18.5.10

Reedição • Djuna Barnes • O Bosque da Noite



O BOSQUE DA NOITE
Djuna Barnes



Tradução de Francisco Vale e Paula Castro
Prefácio de T. S. Eliot
PVP €17





Djuna Barnes nasceu a 12 de Junho de 1892 numa cabana feita de troncos em Cornwall-on-Hudson nos EUA. A sua mãe era uma inglesa que desejava ser poetisa e o pai um norte-americano, escritor, pintor e músico itinerante. Com eles vivia a sua avó Zadel Barnes, feminista e espiritista. Quando Djuna tinha cinco anos, o seu pai levou para casa uma amante de quem teve vários filhos, que Djuna ajudaria a criar.

A família viveu em diversos locais, acabando por se instalar em Huntington (Long Island). Zadel ensinou Djuna a escrever e o pai deu-lhe aulas de desenho, pintura e música. Ainda criança, Djuna leu numerosos romances e obras poéticas.

No Verão de 1910, Djuna viveu em Bridgeport com Percy Faulkner, a quem o pai e a avó a «entregaram». Dois anos depois partiu com a mãe e os irmãos para Nova Iorque, onde frequentou o Instituto Pratt de Brooklyn. No ano seguinte começou a publicar artigos no Brooklyn Eagle. A partir daí, Djuna Barnes terá relações amorosas tanto com homens como com mulheres, esforçando-se sempre por preservar a sua vida privada.

Em 1915, termina a sua ligação com Ernst Hanfstaengl, provavelmente o homem que mais terá amado e veio a ser mais tarde um dos animadores da corte de Hitler.

Djuna estuda depois na Art Students League de Nova Iorque. Em 1917 casa com o pacato Courtenay Lemon, com quem viveu em Greenwich Village durante três anos.

Em 1921 viaja como correspondente para Paris, onde conhece a escultora Thelma Wood, com quem viveu vários anos. A sua presença era notada, sendo ambas elegantes, decididas e inesperadas. Thelma embriagava-se com dinheiro que arrancava a Djuna, que muitas noites tinha de a procurar pelas ruas de Paris, ciumenta e preocupada. É nessa época que Djuna convive com autores e artistas expatriados, como Gertrude Stein, James Joyce e Ezra Pound. Chegam testemunhos desse período que a recordam calada em agitadas reuniões, recolhida numa tímida superioridade, e outros que a descrevem como uma mulher brilhante, dada à imitação, à impertinência e ao riso.

Dois anos depois publica A Book, um livro de contos. Em 1928 edita Ryder e Ladies Almanack e no ano seguinte separa-se de Thelma e regressa a Nova Iorque.

De regresso a Nova Iorque trabalha em O Bosque da Noite, que apresentará mais tarde em entrevista a Emily Coleman como o «monólogo de uma alma que fala consigo mesma em plena noite».

O Bosque da Noite será publicado pela Faber em 1936 e no ano seguinte nos EUA. Djuna escreveu e reviu O Bosque da Noite em companhia de Peggy Guggenheim, que a ajudou financeiramente quase toda a vida. A narrativa inspira-se na dor que lhe causou a ruptura com Thelma Wood, embora transcenda qualquer referência autobiográfica.

Entre as paixões que Djuna despertou nessa época estava a de Carson McCullers.

Pouco depois, Djuna vendeu o seu apartamento em Paris e instalou-se em Londres com Silas Glossop. Entretanto tornara-se alcoólica e em 1939 é internada numa clínica. A partir de 1940, levou uma vida solitária num andar minúsculo de Greenwich Village, onde escreveu poesia e o bestiário Creatures in an Alphabet.

Em 1950, Djuna Barnes viaja pela última vez pela Europa no Queen Mary, deixa de beber e a sua obra literária vai sendo conhecida num círculo restrito. É visitada por amigos e escritores, entre os quais Malcolm Lowry, que a encontrou a pintar «um demónio “semifeminino”» e foi por ela repreendido devido ao êxito de Debaixo do Vulcão. Em 1961, a sua peça The Antiphon estreia no Teatro Real de Estocolmo.

Aos 90 anos, Djuna Barnes é internada no asilo de Doylestown na Pensilvânia e falece em Junho desse ano em Patchin Place.

  

«Uma das três grandes obras em prosa jamais escritas por uma mulher.»
[Dylan Thomas]



«Gostaria de preparar o leitor para encontrar aqui um grande feito de estilo, a beleza da expressão, o brilho do espírito e da caracterização de personagens e um género de horror e fatalidade de muito perto aparentado com a tragédia isabelina.»
[Do prefácio de T. S. Eliot]


«Um livro que revela imediatamente a presença de um novo escritor dotado de um espantoso poder de expressão… uma riqueza espontânea de imagens e alusões, uma negra fecundidade do discurso, alarmante e irresistível como um mar em fúria.»
[Graham Greene]

«Li O Bosque da Noite ontem – Que prosa maravilhosa – É assim que eu quero escrever – de forma rica e rítmica – prosa densa e sonora que coincide com as ambiguidades míticas que são tanto a origem como a estrutura de uma experiência estética simbolizada pela linguagem.»
[Susan Sontag]

 
«Um dos maiores livros do século XX.»
[William Burroughs]


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