9.11.20

Paolo Giordano no festival Ler Olhos nos Olhos

 





Na próxima quarta-feira, às 21:30, Paolo Giordano participará na sessão Ler Olhos nos Olhos (um projecto das Bibliotecas Municipais de Oeiras). O evento será transmitido online e pode ser acompanhado no Facebook da Relógio D’Água.


Paolo Giordano, de quem a Relógio D’Água já editou A Solidão dos Números Primos, Negro e Prata e Frente ao Contágio, conversará com Hélder Gomes em inglês.

A Relógio D’Água editará o mais recente romance do autor italiano, Devorar o Céu.

Os livros de Paolo Giordano estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/paolo-giordano/

Sobre O Náufrago, de Thomas Bernhard

 



Neste seu livro, Thomas Bernhard fala da morte. A do músico Glenn Gould e a de Wertheimer, igualmente músico, que se suicidou.

O narrador é o único que abandonou a música, oferecendo o piano à filha de um professor de província, quando compreendeu que nunca poderia igualar Glenn Gould.

Este romance, onde se fala também de Lisboa e da costa de Sintra, que Bernhard conhecia bem, é um profundo monólogo sobre a arte e a psicologia do artista e uma espécie de composição sinfónica sobre essa mentira/verdade que é a arte.


O Náufrago está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-naufrago/

Sobre O Negro do Narciso e Outras Histórias, de Joseph Conrad

 



Este livro reúne cinco das principais novelas de Joseph Conrad.


O Negro do Narciso é uma das mais belas narrativas escritas sobre as paixões dos homens e do mar.

«A passagem tinha começado, e o navio, fragmento separado da terra, continuou o seu caminho, solitário e rápido como um pequeno planeta. À sua volta, os abismos do céu e da terra encontraram-se numa fronteira inatingível. Uma grande solidão circundante movia-se com ele, sempre diferente e sempre idêntica, sempre monótona e sempre imponente.»


«Bastante mais terrível [do que o Inferno de Dante] é o de Coração das Trevas, o rio de África que o capitão Marlow sobe, entre margens de ruínas e de selvas (…).» [J. L. Borges]


«No Extremo Limite não é menos trágico. A chave da história é um facto que não revelaremos e que o leitor descobrirá gradualmente. 

H. L. Mencken, que certamente não é pródigo em ditirambos, afirma que No Extremo Limite é uma das melhores narrativas, extensa ou breve, nova ou antiga, das letras inglesas.» [J. L. Borges]


«Desde o primeiro título proposto, O Segundo Eu, à evocação insistente da duplicidade psíquica, o conto [O Companheiro Secreto] convida a leituras que se concentrem no mistério da personalidade, nas ameaças e oportunidades da autodivisão, no esforço da integração.» [Michael Levenson]


Imaginem um homem na «linha de sombra», essa fase indecisa da vida em que não se é mais jovem e a maturidade atrai e repele. Imaginem que esse homem é um marinheiro. Imaginem finalmente um veleiro quase imóvel esperando o sopro da brisa, enquanto a febre e o delírio se apoderam dos tripulantes e os acontecimentos parecem tecer sobre o navio a sombra de uma maldição.


Esta e outras obras de Joseph Conrad estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/joseph-conrad/


6.11.20

Entrevista a Antonio Muñoz Molina Publicada no Ípsilon

 


«O protagonista do último romance de Antonio Muñoz Molina troca Nova Iorque por Lisboa. Aguarda o fim do mundo e a vinda de uma mulher. Valerá a pena?
(…)
Falemos agora do seu último livro. O protagonista e narrador de Os Teus Passos nas Escadas abandona Nova Iorque e refugia-se na capital portuguesa. Já num seu romance anterior, Como a Sombra que Passa, a personagem principal procurava refúgio em Lisboa…

Não tinha pensado nisso, mas é claro que o refúgio que busca o protagonista de Os Teus Passos nas Escadas é diferente do outro. Mas, para mim, tal como para a minha personagem, a cidade tem algo de refúgio, sim. O protagonista refugia-se da sua vida americana e também para mim — cidadão pacífico, que não gosto de levantar a voz — Lisboa é um refúgio. Passo muito tempo aí, lendo, passeando, caminhando, tal como o protagonista deste romance, que nasceu quando eu e minha mulher comprámos um apartamento em Lisboa e começámos a instalar-nos. E nasceu das semelhanças que encontrávamos. Por exemplo, entre a ponte que víamos em Nova Iorque e a ponte que víamos em Lisboa.

