16.4.26

Sobre Boulder, de Eva Baltasar

 A trabalhar como cozinheira num cargueiro, uma mulher conhece e apaixona-se por outra mulher, Samsa, que lhe chama «Boulder». Quando Samsa consegue um emprego em Reiquiavique e o casal decide mudar-se, Samsa quer ter um filho. Tem quarenta anos e não pode deixar passar a oportunidade. Boulder, menos entusiasmada, não sabe como dizer não e vê-se arrastada para uma jornada difícil.

Enquanto assiste ao modo como a maternidade transforma Samsa numa estranha, Boulder vê-se obrigada a organizar as suas prioridades. Pode o anseio por liberdade superar o desejo por amor?


«Uma autora poderosa e muito original. Adoraria adaptar este livro.» [Pedro Almodóvar]


«Subtil, sombrio e inconvencional. Eva Baltasar transforma a intimidade numa aventura.» [Fernanda Melchor]


«A autora eleva de forma magistral a ideia de uma relação a uma força da natureza.» [Times Literary Supplement]


«Baltasar explora o mundano em busca do essencial e oferece pedaços de intimidade de uma forma que cativa e sacia.» [The New York Times Book Review]


Boulder, de Eva Baltasar (tradução do catalão de Ângelo Ferreira de Sousa), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/boulder/

Sobre Três Histórias de Esquecimento, de Djaimilia Pereira de Almeida

 Três Histórias de Esquecimento inclui as novelas A Visão das Plantas e Maremoto, que já tiveram edição autónoma, e a inédita Bruma.

Nasceram de uma afirmação do filósofo britânico Peter Geach: “Talvez um homem possa perder a sua última chance quando é novo, e depois viver até ser velho: viver contente e sentir-se em casa no mundo, mas aos olhos de Deus estar morto.”

Quem nos salva da possibilidade de, cedo na vida, nos termos desperdiçado? Este tríptico reflecte sobre este desperdício, tomando a vida de três homens.

Três homens, encarnações do desespero perante perguntas a que a História não responde. Celestino, um traficante de escravos de regresso a casa, emparedado num jardim, em A Visão das Plantas; Boa Morte da Silva, arrumador de carros, ex-combatente da Guerra Colonial, deixado à sua sorte numa rua de Lisboa, em Maremoto; Bruma, duplo fantasioso do escudeiro negro que lia histórias ao pequeno Eça de Queiroz, em Bruma.

As vidas de Celestino, Boa Morte da Silva e Bruma esfumam as certezas e abraçam as contradições. Fantasmas guardados dentro dos livros, alegorias da escrita e da leitura, que estas Três Histórias tentam fazer regressar ao nosso espanto.


Três Histórias de Esquecimento e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

15.4.26

Sobre A Uma Hora tão Tardia, de Claire Keegan

 Um tríptico de histórias sobre amor, desejo, traição, misoginia e as sempre intrigantes interações entre mulheres e homens.


Celebrada pelos seus contos, Claire Keegan oferece-nos três histórias que constituem uma exploração da dinâmica de género, numa trajetória entre os seus primeiros e últimos trabalhos.

Em «A Uma Hora tão Tardia», Cathal enfrenta um longo fim de semana, recordando a mulher com quem poderia ter passado a vida, se tivesse agido de forma diferente.

Em «A Morte Lenta e Dolorosa», a chegada de uma escritora à casa à beira-mar de Heinrich Böll é perturbada por um académico que impõe a sua presença e as suas opiniões.

E, em «Antártida», uma mulher casada viaja para fora da cidade para descobrir como é dormir com outro homem e acaba nas mãos de um estranho possessivo.


Cada história investiga as dinâmicas que corrompem o que poderia existir entre seres humanos: a falta de generosidade, o peso das expectativas e a iminente ameaça de violência; e todas prometem permanecer na memória do leitor muito depois de fechar o livro.


«Claire Keegan é um dos melhores escritores de ficção do mundo.» [George Saunders]


«Cada palavra é acertada e oportuna. O efeito ressoa e é profundamente comovente.» [Hilary Mantel]


«Uma obra-prima.» [The New York Times]


A Uma Hora tão Tardia (tradução de José Miguel Silva) e outras obras de Claire Keegan estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/claire-keegan/


A Uma Hora tão Tardia foi publicado com o apoio da Literature Ireland

Sobre O Ajudante, de Robert Walser

 O Ajudante (1908) é o segundo romance de Robert Walser, escritor nascido em Biel, na Suíça, em 1878 e admirado por Kafka e Musil.

