17.4.26

Sobre Projeções, de Karl Deisseroth

 Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais.

É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais.


“Uma análise brilhante e comovedora do cérebro humano e das emoções. Uma grande leitura.” [Nature]


“Consegue ao mesmo tempo comover e esclarecer o leitor. Um livro muito agradável de ler e repleto de ciência de vanguarda.” [The Observer]


“Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.” [Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química]


“Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.” [May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina]


“Escreve com um verdadeiro amor pelas palavras mas também com uma lúcida linha de investigação científica.” [The Guardian]


Projeções, de Karl Deisseroth (tradução de Frederico Pedreira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/saco-de-pano-relogio-dagua-editores/

Sobre A História Imortal, de Karen Blixen

 Mr. Clay, um rico comerciante da Cantão dos anos 60 do século XIX, era um homem já velho de espírito avarento e dominador.

Ouvira um dia contar que um marinheiro fora uma vez abordado por um velho muito rico que lhe ofereceu cinco guinéus se se dispusesse a engravidar a sua jovem mulher que não lhe dava filhos.

Quando soube que esta era uma história que muitos marinheiros contavam, decidiu torná-la realidade, recorrendo à ajuda de um jovem empregado, um judeu exilado, Elishama Levinsky.

O resultado não foi tornar real uma história imaginária, mas a criação de uma história imortal.


A História Imortal (trad. José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-historia-imortal/

Sobre Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock

 Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock conheceram-se em Julho de 1959 em Lourmarin, perto de Aix-en-Provence, num colóquio em que escritores e filósofos se tinham reunido para debater o «provincianismo e universalismo na cultura europeia». Com a sua habitual irreverência, Agustina Bessa-Luís referiu-se ao encontro como uma «majestosa mediocridade». Alguns dias mais tarde, Agustina e o marido Alberto Luís encontraram ocasionalmente Wilcock em Veneza. Foi semanas depois desse encontro, a que se seguiram outros em Roma, que se iniciou a troca de correspondência entre eles.


«Um dos traços que definem este epistolário é a intensidade.» [Do Prefácio de Ernesto Montequin]


Correspondência (1959-1965), de Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock, e outras obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

16.4.26

Sobre Um Virar de Costas Sedutor, de Frederico Pedreira

 A noção de intimidade em poesia é aqui contrastada com a de teatralidade. Alguns dos poetas incluídos neste livro parecem contrariar a ideia de poema como espaço de celebração conjunta de emoções (entre poeta e leitor de poesia). A intimidade parece, assim, estar algo às avessas com a ideia de poema enquanto domínio privilegiado para um entendimento ou uma educação sentimental recíproca (entre autor e leitor). De certo modo, nestes poetas a intimidade é estabelecida de forma algo contrariada, como uma espécie de virar de costas sedutor perante o leitor. Para esclarecer o que se pretende dizer com intimidade (e teatralidade) em poesia, estes dez ensaios inspiram-se não só em poemas, mas também na letra de um fado conhecido, num filme de Woody Allen e numa peça de Ibsen.


Um Virar de Costas Sedutor (Intimidade em Poesia) e outras obras de Frederico Pedreira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frederico-pedreira/

Sobre Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg

 Léxico Familiar é o principal livro de Natalia Ginzburg e um clássico da literatura italiana contemporânea.

A narrativa acompanha a vida dos Levi, que viveram em Turim entre 1930 e 1950, período em que se assiste à ascensão do fascismo, à Segunda Guerra Mundial e aos acontecimentos que se lhe seguiram.

Natalia, uma das filhas do professor Levi, foi testemunha dos momentos íntimos da família e dessa conversa entre pais e irmãos que se converteu num idioma secreto.

Nesta narrativa de pendor autobiográfico, os acontecimentos quotidianos misturam-se com reflexões que mantêm toda a atualidade. 

O livro venceu em 1963 o Prémio Strega.


«A sua simplicidade é um feito, bem conseguida e admirável, e bem-vinda a um mundo literário em que o manto da omnisciência é tão prontamente envergado.» [The New York Times Book Review]


Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) outras obras de Natalia Ginzburg estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

Sobre Jóia de Família, de Agustina Bessa-Luís

 «Personagens invulgares, recortadas, que jamais lembram outras antes vistas, como a de Vanessa, sensual cortesã feita empresária, António Clara, débil joguete do mundo, Touro Azul, cuja máscula beleza o ajuda a ascender a salões de que desconhece as regras que depois o perdem, Roper, homossexual culpabilizado e culto a esconder-se em encenações várias, Camila, a jóia de família, ou a sinistra Celsa Adelaide, centrais a toda a intriga de que nasce o romance. Todas giram cedendo-se a vez entre si, ora distraídas ora cobiçando o que outras têm, levadas quais marionetas para abismos que não sabem evitar, movidas por forças de que raramente detêm o comando. O que as precipita numa espécie de hybris que desfila com a cadência de um tango triste, quando os corpos já estão exaustos, mas que nem por isso as arrasta menos para a perda, a dissolução e o vazio.» [Do Prefácio de Bernardo Pinto de Almeida]


Jóia de Família, A Alma dos Ricos e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Em breve chegará às livrarias Os Espaços em Branco, o último volume da trilogia O Princípio da Incerteza.

Sobre Segunda Casa, de Rachel Cusk

 Uma mulher convida um prestigiado pintor para passar uma temporada com ela e a sua família, na casa que acabam de construir numa remota zona costeira.

Profundamente impressionada com a sua pintura, espera que o particular olhar do artista ilumine com uma nova luz a sua própria existência e os mistérios da paisagem.

Ao longo desse verão, a presença do pintor vai revelar a distância que separa a realidade das ficções que vamos construindo e as subtis dinâmicas de poder que existem nas relações entre homens e mulheres.


“A prosa de Cusk é profundamente necessária. Segunda Casa, de escrita cruelmente precisa, lembra-nos as razões para que assim seja.” [Sam Byers, The Guardian]


“Os seus narradores […] analisam cada emoção como se esta acabasse de ser inventada.” [Dwight Garner, The New York Times]


“Cusk regressa com um romance impressionante. […] Uma obra de arte impecável.” [Meredith Boe, The Chicago Review of Books]


«Segunda Casa» (trad. Sara Serras Pereira)e outras obras de Rachel Cusk estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rachel-cusk/