5.11.20

Sobre «O Anjo Camponês», de Rui Nunes

 


«A narrativa de Rui Nunes ocupa um lugar solitário no território da ficção portuguesa pós-moderna, navegando obstinadamente contra a corrente e impondo a sua singular estranheza à margem de qualquer mediatismo. (…) É [O Anjo Camponês] uma narrativa que se apresenta como uma colagem descontínua de fragmentos titulados e de extensão desigual, onde o acesso à completude nos está vedado. Esta mescla de ficção, diário, ensaio e autobiografia, que desafia todos os protocolos de leitura, é particularmente apta para dar conta da história do abade de Rosenheim. O anjo marca presença logo nas primeiras páginas, na cena primordial que representa a anunciação. tornando-se o Leimotiv do livro.»

[Maria João Reynaud, Colóquio / Letras, Setembro-Dezembro de 2020]

O Anjo Camponês e outras obras de Rui Nunes estão disponívis em: https://relogiodagua.pt/autor/rui-nunes/ 


3.11.20

Sobre A Muralha, de Agustina Bessa-Luís, com prefácio de Rui Ramos

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Muralha, de Agustina Bessa-Luís, com prefácio de Rui Ramos


«É tentador descrever A Muralha, publicada em 1957, três anos após A Sibila, de maneira superlativa: como um dos maiores romances escritos em português; como um dos documentos mais profundos sobre a cultura europeia depois da II Guerra Mundial; ou ainda como o grande romance da cidade do Porto, tal como Os Maias é o grande romance de Lisboa.» [Do Prefácio de Rui Ramos]


Esta e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/


Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky

 



Em Marca de Água, Joseph Brodsky apresenta-nos um gracioso, inteligente e variado retrato de Veneza.

Observando os mais diversos aspetos da cidade, os canais, as ruas, a arquitetura, as pessoas e a gastronomia, Brodsky capta a magnificência, a fragilidade e a beleza da cidade.

Ao mesmo tempo, desfilam as próprias memórias que Brodsky tem de Veneza, que foi a sua morada de muitos invernos, dos seus amigos, inimigos e amantes. O livro reflete, com enorme força poética, sobre o modo como a passagem do tempo afeta Veneza, alterando a relação entre a água e a terra, a luz e a escuridão, a vida e a morte.


Marca de Água (trad. Ana Luísa Faria) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/marca-de-agua-sobre-veneza/

2.11.20

Sobre A Morte em Veneza, de Thomas Mann

 



A Morte em Veneza é a narrativa do fascínio que Aschenbach, um escritor consagrado, sente por um adolescente, Tadzio, de deslumbrante beleza.

Uma paixão que se arrasta pelo Lido e depois pelas ruas de uma Veneza ameaçada e através da qual se questiona a situação moral do artista.

Trata­-se de uma novela em que Thomas Mann, sob a influência filosófica de Platão, aborda a relação com o belo e fala da nostalgia e das suas emoções.


«E entre palavras delicadas e graças espirituosas, Sócrates ensinava a Fedro o desejo e a virtude. Falou­-lhe do temor ardente que acomete o homem sensível quando os seus olhos vislumbram uma semelhança do belo eterno: falou­-lhe da avidez do homem ímpio e vil, incapaz de pensar o belo ao ver a sua imagem, incapaz de veneração; falou do medo sagrado que invade o homem nobre quando contempla uma face divina, um corpo perfeito — como então estremece e sai fora de si, mal ousando olhar, e como venera aquele que é belo, sim, como se ofereceria em sacrifício a este ídolo, se não receasse parecer ridículo aos olhos dos homens.»


Esta e outras obras de Thomas Mann estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/thomas-mann/

Sobre A Morte de Ivan Iliitch, de Lev Tolstói

 



«(…) esta é realmente a história não da Morte de Ivan mas da Vida de Ivan. A morte física descrita na história é parte da Vida mortal, é apenas a última fase da mortalidade. De acordo com Tolstói, o homem mortal, o homem pessoal, o homem individual, o homem físico, vai pelo seu caminho físico para o caixote do lixo da natureza; de acordo com Tolstói, o homem espiritual regressa à região sem nuvens do amor divino universal, um lugar de felicidade neutra tão caro aos místicos orientais. A fórmula tolstoiana é: Ivan viveu uma vida má e visto que uma vida má é apenas a morte da vida, este viveu uma morte viva.» [Do Posfácio de Vladimir Nabokov]


Esta e outras obras de Lev Tolstói estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/lev-tolstoi/

Sobre A Morte de Virgílio, de Hermann Broch

 



A Morte de Virgílio é um dos maiores romances do século xx, uma vasta meditação lírica que exprime inquietação sobre a morte, o sentido da vida e a possibilidade de conhecer o mundo.

Construído com um monólogo interior em que se entrecruzam tempos e espaços, o livro tem um estilo em ruptura com as normas narrativas tradicionais. 

Foi a própria morte do poeta Virgílio que serviu de ponto de partida à elaboração desta obra de concepção sinfónica. Virgílio morreu aos 51 anos, em Brindisi, a 21 de Setembro do ano 19 a. C., no regresso de uma viagem à Grécia, onde contraíra malária. Desiludido com o seu tempo, quis, no decurso dos seus últimos dias, destruir o manuscrito da Eneida.

O livro começa com a chegada da frota romana ao porto de Brindisi, levando consigo o poeta já moribundo, enquanto em terra se preparam os festejos que hão-de acolher o imperador.


«A Morte de Virgílio, uma das obras maiores do nosso tempo, tenta vitalizar a linguagem através da lógica contrapontística e das simultaneidades dinâmicas da música. Mais radicalmente do que Joyce, Broch subverte a organização temporal e a progressão linear sobre as quais a ficção em prosa habitualmente se constrói. O seu estilo tem um sortilégio inquietante. (…) A escrita contemporânea ainda mal começou a explorar as sugestões de Broch.» [George Steiner, em Literatura e Pós-História]


De Hermann Broch a Relógio D’Água editou também Os Sonâmbulos. Os livros estão disponíveis aqui: https://relogiodagua.pt/autor/hermann-broch/


1.11.20

Sobre Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez

 



Imagine um mundo onde os telemóveis são demasiado grandes para as suas mãos. Onde os médicos prescrevem medicamentos errados para o seu corpo. Onde, num acidente de automóvel, tem mais 47% de probabilidade de sofrer ferimentos graves. Onde, em cada semana, as suas incontáveis horas de trabalho não são reconhecidas nem valorizadas. Se isto lhe parece familiar, há grandes hipóteses de ser uma mulher.

Mulheres Invisíveis mostra-nos como um mundo largamente construído por e para homens ignora sistematicamente metade da população. Estas páginas expõem o preconceito de género que está na raiz da discriminação que afeta diariamente a vida das mulheres.


“Leiam este livro e digam-me depois se o patriarcado é apenas produto da minha imaginação.” [Jeanette Winterson, The New York Times]


“Este livro muda tudo. É uma coletânea de factos intransigentes, reunidos com ambição e competência, que nos conta a história do que acontece quando nos esquecemos de considerar metade da população humana. Deveria fazer parte das estantes de qualquer legislador, político ou gestor.” [The Times]


Vencedor do Royal Society Science Book Prize 2019

Vencedor do Financial Times and McKinsey Business Book of the Year Award 2019


Mais informação em https://relogiodagua.pt/produto/mulheres-invisiveis/