3.4.23

Sobre China em Dez Palavras, de Yu Sua

 



«Caso tentasse abordar todos os aspetos da China contemporânea esta jornada não teria fim, e o livro ficaria ainda mais extenso do que As Mil e Uma Noites. Desta forma, procuro ser conciso e iniciar a jornada narrativa a partir da vida quotidiana, que me é evidentemente familiar. O quotidiano pode parecer trivial e prosaico, mas é uma realidade rica em fenómenos interessantes e comoventes. Tudo tem as suas repercussões na vida quotidiana, desde a política, história e cultura até às memórias, emoções, desejos e segredos. É como uma autêntica floresta, pois, como diz o provérbio chinês, “quando o bosque é denso e extenso, lá encontraremos todos os tipos de pássaros.”» [Do Prefácio]


«China em Dez Palavras é um relato íntimo, profundo e por vezes perturbador do coração do povo chinês. Quem julga que conhece a China será desafiado a pensar novamente. Quem não conhece tem neste livro uma introdução a um país muito diferente do que conhecemos através de viajantes e canais de televisão.» [Wall Street Journal]


«Esta é a história da China contada por um escritor local, não por um académico.» [The New York Times Book Review]


China em Dez Palavras (trad. Tiago Nabais) e outras obras de Yu Hua estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/yu-hua/

Sobre A Arte de Ter Sempre Razão, de Arthur Schopenhauer

 



Carlos Vaz Marques sobre as várias edições recentes da obra de Schopenhauer:

«Um pequeno tratado sobre dialéctica […], do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, niilista, que é o grande precursor moderno do pessimismo antropológico, e foi com base na ideia de que os seres humanos têm uma profunda propensão natural para a maldade que Schopenhauer escreveu este livro por volta de 1820. […] Trinta e oito estratagemas a utilizar na dialéctica de um debate, onde o que conta é mais a forma do que o conteúdo. […] Um livro muito oportuno e que vem muito a propósito da manipulação de opiniões.»

Comenta ainda em particular a edição da Relógio D’Água: «o que me parece o título mais próximo do original e também a edição mais cuidada». [Carlos Vaz Marques, Programa Cujo Nome Estamos legalmente Impedidos de Dizer, SIC Notícias, 1/4/2023: https://tinyurl.com/3j5u8shd]


A Arte de Ter sempre Razão, de Arthur Schopenhauer (tradução de Fernanda Mota Alves), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-arte-de-ter-sempre-razao-pre-venda/

Sobre Inteligência Artificial 2041, de Kai-Fu Lee e Chen Qiufan

 



A inteligência artificial (IA) será a tecnologia definidora do século XXI. Dentro de duas décadas, vários aspetos da vida humana diária serão provavelmente irreconhecíveis. A IA gerará riqueza sem precedentes, revolucionará a medicina e a educação através da simbiose humano-máquina e criará novas formas de comunicação e entretenimento.

Mas, ao libertar-nos de muito do trabalho rotineiro, a IA irá desafiar os princípios organizacionais da nossa ordem económica e social. Trará, além disso, novos riscos sob a forma de armas autónomas e de tecnologia inteligente herdeira do preconceito humano.


Neste trabalho provocador e original, Kai-Fu Lee, ex-presidente da Google China e autor do livro As Superpotências da Inteligência Artificial, junta-se ao romancista Chen Qiufan para imaginar o nosso mundo em 2041, através de dez histórias curtas e envolventes.


«Uma viagem imersiva pelo futuro da humanidade. Extremamente revelador.» [Mark Cuban]


«Uma visão inestimável do nosso futuro.» [Ray Dalio]


«Dizer que este livro é esclarecedor e valioso é subestimá-lo.» [John Kao, Forbes]


Inteligência Artificial 2041 — Dez Visões para o Nosso Futuro, de Kai-Fu Lee e Chen Qiufan (tradução de Maria do Carmo Figueira), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/inteligencia-artificial-2041/


As Superpotências da Inteligência Artificial, de Kai-Fu Lee (trad. Maria Eduarda Cardoso), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/as-superpotencias-da-inteligencia-artificial/

2.4.23

Sobre Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg

 



Léxico Familiar é o principal livro de Natalia Ginzburg e um clássico da literatura italiana contemporânea.

