23.9.19

Sobre Residência na Terra,de Pablo Neruda




«Depois desta obra, a poesia de Neruda cresceu com uma abundância que talvez tenha surpreendido o poeta que demorou cerca de dez anos para escrever estes 56 poemas de Residencia en la tierra, para mim o melhor dos seus livros e uma pedra fundamental da poesia de língua espanhola da primeira metade do século XX.» [Do Prólogo de José Bento a Residência na Terra]


De Pablo Neruda, a Relógio D’Água publicou também Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada e Antologia.

Sobre A Chama, de Leonard Cohen




A Chama, de Leonard Cohen, é um legado de poemas, canções, desenhos e versos dispersos, às vezes registados em cadernos de apontamentos e até guardanapos de papel. 
É uma despedida deliberada, que evita os sentimentalismos.
Pouco antes da sua morte em novembro de 2016, Leonard Cohen disse em entrevista: «Estou preparado para morrer. (…) A certa altura, e se estás ainda na posse das tuas capacidades, (…) tens de aproveitar a oportunidade para deixar tudo em ordem. Talvez seja um cliché, mas subestima-se o seu poder analgésico. Deixar tudo em ordem, quando se pode fazê-lo, é uma das atividades mais reconfortantes, e os benefícios são incalculáveis.»
Esta despedida de Cohen, que recolhe textos já publicados e inéditos, evidencia a variedade dos talentos de um romancista, poeta e cantor singular, lírico e filosófico, terno e corrosivo, feroz e generoso. Inclui novos poemas sobre a guerra, o arrependimento e a amizade, as letras das canções dos seus últimos quatro álbuns, fragmentos dos cadernos que guardou desde a adolescência e uma série de autorretratos e outros desenhos.
No conjunto, reflete uma sensibilidade que oscila entre o carnal e o místico, a melancolia e o apego à vida, a irreverência e o ceticismo, o perfil de alguém que enfrentou a morte com a mesma inteireza com que viveu.


A Chama (trad. Inês Dias) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-chama/

Sobre «Sobre a Revolução», de Hannah Arendt




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Sobre a Revolução, de Hannah Arendt (trad. I. Morais)

Sobre a Revolução permite uma compreensão histórica da diferente natureza dos sistemas políticos actuais nos EUA e na Europa. Neste livro, Hannah Arendt debruça-se sobre os princípios que subjazem a todas as revoluções, começando pelos grandes primeiros exemplos da América e de França e mostrando como a teoria e a prática da revolução evoluíram desde então.

«Os admiradores de Hannah Arendt vão ver com agrado a sua incursão neste domínio relativamente negligenciado da revolução comparada. Nunca é maçadora, mas imensamente erudita, sempre imaginativa, original e plena de intuições.» [Sunday Times]


Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

22.9.19

Sobre De Bicicleta




Este livro reúne alguns dos mais interessantes escritos literários sobre a bicicleta publicados nos últimos cem anos. São vinte e dois autores reunidos para celebrar alegrias, dores e possibilidades de um meio de locomoção, de um desporto e de uma arte que conhece actualmente um novo fôlego.


De Bicicleta (trad. de Júlia Ferreira e José Cláudio) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/de-bicicleta-antologia-de-textos/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 22 de Setembro





A Arte da Guerra, de Sun Tzu
As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoievski

A Amiga Genial, de Elena Ferrante

21.9.19

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 21 de Setembro





Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa
A Condição Humana, de Hannah Arendt
Ulisses, de James Joyce

Contos, de Beatrix Potter

20.9.19

Sobre O Quarto de Marte, de Rachel Kushner




«Kushner mergulhou no sistema prisional americano para escrever esse livro. O resultado é um retrato bem feito e profundo do que pode significar nascer mulher e muito pobre nos Estados Unidos. […]
Kushner tem alma de poeta, e faz do final de seu livro quase um poema triste sobre esperança, ainda que quase ilusória.» [Teté Ribeiro, «Folha de S. Paulo», 17/9/2019, a propósito da edição brasileira de «Mars Club». Texto completo em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/09/obra-sobre-prisao-feminina-faz-um-retrato-poetico-da-esperanca.shtml ]


