24.1.20

Sobre O Estendal e Outros Contos, de Jaime Rocha




«Jaime Rocha escreve e publica há muito, dir-se-ia que o que escreve, ou nele se escreve, como uma linha que subliminarmente insiste, cava e conecta destroços — um destino inexorável —, repete-se, mesmo diferindo em todos os géneros que manipula: poesia, ficção, teatro. Nele complementares: em cada ponto sempre à beira da eclosão, mesmo não parecendo, e o leitor incauto pode tropeçar com ingenuidade na armadilha. […]
“O Estendal” é um conto exemplar, ou se se quiser, quase um filme de terror. Filme também, porque a visualidade é dominante nestes textos, assim como tudo o que gira em torno do olhar, da repetição visual de qualquer referente — o olhar é o sentido dominante da absorção do mundo. A fotografia ou a câmara são o mediador entre a voz e o referente. a imagem que se imagina desdobra-se e engendra novas imagens que se erguem e multiplicam dentro de si mesmas.» [Maria da Conceição Caleiro, Colóquio/Letras, n.º 203,  Janeiro de 2020]

«O Estendal e Outros Contos» e outras obras de Jaime Rocha estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jaime-rocha/

Sobre Memórias, Sonhos, Reflexões, de C. G. Jung




«Publicada em 1962, só agora é que a edição portuguesa da biografia do pai da psicologia analítica, lançada em Julho [2019], chegou às nossas livrarias pela editora Relógio D’água. Recordamos, dessa forma, o livro organizado por Aniela Jaffé com a contribuição do próprio Jung. Assim sendo, o que nos é apresentado é uma obra que nos conta uma biografia interior, dando primazia aos sonhos, ao pensamento e imagens da sua mente. Segundo Jung, a melhor forma de se ser honesto. Aqui fica a sugestão para se conhecer mais sobre a vida de uma das mentes brilhantes do séc.XX que revolucionou a psicologia.» [Ana Isabel Fernandes, «Os 25 melhores livros de 2019», Comunidade Cultura e Arte, 28/12/2019]

Memórias, Sonhos, Reflexões (trad. António Sousa Ribeiro) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/memorias-sonhos-reflexoes/

Sobre A Chama, de Leonard Cohen




«Cohen, que deixou a sua carreira discográfica resolvida com um conclusivo You Want it Darker, acabou por não assistir à publicação do seu último livro. A selecção e a organização dos poemas seguiu, no entanto, as suas rigorosas orientações. A escolha do título coube ao filho, Adam Cohen, a edição é da Relógio D’Água. Um guia de símbolos, de poemas e de canções para enfrentar a dureza da vida com honestidade e elegância, A Chama é o último sopro deste espírito singular que nos deixou com tanto por aprender.» [David Calão, «Os 25 melhores livros de 2019», Comunidade Cultura e Arte, 28/12/2019]

A Chama e Poemas e Canções I e II estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/leonard-cohen/

Sobre Edith Wahrton




Edith Wharton é uma das melhores escritoras do século XX. Mais conhecida por romances como A Idade da Inocência, adaptado ao cinema por Martin Scorsese, e Ethan Frome, foi também uma excelente contista. Os contos publicados neste livro ilustram a qualidade e variedade das suas histórias, que vão do trágico ao satírico.

«A combinação da severidade de grand-dame com uma forte consciência moral e narrativa faz das suas histórias, longas e curtas, uma leitura irresistível. » [The Spectator]

Contos de Edith Wharton e outras obras de Edith Wharton estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/edith-wharton/

23.1.20

Sobre Corpos Celestes, de Jokha Alharthi




Brevemente disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Corpos Celestes, de Jokha Alharthi (trad. Inês Dias)

Corpos Celestes narra a vida de três irmãs na aldeia de al-Awafi, em Omã.
Mayya, que casa com Abdallah após um desgosto amoroso; Asma, casada por obrigação; e Khawla, que rejeita todas as propostas enquanto espera pelo seu amado, que emigrou para o Canadá.
Estas três mulheres e as suas famílias testemunham o desenvolvimento de Omã, de uma sociedade tradicional e esclavagista, passando pela era pós-colonial, até aos dias de hoje, marcados por um presente complexo.
Elegantemente estruturado e sempre tenso, corpos Celestes é um romance que vê o seu potencial desenrolar-se na narrativa do desenvolvimento de Omã através dos amores e perdas de uma família.

«Fascinante. Mostra-nos uma cultura muito pouco conhecida no Ocidente.» [The Guardian]


Jokha Alharthi nasceu em Omã, em julho de 1978. Estudou em Omã e no Reino Unido. É autora de três romances, várias antologias de contos e dois livros para crianças.
Fez o doutoramento em Poesia Árabe Clássica, em Edimburgo, e é professora na Sultan Qaboos University, em Mascate.
O seu romance Narinjah (2016) venceu o Sultan Qaboos Award for Culture, Arts and Literature. A sua obra tem sido publicada em inglês, alemão, italiano, coreano e sérvio.

Antes de vencer o International Booker Prize de 2019, Corpos Celestes foi escolhido para a shortlist do Sheikh Zayed Book Award for Young Authors.

Sobre No Inverno, de Karl Ove Knausgård




«Se tivermos crianças em casa, a primeira neve é ansiosamente esperada. Mesmo aqui, tão ao sul da Escandinávia, onde na maioria dos invernos há pouca ou nenhuma neve, a expectativa pela queda da neve é grande. As crianças relacionam o inverno, e especialmente o Natal, com a neve, apesar de terem tido apenas a experiência de um único inverno com neve a sério. Que a imagem do inverno, de filmes e livros, se sobreponha à realidade dos dias ventosos e de chuva, e seja mais autêntica do que estes, diz muito do mundo das crianças, que tão facilmente se abre para uma coisa diferente do que existe e que é tão cheio de esperança.
Durante a tarde de ontem, a chuva passou a neve. Grandes e húmidos flocos caíam do céu cinzento e enchiam o ar numa cascata de movimento de que as crianças imediatamente se deram conta. Está a nevar!, disseram, e correram para a janela. A neve não ficava, derretia mal tocava no chão. Saíram para o jardim e ficaram paradas a olhar para cima para o impenetrável cinzento de onde caíam os flocos brancos, mas nada podiam fazer, e foram para dentro outra vez.»


Esta e outras obras de Karl Ove Knausgård estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/karl-ove-knausgard/

Sobre O Banquete, de Platão




«Desenvolvendo-se ao longo do tempo, em conversa com um Sócrates jovem, que aqui assume ironicamente o papel de discípulo, a exposição de Diotima orienta-se segundo o esquema antes definido por Ágaton: a natureza de Eros e os seus efeitos sobre os homens. A realidade contraditória do Amor prefigura-se com o mito do seu nascimento (203a-c), onde Platão alcança uma das suas mais belas e sugestivas criações artísticas (…).»[Da Introdução]

O Banquete, com 39 desenhos de Maria Helena Vieira da Silva, tradução, introdução e notas de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-banquete/