20.10.23

Sobre O Mar Negro, de Neal Ascherson

 



«Neal Ascherson, historiador e arqueólogo, traça a história do mar Negro, ponto da Europa onde culturas muito diferentes se encontraram durante milénios e que os últimos conflitos colocaram no centro de uma reflexão geoestratégica


Mesmo nesta era de intensa circulação humana e comunicação internacional instantânea, a geografia tem tendência para reafirmar a sua importância — nuns sítios de vez em quando, noutros de formar mais ou menos permanente. O mar Negro, um mar interior situado à margem do Mediterrâneo, é um dos pontos onde isso tem acontecido sem interrupção e de forma bastante visível ao longo das últimas décadas.

Desde o fim da União Soviética que conflitos nos Estados junto a ele têm captado a atenção internacional. 

A guerra de 2008 na Geórgia, precedida pela guerra separatista que destacou a Abecásia do território georgiano em 1992, foi um doesses momentos. Outro foi a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014. Quase três décadas antes, em 1991, a vila resort de Foros, na península da Crimeia, foi o local onde Gorbatchov esteve sequestrado durante o golpe de Estado falhado que acabaria por levar ao fim da URSS. A atual guerra na Ucrânia trouxe esse país e a península da Crimeia novamente para as manchetes internacionais, e não é provável que isso termine num futuro próximo.» [Luís M. Faria, Expresso, E, 13/10/23]


«O Mar Negro: De Péricles a Putin», de Neal Ascherson (trad. João Paulo Moreira e Maria João B. Marques), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-mar-negro-de-pericles-a-putin-pre-venda/

Sobre Aquário, de David Vann

 



Caitlin tem doze anos e vive sozinha com a mãe — uma estivadora das docas locais — numa casa subsidiada próxima de um aeroporto de Seattle. Todos os dias, enquanto espera que a mãe a vá buscar à escola, Caitlin visita o aquário local para estudar os peixes. À medida que observa as criaturas que se movem nas águas profundas, Caitlin fica imersa num outro universo.

Quando certo dia trava amizade com um velho que partilha a sua paixão pelos peixes, Caitlin descobre um obscuro segredo de família que precipita a relação dela com a mãe para um precipício de terríveis consequências. 

Escrito em prosa cristalina, Aquário leva-nos até ao coração de uma jovem corajosa e destemida, cuja busca pelo amor e a capacidade de perdoar transforma as pessoas em seu redor. 

Implacável e desolador, original e redentor, Aquário é uma história comovente de um dos maiores escritores americanos do nosso tempo.


«Como Melville, Faulkner e McCarthy, Vann é já um dos grandes da literatura americana.» [ABC]


«Um escritor para ler e reler.» [Economist]


«Um escritor convincente e poderoso.» [Guardian]


«Maravilhoso — de partir o coração. Belíssimo… Nunca vi arte tão cuidada e luminosa.» [Lorrie Moore]


Aquário e A Ilha de Sukkwan (traduções de José Lima) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/david-vann/

19.10.23

Sobre Um Balé de Leprosos, de Leonard Cohen

 



Este livro reúne um romance e contos inéditos de Leonard Cohen. O compositor canadiano de sucessos como “Hallelujah”, “Suzanne” e “Famous Blue Raincoat” aventurou-se pela primeira vez na escrita aos vinte e poucos anos, e é neste livro que os leitores descobrirão que a magia que animou o seu trabalho estava presente desde o início.

Escritos entre 1956 e 1961, estes textos oferecem revelações sobre a imaginação e o processo criativo de Cohen, e neles o autor explora temas que estariam presentes no seu trabalho posterior, da vergonha e indignidade ao desejo sexual em todas as suas dimensões sagradas e profanas, passando pelo amor, a família, a liberdade ou a transcendência.

Um Balé de Leprosos — nas suas palavras, um romance “provavelmente melhor” do que o celebrado O Jogo Preferido — analisa esses elementos, abordando relacionamentos tóxicos e os extremos que as pessoas atingem para os manter. Os quinze contos sondam os demónios interiores das suas personagens.


“A escrita de Cohen captura toda a beleza e poeticidade que aprendemos a amar na sua música, assim como uma juventude ingénua, um senso de brincadeira e uma crueldade inusitada. É muito interessante ver onde tudo isso começou.” [Ottessa Moshfegh]


“Este livro oferece vislumbres incipientes da visão artística inimitável de Cohen: íntima e distante, tremendo de fraqueza mesmo quando anseia pela sabedoria.” [The New York Times]


“Uma coleção fascinante de ficção inicial que antecipa os temas e preocupações que Cohen mais tarde exploraria ao longo de décadas... Uma investigação curiosa e compulsiva dos limites da honestidade e da crueldade.” [The Guardian]


«Um Balé de Leprosos — Romance e Contos», edição e posfácio de Alexandra Pleshoyano (tradução de Frederico Pedreira), e outras obras de Leonard Cohen estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/leonard-cohen/

Sobre A Queda da Casa de Usher e Outros Contos, de Edgar Allan Poe

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Queda da Casa de Usher e Outros Contos, de Edgar Allan Poe (trad. Miguel Serras Pereira e Anabela Prates Carvalho), com prefácio de Charles Baudelaire (trad. Manuel Alberto)


Um jovem cavalheiro é convidado para a velha casa de um amigo de infância, Roderick Usher.

