3.12.21

Sobre Coração de Trevas e No Extremo Limite, de Joseph Conrad

 



«Bastante mais terrível [que o Inferno de Dante] é o de Coração de Trevas, o rio de África que o capitão Marlow sobe, entre margens de ruínas e de selvas e que pode muito bem ser uma projeção do abominável Kurtz, que é a meta. Em 1889, Teodor Josef Konrad Korzeniowski subiu o Congo até Stanley Falls; em 1902, Joseph Conrad, hoje célebre, publicou em Londres Coração de Trevas, talvez o mais intenso dos contos elaborado pela imaginação humana.

No Extremo Limite não é menos trágico. A chave da história é um facto que não revelaremos e que o leitor descobrirá gradualmente. Nas primeiras páginas já há indícios.

H. L. Mencken, que certamente não é pródigo em ditirambos, afirma que No Extremo Limite é uma das melhores narrativas, extensa ou breve, nova ou antiga, das letras inglesas. Compara os dois textos deste livro às composições musicais de Johannes Sebastian Bach.» [J. L. Borges]


Coração de Trevas e No Extremo Limite (Trad. Margarida Periquito) e outras obras de Joseph Conrad estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/joseph-conrad/

Sobre Lincoln no Bardo, de George Saunders

 



Lincoln no Bardo é o primeiro romance de George Saunders. Nestas páginas, o autor revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência ímpar que apenas George Saunders nos conseguiria dar.

Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caleidoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, para nos fazer uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?


«Uma obra-prima.» [Zadie Smith]


«Saunders faz-nos sentir como se lêssemos ficção pela primeira vez.» [Khaled Hosseini]


«Um livro generoso e de enorme humanismo.» [Colson Whitehead, The New York Times Book Review]


«George Saunders faz o impossível parecer fácil. É uma sorte tê-lo.» [Jonathan Franzen]


«Uma voz incrível — graciosa, sombria, autêntica e divertida — que nos conta as histórias de que precisamos para atravessar estes tempos.» [Thomas Pynchon]


Lincoln no Bardo (trad. de José Lima) está disponível aqui: https://relogiodagua.pt/produto/lincoln-no-bardo/

2.12.21

Sobre O Príncipe, de Nicolau Maquiavel

 



O Príncipe foi escrito em 1513, tendo tido a sua primeira edição póstuma em 1532. Como escreveu Antonio Gramsci, o aspeto mais original do livro, que se tornaria a obra italiana mais conhecida em todo o mundo, é não ser um tratado sistemático, mas “um livro vivo em que a ideologia e a ciência política se misturam na forma dramática de mito”. Num momento conturbado da história do que é hoje a Itália, em que as potências estrangeiras ameaçavam os prósperos mas frágeis estados regionais, Maquiavel, já afastado da política ativa, concentrou nesta obra a experiência adquirida em catorze anos de administração na República Florentina. É uma obra amarga e desencantada, em que traçou o perfil do príncipe ideal, analisou os motivos da ação humana e, separando a política da moral, abriu caminho ao moderno pensamento político.


O Príncipe, de Nicolau Maquiavel (trad. José Lima), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-principe/

Sobre O Príncipe Negro, de Iris Murdoch

 



O Príncipe Negro é uma história de amor. Mas como seria de esperar de Iris Murdoch é, ao mesmo tempo, um emocionante thriller intelectual, uma meditação sobre arte, o amor e deus.

Bradley Pearson, o narrador, é um escritor com um «bloqueio». Rodeado de amigos e familiares vorazes – a sua ex-mulher e o cunhado delinquente, a irmã, um escritor de sucesso mais novo, Arnold Baffin, bem como a sua esposa – Bradley procura escapar a esse cerco social para escrever a obra da sua vida.

O seu fracasso dá origem a um clímax violento e a um final que coloca tudo numa nova perspectiva.


O Príncipe Negro (trad. José Miguel Silva) e outras obras de Iris Murdoch estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/iris-murdoch/

Sobre O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

 



O Principezinho foi escrito na primavera de 1943, durante a guerra, quando Saint-Exupéry estava exilado nos Estados Unidos. Com o tempo, foi sendo descoberto por sucessivas gerações de leitores, sobretudo crianças atraídas pelo encanto e transparência das suas páginas.

