10.8.22

Sobre «As Sibilas — Diálogos em sfumato», de Mónica Baldaque

 


 

Inês Pedrosa recomenda como leitura para as férias «As Sibilas — Diálogos em sfumato», de Mónica Baldaque, no programa «O Último Apaga a Luz» da RTP3:

«São histórias deliciosas sobre a escrita de A Sibila de Agustina Bessa-Luís…»

[https://www.rtp.pt/play/p10000/o-ultimo-apaga-a-luz]

«As Sibilas — Diálogos em sfumato» de Mónica Baldaque está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/as-sibilas-pre-publicacao/

Sobre «Penélope Está de Partida», de José Gardeazabal

 


«Mas esta nota em nada retira valor à excelência da ideia que o livro encerra, à inventividade e qualidade do verso ao longo da página ou ao brilhantismo do final: se é verdade que Ulisses não pôde convidar Penélope para o acompanhar a Troia — porque seria uma viagem agitada em tempos de guerra, aceita-se isso, sim — nada obsta que agora, em tempos de paz, o guerreiro não possa aceitar o desafio que a mãe de Telémaco lhe deixa. A história entre os dois não tem de terminar apenas porque Penélope se cansou de esperar em Ítaca.»

[João Luís Barreto Guimarães, «LER», Verão de 2022]

«Penélope Está de Partida» e outras obras de José Gardeazabal estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/jose-gardeazabal/


8.8.22

Ana Luísa Amaral: Uma Obra para Vencer a Morte

 




O desaparecimento de Ana Luísa Amaral abre um vazio na vida dos que a conheceram e na cultura portuguesa.
É certo que a sua obra permanece, que a sua voz persiste em variadas gravações e que há homenagens em preparação, como a da Feira do Livro do Porto.
Mas o desaparecimento dos criadores é sempre irreparável.
Não saberemos de novos poemas seus, não voltaremos a ouvir a sua voz preocupada sobre as guerras, os regimes autoritários e a crise climática que avassalam os nossos dias. Nem teremos mais acesso à sua lúcida compreensão do feminismo.
Também já não conheceremos as traduções que tencionava fazer da correspondência e de mais poemas de Emily Dickinson ou de obras de Louise Glück. Nem a ouviremos falar, como mais ninguém sabia fazer, do “som que os versos fazem ao abrir”, no programa que tinha com Luís Caetano.
Ana Luísa Amaral foi sobretudo poeta, mas distinguiu-se também como professora, ensaísta e pelas traduções que fez.
Na Relógio D’Água publicou Arder a Palavra e Outros Incêndios e traduções de Emily Dickinson (Duzentos Poemas), William Shakespeare (31 Sonetos), Louise Glück (A Íris Selvagem e Vita Nova), Margaret Atwood (Políticas de Poder) e Patricia Highsmith (Carol).
Brevemente iremos publicar a última tradução completa que fez (estava ainda a trabalhar em Winter Recipes from the Collective, de Louise Glück) — Herbarium, de Emily Dickinson, de que revelamos o último poema:


“Para haver pradaria, basta trevo, uma abelha,
Um trevo, abelha,
E fantasia.
Chegava a fantasia,
Se poucas as abelhas.”

Francisco Vale

Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: «48 Ensaios», de Virginia Woolf


 

Reúnem-se aqui quarenta e oito ensaios da autora de As Ondas que nos falam de escritores como Jane Austen, Defoe, Henry James, Christina Rossetti, Conrad, Sterne, Thomas Hardy, Walt Whitman, Montaigne e dos russos que eram os seus favoritos, como Tolstói, Dostoievski e Turgenev.
Virginia Woolf escreve ainda sobre a personagem ficcional, o romance gótico, histórias de fantasmas, o tempo passado em bibliotecas, a arte da biografia e a situação de estar doente. Assuntos como o cinema e as mulheres escritoras são também abordados, assim como o declínio da escrita ensaística, a crítica ou o modo como se deve ler um livro.
Nos últimos ensaios, pairam já as sombras da II Guerra Mundial, como em «Pensamentos de Paz num Ataque Aéreo» (1942).

«Que mente magnífica! É mesmo isso. Lúcida, apaixonada, independente, perspicaz, altiva e incessantemente alimentada, excêntrica por boas razões, inteligente por todas as razões, marcou-nos para sempre.» [Eudora Welty, New York Times Book Review]

«Virginia Woolf é uma crítica notável e ao mesmo tempo uma elegante romancista.» [Kenneth Millar, San Francisco Chronicle]

«Estes são ensaios aristocráticos… espirituosos, maravilhosamente sofisticados e amadurecidos.» [Rumer Godden, New York Herald Tribune Book Review]


As obras de Virginia Woolf estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/ 

 

5.8.22

Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: «Infocracia», de Byung-Chul Han

 

A digitalização avança em quase todas as áreas sociais num fluxo ininterrupto. Influencia agora também a esfera política, levando a grandes alterações nos processos democráticos.
As campanhas eleitorais são travadas como guerras de informação com recursos a todas as redes e meios tecnológicos e psicológicos concebíveis. Os social bots — contas falsas automatizadas nas redes sociais —, as teorias da conspiração, as fake news, os discursos de ódio influenciam a formação de opiniões e os votos.
A psicometria digital e a psicopolítica são usadas para impor comportamentos que ignoram as decisões conscientes.
Este novo ensaio de Byung-Chul Han analisa a atual crise da democracia como resultado da mudança estrutural da esfera pública provocada pelo recurso aos meios digitais.

As obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

 

3.8.22

Sobre «Impérios Islâmicos», de Justin Marozzi

 


«Em termos gerais, a abordagem de Marozzi consiste em contrastar as glórias do passado com o caos e a decadência do presente. “Os conflitos, o derramamento de sangue, a instabilidade, a pobreza, e até as catástrofes humanitárias, em países como o Iémen, a Síria e o Iraque, tornaram-se assustadoramente prevalentes”, diz ele. “De uma ponta do norte de África e do Médio Oriente a outra, a terrível ‘fitna', praga ancestral da divisão e conflito, grassa mais uma vez.”»

[Luís M. Faria, «Fenómenos Urbanos», «E», 2022/07/29]

«Impérios Islâmicos», de Justin Marozzi, está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/imperios-islamicos-pre-venda/

1.8.22

Sobre «Um Virar de Costas Sedutor», de Frederico Pedreira

 

Frederico Pedreira foi entrevistado por Inês Fonseca Santos para o programa Todas as Palavras, a propósito do seu livro «Um Virar de Costas Sedutor».
A entrevista pode ser vista aqui:

https://www.rtp.pt/play/p9777/e632662/todas-as-palavras

«Um Virar de Costas Sedutor» e outras obras de Frederico Pedreira estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/frederico-pedreira/