24.6.22

Sobre Sangue e Ferro, de Katja Hoyer

 


Antes de 1871, a Alemanha não era uma nação, mas um ideal para alguns dos seus dirigentes políticos. A criação do Império Alemão foi uma realização de Otto von Bismarck, que conseguiu convencer pela astúcia, força e persuasão trinta e nove Estados a ficarem sob a direção de um único Kaiser.

A obra de Katja Hoyer mostra como a nação alemã conseguiu enfrentar os seus rivais da época, os impérios britânico e francês, e descreve a evolução do país até à derrota na Primeira Guerra Mundial.


«A melhor biografia do Segundo Reich surgida nos últimos anos […]. Vai inegavelmente tornar-se uma contribuição essencial para a compreensão desta parte vitalmente importante da História da Europa.» [Andrew Roberts]


«Sangue e Ferro», de Katja Hoyer (trad. Carlos Leite), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/sangue-e-ferro-ascensao-e-queda-do-imperio-alemao-1871-1918/


23.6.22

Sobre As Formigas, de Boris Vian

 



Estas onze formigas — o número fetiche de Boris Vian — são contos em que a farsa surge do drama, a raiva se junta ao que é pungente e o humor mantém as emoções à distância. A maior parte das narrativas inspira-se numa expressão conhecida ou num cliché linguístico desenvolvidos de forma original. O estilo, esse, combina falso realismo com delírio onírico, o excesso cómico com o exagero feroz.

A morte, sob a forma de assassínio ou suicídio, está presente na guerra, na vida quotidiana das pontes de Paris e nos palcos do cinema, ligada ao sadismo, à fraqueza, ou até ao amor – mata-se, às vezes, aqueles que se amam.

E, como escreve o autor desta nova tradução [Jaime Rocha], «muitos dos títulos que nos parecem enigmáticos provêm de citações musicais» e na recolha original «quase todos os contos eram dedicados a músicos de jazz, com um trecho que esclarecia o título mas que em edições posteriores foi omitido».


As Formigas (trad. Jaime Rocha) e outras obras de Boris Vian estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/boris-vian/

Pedro Gomes em entrevista à Rádio Renascença

 



«Em entrevista à Renascença, o economista Pedro Gomes, autor do livro "A Sexta-feira é o Novo Sábado”, defende as vantagens da aplicação da semana de trabalho de quatro dias nos vários setores de atividade.» [Sandra Afonso entrevista Pedro Gomes, Rádio Renascença, 20/6/2022: https://rr.sapo.pt/noticia/economia/2022/06/21/semana-de-quatro-dias-seria-boa-solucao-para-o-servico-nacional-de-saude/289008/]


Sexta-Feira É o Novo Sábado, de Pedro Gomes (trad. Miguel Serras Pereira), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/sexta-feira-e-o-novo-sabado-pre-venda/

A chegar às livrarias: Matriz, de Lauren Groff (tradução de Marta Mendonça)



 

Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Matriz, de Lauren Groff (tradução de Marta Mendonça)


. Finalista do National Book Award 2021 na categoria de Ficção

. Vencedor do Prémio Joyce Carol Oates 2022

. Considerado um dos melhores livros de 2021 pelo The New York Times, pelo The Washington Post, pela revista TIME e pelo Financial Times, entre outras publicações.


Por ser considerada vulgar e demasiado rude para casar ou usufruir de uma vida mais sofisticada, Marie de França, com apenas dezassete anos, é excomungada da corte real por Leonor da Aquitânia e recambiada para Inglaterra. Aí irá desempenhar a função de prioresa numa abadia empobrecida cujas freiras estão assoladas por doenças.

Abalada pela dureza da sua nova vida, Marie encontra ânimo na existência coletiva com as suas irmãs, ao lado de quem substitui o seu desejo por constituir família, as saudades da sua terra natal e as suas paixões enquanto adolescente por algo que lhe é inteiramente novo: uma convicção nas suas próprias visões divinas.


«Uma exibição de talento da autora. Em cerca de 250 páginas dá-nos uma personagem que rivaliza com Thomas Cromwell, de Hilary Mantel.» [USA Today]


Lauren Groff nasceu em Cooperstown, no estado de Nova Iorque. Graduou-se no Amherst College e tem um MFA em ficção atribuído pela Universidade de Wisconsin-Madison.

