27.6.22

Sobre Diário de Um Velho Louco, de Junichiro Tanizaki

 



O Diário de Um Velho Louco é escrito por Utsugi, um homem de setenta e sete anos de gostos requintados, passado amoroso e convalescente de um ataque cardíaco. Ele descobre que, à medida que o seu corpo se deteriora, a sua sexualidade continua activa, de um modo perverso, estimulada pelas ternas atenções da sua nora Satsuko, mulher com um passado de bailarina. Utsugi quase não revela traços de autocompaixão e o seu diário mostra uma decidida ausência de pudor. Ao mesmo tempo irónico e triste, narrativa do apego à vida e da ausência do medo de morrer, Diário de Um Velho Louco é um retrato brilhante da relação entre Eros e a decrepitude — um romance tragicómico da existência humana.


«Os talentos cómicos de Tanizaki raramente foram tão evidentes.» [New York Times Book Review]


«Este diário é uma criação absolutamente convincente… invulgar e, fundamentalmente, fascinante.» [Atlantic]


Diário de Um Velho Louco (trad. Maria José de La Fuente) e outras obras de Junichiro Tanizaki estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/junichiro-tanizaki/

Sobre O Louco Verão dos Mumins, de Tove Jansson

 



Uma onda gigante ameaça inundar o Vale dos Mumins.

No momento em que a família Mumin é expulsa de casa, parte de imediato em busca de uma nova morada. E, como os Mumins são pequenas criaturas cheias de recursos, rapidamente encontram um novo lar muito original: um teatro flutuante.


O Louco Verão dos Mumins (trad. Maria Eduarda Cardoso) e outras obras de Tove Jansson estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/tove-jansson/

26.6.22

Sobre O Regresso do Soldado, de Rebecca West

 



Em plena I Guerra Mundial um soldado regressa da linha da frente, com um trauma que lhe varreu a memória dos últimos quinze anos e encontra as mulheres do seu passado.

Uma delas é Kitty, a sua esposa, fria, elegante e bela.

Outra, a dedicada prima, Jenny, que nunca chega a admitir que está apaixonada por ele. A terceira é Margaret, o seu primeiro amor e que é agora uma mulher maltratada pela vida, de modos quase rudes e corpo pesado.

Lembra-se da prima como amiga de infância, não tem qualquer memória da esposa e está ligado à sua juvenil paixão por Margaret.


O Regresso do Soldado e Estufa com Ciclâmenes (trad. José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rebecca-west/

Sobre Eu, Robô, de Isaac Asimov

 



«No ano de 2060, a humanidade já não tem memória de um mundo sem robôs. “Tempos houve em que o ser humano enfrentava o universo sozinho sem um amigo. Agora tem criaturas para o ajudar, criaturas mais fortes do que ele, mais fiéis, mais úteis, e absolutamente dedicadas a ele.” Eu, Robô não é propriamente um romance, mas um conjunto de histórias, uma série de memória esparsas da robopsicóloga Susan Calvin sobre experiências focadas em diversos incidentes com robôs. O seu autor, Isaac Asimov (1920-1992), russo emigrado nos Estados Unidos, foi um dos nomes cimeiros da literatura de ficção científica do século XX, dotado de profundos conhecimentos científicos, de singular capacidade de antecipação e notável engenho narrativo. A obra defende que os robôs são “uma linhagem mais limpa, melhor do que a nossa”. E avança uma ideia provocadora que merece ampla reflexão, a de que sob o reino das máquinas “não pode haver qualquer conflito sério na Terra, em que um grupo ou outro consiga obter mais poder do que tem em nome daquilo que pensa que é melhor para si, independentemente de não o ser para a humanidade como um todo”.» [Luís Almeida d’Eça, Agenda Cultural de Lisboa, Junho 2022]


Eu, Robô, de Isaac Asimov (trad. Ana Marta Ramos), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/eu-robot-pre-venda/

Sobre O Bom Soldado, de Ford Madox Ford

 



Através do olhar inicialmente ingénuo do narrador, O Bom Soldado conta-nos a vida de dois casais em vésperas da I Guerra Mundial. Um deles é inglês, outro norte-americano, ambos parecem perfeitos.

Mas os leitores depressa se apercebem de que, por detrás de uma fachada de respeitabilidade social, se ocultam dramas amorosos e financeiros, próprios da alta sociedade internacional da época.

Publicado em 1915, O Bom Soldado é o mais famoso romance do escritor e editor Ford Madox Ford, ocupando um destacado lugar nas letras anglo-saxónicas do século xx.

A obra distingue-se pelo uso inovador da narrativa na primeira pessoa num contexto realista, pelo recurso não-cronológico aos flashbacks e pela implacável crítica social.


O Bom Soldado (trad. revista de Telma Costa) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-bom-soldado/

Sobre Depois de Deus, de Peter Sloterdijk

 



«A modernidade deve atribuir-se a quem rejeita a ideia de um esvaziamento total do futuro no passado e opta pela inesgotabilidade do futuro, ainda que essa escolha exclua a possibilidade de um Deus omnisciente, de um Deus que, “no final dos tempos”, se inclina para trás, numa retrospetiva abrangente da criação.»


Em Depois de Deus, Peter Sloterdijk enumera as consequências da afirmação de que «Deus morreu», abarcando nessa análise a teologia e a filosofia atuais, assim como a política e os progressos registados na cultura, na ciência e na tecnologia.


Depois de Deus (trad. Ana Falcão Bastos) e outras obras de Peter Sloterdijk estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/peter-sloterdijk/

25.6.22

«Rua de Sentido Único, Crónica Berlinense, Infância em Berlim por volta de 1900», de Walter Benjamin

 



Rua de Sentido Único, Crónica Berlinense e Infância Berlinense por volta de 1900 são peças fundamentais do projecto de crítica da modernidade da multifacetada obra de Walter Benjamin. As três obras, das quais apenas a primeira foi publicada em forma de livro em vida do autor, são conjuntos virtualmente inesgotáveis de textos poético-ensaísticos. Nestes, a grande metrópole moderna, representada pela cidade de Berlim, é o cenário que oferece à “presença de espírito” do crítico inúmeros indícios, rastos, sinais, que lhe permitem ir muito além da aparente solidez de um mundo com fissuras potencialmente catastróficas. 

A abertura incondicional aos espaços da modernidade subverte a noção de interioridade e de subjectividade. É assim que os textos se constituem em local de produção de imagens de pensamento, privilegiando o foco em lugares e objectos mais do que em pessoas e acontecimentos. Como se no mundo das coisas e dos espaços, por mais insignificantes que pareçam, houvesse uma vida secreta que só um olhar excêntrico, materializado, sobretudo nas duas últimas obras, no olhar da criança, consegue captar. 

Tomando por base a edição crítica em curso de publicação desde 2008, a tradução de António Sousa Ribeiro incorpora um grande número de textos e fragmentos até ao momento inéditos em português.


«Rua de Sentido Único, Crónica Berlinense, Infância em Berlim por volta de 1900» (trad. António Sousa Ribeiro) e outras obras de Walter Benjamin estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/walter-benjamin/