12.12.12

Prémio Camões é hoje entregue no Rio de Janeiro a Dalton Trevisan


 
O escritor brasileiro Dalton Trevisan, 87 anos, recebe hoje no Rio de Janeiro o Prémio Camões, o maior galardão de Língua Portuguesa, no valor de 100 mil euros.
 
O escritor conhecido como “O Vampiro de Curitiba”, título de um livro seu editado em 1965, não estará presente na cerimónia que se realiza às 18:30 locais (20:30 de Lisboa), sendo representado pela sua editora Sônia Jardim.
A entrega do prémio coincide com o lançamento em Portugal, pela Relógio D’Água, de três obras do autor, a saber: O Vampiro de Curitiba (com prefácio de J. Rentes de Carvalho), Novelas nada Exemplares, e A Polaquinha. Em 1984 a editora publicara já Cemitério de Elefantes, com prefácio de Fernando Assis Pacheco
A escolha de Dalton Jérson Trevisan para o Prémio Camões 2012 foi unânime e segundo o júri “significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra”.
O presidente do júri, Silviano Santiago, referiu as “incessantes experimentações [de Dalton Trevisan] com a Língua Portuguesa, muitas vezes em oposição a ela mesma” e sublinha “a sua dedicação ao fazer literário, sem concessões às distracções da vida social e pessoal”.
Entre 1946 e 1948, o escritor editou a revista Joaquim, que reunia ensaios e contos de autores como Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade, além de traduções de Franz Kafka e Marcel Proust.
O Anão e a Ninfeta (2011) é o último livro de Dalton Trevisan, tendo recebido o Prémio Portugal Telecom na categoria de conto.
Enquanto Trevisan se esconde em sua casa, em Curitiba, os seus contos adquirem uma crescente divulgação, com traduções para inglês, espanhol, francês e italiano.
 
 
As histórias de Trevisan foram adaptadas para a televisão e cinema, no Brasil e na Hungria. No Brasil, a adaptação para o cinema de Guerra Conjugal, de 1969, do realizador Joaquim Pedro de Andrade, recebeu o prémio de melhor filme e melhor realizador em festivais nacionais, além de uma menção honrosa no Festival de Barcelona.
No ano passado, o autor recebeu o Jabuti — o maior prémio literário brasileiro — na categoria de contos e crónicas, com o livro Desgracida. Este ano venceu o prémio de literatura Machado de Assis 2011, conferido pela Academia Brasileira de Letras.
 
 
Em 2013 serão publicadas pela Relógio D’Água quatro obras de Trevisan: Guerra Conjugal, A Trombeta do Anjo Vingador, O Rei da Terra e Cemitério de Elefantes.

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