É autora de vários romances e os seus contos apareceram em publicações de renome, tendo recebido uma bolsa Axton da Universidade de Louisville e também de Yaddo e do Vermont Studio Center.

Vive atualmente em Gainesville, na Florida.


Mais informação em https://relogiodagua.pt/produto/matriz-pre-publicacao/

Ressurgir, de Margaret Atwood, em clube de leitura da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora

 





Ressurgir, de Margaret Atwood, foi o livro escolhido por Tânia Ganho para o mês de Junho do clube de leitura da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora.

A sessão decorre hoje, pelas 18:30. A actividade é gratuita e requer inscrição prévia por email (bibliotecas@cm-amadora.pt) ou telefone (214 369 054).


Ressurgir é o segundo romance de Margaret Atwood e nele são já visíveis os traços essenciais da sua ficção.

Uma jovem mulher viaja até à remota ilha da sua infância, com o companheiro e um casal amigo, para investigar o misterioso desaparecimento do seu pai. Após a chegada à ilha, antigos segredos afloram à superfície do lago que os rodeia, com objetos nele afundados. 

Imersa nas suas memórias, a narradora compreende que regressar a casa é não apenas voltar a outro lugar, mas também a outro tempo. E depois de descobrir uma caverna submersa com pinturas rupestres, imagina-se em fusão anímica com a natureza. 

Ressurgir é um romance preocupado com as fronteiras da língua, da identidade nacional, da família, do sexo e dos corpos, tendo como pano de fundo um Canadá rural, transformado pelo comércio, a construção, o turismo e a engrenagem dos média. 


Ressurgir (trad. José Miguel Silva) e Políticas de Poder (tradução de Ana Luísa Amaral) de Margaret Atwood estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/margaret-atwood/

Sobre Cartas a Jovens Poetas, de Rainer Maria Rilke e Virginia Woolf

 



«As sugestões que Virginia Woolf e Rilke fazem aos jovens poetas vão em sentidos opostos — e daí o interesse maior da sua publicação conjunta.

Rilke e Woolf coincidem apenas no conselho que dão aos seus correspondentes para que não tenham pressa em publicar. (…)

É provável que as suas diferentes abordagens da criação poética tenham a ver com a diversidade da poesia alemã e inglesa no início do século XX e o facto de Rilke ser sobretudo um poeta e Woolf uma romancista. Mas isso foi certamente acentuado pela sensibilidade de cada um e por as disposições dos jovens poetas a que escrevem, John e Kappus, serem também elas distintas — o primeiro voltado para a expressão das suas emoções mais íntimas e Kappus para o exterior.» [Do Prefácio de Francisco Vale]


Cartas a Jovens Poetas (trad. Ana Mateus e Lino Marques) e outras obras de Rainer Maria Rilke e Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rainer-maria-rilke/ e https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

22.6.22

Sobre Jogos de Azar, de José Cardoso Pires

 



«Aqui está o retrato de uma condição, a condição dos que dependem da sorte ou do azar que tiveram, desde logo com o nascimento; aqui estão os caminheiros, os desocupados, os bêbedos, os soldados, os operários, os funcionários, as prostitutas; aqui está o despojamento e o empenhamento “à americana”, os ditos e os não-ditos, um pouco Steinbeck, um pouco Hemingway. É literatura dos anos 40, e Cardoso Pires sente a necessidade de declarar numa nota introdutória que a miséria, continuando um facto em 63, continuava tema digno de literatura. […]

É fácil reconhecer alguns méritos a estes contos: os animados diálogos de um grupo de homens num comboio, uns guardas, outros detidos, e a ideia de que no fundo estão todos presos; a falta que faz uma máquina de escrever a determinada personagem, talvez para uma vida burocrática, talvez, fica a suspeita, para outro tipo de vocação; o contraste entre banais discussões domésticas e as páginas escapistas de um romance que o marido vai lendo.» [Pedro Mexia, E, Expresso, 19/6/2022: https://expresso.pt/revista/culturas/livros/2022-06-19-Jogos-de-Azar-de-Jose-Cardoso-Pires-contos-de-um-Portugal-que-nunca-mais-acaba-13d42157]


Jogos de Azar e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-cardoso-pires/