3.12.19

Sobre Joseph Conrad




Este livro reúne cinco das principais novelas de Joseph Conrad.

O Negro do Narciso é uma das mais belas narrativas escritas sobre as paixões dos homens e do mar.
«A passagem tinha começado, e o navio, fragmento separado da terra, continuou o seu caminho, solitário e rápido como um pequeno planeta. À sua volta, os abismos do céu e da terra encontraram-se numa fronteira inatingível. Uma grande solidão circundante movia-se com ele, sempre diferente e sempre idêntica, sempre monótona e sempre imponente.»

«Bastante mais terrível [do que o Inferno de Dante] é o de Coração das Trevas, o rio de África que o capitão Marlow sobe, entre margens de ruínas e de selvas (…).» [J. L. Borges]

«No Extremo Limite não é menos trágico. A chave da história é um facto que não revelaremos e que o leitor descobrirá gradualmente. 
H. L. Mencken, que certamente não é pródigo em ditirambos, afirma que No Extremo Limite é uma das melhores narrativas, extensa ou breve, nova ou antiga, das letras inglesas.» [J. L. Borges]

«Desde o primeiro título proposto, O Segundo Eu, à evocação insistente da duplicidade psíquica, o conto [O Companheiro Secreto] convida a leituras que se concentrem no mistério da personalidade, nas ameaças e oportunidades da autodivisão, no esforço da integração.» [Michael Levenson]


Imaginem um homem na «linha de sombra», essa fase indecisa da vida em que não se é mais jovem e a maturidade atrai e repele. Imaginem que esse homem é um marinheiro. Imaginem finalmente um veleiro quase imóvel esperando o sopro da brisa, enquanto a febre e o delírio se apoderam dos tripulantes e os acontecimentos parecem tecer sobre o navio a sombra de uma maldição.

Esta e outras obras de Joseph Conrad estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/joseph-conrad/

Sobre Coisas Que não Quero Saber, de Deborah Levy




Coisas Que não Quero Saber é a primeira parte de Living Autobiography, a trilogia autobiográfica de Deborah Levy.

Tendo o famoso ensaio de George Orwell, “Porque Escrevo”, como ponto de partida, Deborah Levy oferece-nos as suas próprias reflexões sobre a carreira literária. Com inteligência, clareza e brilhantismo, discorre sobre a necessidade de afirmação de uma jovem mulher para poder entrar no disputado território da literatura e moldá-lo às suas necessidades.

“Imperdível. Para ir absorvendo aos poucos, como quando tropeçamos num oásis… Subtil, imprevisível, surpreendente.” [Guardian]

“Suprema acutilância e originalidade imaginativa. Uma escrita inspiradora.» [Marina Warner]

De Deborah Levy a Relógio publicou também O Custo de Vida e o romance O Homem Que Via Tudo.
Os livros estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/deborah-levy/

2.12.19

Sobre Byung-Chul Han




«O cansaço e a transparência são, assim, temas prementes no seu estudo daquilo que considera, como vigentes, as forças do mercado neoliberal. O cansaço vem resultando de uma necessidade compulsiva de cada um se manter ativo e de ser empreendedor, sendo um ritmo de tal modo frenético que, numa sociedade neoliberal cada vez mais, aparentemente, igualitária, leva ao extenuar. A transparência torna-se extremada ao ponto de se tornar quase pornográfica, contribuindo para que um certo “totalitarismo” de crescente abertura ao mundo exterior ponha em causa a confiança, a intimidade e o próprio pudor dos indivíduos.
A preocupação de Han permaneceu, assim, debruçada sobre a azáfama da sociedade de um capitalismo tardio, muito movido pelas forças tecnológicas que contribuem para as próprias forças económicas. São vários os valores que, aqui, entram em interação, nomeadamente a questão da saúde mental e emocional (destaca-se a depressão, a hiperatividade, o burnout mental, a bipolaridade e o défice de atenção, tanto de crianças como de adultos), a sexualidade, a violência e a liberdade. “Sociedade do Cansaço” é, talvez, o exemplo que melhor traduz a visão do filósofo sobre a sociedade.» [Lucas Brandão, Comunidade Cultura e Arte, 22/11/2019. Texto completo em https://www.comunidadeculturaearte.com/byung-chul-han-mostra-nos-a-sociedade-do-cansaco-e-da-individualidade/ ]

A Sociedade do Cansaço e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Sobre Memórias, Sonhos, Reflexões, de C. G. Jung




«Em Memórias, Sonhos, Reflexões, o leitor mergulhará num testemunho autobiográfico de rara beleza, no qual o autor — já no final da sua vida — percorre, mais do que acontecimentos exteriores, os processos interiores que pautaram a sua vida. De um modo absolutamente único, Jung fala de si através dos seus sonhos, das memórias de infância, dos medos e desejos que o acompanharam, das viagens e descobertas, das experiências de proximidade diante do sofrimento, do sobrenatural e da morte — intuições e mitos que o autor não rejeita, mas permite que permaneçam em aberto e alimentem o desejo, a imaginação, o sentido. Afinal, as dimensões que habitam o coração de uma experiência religiosa.» [Rui Pedro Vasconcelos, Mensageiro de Santo António, Dezembro 2019]

Memórias, Sonhos, Reflexões (trad. António Sousa Ribeiro) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/memorias-sonhos-reflexoes/

Sobre Pintado com o Pé, de Djaimilia Pereira de Almeida




A primeira parte deste livro reúne textos dispersos, escritos pela autora entre 2013 e 2019 e que vão da crónica ao conto e ao ensaio breve.
Os temas são tão diversos como “A angústia de não ler o suficiente”, “Vida adulta”, “Uma fotografia com Mariam”, “Canção de um mundo que persiste”, “Longe da praia”, “Pensar com as mãos”, “Direito de desaparecer”, “Morrer pela primeira vez” ou “Chegar atrasado à própria pele”, e ainda vários outros.
A segunda parte é formada por dois ensaios, “Inseparabilidade” e “Amadores”.

De Djaimilia Pereira de Almeida a Relógio D’Água acaba de publicar A Visão das Plantas.

Ambos os livros estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Mulherzinhas no grande ecrã




Greta Gerwig realizou uma nova adaptação cinematográfica do clássico de Louisa May Alcott. O filme conta com a participação de Florence Pugh, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen nos papéis das “Mulherzinhas”, além de actores como Timothée Chalamet, Meryl Streep ou Laura Dern.
O filme deverá estrear em Portugal em Janeiro de 2020. A Relógio D’Água publicou a obra de Louisa May Alcott em 2017.

Uma mãe luta pela subsistência da família durante a ausência do seu marido, em serviço na Guerra Civil, e as suas quatro filhas lutam também — enredadas entre os sonhos de infância e as realidades do aproximar da idade adulta. Para Meg, Jo, Beth e Amy, seguir o caminho certo na vida significa fazer escolhas que irão estreitar ou ampliar os seus destinos.


Mulherzinhas (trad. Marta Mendonça) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mulherzinhas/

Sobre O Riso, de Henri Bergson




«É divertido, inesperado, contagioso, o riso tem muito que se lhe diga: a emoção que nos aproxima dos outros humanos e nos distingue dos outros animais. O francês Henri Bergson, vencedor do Nobel em 1927, escreveu estes ensaios em 1900 e o resultado é o que de mais sério há sobre o assunto.» [LER, outono 2019]

O Riso (trad. Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-riso-2/