À mansão parece concebida como cenário de um conto gótico, com a paisagem lúgubre que a rodeia, dois irmãos gémeos, o próprio Roderick e Lady Madeline, e doenças misteriosas que fazem parte da história familiar e que se manifestam em sensações sobrenaturais.

Todos os elementos do género parecem estar reunidos, e, no entanto, o suspense, o terror desta história deve-se à incerteza, pois não sabemos exactamente em que parte do mundo se situa e em que tempo decorre.

Há também um lago perto do solar dos Usher, mas suspeitamos que está lá apenas para compor um final fatídico.

O conto foi publicado pela primeira vez na Burton’s Gentleman’s Magazine. Tornou-se uma das obras de Poe preferidas da crítica e a que o próprio autor considerava a mais conseguida das que escreveu.

Esta edição reúne outros contos de Edgar Allan Poe: «Manuscrito Encontrado numa Garrafa», «Ligeia», «Uma Descida no Maelström» e «O Gato Preto».


«As personagens de Poe, ou melhor, a personagem de Poe, homem de faculdades supra-agudas, de nervos distendidos, cuja vontade ardente e paciente lança um desafio às dificuldades, de olhar tenso com a rigidez de uma espada, que contempla objectos que engrandecem à medida que olha para eles — é o próprio Poe. E as suas mulheres, todas luminosas e doentes, finando de males estranhos e falando com uma voz que se assemelha à música, é sempre ele; ou, pelo menos, pelas suas estranhas aspirações, pelo seu saber, pela sua melancolia incurável, elas participam fortemente da natureza do seu criador.» [Do Prefácio de Charles Baudelaire]


A Queda da Casa de Usher e Outros Contos e outras obras de Edgar Allan Poe estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/edgar-allan-poe/


Sobre As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

 



«Swift foi declarado louco em 1742, dezasseis anos após a publicação de Viagens de Gulliver, mas o livro, escrito quando ainda possuía as suas faculdades, é perigosamente são e não causaria tanto desconforto, se não fosse inspirado por tamanha lucidez e por uma grande racionalidade. O complacente e crédulo Gulliver, que não é mais do que o porta-voz do seu autor, fica em parte louco no final do livro, pois viu-se preso na perspectiva dos cavalos racionais, os Houyhnhnms, e por isso considera-se e à sua sofredora esposa como abomináveis Yahoos. Swift, apesar do seu horror ao falso orgulho humano, reconhece os limites de Gulliver e dos Houyhnhnms, e espera que nós, os seus leitores, também os aprendamos. 

As Viagens de Gulliver são escritas para dissipar a nossa cegueira, para nos curar das nossas ironias inconscientes. Martin Price observa que “Gulliver é criado como o herói de uma comédia de incompreensões”. Dado que cada um de nós, até certo ponto, vive a comédia da incompreensão, simpatizamos com Gulliver. Gulliver é um homem comum que se deixa facilmente enganar pela sociedade, aceitando convenções tolas porque não consegue ver através delas e em torno delas. (porque não as consegue ultrapassar).» [Harold Bloom]


As Viagens de Gulliver (trad. Luzia Maria Martins) está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/jonathan-swift/

Sobre Três Homens num Barco, de Jerome K. Jerome

 



«Lembro-me apenas de me sentir muito jovem e absurdamente contente comigo mesmo, por razões que só a mim dizem respeito. Era Verão, Londres é belíssima no Verão. Sob a janela eu tinha uma cidade de fadas coberta por um véu dourado de neblina, pois o local onde trabalhava era muito alto, acima das chaminés; à noite as luzes brilhavam ao fundo, e eu olhava lá para baixo como se estivesse a olhar para a caverna das jóias de Aladino. Foi nesses meses de Verão que escrevi este livro; pareceu-me ser a única coisa que podia fazer.» [Jerome K. Jerome]


Três Homens num Barco (trad. Luísa Feijó) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/tres-homens-num-barco-pre-venda/

18.10.23

Sobre Fahrenheit 451, de Ray Bradbury e Tim Hamilton

 



«Na versão definitiva do romance, que é a aqui ilustrada, tornei a chamar ao palco todas as minhas personagens e a passá-las pela máquina de escrever, deixando que os meus dedos contassem as histórias e trouxessem à luz os fantasmas de outros contos e de outros tempos.» [Ray Bradbury]


Fahrenheit 451 — A Adaptação Autorizada (romance gráfico), de Ray Bradbury e Tim Hamilton, com introdução de Ray Bradbury (tradução de Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/fahrenheit-451-romance-grafico/