23.5.22

Sobre Todos os Caminhos Estão Abertos, de Annemarie Schwarzenbach

 



Em 6 de junho de 1939, a escritora suíça Annemarie Schwarzenbach empreendeu uma nova viagem, desta vez na companhia da escritora Ella Maillart. 

Saíram de Genebra no Ford Roadster Deluxe que o pai de Annemarie acabara de lhe oferecer. O carro estava repleto de material fotográfico. Percorreram os Balcãs, a Turquia e o Irão, tendo como destino o Afeganistão. Entretanto, na Europa, iniciara-se a Segunda Guerra Mundial, que em breve alcançaria todo o planeta.

Todos os Caminhos Estão Abertos é uma seleção de textos que Annemarie Schwarzenbach escreveu sobre essa viagem. Neles reflete-se a magia das paisagens áridas, a sua curiosidade pelos arcaicos hábitos do Oriente e pela vida das mulheres sob o Islão e o desejo de liberdade. O estilo da narrativa mistura jornalismo e poesia. A vida interior deste «anjo devastado», como a designou Thomas Mann, expande-se pela imensidão da estepe ao mesmo tempo que escuta os distantes ecos da guerra.


Todos os Caminhos Estão Abertos (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Annemarie Schwarzenbach estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/annemarie-schwarzenbach/

Sobre O Rio da Consciência, de Oliver Sacks

 



Os avanços no campo das neurociências revolucionaram a nossa capacidade de visualizar o cérebro em ação. Somos, pela primeira vez, capazes de confrontar as questões filosóficas que ocuparam os grandes pensadores desde o século XVIII com as bases fisiológicas da perceção e da consciência.

Em O Rio da Consciência, Sacks examina questões relacionadas com memória, tempo e consciência. Como pensamos e como nos lembramos? Pessoas diferentes pensam a velocidades e de modos diferentes? Devemos confiar na memória? De que forma a memória resultante das relações neurais diferencia as memórias verdadeiras das falsas? Como construímos a nossa perceção do tempo e o nosso mundo visual? O que é a consciência em termos neurológicos? E, mais importante ainda, o que é a criatividade?

Sacks terminou a investigação para este livro pouco antes de morrer, deixando instruções para a reunião dos artigos. Pode por isso dizer-se que este livro é o culminar de uma vida dedicada à pesquisa do modo como o cérebro funciona.


O Rio da Consciência (trad. José Miguel Silva) e outras obras de Oliver Sacks estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oliver-sacks/

Sobre A Ciência das Sombras, de Bernardo Pinto de Almeida

 



«Não é a incontornável morte que nos reenvia ao nada de onde emergimos, mas apenas essa ausência do que foi a alegria absoluta da alma, como inseparavelmente nosso inferno e nosso paraíso. Deste cenário, digno de todos os pesadelos reais ou imaginários que, como sombra, acompanham ou enquadram os intervalos divinos a que associamos a lembrança de nunca esquecidos paraísos, vive toda a poesia de Bernardo Pinto de Almeida fascinada pela perda do que nos foi dádiva do destino. No seu caso, e assumidamente — o que é hoje quase uma excepção que merece ser sublinhada —, dádiva também ou imperativo de uma memória impregnada de uma lembrança poética e mística que durante milénios foi a respiração espiritual da nação cristã que nunca deixámos de ser, hoje, pela primeira vez, submersa num quase universal obscurecimento da sua palavra redentora.

Raros dos nossos poetas têm uma consciência tão aguda da “crise” de novo tipo como aquela que neste momento mesmo impregna a atmosfera de um tempo como o nosso e lhe confere um estatuto que ainda não tem nome. O que até há apenas meio século era de ordem canonicamente política e ideológica, embora determinada pela natureza das metamorfoses sofridas pelo Ocidente, tornou‑se, por estranho que pareça, de ordem ao mesmo tempo cultural e religiosa. De um religioso‑outro como culto universal do sucesso que integrou esse religioso na sua visão encantatória e optimista do mundo.» [Do prefácio de Eduardo Lourenço]


A Ciência das Sombras e outras obras de Bernardo Pinto de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/bernardo-pinto-de-almeida/

22.5.22

Sobre A Planície, de Jhumpa Lahiri

 



A acção deste romance de Jhumpa Lahiri decorre entre a Índia e os EUA. É a história de dois irmãos ligados pela tragédia, de uma mulher brilhante perseguida pelo seu passado, de um país destruído pela revolução e de um amor que sobreviveu à morte.

