17.12.12

Sobre Anna Karénina e Tolstoi




No Atual do Expresso de 15 de Dezembro de 2012, Clara Ferreira Alves escreve sobre Anna Karénina e Tolstoi:

«O que torna o romance (1874-76) de Lev Tolstoi inesquecível e tão carregado de elogio, ao ponto de ser considerado o romance mais perfeito de todos os tempos (lá vem o ranking), o que o torna o livro preferido de Dostoievski, Faulkner ou Nabokov, não é o drama conjugal e extraconjugal da senhora, é a reflexão psicológica que anuncia. A reflexão psicológica veiculada na narrativa pela corrente de consciência, traço da modernidade. O que interessa não é o drama, o amor, o ciúme, bem escritos e descritos. O que interessa é a intensidade da avaliação que as personagens que acompanham esta aventura fazem da sua situação e da situação da sociedade, do tempo e do lugar onde se encontram. A Rússia. E neste palco cruzam-se, por via de reflexões paralelas, várias personagens que compõem uma ópera, ou uma tragédia operática, onde as consequências dos atos transcendem os atos.»

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