O Principezinho é a história de um rapaz que vivia só num planeta pouco maior do que ele. Um dia partiu em viagem pelo Universo, conhecendo o estranho mundo dos adultos, numa série de encontros extraordinários, que nos falam da avidez, da ambição ou do ridículo, mas também da amizade, do amor e da separação.

Mas este livro, escrito num momento crítico da vida do autor — exilado em tempo de guerra, homem de ação em forçada inatividade e com problemas na sua vida afetiva —, é também uma autobiografia espiritual, uma saída do presente em direção às recordações da infância, ou talvez um ato de misterioso adeus.


O Principezinho (trad. Francisco Vale) e outras obras de Antoine de Saint-Exupéry estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/antoine-de-saint-exupery/

Sobre O Príncipe e o Pobre, de Mark Twain

 



A ação deste livro decorre em 1547. Conta-nos a história de dois rapazes, muito semelhantes na aparência. Um é Tom Canty, que vive com com o seu violento pai em Offal Court, perto de Pudding Lane, em Londres. O outro, o príncipe Eduardo, filho do rei Henrique VIII.

Tom era forçado pelo pai a pedir esmolas e castigado quando as não obtinha. E para esquecer a sua vida infeliz gostava de brincar com os seus amigos na rua, representando o papel de príncipe.

Foi isso que o levou um dia ao palácio do rei Henrique VIII. Quando o avistou, o príncipe mandou-o entrar. É então que decidem, por brincadeira, trocar de roupas. Mas era tal a semelhança entre os dois rapazes que os guardas acabam por expulsar o príncipe do palácio. Eduardo vagueia pelas ruas da cidade, proclamando-se o verdadeiro príncipe de Gales.

Enquanto isso, e apesar das tentativas de Tom para explicar o sucedido, tanto a corte como o rei insistem em que é ele o verdadeiro príncipe.

Mais tarde, Eduardo acaba por se cruzar com a família de Tom e com um bando de ladrões — parte da história que Mark Twain utiliza como crítica ao sistema de justiça inglês.

Após a morte de Henrique VIII, Eduardo interrompe a cerimónia de coroação de Tom.

O Príncipe e o Pobre foi publicado pela primeira vez em 1881 no Canadá, chegando aos Estados Unidos apenas em 1882.


O Príncipe e o Pobre (trad. Domingos Monteiro) e outras obras de Mark Twain estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/mark-twain/

1.12.21

Sobre O Declínio da Mentira e A Alma do Homem e o Socialismo, de Oscar Wilde

 



O Declínio da Mentira, de 1889, era o texto preferido de Wilde e uma brilhante crítica contra a arte realista e o seu «monstruoso culto dos factos». 

Em A Alma do Homem e o Socialismo, texto publicado em 1891, Oscar Wilde apresenta as suas particulares concepções de uma sociedade em que a pobreza resulta do funcionamento do capitalismo e não pode ser resolvida com a caridade e o altruísmo. Para Wilde, o desenvolvimento tecnológico permitirá ao homem trabalhar menos tempo e cultivar a sua personalidade. Mas o que mais lhe interessa no socialismo seria a sua capacidade de desenvolver o individualismo que se exprimiria através da alegria e da arte, numa espécie de helenismo renovado.


«Onde o génio de Oscar Wilde se manifesta com mais poder é em A Importância de Ser Earnest e em dois magníficos ensaios, A Alma do Homem e o Socialismo e O Declínio da Mentira.» [Harold Bloom, Génio]


«Ao ler e reler Wilde, ao longo dos anos, noto um facto que os seus panegiristas não parecem ter sequer suspeitado: o facto comprovável e elementar de que Wilde quase sempre tem razão. A Alma do Homem e o Socialismo não só é eloquente: é também justo.» [Jorge Luis Borges, Sobre Oscar Wilde]


O Declínio da Mentira e A Alma do Homem e o Socialismo (trad. José Miguel Silva e Miguel Serras Pereira) e outras obras de Oscar Wilde estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/oscar-wilde/