Depois de Como a Sombra que Passa e de Um Andar Solitário entre la Gente, quis regressar, com este novo romance, à pura ficção?

Sim. Tanto em Como a Sombra que Passa como em Um Andar Solitário entre la Gente, eu havia explorado uma escrita autobiográfica. O que eu desejava agora era fazer exactamente isso que diz, pura ficção, voltar ao prazer de inventar. O curioso é que eu estava inventando a partir de coisas que me sucediam a mim. Chegar a Lisboa, ter um apartamento novo, começar uma nova vida, tudo isso era parte da realidade, mas tudo isso se converteu pouco a pouco numa ficção completa. Porque a cidade que aparece no romance é real e o apartamento também, mas tudo o mais, evidentemente, e felizmente para mim, é uma ficção. E esse é o prazer da ficção.»

[Entrevista de Mário Santos, Ípsilon, 2020/11/06]

Os Teus Passos nas Escadas, de Antonio Muñoz Molina, está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/os-teus-passos-nas-escadas/

 

Sobre Duna, de Frank Herbert

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Duna, de Frank Herbert, com prefácio de Brian Herbert (trad. Jorge Candeias)


Uma mistura de aventura e misticismo, ambientalismo e política, Duna venceu o primeiro Prémio Nebula, partilhou o Prémio Hugo e é hoje reconhecido como o mais importante épico de ficção científica.

Obra-prima de Frank Herbert, Duna decorre no planeta deserto de Arrakis. Narra a história de Paul Atreides, herdeiro de uma família nobre encarregada de governar um mundo inóspito, onde a única coisa de valor é uma especiaria, melange, que é na verdade uma droga capaz de prolongar a vida e expandir a consciência. Cobiçada em todo o universo conhecido, a melange revela-se um tesouro pelo qual as pessoas estão dispostas a matar. Quando os Atreides são traídos, a destruição da sua família conduz Paul a um destino mais importante e arriscado. E, à medida que evolui, dando forma ao misterioso Muad’Dib, tornará real o sonho mais antigo e perseguido pela humanidade.


«Não conheço nada que se lhe compare, além de O Senhor dos Anéis.» [Arthur C. Clarke, autor de 2001, Odisseia no Espaço]


«É possível que Duna seja mais relevante agora do que na data em que foi publicado.» [The New Yorker]


Duna será brevemente adaptado ao cinema por Denis Villeneuve, tendo como actores Timothée Chalamet, Josh Brolin, Jason Momoa, Zendaya, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Javier Bardem, Dave Bautista, Stellan Skarsgård e Charlotte Rampling.


Sobre Entre o Passado e o Futuro, de Hannah Arendt

 



Em Entre o Passado e o Futuro, Arendt descreve as crises que a sociedade moderna enfrenta como resultado da perda de significado de palavras como justiça, razão, responsabilidade, virtude, glória. Depois mostra-nos como podemos voltar a pensar a essência vital destes conceitos tradicionais e como usá-los para avaliar a nossa situação presente, estabelecendo novos padrões de referência para o futuro.​


«Um livro para pensar os impasses políticos e as confusões culturais dos nossos dias… [Arendt] escreve sobre política no seu significado clássico com uma profunda e comovedora urgência pessoal.» [Alfred Kazin, Harper’s Magazine]


«Arendt tem um talento extraordinário para dar novos significados às experiências do dia-a-dia e para revelar a banalidade e estupidez daquilo que muitas vezes passa por novidade e inovação.» [Foreign Affairs​]


Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Sobre Obras Escolhidas II, de Oscar Wilde

 



O segundo volume das Obras Escolhidas de Oscar Wilde inclui os seus dois ensaios principais, O Declínio da Mentira e o inesperado A Alma do Homem e o Socialismo.

Integra ainda De Profundis, carta escrita por Oscar Wilde na Prisão de Reading a Lord Alfred Douglas.

No volume publicam-se ainda os seus poemas e uma nova tradução dos contos.


Esta e outras obras de Oscar Wilde estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oscar-wilde/