«O Quarto de Marte» (trad. José Miguel Silva) e outros livros de Rachel Kushner estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rachel-kushner/

Ana Margarida de Carvalho e Agustina Bessa-Luís na rentrée da Relógio D’Água




«Pode dizer-se que o romance mais esperado é o de Ana Margarida de Carvalho, intitulado O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça. Passa-se em duas comunidades na raia alentejana, que vivem à margem da lei nos tempos da Guerra Civil Espanhola, e onde um homem com contas por ajustar se torna o protagonista deste novo trabalho. […]

A continuação da publicação da obra completa de Agustina Bessa-Luís também marca a rentrée. Serão vários os livros reeditados nos próximos meses: O Sermão do Fogo, Correspondência entre Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock.» [João Céu e Silva, Diário de Notícias, 7/9/2019]

Sessão de autógrafos com Norberto Morais na Feira do Livro do Porto 2019




Amanhã, sábado, 21 de Setembro, pelas 18h00, Norberto Morais estará nos pavilhões da Relógio D’Água na Feira do Livro do Porto (46 a 49) para autografar a obra A Balada do Medo.

No dia em que regressa a casa, cinco meses e meio depois de ter partido pela última vez, Cornélio Santos Dias de Pentecostes é confrontado com o anúncio da sua morte. Dez dias é quanto lhe resta de uma vida até aí bem-aventurada e feliz, que não tornará a sê-lo. Durante uma semana e meia, o caixeiro-viajante de Santa Cruz dos Mártires mergulhará numa espiral de desespero, percorrendo os caminhos mais sinuosos de si e do seu passado à procura de motivos e salvação. 

Ambientado numa América Latina imaginária, e carregado do simbolismo a que o autor nos habituou, A Balada do Medo é uma viagem aos lugares mais remotos das emoções humanas e uma alegoria aos dias ansiosos do presente, nos quais a verdade varia consoante os interesses de quem a vê, e ninguém é já um, mas uma miríade de personagens representando de acordo com as circunstâncias. Num jogo de humor e sombras, Norberto Morais retoma a criação de um mundo que nos convoca para aquilo que de melhor se produziu na literatura latino-americana.

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 20 de Setembro





As Novas Rotas da Seda, de Peter Frankopan
Pela Estrada Fora — O Rolo Original, de Jack Kerouac
As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

Romeu e Julieta, de William Shakespeare

19.9.19

Sobre Vidas Escritas, de Javier Marías




Javier Marías apresenta-nos vinte e seis breves retratos de grandes escritores, que são um convite à leitura das suas obras.
Entre os escolhidos estão William Faulkner, Joseph Conrad, Isak Dinesen, James Joyce, Robert Louis Stevenson, Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde, Ivan Turgueniev, Thomas Mann, Giuseppe Tomasi di Lampedusa, Rainer Maria Rilke, Vladimir Nabokov, Madame du Deffand, Rimbaud, Henry James e Laurence Sterne.
Todos eles são tratados por Marías com admiração, afecto, ironia e distanciamento.
O volume é completado com retratos de «seis mulheres fugitivas».

