24.8.21

Sobre Ou—Ou, de Søren Kierkegaard

 



«Ou—Ou. Um Fragmento de Vida é uma obra ímpar dentro da literatura e da filosofia ocidentais, a todos os níveis e vista de todos os ângulos; não fosse a circunstância de, na Europa de então, como na actual, a língua dinamarquesa ficar submersa por outros idiomas dominantes, e certamente que teria sido reconhecida universalmente como um clássico da literatura e da filosofia na geração seguinte ao seu aparecimento. A consciência plena por parte do seu autor de que assim é constitui, aliás, um dos seus intuitos, se não confessos, pelo menos explicados e demonstrados ao longo da obra.

Vista no conjunto da produção de Kierkegaard, Ou—Ou. Um Fragmento de Vida introduz a esmagadora maioria dos conceitos e categorias que o filósofo desenvolverá posteriormente e, para citar apenas alguns, encontramos aqui o estético e o ético, o ético e o religioso, o desespero e a esperança, o amor em todas as suas fases e modalidades, os diferentes tipos e usos do pensamento, a possibilidade e a realidade, a escolha, a liberdade, a recordação e o esquecimento, e o instante.» [Da Introdução de Elisabete M. de Sousa]


Ou—Ou. Um Fragmento de Vida, Primeira Parte (trad. Elisabete M. de Sousa) e outras obras dede Soren Kierkegaard estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/soren-kierkegaard/

Sobre Homens em Tempos Sombrios, de Hannah Arendt

 



Disponível em www. relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Homens em Tempos Sombrios, de Hannah Arendt (tradução de Ana Luísa Faria)


Nascida na Alemanha, em 1906, Hannah Arendt viveu os tempos sombrios das duas guerras mundiais.

Aluna de Heidegger e Jaspers, formou-se em Heidelberg, mas teve de deixar o seu país após a chegada dos nazis ao poder, tendo-se fixado nos EUA, onde viria a falecer em 1975.

Foi entretanto reconhecida como uma das figuras mais importantes do pensamento político contemporâneo e da filosofia do século xx.

Os textos aqui reunidos são análises biográficas de homens e mulheres tão diferentes como Lessing, Hermann Broch, João XXIII, Rosa Luxemburgo, Brecht, Karen Blixen e Walter Benjamin.

No seu conjunto, são uma reflexão apaixonante sobre o comportamento e o papel desses homens e mulheres a quem foi dado viver em tempos sombrios.


Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

Sobre Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys

 



Inspirado em Jane Eyre, de Charlotte Brontë, Vasto Mar de Sargaços passa-se nos anos 30 do século XIX, na Jamaica.

Antoinette Cosway, nascida numa sociedade opressiva e colonialista, conhece um jovem inglês que é atraído pela sua beleza inocente e pela sua sensualidade.

Contudo, após o casamento, começam a circular boatos que instalam a desconfiança entre o casal. Presa entre as exigências do marido e o seu frágil sentido de pertença, Antoinette é levada à loucura.


«Obcecada pela personagem da primeira Mrs. Rochester de Jane Eyre, de Charlotte Brontë, Jean Rhys acabará por projetar nela grande parte da sua própria experiência de adolescente no seu país de origem. E é como um pesadelo que essa experiência é reconstituída.» [António Mega Ferreira]


Vasto Mar de Sargaços (trad. de José Carlos Costa Marques) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/vasto-mar-de-sargacos/

Sobre A Gravidade e a Graça, de Simone Weil

 



«Não se trata aqui de filosofia, mas de vida», escreveu Gustave Thibon, em 1948, ao apresentar esta recolha de pensamentos retirados dos manuscritos que Simone Weil (1909–1943) lhe confiara.

Desde a sua aparição esta obra provocou um «efeito» que ainda hoje perdura. Para muitos dos seus leitores, faz parte dos encontros primordiais, é um dos raros livros que nos pode acompanhar ao longo da vida, na medida em que reflecte uma experiência interior de uma exigência e interioridade pouco comuns.


«Entre os grandes espíritos femininos de todo o mundo, o de Weil impressiona-nos por ser aquele que é mais evidentemente filosófico, aquele que está familiarizado com a “luz da montanha” (como diria Nietzsche) da abstracção especulativa.» [George Steiner em Simone Weil’s Philosophy of Culture, T. L. S., Junho de 1993.]


A Gravidade e a Graça (trad. Dóris Graça Dias) e O Enraizamento (trad. Júlia Ferreira e José Cláudio) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/simone-weil/

Sobre Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez




«Os telemóveis são demasiado grandes para as suas mãos? As horas de trabalho que faz a mais, semanalmente, não são reconhecidas nem valorizadas? Então, talvez seja por ser mulher. É com base nesta permissa que a jornalista e premiada defensora dos direitos das mulheres Caroline Criado Perez defende que há "um défice generalizado de dados sobre as mulheres", que tem levado à construção de um mundo de e para homens. Com isso, metade da população mundial é "sistematicamente" ignorada.

O livro, que chegou a Portugal em setembro do ano passado pela mão da editora Relógio D'Água, destaca, na visão da editora da revista do FMI Kalpana Kochhar, "a abordagem 'masculina, salvo indicação em contrário', de todos os aspetos da vida e o mito da 'universalidade masculina' não são maliciosas nem deliberadas, mas produto de um pensamento que existe há milénios”.» [Joana Almeida, Jornal de Negócios, 22/8/2021: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/cinco-livros-recomendados-pelo-fmi-para-descomplicar-a-economia]


«Mulheres Invisíveis», de Caroline Criado Perez, está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/mulheres-invisiveis/

23.8.21

Sobre As Pequenas Virtudes, de Natalia Ginzburg

 



Entre 1944 e 1962, Natalia Ginzburg escreveu um conjunto de onze ensaios de pendor autobiográfico. São textos essenciais, o legado de uma das mais importantes escritoras do século xx, que viveu retirada no campo com o marido durante o governo de Mussolini e nos anos 60 se deslocou para Londres.

Por eles, passam as suas impressões sobre a juventude e a idade adulta, as consequências da guerra, o medo, a pobreza e a solidão, as recordações de Cesare Pavese e a experiência de ser mãe e mulher quando se é escritora.

São páginas de uma perturbadora beleza, lúcidas, plenas de sabedoria, testemunho de uma escrita capaz de transformar objectos e experiências quotidianos em assuntos de grande significado sobre os quais o tempo parece não passar.

A Introdução é de Rachel Cusk.


“Amo e admiro realmente As Pequenas Virtudes.” [Zadie Smith]


“Ferrante é uma amiga. Ginzburg, uma conselheira.” [Lara Feigel, The Guardian]


As Pequenas Virtudes e Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

Sobre O Messias de Duna, de Frank Herbert

 



O Messias de Duna continua a história de Paul Atreides em Duna.

Em doze anos de Guerra Santa, ele venceu os inimigos e os seus Fremen conquistaram o universo. Atreides tornou-se o imperador Muad’Dib. É quase um deus, pois é capaz de ver o futuro. Conhece os inimigos que conspiram contra ele e sabe como tencionam atacá-lo.

É capaz de derrotar os seus planos, mas vê mais longe ainda. Sabe que alguns futuros prováveis podem levar ao desastre e que o caminho para a liberdade enfrenta inúmeros perigos, podendo talvez exigir o seu sacrifício.


“Brilhante... é tudo o que Duna foi, e talvez um pouco mais.” [Galaxy Magazine]


“O companheiro perfeito para Duna… fascinante.” [Challenging Destiny]


O Messias de Duna e Duna estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frank-herbert/