25.6.22

Sobre Os Ensaios, de George Orwell

 



«Orwell combateu as formas dominantes da mentira política contemporânea: a propaganda, da qual nunca nos libertámos, e a novilíngua, a que hoje sucumbimos. Por isso, o maior dos seus ensaios talvez seja “A Política e a Língua Inglesa” (1946). A intuição de que a decadência da linguagem e a decadência da política estão ligadas uma à outra é fácil de acompanhar; difícil era demonstrar, exemplificando, o que estava errado na política daquele tempo, em particular a política da esquerda daquele tempo, trazendo à luz as frases feitas, a sintaxe tortuosa, as metáforas mortas, os eufemismos desonestos. Consciente de que a maleabilidade da língua inglesa a predispõe para o sofisticado e o quotidiano, para a poesia e as manchetes de jornal, Orwell defendeu uma linguagem, quer dizer, uma política, de concisão e clareza, de palavras concretas e comuns. Ao contrário do que diziam os detractores, ele não “fazia o jogo” do inimigo: a linguagem de alguns amigos é que era o seu inimigo.» [Do Prefácio de Pedro Mexia]


Os Ensaios (trad. José Miguel Silva e Frederico Pedreira) e outras obras de George Orwell estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-orwell/

Sobre A Nossa Família, de Rebecca Wragg Sykes

 



Desde a sua descoberta há cerca de cento e sessenta anos, os neandertais transformaram a nossa concepção sobre a evolução dos hominídeos.


“Uma leitura importante […] para qualquer pessoa que se interesse pela Humanidade.” [Yuval Noah Harari, The New York Times]


“A Nossa Família é uma exploração maravilhosamente escrita da nossa recente compreensão dos neandertais e da sua cultura e uma absorvente visão do modo como a ciência moderna está a revelar os segredos de uma espécie que, trezentos e cinquenta mil anos antes de o Homo sapiens se tornar dominante, habitara um território ‘tão vasto e tão rico como o Império Romano’.” [Brian Cox, físico]


“Escrito com uma agradável e elegante prosa, A Nossa Família é um hino às subtis complexidades da paleoantropologia. É uma generosa e cativante história de como começámos a conhecer os nossos antigos primos e de como continuamos a descobri-los ainda hoje.” [Greg Jenner, historiador]


“A Nossa Família é um tour de force. Uma enriquecedora e maravilhosa síntese de tudo o que conhecemos da biologia e da cultura dos neandertais que deve ser lida por qualquer pessoa interessada na história da Humanidade.” [Tori Herridge]


“Combinando ciência rigorosa com narrativa lírica, Rebecca Wragg Sykes pinta um pormenorizado retrato dos nossos enigmáticos familiares.” [Alice Roberts, anatomista]


“Actual, absorvente, com excelente investigação, bem escrito e poético, A Nossa Família não é semelhante a nenhum livro que possa ter lido sobre os neandertais.” [Lee R. Berger, Universidade de Witwatersrand]


A Nossa Família — Vida, Amor, Morte e Arte dos Neandertais, de Rebecca Wragg Sykes (trad. Carlos Leite), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-nossa-familia-pre-venda/

24.6.22

Sobre O Sol dos Mortos, de Ivan Chmeliov

 



«Se Fiódor Dostoiévski alertou profeticamente, no seu romance Demónios, sobre o perigo da calamidade global preparada pelos ideólogos do “paraíso na terra”, se Evguéni Zamiátin e George Orwell criaram as suas antiutopias satíricas, modelos do mundo desumanizado de acordo com as receitas teóricas e as sinistras experiências práticas que conheciam, escritores russos como Ivan Chmeliov, Ivan Búnin, Isaac Bábel, Vassíli Grossman criaram obras que são crónicas vivas, testemunhos factuais da pavorosa concretização da “grande experiência” de transformação política e social na Rússia, levada a cabo pelo partido bolchevique.» [Da Introdução]


O Sol dos Mortos (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-sol-dos-mortos/

Djaimilia Pereira de Almeida é finalista do Grande Prémio de Romance e Novela da APE

 




Djaimilia Pereira de Almeida, com Maremoto, Afonso Cruz (Sinopse de Amor e Guerra), Julieta Monginho (Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio), Mário Cláudio (Embora eu Seja Um Velho Errante) e Teolinda Gersão (O Regresso de Júlia Mann a Paraty) são os cinco finalistas do  Grande Prémio de Romance e Novela da APE, anunciou hoje o júri, coordenado por José Manuel de Vasconcelos e constituído pelos professores, investigadores e ensaísta Carlos Nogueira, Helena Carvalhão Buescu, Fernando Batista, Maria Etelvina Santos e Rita Marnoto.