«É difícil contermo-nos perante o encanto destes breves retratos, estranhos e astutamente irónicos. Um livro encantador.» [Michael Dirda, The Washington Post]

«Ao ler estes textos, cai-se insólita e inesperadamente numa sensação de êxtase.» [The Washington Times]

«Marías é um escritor demasiado hábil para se lançar em qualquer coisa como uma entediante teoria da biografia. […] Para Marías, os grandes escritores não são enigmas por resolver, mas paradoxos para saborear.» [Christopher Benfey, The New York Times Book Review]

«Tenho o pressentimento de que Vidas Escritas, de Javier Marías, será considerado um texto de referência na história da biografia.» [Carl Rollyson, The New York Sun]


Vidas Escritas (trad. Salvato Teles de Menezes e Francisco Vale) e outras obras de Javier Marías estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/vidas-escritas/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 19 de Setembro





O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
A Viagem do Beagle, de Charles Darwin
Todos os Contos, de Clarice Lispector

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

18.9.19

Sessão de autógrafos com Norberto Morais




Sábado, 21 de Setembro, pelas 18h00, Norberto Morais estará nos pavilhões da Relógio D’Água na Feira do Livro do Porto (46 a 49) para autografar a obra A Balada do Medo.

No dia em que regressa a casa, cinco meses e meio depois de ter partido pela última vez, Cornélio Santos Dias de Pentecostes é confrontado com o anúncio da sua morte. Dez dias é quanto lhe resta de uma vida até aí bem-aventurada e feliz, que não tornará a sê-lo. Durante uma semana e meia, o caixeiro-viajante de Santa Cruz dos Mártires mergulhará numa espiral de desespero, percorrendo os caminhos mais sinuosos de si e do seu passado à procura de motivos e salvação. 

Ambientado numa América Latina imaginária, e carregado do simbolismo a que o autor nos habituou, A Balada do Medo é uma viagem aos lugares mais remotos das emoções humanas e uma alegoria aos dias ansiosos do presente, nos quais a verdade varia consoante os interesses de quem a vê, e ninguém é já um, mas uma miríade de personagens representando de acordo com as circunstâncias. Num jogo de humor e sombras, Norberto Morais retoma a criação de um mundo que nos convoca para aquilo que de melhor se produziu na literatura latino-americana.

Sobre Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges




«Este Ofício de Poeta é uma introdução à literatura, ao gosto e ao próprio Borges. No contexto das suas obras completas, só tem comparação com Borges, oral (1979), que contém as cinco palestras — de âmbito um tanto mais estreito do que estas — que ele proferiu em maio-junho de 1978 na Universidade de Belgrano, em Buenos Aires. Estas Palestras Norton, anteriores em uma década a Borges, oral, são um tesouro de riquezas literárias que nos chegam sob formas ensaísticas, despretensiosas, muitas vezes irónicas, sempre estimulantes.» [Do Posfácio de Călin‑Andrei Mihăilescu]


Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges (trad. Telma Costa), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/este-oficio-de-poeta/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 18 de Setembro





As Flores do Mal, de Charles Baudelaire
A Arte da Vida, de Zygmunt Bauman
Lolita, de Vladimir Nabokov
As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

17.9.19

Sobre Os Sonetos, de William Shakespeare




«Os 154 sonetos de Shakespeare foram escritos, provavelmente, entre 1592 e 1598. Formam um extraordinário corpo de poemas que descrevem os aspectos de dois diferentes tipos de amor vividos pelo poeta (pessoal ou ficcionalmente?): o primeiro, por um jovem do sexo masculino (um esbelto jovem aristocrata que, possivelmente, não foi apenas objecto da afeição de Shakespeare, mas também seu benfeitor financeiro); o segundo, por uma mulher de compleição morena (a “dark lady”), associando a cor preta tanto às sua características físicas como à sua perversidade comportamental. Os poemas revelam distintos pontos de vista sobre o amor, unificados por um brilhante conjunto de observações sobre o poder da poesia para os registar (“Mas vós mais nestes versos brilhareis / Que na pedra manchada pelo tempo indecoroso.”) A tradução, introdução e notas de António Simões e M. Gomes da Torre dão nova vida a esta maravilhosa série de sonetos que têm com tema principal a preservação e perenidade da beleza através da arte poética.» [Luís Almeida D’Eça, Sugestões em «Os livros de Setembro — Sete livros para ler»,Agenda Cultural de Lisboa, 1/9/2019]