A narrativa acompanha a vida dos Levi, que viveram em Turim entre 1930 e 1950, período em que se assiste à ascensão do fascismo, à Segunda Guerra Mundial e aos acontecimentos que se lhe seguiram.

Natalia, uma das filhas do professor Levi, foi testemunha dos momentos íntimos da família e dessa conversa entre pais e irmãos que se converteu num idioma secreto.

Nesta narrativa de pendor autobiográfico, os acontecimentos quotidianos misturam-se com reflexões que mantêm toda a atualidade. 

O livro venceu em 1963 o Prémio Strega.


«A sua simplicidade é um feito, bem conseguida e admirável, e bem-vinda a um mundo literário em que o manto da omnisciência é tão prontamente envergado.» [The New York Times Book Review]


Léxico Familiar e As Pequenas Virtudes (trad. Miguel Serras Pereira) e Todos os Nossos Ontens (trad. Anna Alba Caruso) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

Sobre Orlando, de Virginia Woolf

 



«Da magnífica residência dos Sackville-West, o castelo de Knole, Virginia faz a moldura da sua biografia fantástica; de Vita, herdeira de uma das maiores famílias de Inglaterra, o modelo do seu herói. Homem e depois mulher, mas sobretudo homem e mulher, Orlando poderia ter saído com todas as suas armas do cérebro do Aristófanes do Banquete (…) Virginia Woolf não se sente apenas tentada pela originalidade antropológica de Orlando. O que a interessa no personagem é a inumerável variedade de combinações possíveis que permite a ausência das obrigações humanas habituais. (…) Tesoureiro ou embaixador, perseguidor de raparigas ou musa de espíritos apaixonados pela beleza, melancólico ou exaltado, trocando as calças pelas saias ou refugiando-se na sua tebaida de campo para escrever o seu poema, a sua natureza dupla presenteia-o não com duas nem com dez, mas com cem vidas diferentes.» [Monique Nathan, em Virginia Woolf]


Orlando (trad. Ana Luísa Faria) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

1.4.23

Sobre Almas Mortas, de Nikolai Gógol

 



Almas Mortas é o grande romance de Nikolai Gógol, autor ucraniano que escreveu em russo.

A narrativa começa com a chegada de Tchítchikov a uma cidade provinciana da Rússia czarista, onde os servos estão presos à terra dos grandes proprietários. Divertido, astucioso, mundano, Tchítchikov seduz rapidamente os locais e cativa as mulheres com as suas boas maneiras, mas depressa se revela a estranheza das suas intenções ao serviço de um imaginativo negócio. Tchítchikov pretende comprar «almas mortas», isto é, servos já falecidos mas que ainda constam do recenseamento como vivos. A operação é facilitada pelo facto de os proprietários terem de pagar impostos pelos servos, incluindo os que morreram nos últimos anos.

Verdadeira comédia negra, o romance denuncia as fraquezas do Império Russo, a corrupção das elites e a miséria dos camponeses. Pelo livro desfilam personagens que vão desde a velha proprietária avarenta e alcoólica ou dos militares obcecados com o jogo até aos funcionários venais e às mulheres atentas às modas moscovitas.

A primeira parte da obra foi publicada em 1842 e provocou escândalo, o que levou Gógol a queimar os manuscritos do segundo tomo, de que só uma parte foi resgatada.


Almas Mortas (trad. Nailia Baldé) e outras obras de Nikolai Gógol estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/nikolai-gogol/

Sobre Será o Cozinheiro Boa Pessoa?, de Javier Marías

 



Na última edição de As Causas, José Miguel Júdice sugere a leitura de Será o Cozinheiro Boa Pessoa?, um «livro exemplar na luta pela civilização, na luta contra os radicalismos, na luta pela democracia: a recolha de crónicas de Javier Marías — só talvez o grande romancista das últimas décadas — que ele publicava no El País». [SIC Notícias, 29-3-2023]


Será o Cozinheiro Boa Pessoa? (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Javier Marías estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/javier-marias/