2.2.24

Sobre História da Filosofia Ocidental, Bertrand Russell



«Um livro importante… um trabalho do mais alto grau pedagógico, acima dos conflitos entre partidos ou opiniões.» [Albert Einstein]


«Continua a ser de forma incontestável a introdução perfeita ao seu assunto… é o tipo de filosofia que a maioria das pessoas quer ler, mas que apenas Russell poderia ter escrito.» [Ray Monk, University of Southampton, UK]


«Uma prosa bela e luminosa, não apenas nítida do ponto de vista clássico, mas escrupulosamente honesta.» [Isaiah Berlin]


«É uma visão atenta e abrangente das principais figuras do pensamento ocidental, a que se juntam referências de personalidades e peculiaridades dos pensadores que dão ainda mais vida ao livro.» [The Week]


«O livro de um grande filósofo. Um olhar lúcido e magistral à história do seu próprio objecto de estudo, maravilhosamente legível e esclarecedor.» [The Observer]


História da Filosofia Ocidental (trad. Vieira de Almeida) e A Conquista da Felicidade (trad. José António Machado) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/bertrand-russell/

1.2.24

De Instante, de Wislawa Szymborska

 


«INSTANTE


Vou pela ladeira da colina verdejante.

Erva, florinhas na erva,

como nas gravuras para crianças.

O céu enevoado, a ficar azul.

A vista para as outras colinas propaga-se no silêncio.


Como se por aqui não tivesse havido nenhuns câmbricos, silúricos,

rochas rosnando umas às outras,

abismos sublevados,

nenhumas noites em chamas

nem dias em baforadas de trevas.


Como se por aqui não se tivessem deslocado planícies

em febris delírios

e gélidos calafrios.


Como se somente em outro lugar se tivessem revoltado os mares

e se rompessem as orlas dos horizontes.


São nove e trinta, hora local.

Tudo no seu lugar e em impecável concórdia.

No vale, a pequena ribeira na qualidade de pequena ribeira.

A vereda sob a forma de vereda desde sempre e para sempre.

O bosque sob o pretexto de bosque por toda a eternidade, ámen.

No alto, os pássaros no papel de pássaros em voo.


Até onde a vista alcança, reina o instante.

Um desses instantes terrenos

aos quais se pede que perdurem.» [pp. 12-13]


Instante (trad. Elzbieta Milewska, Sérgio Neves) e Paisagem com Grão de Areia (trad. Júlio Sousa Gomes) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/wislawa-szymborska/

Sobre Projeções, de Karl Deisseroth

 


Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais.

É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais.


“Uma análise brilhante e comovedora do cérebro humano e das emoções. Uma grande leitura.” [Nature]


“Consegue ao mesmo tempo comover e esclarecer o leitor. Um livro muito agradável de ler e repleto de ciência de vanguarda.” [The Observer]


“Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.” [Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química]


“Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.” [May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina]


“Escreve com um verdadeiro amor pelas palavras mas também com uma lúcida linha de investigação científica.” [The Guardian]


Projeções, de Karl Deisseroth (tradução de Frederico Pedreira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt


Sobre Cartas do Pai — Cartas dos Pais Reclusos no Gulag aos Filhos

 


Cartas do Pai reúne cartas de dezasseis homens, a maioria membros da intelligentsia soviética, presos em campos do GULAG. As cartas são dirigidas aos filhos e às mulheres. No seu conjunto, são testemunhos do período mais duro da repressão estalinista na URSS.

As cartas são por vezes ilustradas por pais empenhados em encorajar a formação científica e literária dos filhos.


«Uma grande parte dos pais que escreviam cartas aos seus filhos nunca mais os viram, poucos foram os que voltaram, quase todos eles foram fuzilados ou morreram de uma morte precoce, de fome e do trabalho extenuante. Presentemente, até muitos dos destinatários, seus filhos, já não existem neste mundo. Mas nos arquivos da organização Memorial conservam-se essas cartas preciosas — grande monumento ao amor.» [Do Prefácio de Liudmila Ulítskaia]


«Cartas do Pai» (trad. António Pescada) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/cartas-do-pai-cartas-dos-pais-reclusos-no-gulag-aos-filhos-pre-venda/

Sobre A Carta de Lorde Chandos, de Hugo von Hofmannsthal

 


A Carta de Lorde Chandos, publicada em 1902, é uma missiva ficcionada a Francis Bacon, em que Lorde Chandos, atravessando uma crise literária e filosófica, explica porque não é capaz de continuar a escrever.

