Da morte do pai à experiência de ter filhos.
É esta a passagem que Karl Ove Knausgård faz do primeiro para o
segundo volume do romance autobiográfico A Minha Luta.
Em Um Homem Apaixonado, Karl Ove Knausgård deixa a mulher e a
Noruega e parte para Estocolmo. É aí que se aproxima de Geir, outro norueguês
expatriado, e reencontra Linda, uma poeta que o havia fascinado anos antes num
encontro de escritores.
Se, em A Morte do Pai, Knausgård abordava o tema do luto, neste
volume descreve as tempestuosas relações de amizade e amor e o dramático
período antes de consolidar a sua relação com Linda.
Depois vem a experiência da paternidade, que subverte tudo à sua
passagem. Há a urgente necessidade de escrever, mas também o quotidiano
familiar, o cómico fracasso das férias, as humilhantes aulas de preparação do
parto, as tensões nas festas de aniversário infantis, o stress de
passear uma criança pelas ruas de Estocolmo quando o seu único desejo é continuar
o seu romance.
Knausgård fala dos momentos que compõem a vida de um homem, dilacerado
pela necessidade de criar, mas também de viver, alguém para quem arte e
natureza são uma necessidade física, alguém que oscila entre a energia vital e
pensamentos mórbidos e que deseja com igual intensidade solidão e amor.
«É talvez o mais significativo projecto literário do nosso tempo.»
[Rachel Cusk, The Guardian]
«Knausgård não é um homem irascível, mas um idealista apaixonado. Quer
criar grande arte e quer lutar contra a uniformidade e conformidade da vida
burguesa contemporânea.»
[James Wood, The New Yorker]
Porquê traduzir a partir do inglês, e não do norueguês, como no 1º volume, aliás, quanto a mim, com um bom resultado em português? Será assim tão difícil evitar traduções de traduções, como se de algo tão distante como do vietnamita ou de birmanês se tratasse?
ResponderEliminarEstimado António,
EliminarHá apenas dois tradutores de Norueguês-Português. A experiência com um deles não correu bem, pois a tradução de A Morte do Pai teve de ser bastante revista. O segundo tradutor está ocupado com o doutoramento, ainda por algum tempo. Logo que possível, tentaremos retomar a tradução da obra de Karl Ove Knausgård a partir do original.
Os melhores cumprimentos.