Sobre A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector




A Maçã no Escuro (1961) foi o primeiro dos três romances publicados por Clarice Lispector nos anos sessenta. Em 1964 surgiria A Paixão segundo G. H. e, em 1969, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, onde abandona as noções tradicionais do género.
Foi no decurso de uma estada em Torquay, em Inglaterra, que Clarice Lispector começou a tomar notas para aquele que seria o mais longo dos seus livros, só terminado em Washington, em 1956. Durante a escrita das numerosas versões de A Maçã no Escuro, a autora ouviu até à exaustão a Quarta Sinfonia de Brahms, número que se exprime no livro como símbolo do mundo criado e de vida.
É um romance de iniciação, através da busca individual de Martim, que, pensando ter cometido um crime, se refugia num hotel e depois numa fazenda. Deslumbrante e psicologicamente denso, este livro tem as marcas mais pessoais da autora, pois nele tudo se relaciona numa criação que é ao mesmo tempo narrativa e exercício espiritual.


Esta e outras obras de Clarice Lispector disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/clarice-lispector/

Sobre A Mesa dos Gatos-Pingados, de Michael Ondaatje




«Meados de 1950. O navio Oronsay zarpa do porto de Colombo, ainda Ceilão, com destino a Inglaterra. Mynah, Cassius e Ramadhin, todos a entrar na adolescência, forjam uma amizade logo na primeira noite, quando se sentam para jantar na denominada mesa dos gatos-pingados,, bem longe da vista do comandante. Ondaatje mantém-nos entretidos com as peripécias do bando o tempo suficiente para que julguemos tratar-se de um livro nostálgico, salpicado das dores próprias do crescimento: “essa foi uma pequena lição que aprendia na viagem. Aquilo que é interessante e importante acontece sobretudo em segredo, em lugares onde não existe poder.”» [Rui Lagartinho, E, Expresso, 7/9/2019]


A Mesa dos Gatos-Pingados (trad. Margarida Periquito) e outras obras de Michael Ondaatje já publicadas pela Relógio D’água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/michael-ondaatje/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 17 de Setembro





O Vermelho e o Negro, de Stendhal
Elogio da Sombra, de Junichiro Tanizaki
Fany Owen, de Agustina Bessa-Luís

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís

16.9.19

Sobre O Riso, de Henri Bergson




Disponível em https://relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Riso, de Henri Bergson (trad. Miguel Serras Pereira)

«Que significa o riso? Que há no fundo do risível? Que descobriremos de comum entre um esgar de palhaço, um jogo de palavras, um quiproquó de vaudeville, uma requintada cena de comédia? Que destilação nos dará a essência, sempre a mesma, a que tantos e tão diversos produtos vão buscar ora o seu odor indiscreto, ora o seu delicado perfume? Os maiores pensadores, desde Aristóteles, têm enfrentado este pequeno problema, que se escapa sempre aos seus esforços, desliza, foge, ressurge, desafio impertinente lançado à especulação filosófica.

O que nos desculpa, ao abordarmos por nossa vez o problema, é o facto de não visarmos encerrar numa definição a fantasia cómica. Vemos nela, antes do mais, algo de vivo. Tratá­‑la­‑emos, por muito leve que ela seja, com o respeito que devemos à vida. Limitar-nos-emos a vê-la crescer e desabrochar.»

Sobre Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento, de George Steiner




«Schelling, entre outros, atribui à existência humana uma tristeza fundamental, inescapável. Mais particularmente, esta tristeza oferece o fundamento sombrio sobre o qual assentam a consciência e a cognição. Este fundamento sombrio deve, na verdade, ser a base de toda a perceção, de todo o processo mental. O pensamento é rigorosamente inseparável de uma “melancolia profunda e indestrutível”. A cosmologia atual oferece uma analogia à crença de Schelling. Aquela do “ruído de fundo”, dos comprimentos de onda cósmica, esquivos mas inescapáveis, que são os vestígios do Big Bang, do surgimento do ser.»

Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento (trad. Ana Matoso) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-steiner/

Sobre Tchékhov na Vida, de Ígor Sukihkh




Tchékhov disse um dia que «sete anos depois da sua morte — bom, sete anos e meio», já ninguém o leria.
Na realidade, as suas obras, tal como as de autores russos como Tolstói, Dostoiévski e Turguénev, continuam a ser lidas em todo o mundo. Além disso, Tchékhov é considerado uma das personalidades mais íntegras de toda a história da literatura.
Nesta obra, Ígor Sukhikh propõe uma montagem biográfica em que os documentos falam do autor de «O Beijo», «A Senhora do Cãozinho» e Três Irmãs. Cartas, fragmentos de textos literários e passagens das memórias dos seus amigos e familiares compõem um fresco de variadas opiniões e testemunhos, por vezes contraditórios e constantemente corrigidos pela palavra do próprio Tchékhov.
O início é a infância em Taganrog, em seguida a adolescente deslocação para Moscovo com uma bolsa de estudos e as primeiras colaborações com revistas satíricas, que lhe vão permitir ajudar os pais e os cinco irmãos.
Mesmo depois de se tornar médico, conhecido pela generosidade com que cuidava os camponeses, Tchékhov prosseguiu a carreira literária, obtendo o Prémio Púchkin, relacionando-se com escritores como Tolstói, Górki e Búnin, e vendo as suas peças serem representadas.
Pela mão de Ígor Sukhikh, ficamos a conhecer a vida quotidiana de Tchékhov, os seus métodos de trabalho, as fontes de inspiração e o seu relacionamento com os amigos, o erotismo, o amor, o dinheiro, a religião e a própria doença.


Tchékhov na Vida, de Ígor Sukihkh (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/tchekhov-na-vida/

Sobre O Estendal e Outros Contos, de Jaime Rocha




«Nos livros de Jaime Rocha é como se a estranheza fosse um miolo, um conteúdo encoberto que desse forma e aparência à normalidade, mas que se rompesse através de qualquer junção demasiado frágil, como uma costura cediça. É assim que o desvio da norma, o maravilhoso e o inesperado surgem no tecido do habitual. Pense-se no quadro inicial do conto que dá nome a esta recolha de narrativas breves. Em “O Estendal”, uma mulher (apresentada sem mais designações, como em vários livros de Rocha) estende roupa em aparente normalidade, até que tudo se descompõe — “E, enquanto a ia tirando, pegava em pequenas bonecas que vinham escondidas no meio da roupa e lançava-as para longe, para uma espécie de mato onde estavam escondidos cães e ovelhas” (p. 11). Ainda que este seja apenas um assomo, que produz os seus efeitos residuais, ainda no arranque de tudo, já se sulcou o caminho para futuros desarranjos. Ao que não será alheio o mato que abriga ca~es e ovelhas, espaço pelo qual se poderá aceder ao desconhecido. O estendal, que comparece no título, acabará por exibir, pendurado nas suas cordas, o conjunto inconcebível de um grupo de recém-nascidos. É como se, na escrita de Jaime Rocha, a normalidade contivesse sempre um fundo mais verdadeiro, mas muito mais terrível, que a certa altura já não fosse possível conter. Esse núcleo constituiria algo como uma verdade oculta, por fim revelada.» [Hugo Pinto Santos, Público, ípsilon, 13/9/2019]


Esta e outras obras de Jaime Rocha estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jaime-rocha/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 16 de Setembro





A Morte de Ivan Iliitch, de Lev Tolstoi
Assim Falava Zaratustra, de Friedrich Nietzsche
Canções Mexicanas, de Gonçalo M. Tavares

Robinson Crusoe, de Daniel Defoe

15.9.19

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 15 de Setembro




Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
À Beira-Rio, de Júlio Machado Vaz
A Sibila, de Agustina Bessa-Luís