Subhash e Udayan Mitra são irmãos inseparáveis. Vivem num bairro pobre em Calcutá, onde nasceram, e onde muitas vezes são confundidos pelos vizinhos, tal a sua semelhança.

Mas eles são bem diferentes.

Nos anos 60, Udayan junta-se ao movimento de Naxalbari, que luta contra a desigualdade e a pobreza, arriscando a própria vida.

Subhash, que não partilha a paixão política do irmão, parte em busca de uma carreira de investigação científica num tranquilo recanto dos EUA.

Mas quando Subhash descobre o que aconteceu ao irmão, regressa ao seu país de origem, na esperança de poder reconstruir a sua fragmentada família.


A Planície foi finalista do National Book Award e esteve na shortlist do Man Booker Prize 2013.


«(…) Lahiri escreve com enorme precisão emocional, movendo-se com confiança entre diferentes períodos, lembrando Light Years, de James Salter. Na sua versão épica, o que é comum ilumina-se. Parece escrever sobre famílias, mas na verdade escreve sobre a solidão, e sobre pessoas que evitam os que lhes são mais próximos… A sua voz possui uma autoridade moral intemporal.» [Anjali Joseph, The Times Literary Supplement]


«Espantosa… Lahiri é uma realista comparável a John Updike, Philip Roth e Jonathan Franzen…» [Urmila Seshagiri, Los Angeles Review of Books]


A Planície (trad. Inês Dias) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-planicie/

Sobre Onze Aventuras de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle

 



Mais de um século decorreu já sobre a primeira aparição do enigmático detective Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle, em A Study in Scarlet (1887).

Este volume reúne onze dos seus contos, escolhidos por Ana Teresa Pereira. Tem ilustrações de Sidney Paget, que criou as imagens que ainda hoje associamos a Sherlock Holmes e ao seu amigo e ajudante Dr. Watson.

Cada uma destas aventuras mostra-nos as qualidades que tornaram Sherlock Holmes o mais conhecido detective de todos os tempos: a capacidade de observação, o raciocínio dedutivo e a argúcia, que são afinal os elementos essenciais do método de investigação.

Sir Arthur Conan Doyle nasceu em Edimburgo em 1859. Foi médico, escritor e destacado membro dos círculos de espiritismo ingleses. Embora seja sobretudo conhecido pelas suas obras sobre Sherlock Holmes, escreveu também romances históricos e peças de teatro. Faleceu em Crowborough em 1930.


Onze Aventuras de Sherlock Holmes (trad. Paulo Faria) e outras obras de Arthur Conan Doyle estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/arthur-conan-doyle/

Sobre Arsène Lupin contra Herlock Sholmès

 



Era inevitável que Arsène Lupin se confrontasse mais cedo ou mais tarde com a personagem de Sherlock Holmes, criada alguns anos antes por Conan Doyle. Mas Maurice Leblanc não teve autorização para utilizar o nome do detective britânico, tendo por isso usado a designação de Herlock Sholmès.

Mas mais uma vez, Arsène Lupin, gentleman e ladrão, corresponde à imagem que dele fez Maurice Leblanc.

«Vive sempre à margem da sociedade, em oposição às suas leis. Mas só transgride essas leis para servir a sociedade.»

É o caso da história em que vemos Arsène Lupin apoderar-se de um bilhete de lotaria premiado e negociar com a pessoa que o tinha adquirido.


Esta e outras obras de Maurice Leblanc estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/maurice-leblanc/

21.5.22

Sobre As Pequenas Virtudes, de Natalia Ginzburg

 



Entre 1944 e 1962, Natalia Ginzburg escreveu um conjunto de onze ensaios de pendor autobiográfico. São textos essenciais, o legado de uma das mais importantes escritoras do século xx, que viveu retirada no campo com o marido durante o governo de Mussolini e nos anos 60 se deslocou para Londres.

Por eles, passam as suas impressões sobre a juventude e a idade adulta, as consequências da guerra, o medo, a pobreza e a solidão, as recordações de Cesare Pavese e a experiência de ser mãe e mulher quando se é escritora.

São páginas de uma perturbadora beleza, lúcidas, plenas de sabedoria, testemunho de uma escrita capaz de transformar objectos e experiências quotidianos em assuntos de grande significado sobre os quais o tempo parece não passar.

A Introdução é de Rachel Cusk.


“Amo e admiro realmente As Pequenas Virtudes.” [Zadie Smith]


“Ferrante é uma amiga. Ginzburg, uma conselheira.” [Lara Feigel, The Guardian]


As Pequenas Virtudes e Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/