21.4.22

Sobre Duzentos Poemas, de Emily Dickinson

 



«A poesia de Dickinson é marcada por uma peculiar gramaticalidade: inserção forçada de plurais, posições sintácticas invertidas, ou, muitas vezes, desrespeito pelos géneros, pelas pessoas ou pelas concordâncias verbais. É ainda necessário destacar da linguagem de Dickinson não só os desvios sintáctico-formais, mas ainda os desvios semânticos internos, aqueles que sustentam, pela ruptura, a arquitectura dos seus textos poéticos e que resultam numa linguagem críptica, compacta, plena de elipses, traduzida em textos que desafiam a tradição da poesia enquanto comunicação e oferecem à linguagem literária um lugar de destaque e autonomia mais próximo da estética que informa a poesia moderna. Excessiva, em relação ao seu tempo; excessiva, mesmo em relação ao nosso, pela opacidade de leitura e apreensão e pelas temáticas envolvidas. “Uma linguagem altamente desviante que arrisca tudo”, como defende David Porter, pois, “na extrema elipse e transposição, desbasta a armadura mesma do sentido”.» [Do Posfácio]


Duzentos Poemas (trad. Ana Luísa Amaral) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/duzentos-poemas/

Sobre Homens em Tempos Sombrios, de Hannah Arendt

 



Nascida na Alemanha, em 1906, Hannah Arendt viveu os tempos sombrios das duas guerras mundiais.

Aluna de Heidegger e Jaspers, formou-se em Heidelberg, mas teve de deixar o seu país após a chegada dos nazis ao poder, tendo-se fixado nos EUA, onde viria a falecer em 1975.

Foi entretanto reconhecida como uma das figuras mais importantes do pensamento político contemporâneo e da filosofia do século xx.

Os textos aqui reunidos são análises biográficas de homens e mulheres tão diferentes como Lessing, Hermann Broch, João XXIII, Rosa Luxemburgo, Brecht, Karen Blixen e Walter Benjamin.

No seu conjunto, são uma reflexão apaixonante sobre o comportamento e o papel desses homens e mulheres a quem foi dado viver em tempos sombrios.


Homens em Tempos Sombrios (trad. Ana Luísa Faria) e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Sobre Tempos Difíceis, de Charles Dickens

 



«[N]este livro Dickens solta, e solta para sempre, as rédeas do seu selvagem sentido de humor. Sempre teve tendência para se libertar: há passagens nos discursos da Sr.ª Nickelby e de Pecksniff que são tão impossíveis quanto divertidas. Mas agora não é uma questão de passagens: aqui começa por fim a exercer despreocupadamente o seu poder de nos apresentar uma personagem nos termos mais fantásticos e chocantes, quase não lhes pondo na boca, de uma à outra ponta do livro, nenhuma palavra que se imaginasse pronunciável por qualquer ser humano são, e no entanto dá‑nos o inconfundível e exactamente verdadeiro retrato de uma personagem que reconhecemos imediatamente não apenas como real, mas também como típica.» [Do Posfácio de George Bernard Shaw]


Tempos Difíceis (trad. Daniel Jonas) e outras obras de Charles Dickens estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

Centenário de Agustina Bessa-Luís evocado hoje na UMinho

 




No ano em que se comemora o centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís, a Universidade do Minho (UMinho) e a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) inicia uma série de iniciativas para relembrar o trabalho e o percurso literário da escritora. A primeira sessão, uma mesa temática que será moderada por José Manuel Mendes e que se intitula “No universo de Agustina: nasci adulta e morrerei criança”, contará com a presença da filha e neta de Agustina, Mónica Baldaque e Lourença Baldaque. A iniciativa acontece esta quinta-feira, dia 21 de abril, a partir das 18h00 na Galeria do Paço, em Braga.

A sessão pode ser assistida presencialmente ou via zoom, mediante inscrição (https://bit.ly/ABL_MR.


As obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

«Sapatos de Corda — Agustina», de Mónica Baldaque está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/sapatos-de-corda/

Sobre A Ciência e a Política como Ofício e Vocação, de Max Weber

 



A ciência e a política são duas vocações divergentes. 

A primeira exige modéstia, rigor e disponibilidade intelectual.

Por sua vez, a política, dilacerada entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, padece de uma contradição que lhe proíbe a certeza científica e a procura da verdade.

Estas são as grandes linhas desta análise do mais importante sociólogo alemão do século xx, cuja atualidade se confirma nos nossos dias.


A Ciência e a Política como Ofício e Vocação (trad. Helena Topa) e outras obras de Max Weber estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/max-weber/

20.4.22

Sobre Lincoln no Bardo, de George Saunders

 



Lincoln no Bardo é o primeiro romance de George Saunders. Nestas páginas, o autor revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência ímpar que apenas George Saunders nos conseguiria dar.

Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caleidoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, para nos fazer uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?


«Uma obra-prima.» [Zadie Smith]


«Saunders faz-nos sentir como se lêssemos ficção pela primeira vez.» [Khaled Hosseini]


«Um livro generoso e de enorme humanismo.» [Colson Whitehead, The New York Times Book Review]


«George Saunders faz o impossível parecer fácil. É uma sorte tê-lo.» [Jonathan Franzen]


«Uma voz incrível — graciosa, sombria, autêntica e divertida — que nos conta as histórias de que precisamos para atravessar estes tempos.» [Thomas Pynchon]


Lincoln no Bardo (trad. de José Lima) está disponível aqui: https://relogiodagua.pt/produto/lincoln-no-bardo/

Sobre O Hóspede de Job, de José Cardoso Pires

 



«Os temas desatualizam­‑se, as tendências literárias saem de moda, os interesses dos leitores mudam, o mundo em que José Cardoso Pires viveu e escreveu já não é o nosso. O brilho da sua prosa, esse, mantém­‑se intacto. Graças a esse brilho, as personagens inteiras que criou (ele que muito escreveu sobre amputados, físicos e espirituais) — veja­‑se João Portela e o tio Aníbal que, daqui a umas páginas, há de o leitor encontrar a calcorrearem os caminhos secos e amaldiçoados do Alentejo — continuam vivas e a iluminar­‑nos.» [Do Prefácio de Bruno Vieira Amaral]


O Hóspede de Job e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-cardoso-pires/