As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, de Lewis Carroll

14.9.19

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 14 de Setembro




A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud
Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski
História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

Mary Poppins, de P. L. Travers

13.9.19

Sobre O Anticristo, Ecce Homo e Nietzsche contra Wagner, de Friedrich Nietzsche




«Neste ano derradeiro da sua actividade, as grandes oposições da filosofia de Nietzsche ficam assim com contornos definitivos e para a posteridade permanecerá a figura inteira do filósofo maldito que não abdicou da talvez mais forte iconoclastia produzida pela nossa cultura contra os seus próprios fundamentos. O seu sistema de contrário pode agora resumir‑se a dois pares incontornáveis: Dioniso contra Cristo e Nietzsche contra Wagner. Limitada por estes pares decorre toda a sua interpretação dos valores, da genealogia da moral, da história do cristianismo e da pulsão pelo verídico que estrutura o niilismo, a interpretação da luta contra a indiferenciação e a defesa de um tipo nobre ou a defesa da expressão global da vida.» [Do Prefácio de António Marques]


Este e outros livros de Friedrich Nietzsche estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/friedrich-nietzsche/

Sobre Vida Nova, de Dante Alighieri




«Dante escreve Vita Nuova, provavelmente, entre 1291 e 1295, por volta dos vinte e oito anos, num tempo histórico de grandes mutações sociais e espirituais, e no seio de uma Florença onde os intelectuais de procedência laica e burguesa aspiravam substituir o controle da Igreja sobre a produção científica e a criação artística, após o modelo estatal que o imperador Frederico II experimentara, em conflito com o Papado, no sul de Itália, até à sua morte, em 1250. (…)
Vita Nuova é a narrativa de uma experiência humana indissociável de uma experiência estilística: se o amor de Beatriz dinamiza todo o percurso performativo de acção e reflexão do sujeito, simultaneamente, no desenvolvimento da personalidade, no aperfeiçoamento moral e espiritual, é a sua morte que provoca a necessidade da narrativa que ordena a existência passada dele e o consciencializa da exigência de renovar o modo da criação poética para que a sua poesia se abra à transcendência.» [Da Introdução]

Sobre Ensaios — Antologia, de Montaigne




«Para celebrar o seu retiro da magistratura, a fim de se consagrar à actividade literária, Montaigne fez, em sua célebre torre, pintar no gabinete adjunto à sua biblioteca uma inscrição em latim: (…) “No ano de Cristo 1571, com a idade de 38 anos, na véspera das calendas de Março, seu aniversário natalício, Michel de Montaigne, desde há muito desgostado da servidão áulica e dos cargos públicos, sentindo-se ainda vigoroso, retirou-se para o seio das doutas virgens, onde, calmo e sem se inquietar com a mais pequena coisa, passará o que lhe resta de uma vida já muito avançada.» [Do Prefácio de Rui Bertrand Romão]

Sobre Pessoas Normais, de Sally Rooney




Eduardo Pitta escreveu na Sábado «sobre Pessoas Normais, da irlandesa Sally Rooney (n. 1991), autora de dois romances finalistas de prémios de prestígio. Além desses, tem publicado contos em revistas, entre elas a New Yorker e a Granta. Também publicou poesia em The Stinging Fly, uma revista de Dublin de que é editora. Aos 28 anos, a recepção crítica tem sido unânime dos dois lados do Atlântico: Ms Rooney é a grande revelação dos últimos anos. Pessoas Normais, cuja acção decorre entre 2011 e 2015, ou seja, durante o colapso da economia irlandesa, é a história de como, a partir da cidadezinha de Carricklea (nome fictício de Castlebar, cidade natal da autora), Connell e Marianne fazem a sua educação sentimental.» [Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, a propósito de crítica na Sábado, 12/9/2019. Texto completo em http://daliteratura.blogspot.com/2019/09/rooney-mcgregor.html ]

