20.6.24

Sobre Segunda Casa, de Rachel Cusk

 


Uma mulher convida um prestigiado pintor para passar uma temporada com ela e a sua família, na casa que acabam de construir numa remota zona costeira.

Profundamente impressionada com a sua pintura, espera que o particular olhar do artista ilumine com uma nova luz a sua própria existência e os mistérios da paisagem.

Ao longo desse verão, a presença do pintor vai revelar a distância que separa a realidade das ficções que vamos construindo e as subtis dinâmicas de poder que existem nas relações entre homens e mulheres.


“A prosa de Cusk é profundamente necessária. Segunda Casa, de escrita cruelmente precisa, lembra-nos as razões para que assim seja.” [Sam Byers, The Guardian]


“Os seus narradores […] analisam cada emoção como se esta acabasse de ser inventada.” [Dwight Garner, The New York Times]


“Cusk regressa com um romance impressionante. […] Uma obra de arte impecável.” [Meredith Boe, The Chicago Review of Books]


«Segunda Casa» (trad. Sara Serras Pereira) e «Kudos» (trad. Ana Falcão Bastos) de Rachel Cusk estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/rachel-cusk/

Sobre Amok, de Stefan Zweig


 

Amok é um termo retirado da cultura indonésia e significa «lançar-se furiosamente na batalha». As pessoas afetadas por este estado psíquico têm ataques de fúria cega e procuram aniquilar os que consideram seus inimigos e quem quer que se interponha no seu caminho, sem consideração pelo perigo que correm.

O narrador conta a sua viagem de Calcutá para a Europa a bordo do Oceania. Num passeio noturno na coberta do navio, encontra um médico preocupado e assustado e que evita qualquer contacto social. Este vai contar-lhe o que o levou a uma relação obsessiva por uma mulher que o colocou em estado de amok.


Amok (tradução de Gilda Lopes Encarnação) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

19.6.24

Sobre Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells

 


Em Sistemas em Estado Crítico, um androide assassino descobre-se a si mesmo, e Martha Wells recorre à sua história para interrogar as raízes da consciência através da inteligência artificial.

Num futuro dominado por corporações e viagens espaciais, as missões planetárias têm de ser aprovadas pela empresa, e as equipas são acompanhadas por androides de segurança fornecidos pela mesma. Mas os contratos são atribuídos ao licitante que fica mais barato, e por isso a segurança não pode ser considerada uma preocupação essencial.

Em simultâneo, num planeta distante, uma equipa de cientistas realiza testes num androide fornecido pela empresa, uma UniSegur autoconsciente que pirateou o próprio módulo de controlo e que se refere a si mesma como Assassiborgue. Revelando profundo desprezo pelos humanos, tudo o que realmente quer é estar em paz tempo suficiente para descobrir quem é. Mas quando uma missão vizinha corre mal, cabe aos cientistas e ao seu assassiborgue descobrir a verdade.


Vencedor dos prémios Hugo, Nebula, Alex e Locus.


Brevemente uma série de televisão Apple TV+.


«Todos nós somos um pouco assassiborgues.» [NPR]


Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sistemas-em-estado-critico/

Sobre Sobre Franz Kafka, de Max Brod

 


Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Sobre Franz Kafka, de Max Brod (tradução de Susana Schnitzer da Silva e Ana Falcão Bastos)


Max Brod, autor de uma extensa obra literária, foi amigo de Franz Kafka desde a juventude e permaneceu próximo dele até à sua morte a 3 de junho de 1924.

Foi seu executor testamentário e deve-se a ele a publicação de todos os textos que Kafka lhe pediu para destruir e que foram levados de Praga para Jerusalém.

Foi também Max Brod que se empenhou na divulgação da obra kafkiana, mesmo nos tempos sombrios em que parecia esquecida e só era conhecida de alguns leitores e celebrada por um punhado de escritores e filósofos como Robert Walser, Benjamin, Adorno e Hannah Arendt.

Este livro dá-nos não só uma imagem realista e quotidiana da vida de Kafka tal como foi vista por um dos seus contemporâneos, mas também uma fascinante descrição da interação entre dois escritores de temperamentos diversos, mas com numerosas referências comuns.

Reúne os três escritos mais importantes de Max Brod sobre Franz Kafka: Franz Kafka, Uma Biografia; A Fé e a Doutrina de Franz Kafka e Desespero e Redenção na Obra de Franz Kafka.

As memórias de Max Brod sobre a juventude e a idade adulta que partilhou com Kafka são insubstituíveis. Insubstituível foi também o seu papel na preservação dos seus escritos inéditos. Mas uma visão mais completa, sobretudo no que se refere à importância do humor na obra de Kafka, requer a leitura de toda a sua correspondência e de biografias mais recentes como a de Reiner Stach e mesmo a de Benjamin Balint.



