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9.8.10

António Barreto em entrevista sobre os Ensaios da Fundação


[JM] As edições da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) apostam em tiragens de dezenas de milhares de exemplares, preços inferiores a cinco euros e disponibilidade em estações de correios, bombas de gasolina ou grandes superfícies. Fale-me um pouco sobre a filosofia editorial da colecção.

[AB] Pretendemos convidar os portugueses a ler ensaios, que são verdadeiros instrumentos de informação, aprendizagem, formação e reflexão. Planeámos publicações para os próximos dois ou três anos, de modo a abordar grande número de questões actuais e relevantes da sociedade. Como sabemos que muitas pessoas não frequentam livrarias, queremos levar os livros até onde as pessoas estão: centros comerciais, supermercados, quiosques, etc. Desejamos por outro lado ter a certeza de que o custo não é um obstáculo à leitura: daí os preços muito acessíveis. Finalmente, não nos dirigimos apenas às chamadas elites: queremos escrever e editar para toda a gente. Donde as grandes tiragens. Temos ainda a preocupação de pedir aos autores uma escrita clara e adequada a ser compreendida por todos os profissionais, não apenas por especialistas.

[Entrevista conduzida por João Morales, Revista Os Meus Livros, AGO2010]

6.8.10

«O Ensino do Português» no Ípsilon


«O Ensino do Português sintetiza o discurso estóico sobre a natureza do ensino, um dos que têm ocupado a cena pública desde que o Estado Novo ruiu sem deixar herança viável para o seu modelo de escola.
A palavra-chave da pedagogia estóica é a "exigência" e o seu inimigo é a "facilidade" e o "lúdico". Há uma superioridade evidente no estoicismo pedagógico sobre o seu adversário: o poder crítico, praticamente nulo nos defensores da escola "fácil". Com base nessa superioridade, Maria do Carmo Vieira consegue produzir uma imagem do que se faz (ou se espera que se faça) hoje em muitas aulas de português, que é verdadeiramente aterradora.»

[Gustavo Rubim, Ípsilon, 6AGO2010]

26.7.10

Eduardo Pitta sobre o 3º volume dos Ensaios da Fundação


«Contra a ladainha das hipotéticas virtudes do "antigamente", os autores [Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas] fazem o inventário e a análise de factos concretos da vida colectiva: evolução demográfica, educação, conhecimento, cultura, ensino superior, “revolução feminina”, investigação, ciência, saúde, protecção social, trabalho, rendimentos, justiça, família e costumes. O retrato estabelece o contraponto violento entre o Portugal retrógrado dos anos 1960 e o país (apesar de tudo) europeu dos últimos dez anos.(...)

O mérito do trabalho de Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas é justamente o de, a partir de fontes fiáveis, fazer uma grande angular sobre a realidade portuguesa. Alguns números são impressionantes.(...)


Seja como for, Portugal: os Números é de leitura obrigatória.»

[Eduardo Pitta, PNETliteratura, 13JUL2010]

20.7.10

João Pereira Coutinho sobre «Economia Portuguesa»


«O livro de Luciano Amaral, brilhantemente pensado e escrito, é um documento fundamental para entender os nossos sarilhos correntes: primeiro, porque apresenta a situação actual com uma revisão histórica da matéria. Mas também porque, ao contrário dos pregadores televisivos que têm curas milagrosas, o autor não embarca em fantasias.

E não embarca porque, juntamente com o rigor da análise económica, existe a coragem de uma certeza política: se a nossa fraca produtividade não nos torna competitivos num quadro europeu (e global), isso também se deve a um Estado mastodôntico que não surgiu por acaso. Ele é indissociável do nosso processo de consolidação democrática e, no limite, do regime que hoje temos. Os sábios podem vociferar contra o crescimento constante da nossa despesa pública; mas enfrentar este problema será sempre enfrentar a própria natureza deste regime – e, claro, propor um outro, menos dependente do Estado. Haverá quem esteja disposto a fazê-lo?»

[João Pereira Coutinho, Correio da Manhã, 18JUL2010]

22.6.10

Entrevista de Maria do Carmo Vieira sobre O Ensino do Português


'Os alunos foram passando sem saber nada'

16 de Junho de 2010, 12:40

«Maria do Carmo Vieira quer dar uma reguada ao sistema de ensino português: através da Fundação Francisco Manuel dos Santos (presidida pelo sociólogo António Barreto), lançou esta semana o ensaio 'O ensino do Português'.

Sem pudor, a professora de Língua Portuguesa - já com 34 anos de experiência - dirige duras críticas ao baixo nível de exigência do actual sistema de ensino, aos professores, aos sucessivos Governos, às escolas.»

[Entrevista conduzida por Marco Leitão Silva, a ler na íntegra aqui.]

14.6.10

Novidade • Portugal: Os Números • Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas



PORTUGAL: OS NÚMEROS,
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas


PVP €3,50

As estatísticas postas ao dispor dos portugueses através da Pordata, em 2010, servem de indicadores sobre as tendências sociais ocorridas em Portugal, no último meio século. Maria João Valente Rosa, professora universitária e demógrafa, e Paulo Chitas, jornalista e docente do ensino superior, propõem uma leitura sobre as trajectórias de Portugal em áreas como a População, o Estado Social, o Trabalho e os Rendimentos, a Justiça, a Família e os Modos de Vida. Uma viagem que conta os rápidos avanços que o País efectuou desde 1960 mas que também não esquece bloqueios e obstáculos ao progresso social que persistem e que são motivo de incomodidade.






