25.5.24

Sobre A Casa Assombrada e Outros Contos, de Virginia Woolf

 


Em A Casa Assombrada e Outros Contos estão reunidos alguns dos mais inovadores contos originalmente escritos em inglês.

É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como «Orlando» e «As Ondas» que sobretudo cumpriu o «insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer». Mas é em contos como «A Marca na Parede», «Lappin e Lapinova» e «O Legado» que melhor nos revela o modo como soube captar um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas desatentos.


A Casa Assombrada e Outros Contos (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

24.5.24

Sobre Libra, de Don DeLillo



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Libra, de Don DeLillo (tradução de Paulo Faria)


Neste romance, Don DeLillo dá-nos uma versão ficcional mas convincente do assassínio de John F. Kennedy através da descrição do percurso de Lee Harvey Oswald, da sua perturbada adolescência até à idade adulta, em que se imagina um agente da História.

Tudo se passa numa atmosfera de derrube do grande sonho americano em que as figuras reais surgem misturadas com personagens de ficção.

DeLillo mergulhou na realidade histórica — agentes secretos, ativistas de direita e de esquerda, mafiosos, strippers, traficantes de droga, CIA, FBI, KGB — para melhor caracterizar o assassino de Kennedy, que por sua vez será morto diante das câmaras aos olhos de todo o mundo. Com esta personagem, DeLillo criou um anti-herói de um romance absorvente que mostra uma vez mais que um grande escritor nos pode levar mais longe no caminho da verdade do que as investigações oficiais.


Finalista do National Book Award na Categoria de Ficção.


«O melhor romance de DeLillo.» [Anne Tyler, The New York Times]


«Muita da ficção inicial de DeLillo parece agora um prelúdio brilhante à escrita deste livro.» [London Review of Books]


Esta e outras obras de Don DeLillo estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/don-delillo/

Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky


 

Em Marca de Água, Joseph Brodsky apresenta-nos um gracioso, inteligente e variado retrato de Veneza.

Observando os mais diversos aspetos da cidade, os canais, as ruas, a arquitetura, as pessoas e a gastronomia, Brodsky capta a magnificência, a fragilidade e a beleza da cidade.

Ao mesmo tempo, desfilam as próprias memórias que Brodsky tem de Veneza, que foi a sua morada de muitos invernos, dos seus amigos, inimigos e amantes. O livro reflete, com enorme força poética, sobre o modo como a passagem do tempo afeta Veneza, alterando a relação entre a água e a terra, a luz e a escuridão, a vida e a morte.


Marca de Água (trad. Ana Luísa Faria) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/marca-de-agua-sobre-veneza/

De Obra Completa, de António Gedeão

 


«POEMA DA BUGANVÍLIA


Algum dia o poema será a buganvília

pendente deste muro da Calçada da Graça.

Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família,

e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa.


Mas antes desse dia há‑de secar a buganvília

e o varredor há‑de levar as flores secas para o monturo.

Depois cairá o muro.

E como o tempo passa

mesmo contra vontade,

também há-de acabar a Calçada da Graça

e o resto da cidade.


Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso

que é o mais leve de tudo que se pode supor,

será esse o momento de o poema ser flor,

mas já não é preciso.» [pp. 208-209]


Obra Completa de António Gedeão e outras obras de Rómulo de Carvalho estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/obra-completa-pre-venda/ e https://relogiodagua.pt/autor/romulo-de-carvalho/

Sobre Obra Poética, de José Afonso

 


«A presente edição reflete pequenos ajustamentos de atualização da obra, introduz quatro poemas não publicados nas edições anteriores, agrega os textos de canções e outros poemas, mantendo a sua ordenação cronológica, conforme foi a vontade de José Afonso para a primeira edição. […]

Curiosamente, como se a ordem cronológica dos poemas desse um sentido inverso ao destino, o seu primeiro poema, “Pela Quietude das Tuas Mãos Unidas”, é uma profunda reflexão sobre a tristeza e o mistério da morte, e o último, “Alegria da Criação” (1985), é uma reflexão sobre a vida e a alegria da criação, sobre aquele sopro inicial que temporariamente nos visita e nos faz renascer através da inquietação e do desassossego.» [Do Prefácio de Jorge Abegão]


Obra Poética, de José Afonso, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/obra-poetica-pre-publicacao/

sobre Fé, Esperança e Carnificina, de Nick Cave e Seán O'Hagan

 


ISTO NÃO É UM LIVRO DE MEMÓRIAS, ISTO É UMA CONVERSA


“O que eu quero dizer é que podemos largar muitas peles, mas, no fundo, continuamos a ser a maldita da mesma serpente.


Mas a tua conceção das coisas agora é completamente diferente, por certo, não?


Bem, o jovem Nick Cave podia dar se ao luxo de encarar o mundo com um certo desdém, uma vez que não fazia a menor ideia daquilo que o esperava. Hoje em dia, consigo ver que esse desdém ou desprezo pelo mundo era uma espécie de luxo ou de indulgência, até de vaidade. Ele não tinha a menor noção da preciosidade da vida — da sua fragilidade. Não tinha a menor ideia do quão difícil, se bem que essencial, é amar o mundo e tratar o mundo com misericórdia. E, como já disse, não tinha a menor ideia do que estava por vir. Era completamente inocente a respeito de todas essas coisas.”


FÉ, ESPERANÇA E CARNIFICINA É UM LIVRO SOBRE A VIDA INTERIOR DE NICK CAVE.


Escrita a partir de mais de quarenta horas de conversas íntimas com o jornalista Seán O’Hagan, esta é uma profunda exploração, através das palavras do próprio Nick Cave, sobre o que realmente dirige a sua vida e criatividade.


O livro examina questões de crença, arte, música, liberdade, sofrimento e amor. Mostra com singeleza a vida de Nick Cave desde criança até aos dias de hoje, os seus amores, o seu trabalho ético e a sua dramática transformação em anos recentes.


Fé, Esperança e Carnificina oferece degraus de esperança e inspiração de um verdadeiro visionário.


Fé, Esperança e Carnificina (trad. Frederico Pedreira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/fe-esperanca-e-carnificina-pre-publicacao/

Sobre A Filosofia da Canção Moderna, de Bob Dylan

 


No seu estilo único, Bob Dylan escreve sobre a natureza da música popular em sessenta ensaios nos quais comenta canções de outros artistas, de Hank Williams a Nina Simone, de Stephen Foster a Elvis Costello.


A Filosofia da Canção Moderna (tradução de Pedro Serrano e Angelina Barbosa) e outras obras de Bob Dylan estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/bob-dylan/