Maremoto e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Tese sobre Gonçalo M. Tavares na Universidade de Santiago de Compostela

 



Em 2019, Mitzi Eunice Martínez Guerrero defendeu na Universidade de Santiago de Compostela a tese de doutoramento intitulada «In situ: espacio, ciudad y literatura mundial en Yoko Tawada, Orhan Pamuk, Gonçalo M. Tavares y Cristina Rivera Garza», em que, através de mapas e imprecisões cartográficas, analisa a memória, a alteridade e o absurdo, em cidades orgânicas, territórios linguísticos e narrativas urbanas. Mais informação em http://hdl.handle.net/10347/18192


Jerusalém e outras obras do autor já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Victor, da Brigada Anticrime, de Maurice Leblanc

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Victor, da Brigada Anticrime, de Maurice Leblanc


O inspector Victor, da Brigada Anticrime, é um experimentado polícia, hábil, astucioso e com grande capacidade de disfarce. Apesar do espírito independente e do modo de actuar um tanto fantasista, é muito apreciado pela hierarquia da Sûreté. Em resumo, parece destinado a enfrentar Arsène Lupin, o que acabará por acontecer.

Tudo começa quando, no Ciné-Balthazar, Victor é alertado para um assalto e persegue duas pessoas enigmáticas.


Mais informação em https://relogiodagua.pt/autor/maurice-leblanc/

Sobre o protocolo de parceria para celebração do centenário de Agustina Bessa-Luís

 



No passado dia 21 de Junho, o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, foi o local escolhido para a assinatura do protocolo de parceria entre 15 instituições que unem esforços na construção do programa comemorativo do centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís, que se assinala a 15 de outubro de 2022.

A cerimónia que contou com a presença do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva; do presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar; do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, António Cunha; da Presidente do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís, Mónica Baldaque; do Comissário Geral da Comemorações do Centenário de Agustina Bessa-Luís, Fontainhas Fernandes; e do Comissário do Município de Amarante para as Comemorações do Centenário de Agustina Bessa-Luís, Paulo Rangel.

Foi ainda projectado o documentário realizado por Mário Augusto, para a ocasião, que pode ser visto aqui: https://www.clabl.pt/admin/common/files/agustina-low.mp4

Natural de Vila Meã, Amarante, a autora de uma obra literária de valor ímpar na Língua e Cultura portuguesas nasceu dia 15 de outubro de 1922. Residiu no Porto e em outros concelhos da Região Norte, em diferentes momentos da sua vida, aos quais a ligam vínculos biográficos, familiares, afetivos e literários.

“Coube, em Agustina Bessa-Luís, uma obra literária de grande dimensão e genialidade, com enorme importância para a literatura portuguesa. Agustina é, de facto, um dos mais proeminentes nomes da escrita no nosso tempo. E Amarante é uma terra muito grata a todas as suas personalidades. Temos, realmente, a felicidade de concentrar num pequeno território, de geografia acidentada entre o Douro e o Minho, figuras maiores no panorama nacional, de entre os quais Agustina Bessa-Luís é um dos mais destacados exemplos”, afirmou o presidente do Município que lidera este consórcio. 

Património de desenvolvimento cultural, artístico, educativo e turístico, que justifica um trabalho e um investimento estruturado de valorização, investigação, mediação e promoção, a vida e obra de Agustina Bessa-Luís serão homenageadas numa programação comemorativa e evocativa com início em Amarante, dia 15 de outubro de 2022, e com duração de um ano.

O Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, realçou, no seu discurso, o “longo e extraordinário percurso literário onde Agustina se assumiu como uma das grandes romancistas e mestre de um dos mais originais processos criativos da ficção portuguesa. Com a sua obra, marcou de forma decisiva a literatura portuguesa da segunda metade do século XX”. 

Na qualidade de Comissário do Município de Amarante para as Comemorações do Centenário de Agustina Bessa-Luís, Paulo Rangel afirmou que “o mistério e o génio de Agustina não estão apenas nas suas páginas, estavam sim na presença, nas palavras, no gesto e no seu olhar”. Paulo Rangel recorda que “a Agustina que falava era a Agustina que escrevia. Um par de horas com ela era um romance, uma espécie de audiolivro – como hoje se diria –, cheio de personagens, repletos de vícios, virtudes e demais instintos que não são nem vícios nem virtudes”.

A representar a terra natal da escritora, Paulo Rangel defende que “Amarante, orgulhoso dos seus que são muitos, deve reclamar para si alguma primazia neste circuito”, embora lembre: “Celebrar os 100 anos de Agustina não é apenas celebrar as suas letras, é celebrar as suas terras porque em Agustina as terras são letras”. Rangel conclui afirmando que “na escrita de Agustina, há um desígnio, uma aspiração, uma ambição bíblica. Muitos livros, muitas histórias, muitos saberes, todo o sentido.” 

Ao longo de um ano, o programa das comemorações do Centenário de Agustina Bessa-Luís vai ter exposições, colóquios, trabalhos com escolas e trabalho científico.

A Câmara de Amarante lidera o consórcio composto pelos Municípios de Baião, Esposende, Peso da Régua, Porto, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, a UTAD e as universidades do Porto e do Minho, a Fundação de Serralves, a RTP, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). [A partir da notícia na página do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís: https://www.clabl.pt/pt/noticias/noticias/protocolo-de-parceria-para-celeb/]


As obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/