19.7.13

Sobre Tojo, de Miguel-Manso





Na Time Out de 17 de Julho, Hugo Pinto Santos escreveu sobre Tojo, de Miguel-Manso: «Os poemas coligidos em Tojo não acatam as ordens de uma organização bibliográfica, nem cedem à tentação da cronologia. São antes os lastros gerados por mitos criadores e por outros arcanos, pelas justaposições de sentidos, o que cria as partições para os poemas. Mas são também esses elementos que lançam sub-reptícios boicotes aos possíveis nexos a impor às composições antologiadas, porque esta poesia parece adivinhar na interpretação algum modo de devassa. Daí que se esquive à declaração e prefira sugerir; não, de forma anacrónica, debaixo do credo simbolista – embora também permita a gestação de uma camada de possibilidades para o sentido –, mas, aparentemente, sem nunca admitir fixá-las num plano estável.»

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