«Para mim, Szymborska é, antes de mais, uma poetisa da consciência. Isso significa que nos fala, aos seus contemporâneos, como se fosse um de nós, reservando e guardando para si assuntos pessoais e intervindo de certa distância, mas sem deixar de remeter para o que cada um sabe da sua própria vida.» [Sobre Szymborska, por Czeslaw Milosz]
14.6.19
Sobre Crónica de Um Vendedor de Sangue, de Yu Hua
Um dos livros mais influentes das últimas décadas na China, este romance, escrito por um dos mais importantes autores chineses contemporâneos, narra-nos como foi viver sob o governo do presidente Mao.
Xu Sanguan, um distribuidor de casulos de uma fábrica de seda, aumenta o seu magro salário através de visitas ao chefe do sangue. Enquanto luta para sustentar a esposa e os três filhos, as suas visitas tornam-se perigosamente frequentes.
Quando descobre que o seu filho predileto nasceu de um caso entre a esposa e um vizinho, Xu Sanguan vê a sua vida desmoronar-se. Ao mesmo tempo, a sua esposa é publicamente acusada de prostituição. Perante tamanhas indignidades, Xu Sanguan encontra refúgio nos laços de sangue da sua família. Crónica de Um Vendedor de Sangue, romance escrito com rara intensidade emocional, tece os fios da vida humana através da narração dos dias de um homem comum.
«Comovente… estruturado com mestria e de uma escrita sublime. Um romance que absorve o leitor e constantemente o faz parar para pensar.» [The Boston Globe]
«Um acontecimento literário raro… Xu Sanguan é uma personagem que define não apenas uma geração mas a alma de um povo.» [The Seattle Times]
De Yu Hua, a Relógio d’Água editou também Viver e China em Dez Palavras.
Sobre Fanny Owen, de Agustina Bessa-Luís
«Não significa tal que este livro não arda. O que acontece dentro é um desses fenómenos cuja potência afunda um continente ou levanta das cinzas uma ilha. Pois nele se realiza aquele encontro, proibido pelas leis do devir físico, entre Camilo Castelo Branco e Agustina. Este, sim, é um encontro de alto risco. Se a sua grandeza não fosse de maneira a obrigar-nos a guardar a distância, mandaria a prudência que a guardássemos.
«(…) Está claro que teriam de nascer em dois tempos diferentes, pois a coexistência arrastaria um desastre, no sentido sideral desta palavra. Ainda assim, a relação entre eles é turbulenta, visceral, excitante. Vê-se o quanto Agustina admira o homem, como o entende, como o desmascara, como se irrita quase que domesticamente com as suas fraquezas de carácter. Se existe um par na literatura é este, não a Sand e o Musset, a quem o próprio espectáculo do amor prejudicou.» [Do Prefácio de Hélia Correia]
Feira do Livro de Lisboa: 14 de Junho de 2019
Feira do Livro de Lisboa: Preço Especial — 14 de Junho de 2019
Húmus, de Raul Brandão
O Regresso de Mary Poppins, de P. L. Travers
Amor Líquido, de Zygmunt Bauman
Walden e Ktaadn, de Henry David Thoreau
A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector
A Ilha da Infância, de Karl Ove Knausgård
Momentos Decisivos da Humanidade, de Stefan Zweig
O Jogador, de Fiódor Dostoievski
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia — 14 de Junho de 2019
O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, de Lewis Carroll
Estado de Crise, de Zygmunt Bauman
As Flores do Mal, de Charles Baudelaire
Enciclopédia 1, de Gonçalo M. Tavares
Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick
O Diabo e Outros Contos, de Lev Tolstói
Moby Dick, de Herman Melville
12.6.19
Hélia Correia entre os finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela da APE
Com Um Bailarino na Batalha, publicado na Relógio D’Água em Setembro de 2018, Hélia Correia é um dos cinco finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB.
Os outros quatro finalistas são Djaimilia Pereira de Almeida, com Luanda, Lisboa, Paraíso; Joana Bértholo, com Ecologia; Julieta Monginho, com Um Muro no Meio do Caminho; e Rui Lage, com O Invisível.
O júri é formado por José Manuel de Vasconcelos, Clara Rocha, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Pinto do Amaral, Maria de Lurdes Sampaio e Salvato Teles de Menezes.
Feira do Livro de Lisboa: 13 de Junho de 2019
Quinta-feira, dia 13 de Junho, às 16h, na praça da Relógio D’Água Editores na Feira do Livro de Lisboa, haverá uma actuação musical com Luís Cunha no trompete e João Espadinha na guitarra.
Quinta-feira, dia 13 de Junho, às 18h, na praça da Relógio D’Água Editores na Feira do Livro de Lisboa, Cristina Carvalho estará na praça da Relógio D’Água na Feira do Livro de Lisboa para autografar Até já não É Adeus, A Saga de Selma Lagerlöf, e outros.
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia — 13 de Junho de 2019
O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence
As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
Ensaios Escolhidos, de George Orwell
Poemas e Canções, de Leonard Cohen
Adoecer, de Hélia Correia
O Coração É Um Caçador Solitário, de Carson McCullers
Ulisses, de James Joyce
Os Demónios, de Fiódor Dostoievski
Feira do Livro de Lisboa: Preço Especial — 13 de Junho de 2019
Pais e Filhos, de Ivan Turguéniev
Mary Poppins, de P. L. Travers
A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han
Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda
Hamlet, de William Shakespeare
Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac
O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas
Diários, de Franz Kafka
Debate Nacional-Populismos e Ameaças Ditatoriais na União Europeia, na Feira do Livro de Lisboa 2019
Debate com José Gil, António Barreto e Rui Tavares organizado pela Relógio D'Água, na Feira do Livro de Lisboa, sobre o tema "Nacional-Populismos e Ameaças Ditatoriais na União Europeia", moderado por Luís Caetano [fotografia de Jorge Carmona/Antena 2].
O programa A Força das Coisas em que foi transmitido o debate pode ser ouvido aqui.
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