5.7.13

Franz Kafka (03-07-1883/03-06-1924)





 

«Tive imediatamente a impressão de que não se tratava de um talento comum, mas de um génio.» [Max Brod]

De Kafka, a Relógio D’Água tem publicados O Castelo, O Desaparecido, Contos (com selecção e prólogo de Jorge Luis Borges), Carta ao Pai e A Metamorfose (prefácio de Vladimir Nabokov).





«Prestemos atenção ao estilo de Kafka. Na sua claridade, no seu tom preciso e formal, em agudo contraste com o assunto tenebroso do conto. Não há metáforas poéticas a adornar esta severa história a preto-e-branco. A nitidez do seu estilo sublinha a riqueza perversa da sua fantasia. Contraste e unidade, estilo e assunto, trama e forma, alcançam aqui uma coesão perfeita.» [Do Prefácio de Vladimir Nabokov]



«A elaboração, em Kafka, é menos admirável que a invocação. Homens, há apenas um na sua obra: o homo domesticus — bem judeu e bem alemão —, sequioso de um lugar, mesmo que o mais humilde, numa qualquer Ordem; num universo, num ministério, num asilo de loucos, na prisão. O argumento e o ambiene são o essencial; não as evoluções da fábula nem a penetração psicológica. Daí a primazia dos seus contos sobre os seus romances; daí o direito a afirmar que esta antologia de contos nos dá integralmente a medida de tão singular escritor. [Do Prólogo de Jorge Luis Borges]



Kafka começou a escrever O Castelo na noite de 22 de Janeiro de 1922, dia em que chegou à montanha de Spindlemühle, na actual República Checa. Morreu antes de terminar a obra que foi publicada em 1926 pelo seu amigo Max Brod, que felizmente não cumpriu o pedido de Kafka para destruir todos os seus manuscritos. Este último romance de Kafka narra a história de um homem e da sua ineficaz luta contra uma autoridade, misteriosa e impenetrável. É ela quem dirige o castelo que governa a aldeia onde K. chegou para trabalhar como agrimensor. Apesar de Kafka considerar O Castelo um falhanço, a crítica reconheceu-o como o seu principal romance e um dos maiores de todo o século XX.

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