26.4.21

Sobre Correspondência com Fernando Pessoa, de Mário de Sá-Carneiro

 





«Toulouse — 26 Ag. 1914

Ainda um postal de Toulouse após ter visto desfilar centenas de soldados feridos. E muitos abraços

o

Sá-Carneiro» [vol. II, p. 8]


«A restituição, que há tanto urgia, da verdade inicial deste extraordinário testemunho faz assim reunir a totalidade dos documentos epistolares do corpo original e reinserir, nos respectivos lugares, os poemas (que o autor enviava à medida que os compunha e cuja sanção reclamava carta a carta para Lisboa) unanimemente irradiados do discurso epistolar pelos vários compiladores, salvo se nele entrelinhados, recuperando o texto maior a plena e consequente pujança de laboratório onde o grande motivo é a morfologia da criação literária.» [Do Prefácio]


Correspondência com Fernando Pessoa, vols. I e II, e outras obras de Mário de Sá-Carneiro estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/mario-de-sa-carneiro/

Sobre A Guerra Civil (Farsália), de Lucano

 



«Mil novecentos e cinquenta e cinco anos depois da morte do seu autor, sai pela primeira vez em língua portuguesa uma tradução integral e anotada da Farsália. Com efeito, e apesar de Lucano ser um poeta muito citado na nossa literatura (inclusive por Zurara na Crónica do Descobrimento e Conquista de Guiné, e tendo n’Os Lusíadas um poderoso testemunho de recepção), a sua obra épica apenas tinha sido objecto de tradução muito parcial por alguns poetas de mérito, como Filinto Elísio e Bocage, datando de 1864 a tradução porventura mais recente publicada em Portugal, por José Feliciano de Castilho (nas páginas do Arquivo Pitoresco, apenas o livro VII, existindo outros); a Universidade de Campinas, no Brasil, publicou o primeiro volume da tradução (em verso) de Brunno Vieira em 2011. Este estado de coisas não coincide, todavia, com a circulação que a obra de Lucano teve outrora no nosso país. Da Farsália existem na Biblioteca Nacional de Portugal um incunábulo de 1486 e mais de vinte edições sucessivas do século XVI (entre 1505 e 1578), sendo de assinalar também a presença, nesse fundo bibliográfico, de uma tradução castelhana de 1541. No entanto, a obra parece nunca ter sido impressa por prelos portugueses, havendo dos séculos seguintes muito menos exemplares – e nenhum dos séculos XVIII e XIX (estes dados objectivos poderiam ser justificados por muitas informações sobre o contexto cultural português e a degradação educativa nacional). […]

Quanto ao texto, é preciso reconhecer que estamos diante de um trabalho notável, merecendo a mais alta estima pela qualidade da tradução proposta, em verso livre heterométrico, respeitando, na medida do possível, a numeração original de versos […].» [Ricardo Nobre, EVPHROSYNE, 48, 2020]


A Guerra Civil (Farsália) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-guerra-civil-farsalia/

Sobre As Superpotências da Inteligência Artificial, de Kai-Fu Lee

 



Kai-Fu Lee, um dos mais respeitados especialistas mundiais em inteligência artificial (IA), revela-nos o modo como subitamente a China alcançou os Estados Unidos nesta corrida.

Neste livro, o autor demonstra que, devido aos desenvolvimentos sem precedentes na área da IA, as mudanças que se avizinham serão muito mais rápidas do que julgamos. À medida que os dois países competem pelo domínio da IA, Lee apela a ambos para que entendam a responsabilidade que advém do domínio de um tão enorme poder científico. 

Muitos especialistas já referiram que a IA terá um impacto devastador nos trabalhos rotineiros. Mas a previsão de Lee aponta para que a IA tenha impacto mesmo em empregos mais complexos, que outrora se pensou estarem seguros. 

Será o pagamento de um rendimento básico incondicional a solução? O autor pensa que não. Mas Lee fornece uma descrição clara dos empregos que serão afetados e de quão cedo tal acontecerá, assim como das atividades que poderão ser melhoradas através da IA, e, mais importante ainda, do modo como podemos encontrar soluções para uma das mais profundas alterações na história da vida do ser humano.

