21.5.18

Gabriel Tallent em entrevista a Isabel Lucas, a propósito da edição, pela Relógio D’Água, de O Meu Amor Absoluto





«No princípio de tudo não havia Turtle, a rapariga atormentada e meio selvagem. Na cabeça do escritor, só existia a paisagem que a moldou e onde ela se refugiava nos momentos de maior sofrimento e raiva. É uma espécie de promontório sobre o Pacífico, chama-se Mendocino.
Ao contrário de Turtle, Mendocino é real. Fica na Califórnia, e é um aglomerado de menos de mil habitantes conhecido pela comunidade hippie que lá morava nas décadas de 60 e 70 e que depois ficou, quando a localidade se transformou numa colónia de turistas e “transplantados” de Silicon Valley. Foi lá, numa família herdeira do espírito hippie, com a mãe e a mulher dela, que Gabriel Tallent, 30 anos, morou desde muito pequeno: “Não me lembro bem da data; não sou muito bom na minha biografia”, diz ao Ípsilon o autor de O Meu Amor Absoluto, agora editado em Portugal pela Relógio D’Água. Um dos mais elogiados romances de estreia de 2017, é um livro negro, centrado numa adolescente de 14 anos e nos sentimentos extremados – amor e ódio – que sente pelo pai, um quase monstro. Quase, uma vez que aqui nada é absoluto, a não ser o instinto paranóico do pai em relação à filha.»
O texto completo pode ser lido aqui:

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