Pessoas Normais (trad. Ana Falcão Bastos) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pessoas-normais/

Sobre Homens e Bestas, de Donna Leon




«O comissário Guido Brunetti, protagonista da inteligente série policial de Donna Leon, é um veneziano que assume as dores da cidade, “encurralado na mistura de raiva e desespero que era a única emoção honesta que restava aos cidadãos”. […] Um cadáver encontrado num canal irrompe para o lembrar de que as coisas são como são. O inquérito revela-lhe uma realidade que desconhecia. Vianello, o seu ajudante, a signorina Elettra, capaz das mais descaradas investigações informáticas, o agente Pucetti, sempre disponível, ou Foa, o piloto da lancha da polícia, todos dão um contributo para desvendar o crime. “Na presença da gamela, é difícil não grunhir.” Ora, o morto é um veterinário que cuida bem dos seus pacientes, mas tem de aceitar um trabalho suplementar num matadouro. A visita que fazem ao local dá-lhes um volta ao estômago que perdura como um miasma difícil de suportar. Os embates com o vice-questore Patta, um político consumado, fazem parte do jogo, mas o comissário não se agasta demasiado. Procura respostas.» [José Guardado Moreira, E, Expresso, 7/9/2019]


Homens e Bestas (trad. Maria Eduarda Cardoso) e outras obras de Donna Leon estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/donna-leon/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 13 de Setembro




Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, de Walter Benjamin
Os Demónios, de Fiódor Dostoievski
Crónicas do Mal de Amor, de Elena Ferrante

Pippi das Meias Altas, de Astrid Lindgren

12.9.19

Sobre Da Natureza das Coisas, de Lucrécio




O poema filosófico Da Natureza das Coisas (De Rerum Natura), escrito por volta do ano 50 a. C., pelo romano Tito Lucrécio Caro, é uma das mais importantes obras da Antiguidade Clássica.
Lucrécio considerou-se o primeiro pensador a expor aos romanos a doutrina epicurista e a grandeza poética da sua obra foi reconhecida de modo quase imediato.
Ovídio escreveu que «os versos do sublime Lucrécio» iriam perdurar enquanto o mundo existisse. Cícero declarou que o poema era «não apenas rico em brilhante engenhosidade, como artisticamente elevado». E Virgílio, que segundo algumas crónicas praticou o ritual romano de passagem à idade adulta no mesmo dia em que Lucrécio faleceu, prestou-lhe homenagem, dizendo que era o homem que conseguiu «encontrar a causa das coisas e que tinha espezinhado todos os temores».


Da Natureza das Coisas, de Lucrécio, traduzido por Luís Manuel Gaspar Cerqueira, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/da-natureza-das-coisas/

Sobre Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia




«Hélia Correia fez da crise migratória um poema épico
A escritora e cronista da NiT Filipa Martins lê o seu excerto favorito de “Um Bailarino na Batalha”.

No início, já estamos em movimento.  ‘Não se olha para trás, dizem os velhos. Não se olha nunca, nunca, para trás. É isso que distingue a guerra de outras maneiras de morrer’. O aviso surge nas primeiras páginas de ‘Um Bailarino na Batalha’ (Relógio D’Água, 2018), Grande Prémio de Romance e Novela 2019 da Associação Portuguesa de Escritores.  O novo romance de Hélia Correia é editado nove anos após ‘Adoecer’ (Relógio D’Água, 2010) e narra, em prosa poética, a travessia do deserto na direção do mar de um grupo de caminhantes que quer fugir da tragédia da guerra rumo à Europa. A atualidade do tema é evidente. […]
Estes são os factos, mas Hélia Correia em ‘Um Bailarino na Batalha’ vai para lá dos factos. O que nos serve é uma atualidade mitificada num corpo coletivo que avança, ora desgarrado ora compacto, sem referências temporais ou espaciais que imortalizam a obra. A crítica chamou-lhe poema épico, bíblico e homérico e, à nossa frente, são desvelados solos de personagens (com primazia para as femininas) que ganham forma na fronteira do grupo para – na página seguinte – ser a personagem coletiva que avança. O livro é uma coreografia complexa de movimentos perpétuos à medida que a esperança na chegada à terra prometida esmorece e os contornos do local de origem se apagam.   