Como acontece em grande parte da sua obra, também este livro tem um ponto de partida autobiográfico. Por entre as suas várias profissões, que exerceu erraticamente para poder dedicar-se à escrita, Walser trabalhou como secretário e contabilista do engenheiro Carl Dubler, vivendo durante seis meses com o casal e quatro filhos na vivenda Estrela da Noite. Esta contiguidade entre a vida e a literatura é a consequência daquele “romance que nunca deixei de escrever, que permanece sempre idêntico a si próprio e que poderia ser designado como um eu-livro várias vezes retalhado e descosido”. E, com efeito, Joseph Marti, o ajudante, como tantos outros protagonistas de Walser, quer antes de mais entender-se a si próprio.


O Ajudante (trad. Isabel Castro Silva) está disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/robert-walser/

A regressar às livrarias: O Problema dos Três Corpos, de Liu Cixin

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Problema dos Três Corpos, de Liu Cixin (tradução do original de Telma Carvalho)


Tendo como pano de fundo inicial a Revolução Cultural chinesa, uma cientista de uma base militar secreta envia sinais para o espaço, tentando estabelecer contacto com extraterrestres. Quando uma civilização alienígena, quase extinta, capta o sinal, começam os preparativos para invadir a Terra, onde, enquanto isso, diferentes grupos se começaram a formar. Porém, enquanto alguns pretendem dar as boas-vindas a uma civilização superior, ajudando-a a controlar um mundo que se tornou excessivamente corrupto, outros pretendem travar a invasão.

O resultado é O Problema dos Três Corpos, uma obra-prima da ficção científica, escrita por um dos mais considerados autores da China contemporânea.


Agora uma série Netflix, com a participação de David Benioff e D. B. Weiss, produtores de A Guerra dos Tronos.


“Um livro altamente inovador… uma mistura única de especulação científica e filosófica.” [George R. R. Martin]


“A Guerra dos Mundos do século XXI.” [Wall Street Journal]


“Extraordinário.” [The New Yorker]


Vencedor do Prémio Hugo


A trilogia O Passado do Planeta Terra está disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/liu-cixin/

Sobre Abraço, de Anne Michaels

 Finalista do Booker Prize 2024

Finalista do Prix Femina étranger

Vencedor do Prix Transfuge


1917. Num campo de batalha perto do rio Escalda, John jaz inerte após uma explosão, incapaz de se mover ou sentir as pernas. Lutando para manter a lucidez, perde-se nas memórias à medida que a neve cai: um encontro fortuito num bar junto à linha de comboio, um banho quente com a sua amante numa noite de inverno.

1920. John regressa da guerra para o norte de Yorkshire, junto a outro rio. Está vivo, mas não inteiro. Reencontra Helena, uma artista. Reabre o seu estúdio de fotografia e tenta continuar a viver, mas o passado insiste em invadir o presente. À medida que fantasmas começam a surgir nas suas fotografias — com mensagens que não consegue decifrar —, inicia-se uma narrativa que atravessa quatro gerações.


«Este romance envolvente não poderia ser mais atual. A guerra e as suas consequências, transmitidas de geração em geração ao longo de um século. Através de momentos luminosos de acaso, mudança e graça, Michaels mostra-nos a nossa humanidade.» [Margaret Atwood]


«Cada breve capítulo está repleto de personagens esboçadas com mestria… Ao longo da história, estas narrativas despertam tanto ligações intensas quanto divergências provocadoras.» [The New York Times Book Review]


«Este romance episódico e filosófico orbita em torno de um grupo de personagens vagamente ligadas, que refletem sobre os limites entre o físico e o inefável, o mortal e o espiritual.» [The New Yorker]


«Um livro fragmentado e engenhoso sobre amor, memória e tempo, que entrelaça as esperanças e os sonhos de quatro gerações… Michaels demonstra que fragmentos podem compor uma estrutura tão forte e significativa como um monumento acabado.» [The Guardian]


Abraço, de Anne Michaels (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/abraco-finalista-booker-prize-2024/

De Da Estupidez, de Robert Musil

 “Todos nós somos estúpidos de vez em quando; de vez em quando, temos também de agir às cegas ou meio às cegas, sob pena de o mundo parar; e, se alguém quisesse deduzir dos perigos da estupidez a regra: ‘Abstém-te de julgar e de decidir em tudo em que não sejas suficientemente versado!’, ficaríamos paralisados! Mas esta situação, de que hoje se faz muito alarde, é semelhante a uma que há muito nos é familiar no domínio da razão. Pois, como o nosso saber e poder são incompletos, temos, no fundo, em todas as ciências, de emitir juízos apressados, mas esforçamo-nos, e foi o que aprendemos, por manter esta deficiência dentro de limites conhecidos e, oportunamente, corrigi-la, com o que o nosso agir ganha outra vez em correcção.”


Da Estupidez e Ensaios de Robert Musil (traduções de António Sousa Ribeiro) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/robert-musil/