Maria João Valente Rosa, professora universitária, nasceu em Lisboa em 1961. Licenciada e doutorada em Sociologia, pela FCSH/UNL. Directora da Pordata — Base de dados Portugal Contemporâneo —, é autora de vários estudos publicados sobre a população portuguesa. Desempenhou funções de dirigente em organismos públicos dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Integrou o Conselho Superior de Estatística e assegurou a representação nacional em várias instâncias europeias e internacionais (Comissão Europeia, Eurostat, OCDE) relacionadas com a produção de estatísticas.

Paulo Chitas, jornalista, nasceu em Loures, em 1967. Licenciado em Filosofia e mestre em Sociologia (especialidade de Demografia), pela FCSH/UNL, é também professor do ensino superior. Actualmente grande repórter da revista Visão, trabalhou também para televisão e para outros títulos de imprensa portuguesa, cobrindo preferencialmente temas de Ambiente, Ensino e de Política Nacional.
 

Novidade • Economia Portuguesa • Luciano Amaral


ECONOMIA PORTUGUESA,
AS ÚLTIMAS DÉCADAS
Luciano Amaral


PVP €3,50

Depois de um longo período de optimismo entre 1986 e 2000, o pessimismo sobre a economia portuguesa está de regresso. Há razões para isso: nos últimos dez anos, em comparação com os países mais ricos, perdemos um terço do caminho que havíamos recuperado até ao ano 2000. Continuamos em plena década perdida. Neste livro, a evolução da economia portuguesa é analisada desde os anos finais do Estado Novo até à actualidade. Conclui-se que, se desde o 25 de Abril convergimos muito rapidamente em termos institucionais com a Europa desenvolvida (na instauração da democracia e do Estado-Providência), o mesmo não sucedeu em termos económicos. O balanço é decepcionante e as perspectivas de futuro nada animadoras. Para a resolução do seu problema económico, o país neces-sita de se confrontar com decisões políticas extremamente complexas e de grande alcance, que não se vislumbra que venham a ser tomadas nos próximos tempos. A década perdida aqui está — e parece que veio para ficar.





Luciano Amaral nasceu em 1965, no Porto. É licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, com especialização na área de História Económica. Tem-se dedicado sobretudo ao problema do crescimento económico em Portugal no período do pós-guerra. Ensina na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e foi colunista regular, entre 2005 e 2009, dos jornais O Independente, Diário de Notícias e Meia Hora. Desde 2009, escreve no jornal Metro.

Novidade • O Ensino do Português • Maria do Carmo Vieira



O ENSINO DO PORTUGUÊS
Maria do Carmo Vieira



 PVP €3,50


Em O Ensino do Português salienta-se a existência de uma certa pedagogia encarada como inovadora, mas que, na verdade, se baseia na aplicação de teorias da educação ultrapassadas. Instalada oficialmente no Ensino, desde 2003, reflectiu-se nos curricula, fomentando de forma leviana a rivalidade entre «velho» (o que não é bem-vindo e não tem carácter lúdico) e «novo» (o que é privilegiado por ser recreativo), com a consequente alteração de vocabulário e de valores que caracterizam a «mudança» instituída e a validam acriticamente como certa. Assim, exigência, força de vontade, desejo de ultrapassar a dificuldade, de compreender e de saber foram substituídos em bloco pela convivência com a facilidade e o sucesso garantido, mais não visando que a obtenção de metas estatísticas. Esta situação atingiu todas as matérias escolares, em particular a disciplina de Português, na qual se privilegiam insensatamente o texto informativo e o texto utilitário, bem como a linguística descritiva e tecnicista, em detrimento da literatura e da gramática normativa, respectivamente.

Não podem os professores, em cuja competência os alunos depositam confiança, permitir que o Ensino continue refém dos ditames de «especialistas da educação», cujas teorias conduziram, na prática, à degradação da Escola Pública.




Maria do Carmo Vieira nasceu em Lisboa, em 1952. Licenciada em Filologia Românica, é mestre em Literatura de Viagens e professora do Ensino Secundário. Coordenou, com Rui Mário Gonçalves, a publicação de Passo e Fico como o Universo, um livro de pintura de influência pessoana. É também autora de Sobre Fernando Pessoa – Drama em Gente e Percurso Pessoano por Lisboa e de A Arte, Mestra da Vida. Coordenou a fixação do texto de Etiópia Oriental e Vária História de Cousas Notáveis do Oriente de Fr. João dos Santos (Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1999). Tem publicado, em jornais diários e semanários, inúmeros artigos sobre o ensino do Português.
 

Os Ensaios da Fundação



A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) vai lançar os três primeiros números da colecção Ensaios da Fundação, num projecto em que a Relógio D’Água participa enquanto coordenadora editorial. Trata-se de:


O Ensino do Português, de Maria do Carmo Vieira


Portugal: Os Números, de Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas


Na selecção dos temas a tratar, a colecção Ensaios da Fundação, dirigida por António Araújo, obedece aos princípios estatutários da FFMS: «conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público.»

Esta colecção caracteriza-se pelas suas elevadas tiragens e baixos preços. A edição brochada custa €3,50 e a de capa dura, distribuída nas livrarias pela Relógio D'Água, €5. Serão editados cerca de 14 volumes por ano, abordando de modo acessível os mais diversos temas e áreas da sociedade portuguesa, em livros de cerca de 100 páginas.

Em síntese, estamos perante uma iniciativa editorial inédita na área do ensaio.

Criada em 2009 pelos descendentes de Francisco Manuel dos Santos, a FFMS tem como principal objectivo estimular o estudo da realidade portuguesa, com o propósito de assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas. É presidida por António Barreto.

Os Ensaios da Fundação juntam-se assim à inovadora PORDATA, lançada no início deste ano, que fornece acesso gratuito à mais completa base de dados estatísticos do país.