15.1.18

Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, Apresentado a 16 de Janeiro no Museu da Farmácia






O livro de ensaios de Maria Filomena Molder, Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, vai ser apresentado amanhã, 16 de Janeiro, às 18h30, no Auditório do Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha, n.º 1, em Lisboa (junto ao Miradouro de Santa Catarina).
A autora irá conversar com o crítico e ensaísta António Guerreiro.

A composição de Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais constitui uma amálgama, no sentido goethiano (alquímico). Os textos foram escritos entre 2003 e 2016, e a ordem não é cronológica.

Maria Filomena Molder é professora catedrática de Filosofia, FCSH, UNL.
Doutorou-se em 1992 com uma tese sobre «O Pensamento Morfológico de Goethe».
Escreve sobre problemas de estética para diversas revistas de filosofia e literatura, e sobre arte e artistas, para catálogos e afins.

As suas últimas publicações foram: Depósitos de Pó e Folha de Ouro (Lumme Editora), Rebuçados Venezianos (Relógio D’Água Editores; Prémio AICA/FCC 2017), As Nuvens e o Vaso Sagrado (Relógio D’Água Editores), O Químico e o Alquimista. Benjamin, Leitor de Baudelaire (Relógio D’Água; Prémio Pen-Clube 2011 para Ensaio).

Os Miseráveis em série televisiva





A BBC One e a Masterpiece vão adaptar para a televisão Os Miseráveis, de Victor Hugo, numa série de seis episódios.

A adaptação, de Andrew Davies, conta com os actores Dominic West, David Oyelowo, Lily Collins, Adeel Akhtar e Olivia Colman, entre outros. As filmagens deverão ter início em Fevereiro.

Em 2017, a Relógio D’Água publicou a obra de Victor Hugo em dois volumes.

12.1.18

Sobre Passagem para a Índia, de E. M. Forster




Eduardo Pitta escreve sobre «Passagem para a Índia, de E.M. Forster (1879-1970), o ensaísta e escritor inglês que marcou a primeira metade do século XX e viu muitos dos seus romances adaptados ao cinema. Passagem para a Índia foi um deles. O que talvez nem toda a gente saiba é que o romance foi considerado uma das cem obras-primas de sempre. Inspirado nas viagens que o autor fez à Índia e, em particular, na sua experiência (1921-23) como secretário pessoal do marajá de Dewas, Forster focou a sua obra ficcional mais ambiciosa nas convulsões pró-independência que já então abalavam o Raj britânico. O estranho incidente das cavernas de Marabar, envolvendo Adela e Aziz, serve de rastilho ao desenvolvimento da intriga. Ou seja, à explosão das tensões raciais entre colonizadores e colonizados. Não tendo ficado esclarecido se Adela sofrera um ataque de ansiedade generalizada ou apenas efeitos relacionados com eco e claustrofobia, a opinião colonial considerou Aziz culpado de agressão sexual. Que outra coisa, senão um agressor, podia ser um médico muçulmano? Adela está noiva do magistrado local, e o julgamento estabelece uma fractura irremediável. Confusa, Adela contradiz-se, acabando por concluir que tudo não passou de um equívoco. Em consequência, o noivado desfaz-se e ela marca viagem de regresso a Inglaterra. Chandrapore, onde tudo se passa, não existe (a cidade inspira-se em Bankipore), mas as suas características servem de metáfora do compound elitista em que se movem os ingleses: «Os indianos não podem entrar no Clube de Chandrapore, nem como convidados […] As pessoas entravam no Clube com uma calma estudada, à maneira da gente campestre passando entre duas sebes viçosas.» O fio condutor da história ilustra os limites das relações entre indianos e europeus. Homossexual oriundo da classe média e, nessa medida, ciente dos vários patamares sociais da Era Vitoriana, Forster — que foi por mérito próprio um dos Apóstolos de Cambridge — tem um apurado sentido do tema em pauta. Lembrar que, além de outros romances e ensaios, Forster é autor de Aspects Of The Novel, obra de 1927 ainda hoje de leitura obrigatória para quem queira escrever ficção literária.» [Eduardo Pitta, blogue Da Literatura, a propósito de crítica na revista Sábado, 11/1/2018]

De E. M. Forster, a Relógio D’Água publicou também Um Quarto com Vista.

Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, Apresentado a 16 de Janeiro no Museu da Farmácia




O livro de ensaios de Maria Filomena Molder, Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, vai ser apresentado a 16 de Janeiro, às 18h30, no Auditório do Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha, n.º 1, em Lisboa (junto ao Miradouro de Santa Catarina).

A autora irá conversar com o crítico e ensaísta António Guerreiro.

11.1.18

Conferência Camões de Hélia Correia em Londres




No próximo dia 1 de Fevereiro, Hélia Correia dará uma conferência na Queen Mary, Universidade de Londres, intitulada «If a love story loses its words / Se uma história de amor perde as palavras».

A conferência, pronunciada pela vencedora do Prémio Camões 2015, contará também com a participação da tradutora Annie McDermott.

Sobre Benito Cereno, Bartleby, Billy Budd, de Herman Melville (trad. de Frederico Pedreira, José Miguel Silva, José Sasportes)




«O volume agrupa três novelas de Melville que ganharam estatuto de  “clássicos”: Benito Cereno (1855), Bartleby, o escrivão (1853) e Billy Budd, deixada incompleta quando da morte do escritor, em 1891, e publicada postumamente.
Bartleby é a obra-prima do trio: é narrada por um advogado que contrata um escrivão que, embora sendo competente e aplicado, começa a revelar comportamentos desconcertantes — recusa cumprir o que lhe é solicitado com um lacónico “preferia não o fazer” e, embora se ocupe de cada vez menos tarefas, começa a viver a tempo inteiro no escritório. (…)
Billy Budd passa-se num navio de guerra britânico em 1797 e tem por personagem central um marinheiro generoso e inocente — Billy Budd — lançado “num mundo onde não faltavam as ratoeiras e contra as quais a simples coragem tem pouco valor quando não está aliada à experiência, à habilidade trapaceira e a essa fealdade inerente à capacidade de defesa”. (…)
Benito Cereno é também uma história trágico-marítima, tem lugar na mesma época — 1799 — e foi decalcada de um relato verídico de um capitão de um baleeiro americano, que se cruzou com um navio espanhol cuja “carga” de escravos se tinha amotinado.»[José Carlos Fernandes, Time Out Lisboa, 10/1/2018]


De Herman Melville a Relógio D’Água editou também Moby Dick e As Ilhas Encantadas(em edição individual e em conjunto com Arquipélago das Galápagos, de Charles Darwin).

10.1.18

Sobre H. G. Cancela




«Há dois anos descobri a escrita de Helder G.Cancela, com o seu romance Impunidade. É importante frisar a qualidade da sua obra, pois, por motivos inexplicáveis, ela não está no roteiro dos autores de que mais ouvimos falar e constitui um dos mais interessantes livros que li ultimamente. Possui uma rara capacidade de (nos) tocar através da abordagem dos grandes problemas contemporâneos da identidade europeia (a história passa-se em Espanha e foca-se na personagem de um rapaz filho de uma espanhola e de um marroquino), a violência dos jovens europeus de segunda geração, face à cultura e aos costumes da Europa Ocidental. Cancela é um autor visionário, nesse sentido, que faz a diferença, relativamente aos escritores da sua geração. Professor de Estética e de Filosofia, a sua escrita encontra-se eivada de uma profunda capacidade de reflexão que se alia à sua extraordinária escrita, escorreita e sem artifícios, poderosa e imagética.» [Maria João Cantinho, Revista Pessoa, 2017-09-10]

De H. G. Cancela a Relógio D'Água editou também As Pessoas do Drama.