Max Brod nasceu a 27 de maio de 1884, em Praga, então integrada no Império Austro-Húngaro.

Foi autor de numerosas obras, embora tenha ficado sobretudo conhecido como amigo e biógrafo de Franz Kafka.

Brod conheceu o autor de A Metamorfose em outubro de 1902, quando ambos estudavam na Universidade Carolina de Praga. Brod tinha acabado de dar uma conferência sobre Schopenhauer aos alunos de língua alemã. Kafka, um ano mais velho, abordou-o depois dessa palestra e acompanhou-o a casa. Foi o início de uma longa amizade, muitas vezes com encontros diários.

Kafka nomeou-o executor do seu testamento literário, dando-lhe indicações para destruir as suas obras inéditas depois da sua morte.

Em 1939, quando os nazis ocuparam Praga, Max Brod emigrou para a Palestina, então sob o Mandato Britânico, levando consigo uma mala com papéis com escritos, notas e apontamentos de Kafka.

Max Brod morreu a 20 de dezembro de 1968, em Telavive, Israel.



Mais informação em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-franz-kafka/

Sobre Pensamentos, de Marco Aurélio

 


«Este livro, todo tecido de reflexões pessoais, tem radículas nos autores gregos bem assimilados — em Platão, em Homero, nos trágicos —, todos sobriamente citados, nunca para mostrar erudição, sempre para sublinhar a meditação pessoal de um homem dobrado ao íntimo. Era, sim, da estirpe de Epicteto e de Pascal este homem que de tão alto viu o “desconcerto do mundo” e abriu, sem mais candeia que a luz da consciência acesa em pavio estóico, um tão nobre caminho nas sombras da vida. Nunca como nele se equivaleram palácio e choupana aos olhos de um meditador. A misantropia crepuscular escorre do pensamento da morte, da brevidade da vida, da fugacidade de prazeres e honrarias. […] Mas que um imperador cumulado de riquezas e com mão desimpedida para a sacudir arbitrariamente por entre injustiças e vinganças se recolha à cela íntima e aí entorne, num canhenho de reflexões, a essência da própria alma — deve mover-nos a espanto e pena.» [Do Prefácio de João Maia]


Pensamentos, de Marco Aurélio (tradução e prefácio de João Maia), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pensamentos-3/

Sobre Pensamentos, de Blaise Pascal

 


«Pascal oferece muito sobre que o mundo moderno faria bem em pensar. E de facto, por causa da sua combinação e equilíbrio únicos de qualidades, não sei de nenhum escritor religioso mais pertinente para o nosso tempo. Os grandes místicos, como São João da Cruz, são em primeiro lugar para leitores com um objectivo especialmente determinado; os escritores devotos, como São Francisco de Sales, são em primeiro lugar para aqueles que já se sentem conscientemente desejosos do amor de Deus; os grandes teólogos são para os interessados em teologia. Todavia, não consigo pensar em nenhum autor cristão, nem mesmo Newman, que mais do que Pascal devesse ser recomendado àqueles que duvidam, mas que têm a capacidade intelectual para conceber e a sensibilidade para sentir a desordem, a futilidade, a ausência de sentido, o mistério da vida e do sofrimento, e que apenas conseguem encontrar paz através da satisfação de todo o ser.» [Da Introdução de T. S. Eliot]


Pensamentos (trad. Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pensamentos-2/

Sobre Lealdade, de Hua Hsu

 


Aos olhos de Hua Hsu, de dezoito anos, o problema de Ken é que é igual a todas as outras pessoas. Ken é convencional e representa tudo aquilo de que Hua Hsu não gosta.

Apesar das contrariedades, Hua e Ken travam amizade, feita de conversas noturnas acompanhadas de cigarros, longas viagens ao longo da costa da Califórnia e dos sucessos e humilhações da vida universitária. Até que, de forma repentina e violenta, Ken é morto num assalto a um carro, pouco antes de a sua amizade completar três anos.

Determinado a manter a memória de um dos melhores amigos, Hua Hsu volta-se para a escrita. Lealdade, livro sobre amizade, luto, a busca de si mesmo e o consolo que pode ser encontrado através da arte, é o resultado dessa determinação.


“Um livro requintado e angustiante, que permanecerá na minha memória por vários anos.” [Rachel Kushner]


“Este grau de partilha é um presente raro.” [Jonathan Lethem]


“Uma memória de amadurecimento. Uma elegia devastadora de um amigo falecido.” [Patrick Radden Keefe]


“Lealdade parece ser um daqueles livros que é a soma total da vida de um escritor em pensamento.” [Ocean Vuong]


“Uma memória emocionante.” [Claire Messud]


Lealdade, de Hua Hsu (tradução de Nuno Batalha), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/lealdade-pre-venda/