Para isso baseia-se na mudança surgida no modo de encarar a relação com os outros a partir de um episódio dramático da sua vida.


“Tendo trabalhado com ambos, posso afirmar que o brilhantismo com que Lee entende e explica a complexidade da IA se compara com o modo como Steve Jobs entendeu  a maneira como o computador pessoal iria alterar a vida humana. Este livro é mesmo bom.” [John Sculley, ex-CEO, Apple]


“É um livro que se lê pensando: ‘Porque é que as pessoas estão a ler outros livros sobre este assunto quando é sem dúvida este que deveriam estar a ler?’” [Arianna Huffington, fundadora, HuffPost]


O livro As Superpotências da Inteligência Artificial (trad. Maria Eduarda Cardoso) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/as-superpotencias-da-inteligencia-artificial/

Sobre China em Dez Palavras, de Yu Hua

 



«Caso tentasse abordar todos os aspetos da China contemporânea esta jornada não teria fim, e o livro ficaria ainda mais extenso do que As Mil e Uma Noites. Desta forma, procuro ser conciso e iniciar a jornada narrativa a partir da vida quotidiana, que me é evidentemente familiar. O quotidiano pode parecer trivial e prosaico, mas é uma realidade rica em fenómenos interessantes e comoventes. Tudo tem as suas repercussões na vida quotidiana, desde a política, história e cultura até às memórias, emoções, desejos e segredos. É como uma autêntica floresta, pois, como diz o provérbio chinês, “quando o bosque é denso e extenso, lá encontraremos todos os tipos de pássaros.”» [Do Prefácio]


«China em Dez Palavras é um relato íntimo, profundo e por vezes perturbador do coração do povo chinês. Quem julga que conhece a China será desafiado a pensar novamente. Quem não conhece tem neste livro uma introdução a um país muito diferente do que conhecemos através de viajantes e canais de televisão.» [Wall Street Journal]


«Esta é a história da China contada por um escritor local, não por um académico.» [The New York Times Book Review]


China em Dez Palavras e outras obras de Yu Hua estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/yu-hua/

25.4.21

De O Anjo Camponês, de Rui Nunes

 



«O anjo é sem enquanto, não o teve, não o tem, nem o terá. Sabe desde sempre o que chamavam ao filho de Hilde, chamavam-lhe tortulho, chamavam-lhe maricas, não tinha nome, e continua sem ele, morto, restituir-lhe-ão aquele que o baptismo lhe deu:

na cripta de Rosenheim, a omissão ficará reduzida a um traço entre duas datas.

Envelheceu, o anjo.

Taxidermizado.

Ou: envelheceram-no os meus olhos?


Irrompe a chiadeira dos pardais. Uma, duas, três, quatro, cinco badaladas. E o corpo desenha-se, de imperceptível em imperceptível, até à revelação: este é o meu corpo: uma merda de corpo, a água entornada no tampo de mármore da mesa-de-cabeceira, o vidro sujo que apaga o fulgor

da anunciação:

o vazio está escrito em maiúsculas, tão grandes, que não se sabe que nome, que letra, que bocado. Só traços. Um aqui, outro ali.

A intenção obscura de que voz?»


Esta e outras obras de Rui Nunes estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rui-nunes/

Sobre O Anjo Ancorado, de José Cardoso Pires

 



«Este indeciso e desencantado casal, os míseros populares dos anos cinquenta seguem, perenes, ao nosso passo, mercê de uma prosa superior, do espírito de observação e do talento compositivo de um dos grandes narradores da Língua Portuguesa.» [Do Prefácio de Mário de Carvalho]


«Um anjo ancorado à espera de fuga. É esse anjo ancorado que está livre, no universo dos livros onde fica como um dos maiores do mundo. Do mundo que me foi dado ler.» [Lídia Jorge]


Esta e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/o-anjo-ancorado/

Sobre Obras Escolhidas de Lewis Carroll

 



Reúnem-se aqui, além das duas histórias de Alice, parte da correspondência do autor e ainda Sylvie e Bruno e A Caça ao Snark.


«As duas Alices não são livros para crianças: são os únicos livros em que nos tornamos crianças.» [Virginia Woolf]


Obra disponível em https://relogiodagua.pt/autor/lewis-carroll/