deste capítulo, rapidamente compreenderemos que é a categoria de “instante” que, na sua oposição funcional com a noção de “ocasião”, determina o essencial da meditação aí levada a cabo. O Cap. II, por seu turno, tem por tema central a questão do amor do deus pelo homem; o conceito operativo específico deste capítulo encontra-se na “humilhação” que é capital para que este amor não seja um “amor infeliz”, ou seja, situa-se naquilo que motiva o facto de o deus descer na figura de um “servo” e que simultaneamente faz que perante este facto se esteja diante do “maravilhoso”. O Cap. III debruça-se sobre o tema do paradoxo, em especial da diferença entre o “paradoxo socrático” (Sócrates faz todos os possíveis por conhecer a natureza humana, mas não está certo de saber quem é, em particular de saber se partilha do divino) e o “paradoxo absoluto”(que põe em jogo a “diferença absoluta” entre o deus e o homem, que é a“diferença absoluta do pecado”, e o anular desta diferença absoluta na “igualdade absoluta”).» [Da Introdução de José Miranda Justo]


Migalhas Filosóficas (trad. José Miranda Justo) e outras obras de Søren Kierkegaard estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/soren-kierkegaard/

Sobre Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares

 



«Uma Viagem à Índia escolhida como uma das 50 obras mais importantes de sempre da literatura portuguesa.» [por diferentes críticos, para o Diário de Notícias]


«É um livro cheio de fantasmas, fantasmas d’Os Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti-epopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos.» [Vasco Graça Moura]


Uma Viagem à Índia e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/