20.2.21

Sobre Pape Satàn Aleppo, de Umberto Eco

 



Crise das ideologias, crise dos partidos, individualismo desenfreado…

Este é o ambiente em que nos movemos hoje, uma sociedade líquida onde nem sempre é fácil encontrar uma estrela polar, mesmo que não seja difícil encontrar estrelas e estrelinhas.

Nesta sociedade tornam-se habituais as máscaras dos políticos, as obsessões mediáticas de visibilidade que a quase todos parece atingir, a relação simbiótica com os telefones mais ou menos inteligentes, a ausência de cortesia nas relações. São estes aspectos e muitos outros que Umberto Eco aborda neste livro publicado após a sua morte em Fevereiro de 2016.

É uma sociedade a que já Zygmunt Bauman chamou «líquida», em que a ausência de sentido prevalece sobre a racionalidade, com evidentes efeitos cómicos mas também com consequências que não são propriamente tranquilizadoras.

Confusões, desconexões, torrentes de palavras muitas vezes próximas do lugar-comum. «Pape Satàn, pape Satàn aleppe!», dizia Dante [no Inferno VII, 1], convocando prodígios, dores, iras, ameaças e talvez ironias.


Pape Satàn Aleppe é um livro póstumo de Umberto Eco, reunindo textos que publicara em vida e que preparava para edição antes da sua morte, ocorrida em Fevereiro de 2016.

Esta e outras obra de Umberto Eco estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/umberto-eco/

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