3.11.22

Sobre Diário de Um Homem Supérfluo, de Ivan Turguéniev

 


«Ivan Turguéniev (1818-1883) criou uma obra que manifesta um profundo conhecimento da natureza humana, centrada num herói que personifica o seu tempo. Analisado de um ponto de vista social e histórico, o protagonista representa uma forma de ver o mundo e o seu sucesso reside na capacidade de impor essa visão. Segundo Henry James, seu grande admirador, Turguéniev possuía “uma intuição profundamente sensível à deslumbrante complexidade das nossas almas”. Em Diário de um Homem Supérfluo, esboça o retrato de uma cidade de província com os seus personagens medíocres e sentimentais. Tchulkatúrin, um jovem doente, pressente a aproximação da morte e aproveita o seu último alento para recordar os momentos mais relevantes da sua vida. Nessas memórias destaca-se a relação amorosa com Liza, jovem de 17 anos que se apaixona pelo príncipe N., com quem Tchulkatúrin se bate em duelo. Ao longo da obra prevalece a noção de inutilidade de todos os esforços, da fragilidade humana e de um sentimento da inevitabilidade da morte, só mitigado pela relação com a natureza: “Quem me dera (…) seguir uma vez mais com os olhos o rasto móvel do vento, a correr como um fio escuro pela erva dourada do nosso prado…”» [Luís Almeida D’Eça, Agenda Cultural de Lisboa, Novembro 2022]


Diário de Um Homem Supérfluo (trad. António Pescada)e outras obras de Ivan Turguéniev estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ivan-turguenev/

2.11.22

Ingmar Bergman — O Caminho contra o Vento, de Cristina Carvalho, editado em Espanha





Ingmar Bergman — O Caminho contra o Vento, de Cristina Carvalho, editado em Espanha pela associação Sabaria, de Zamora. Mais informação aqui.

 




«Ingmar Bergman — O Caminho contra o Vento» e outras obras de Cristina Carvalho estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/cristina-carvalho/

Sobre O Futuro É História, de Masha Gessen

 



Neste livro Masha Gessen analisa o modo como, no espaço de uma geração, a Rússia mergulhou num virulento novo género de autocracia.


«Um livro humildemente erudito, habilmente inconvencional e corajosamente honesto. Neste particular momento histórico, em que é crucial entender a Rússia para nos entendermos a nós mesmos, temos muita sorte em ter Masha Gessen connosco.» [Timothy Snyder]


«Um livro de não-ficção essencial, que se lê com a vitalidade dos grandes romances russos.» [Sam Leith]


«Uma crítica corajosa e eloquente ao regime de Putin. Um livro para quem deseja entender como a Rússia acabou nas mãos dele e dos seus amigos, e o que isso significa para todos nós.» [The Times]


«Um exemplo perfeito do jornalismo que se torna arte.» [Pankaj Mishra]


«Fascinante.» [The New York Times Book Review]


O Futuro É História, de Masha Gessen (Trad. Maria João B. Marques e Maria Marques), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-futuro-e-historia-como-o-totalitarismo-se-apoderou-da-russia-pre-publicacao/

Sobre A Loja de Antiguidades, de Charles Dickens

 



A pequena Nell Trent vive na melancolia silenciosa da velha loja de antiguidades com o seu avô adoentado, de quem cuida com devoção. Mas quando são incapazes de pagar as dívidas ao repugnante Quilp, são expulsos da loja e lançados para um mundo sombrio onde não parece existir refúgio.

O retrato inocente e trágico que Dickens faz da pequena Nell tornou, apesar das críticas ao seu sentimentalismo, A Loja de Antiguidades um bestseller imediato, que captou os corações de uma nação inteira.

O livro contém ainda algumas das personagens mais emblemáticas do autor, como o desajeitado Dick Swiveller, a advogada Sally Brass, a “Marquesa” meio faminta e o sensual e demoníaco Quilp.


A Loja de Antiguidades (tradução de Frederico Pedreira) e outras obras de Charles Dickens estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

1.11.22

Sobre Carol ou o Preço do Sal, de Patricia Highsmith

 



«Trata-se da história de amor entre Therese Belivet, uma jovem mulher de 19 anos, aprendiza de cenógrafa, e Carol Aird, uma mulher mais velha, casada e com uma filha. No início do romance, Carol encontra-se em fase de divórcio e Therese tem um namorado, Richard, por quem não está apaixonada. Após um breve encontro nuns armazéns de Nova Iorque, onde Therese trabalha temporariamente como vendedora, a ligação entre as duas mulheres vai-se desenvolvendo, culminando numa relação amorosa, no decurso de uma viagem pelos Estados Unidos.» [Da Nota de Leitura de Ana Luísa Amaral]


Carol ou o Preço do Sal (trad. Ana Luísa Amaral) e outras obras de Patricia Highsmith estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/patricia-highsmith/

Sobre A Montanha Mágica, de Thomas Mann

 



«Tal como em A Morte em Veneza, o protagonista de A Montanha Mágica empreende uma viagem que acaba por o levar para fora do espaço e do tempo da existência burguesa. Não por acaso, contrariando planos anteriores em que o romance abria com a explanação da biografia de Hans, depois remetida para o segundo capítulo, o primeiro capítulo centra‑se na viagem e no primeiro momento de confronto com o mundo fechado do sanatório, o início do longo percurso de iniciação que irá constituir o fulcro da narrativa. O herói do romance, como surge repetidamente sublinhado, nada tem de excepcional, pelo contrário, a própria mediania da personagem constitui uma forma de acentuar de que modo ela representa paradigmaticamente a normalidade social. O fulcro do romance, está, justamente, no facto de essa normalidade ser totalmente posta à prova e problematizada nos seus fundamentos pelo confronto com o microcosmos do sanatório.» [Do Prefácio de António Sousa Ribeiro]


A Montanha Mágica (tradução, prefácio e notas de António Sousa Ribeiro) e outras obras de Thomas Mann estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/thomas-mann/

Sobre Per, o Afortunado, de Henrik Pontoppidan

 



«Um clássico é um clássico, e Per, O Afortunado é o grande clássico da literatura dinamarquesa, tendo o seu autor, Henrik Pontoppidan, recebido o Nobel da Literatura em 1917. […] O herói, como herói que se preza, é indeciso, e transforma-se aos nossos olhos. Um homem das ciências exatas, como o matemático Ulrich de Musil em O homem sem qualidades, um engenheiro como Hans Castorp em A montanha mágica, de Thomas Mann, um progressista cego às belezas naturais, sem pejo em derrubá-las para lhe gravar nas costas as prerrogativas da técnica e do conforto — a quem, de dia para dia, comovem a pureza silenciosa das montanhas e a clara honestidade dos ermos.» [Paulo Bugalho, Sol, 7/10/22; https://sol.sapo.pt/artigo/782637/henrik-pontoppidan-a-dificil-invencao-de-um-mundo-sem-deus]


Per, o Afortunado (trad. João Reis) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/per-o-afortunado/