23.3.26

De A Loucura Branca, de Jaime Rocha

 «Tenho aqui um papel com uma frase que quero que ouças, parece de um poeta, disse ela. Era uma frase que falava da loucura. Vítor tentou tirar os óculos, mas não teve força para levantar os braços, abriu a boca mas os seus lábios pareciam duas pedras fechadas. O objecto deslocara-se para cima, contraindo-lhe o peito. Uma dor insuportável apertou-lhe a garganta e as pernas tremiam como se alguém o torturasse com um fio eléctrico. Sentiu uma picada nos olhos. Ao levar ali a mão, apalpou uma massa esponjosa que lhe caiu até à boca, quente como um corpo de felino. Inês correu para ele e abanou-o. Estava definitivamente cego.»


A Loucura Branca, editado pela Relógio D’Água em 2014, e outras obras de Jaime Rocha estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jaime-rocha/

Sobre Ensino e Antiensino, de Guilhermina Lobato Miranda

 Este livro é constituído por quatro ensaios sobre temas que interessam aos professores de todos os níveis de ensino e aos seus formadores.

O ensaio inicial aborda o estudo científico da aprendizagem e o modo como os resultados da investigação podem ser traduzidos em métodos de ensino que influenciam a aprendizagem.

Um segundo ensaio analisa o conceito de competência e os métodos de ensino usados para treinar os especialistas, ou seja, para tornar um principiante numa pessoa competente. Refere-se ainda o papel reservado ao professor e ao aluno.

Um terceiro texto analisa o conceito de Design Instrutivo, os seus princípios, teorias e modelos e os resultados mais importantes da investigação.

O último ensaio aborda criticamente o modo como é feita alguma da investigação em educação em Portugal.


Ensino e Antiensino — Quatro Ensaios nas Margens do Pensamento Pedagógico e outras obras de Guilhermina Lobato Miranda disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/guilhermina-lobato-miranda/

22.3.26

De Matilde, de H. G. Cancela

 «Demorou duas semanas a desabituar-se. Nas primeiras noites, quase não dormiu, arrastando-se pela casa como um farrapo, mais miserável do que um condenado. Lembrava-se de evitar a varanda, temendo olhar lá para baixo. Não falava com ninguém e desviava-se dos espelhos. Faltou três dias ao emprego, mas ultrapassou a privação. Ainda tinha o cartão com o contacto do psiquiatra em cima da cómoda quando compreendeu que estava grávida.»


Matilde e outras obras de H. G. Cancela editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/h-g-cancela/


Sobre Defeitos Humanos Banais, de Megan Nolan

 Em 1990, em Londres, a suspeita da morte de uma menina recai sobre uma família irlandesa, os Greens.

No centro da narrativa, está Carmel, bonita, estranha e destinada a um futuro à margem das suas circunstâncias, até que a vida e o amor aparecem no seu caminho.

Agora, o escândalo surge e os jornais sensacionalistas investigam. Carmel é confrontada com os segredos e silêncios que rondaram a sua família durante várias gerações.


«Ambicioso e original.» [David Nicholls]


«Um enorme talento literário.» [Karl Ove Knausgård]


«Nolan é uma das escritoras mais brilhantes da atualidade.» [The Times]


«Um estudo lírico e subtil sobre desespero familiar e intergeracional. Um excelente romance e uma enorme realização.» [The Guardian]


«Um romance que resiste ao óbvio. Um relato feroz e implacável de uma família em crise.» [The New York Times]


«Nolan deixa claro que não é a manifestação de um género, mas uma escritora a ser lida nos seus próprios termos.» [Financial Times]


«A prosa de Nolan é límpida e precisa, com um interesse quase clínico pelo poder da vergonha.» [The Washington Post]


Defeitos Humanos Banais (tradução de José Mário Silva) e Atos de Desespero (tradução de Maria de Fátima Carmo) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/megan-nolan/

Sobre Retalhos do Tempo, de John Banville

 Para o jovem Banville, Dublin era um lugar repleto de encantamento e saudade. Todos os anos, pela altura do seu aniversário, ele e a mãe viajavam de comboio até à capital da Irlanda, atravessando os campos cor-de-rosa gelados ao amanhecer, iniciando um dia de aventuras entre as quais se incluíam as viagens ao Clery’s e à geladaria Palm Beach.

O então aspirante a escritor foi viver para Dublin aos dezoito anos. Era um período desanimador, quer para a sociedade irlandesa quer para ele. Foi essa fase que o escritor explorou mais tarde através de Quirke, um protagonista a que deu vida através do pseudónimo Benjamin Black. Mas sob uma superfície aparentemente calma, aproximava-se uma tempestade. A Irlanda estava prestes a conhecer uma profunda mudança.

Alternando entre memórias do passado e explorações históricas recentes que fez pela cidade, Retalhos do Tempo é uma evocação intensa da infância e da memória, daquele “abismo repleto de luz” onde “a alquimia do tempo opera”, uma ode a um tempo e a um local de formação para o artista quando jovem.

O livro é ilustrado por imagens da cidade do fotógrafo Paul Joyce.


Retalhos do Tempo (trad. Paulo Faria) e Mrs. Osmond (trad. Frederico Pedreira) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/john-banville/

21.3.26

Sobre A Íris Selvagem, de Louise Glück

 A Íris Selvagem recebeu o Prémio Pulitzer em 1992 e apresenta três vozes ao longo da evolução da Primavera até ao fim do Verão num jardim da Nova Inglaterra.


A Íris Selvagem (tradução de Ana Luísa Amaral) e outras obras de Louise Glück estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louise-gluck/

Sobre Os Poemas, de Konstandinos Kavafis

 «Agora, depois de Poemas e Prosas em 1994, temos toda a poesia que Kavafis (com Eliot, para mim, o maior poeta da primeira metade do século XX) quis considerar inteiramente como a sua — exemplos de alguns poemas que ele deliberadamente afastou podem encontrar-se, todavia, espalhados pelo Prefácio e pelas Notas.» [J. M. M.]


Os Poemas, de Konstandinos Kavafis (tradução revista, prefácio e notas de Joaquim Manuel Magalhães e Nikos Pratsinis), está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/konstandinos-kavafis/