Na leitura, encontramos respostas para as mais complexas perguntas. Como motivar alguém que está condenado a fazer do caminho um lugar? Como o levar a continuar? Convencê-lo de que há um destino, tornando as origens um quadro abstrato de desenraizamento?» [9/9/2019. Texto completo e vídeo aqui.] 

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 12 de Setembro





Fernão de Magalhães, de Stefan Zweig
O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, de Oliver Sacks
Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís

Contos, de Andersen (ed. cartonada)

11.9.19

Documentário sobre Oliver Sacks no Festival de Cinema de Telluride e no Festival de Cinema de Nova Iorque




O documentário biográfico de Ric Burns sobre Oliver Sacks foi exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Telluride e faz também parte da programação do Festival de Cinema de Nova Iorque (que decorre entre 27 de Setembro e 13 de Outubro).




O filme, Oliver Sacks — His Own Life, baseia-se na autobiografia de Oliver Sacks, Em Movimento, publicada pela Relógio D’Água em 2015.

O realizador Ric Burns entrevistou escritores, médicos, amigos e familiares de Oliver Sacks, cujo último livro (póstumo) a Relógio D’Água acaba de publicar.



Carl Safina participa em conferência em Lisboa




Carl Safina é um dos oradores das conferências sobre «O Futuro do Planeta», organizadas pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. O autor de «Para lá das Palavras» falará sobre «O Habitat Natural», no próximo dia 14 de Setembro pelas 16:20. A conferência terá lugar no Teatro Camões, no Parque das Nações.

De Carl Safina, a Relógio D’Água editou em 2016 «Para lá das Palavras – O Que Pensam e Sentem os Animais» (trad. de Vasco Gato).

«Um novo grupo de golfinhos, onde inúmeras crias nadavam ao lado das mães, emergiu ao longo da nossa embarcação, saltando e chapinhando, chamando por nós de forma misteriosa com o seu assobio característico.
Queria saber o que eles estavam a sentir, e porque nos parecem seres tão atraentes, tão… próximos. Mas desta vez permiti-me apresentar-lhes a pergunta proibida: “Quem são vocês?”»
Durante décadas de observação de campo, Carl Safina fez importantes descobertas sobre o cérebro dos animais. Agora o autor oferece-nos uma visão íntima do seu comportamento, desafiando os preconceitos que teimam em separar o comportamento humano do animal.
Neste livro o leitor irá viajar até ao Parque Nacional de Amboseli, situado em plena paisagem protegida do Quénia, onde poderá observar como as famílias de elefantes sobrevivem à caça furtiva e às secas; irá depois ao Parque Nacional de Yellowstone observar o modo como os lobos se organizam após a morte de uma alcateia; visitará finalmente as águas cristalinas do noroeste do Pacífico para observar a fascinante e silenciosa sociedade das baleias assassinas.

Para lá das Palavras é uma análise sobre as personalidades únicas dos animais, desvendadas através de histórias de alegria, tristeza, ciúme e amor animal. Um livro que nos ensina que as semelhanças entre a consciência humana e animal deveriam ser motivo mais do que suficiente para reavaliarmos o modo como interagimos com os animais.

«Para lá das Palavras é um livro que terá um impacto enorme em muitos leitores, pelo modo como impulsiona a nossa relação com os animais para um plano mais elevado… A par de A Origem das Espécies de Darwin, e O Gene Egoísta de Dawkins, Para lá das Palavras é um marco essencial para entendermos o nosso lugar na natureza. Tem, de facto, potencial para alterar o modo como nos relacionamos com o mundo natural.»

[The New York Review of Books]