13.7.17

Madeleine Thien falou com Isabel Lucas a propósito de Não Digam que não Temos Nada, recentemente editado pela Relógio D’Água.




«A entrada na História faz-se em 1989, mas a data maior, e que vem nesse Livro de Registos, é 1966, a Revolução Cultural. “Quis olhar para esse período através de uma vida, porque tudo se passa no período de uma vida. Alguém que tivesse apanhado a conquista de Pequim pelos comunistas em 1949, e depois os anos de 1966 e 1989. Quando se olha para essa vida, o momento decisivo, o momento da verdade, tem o seu centro nos anos 60. Nos 27 anos em que Mao esteve no poder morreram 60 milhões de pessoas em consequência directa das suas políticas. São 60 milhões de pessoas por reconhecer, a sua falta persiste e faz parte do legado de Mao. É preciso permitir a quem sobreviveu fazer luto desse passado”, afirma.» [Público, ípsilon, 7/7/17]

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