O texto corresponde a uma crise do seu autor. Em 1901, Hofmannsthal renunciara à carreira universitária, reviu a sua obra poética, casou com Gerty Schlesinger e foi viver para uma pequena povoação próximo de Viena. Debate-se com a falta de sentido da expressão poética e literária e com o absurdo dos conceitos abstractos, e pensa que um novo começo só pode surgir de uma atitude, a decência de ficar calado.


«Lorde Chandos, um jovem da nobreza rural da época isabelina, em quem no entanto se pode sem dificuldade pressentir o homem culto, formado em Oxford, e o cavalheiro esteta dos nossos dias, escreve ao seu amigo paterno, o Lorde‑Chanceler Bacon, o pensador mais vigoroso da sua época, e descreve, é certo que com a reserva e o mutismo a seu respeito impostos pela sua educação e pela sua natureza, uma experiência extremamente terrível. A unidade intuitiva mística do Eu, da expressão e da coisa perdeu‑se para ele de uma só vez, de tal forma que o seu Eu é brutalmente conduzido ao isolamento mais hermético, isolado num mundo rico ao qual deixou de ter acesso e cujas coisas nada lhe querem dizer, nem sequer os respectivos nomes.» [Da Introdução de Hermann Broch]


A Carta de Lorde Chandos (trad. Carlos Leite) e Andreas (trad. Leopoldina Almeida) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hugo-von-hofmannsthal/

Sobre Frankenstein, de Mary Shelley

 


O monstro de Victor Frankenstein foi criado em 1818 por uma jovem de 23 anos, Mary Wollstonecraft Godwin, filha de um livre-pensador e de uma das fundadoras do feminismo.

Mary Shelley concebeu a sua obra inicialmente apenas como um conto, quando passava alguns dias na Villa Diodati, alugada por Byron, junto do lago de Genebra na aldeia de Cologny, num grupo de que fazia também parte o médico John Polidori. 

Aproveitando a conversa junto à lareira, em vários dias em que não puderam passear devido à chuva intensa, os quatro amigos combinaram escrever contos fantásticos. 

Só Mary Shelley concluiu o seu, que depois de transformaria no romance Frankenstein, um dos clássicos indiscutíveis da literatura inglesa.


Frankenstein (tradução de Fernanda Pinto Rodrigues) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/frankenstein/

Sobre Nós e Outras Novelas, de Evguéni Zamiátin

 


Deste livro fazem parte a distopia Nós, duas «novelas inglesas» e o romance O Flagelo de Deus, que Zamiátin deixou inacabado.

Nós, a mais conhecida das suas obras, foi escrita em 1920 e publicada em inglês em Nova Iorque em 1925, depois em checo em 1927 e em francês em 1929, tendo influenciado 1984 de Orwell e Anthem de Ayn Rand. Inspira-se na tendência da sociedade inglesa, a economia industrial mais evoluída da época, para a regulamentação e um controlo da vida humana em que não há lugar para a individualidade. Revelou-se profético no que respeita à evolução do regime russo, que apostou na indústria pesada e nos planos quinquenais. Foi escrito na forma do diário de um construtor de uma espécie de nave espacial destinada a levar a «felicidade» aos habitantes de outros planetas. O narrador vê-se, por força das circunstâncias, perante o dilema: continuar a ser uma peça da máquina que é o Estado Único ou arriscar-se a ter sentimentos como amor e compaixão. O regime comunista proibiu a publicação da obra.

O Pescador de Homens é a designação dada pelo autor à personagem desta narrativa, escrita em 1918. A personagem central, marido exemplar e «um dos apóstolos voluntários da Sociedade da Luta contra o Vício», é um caso acabado de hipocrisia.

O Flagelo de Deus, a obra que Zamiátin não chegou a terminar, é uma narrativa histórica de evidente actualidade, decorrendo numa época de migrações e de sensação de catástrofe iminente.


Nós e Outras Novelas (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/nos-e-outras-novelas/