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25.6.10

A sair em Julho • Eric Hobsbawm • Sobre a História



Tradução de Miguel Serras Pereira



Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do nosso tempo, apresenta-nos aqui as suas reflexões sobre a História e a sua importância para nós. Nesta colectânea - que proporciona ao leitor a descoberta de ensaios pouco conhecidos, por vezes dificilmente acessíveis em língua portuguesa - o autor propõe uma reflexão crítica sobre a prática do historiador de hoje e sobre o sentido do seu trabalho, bem como sobre as relações deste com as ciências sociais, a economia, a acção política e, em suma, o conjunto da vida social, entendida nos termos das condições quotidianas da existência da «gente comum».

A sair em Julho • William Wordsworth • Prelúdio



William Wordsworth
Prelúdio
Tradução de Maria de Lourdes Guimarães







«Se alguma vez leram poesia moderna, num certo sentido leram William Wordsworth, ainda que nunca tenham lido as suas obras. Todos os que ainda lêem deveriam ler Wordsworth, porque ele influenciou praticamente todos os poetas que, posteriormente, escreveram em inglês.»
[Harold Bloom, Como Ler e Porquê]



A sair em Julho • Liudmila Petruchévskaia • Hora: Noite


Liudmila Petruchévskaia
Hora: Noite
Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra




Anna Andrianova é uma poetisa banal a viver à margem da cultura soviética que se encontra em desintegração. Dirige uma casa dominada por mulheres - entre elas a sua mãe e a filha, Alyona. Anna consegue agarrar-se ao mito tradicional da toda-poderosa (e sofredora) Rússia matriarcal. A desafiar esse mito está Alyona, com vários filhos ilegítimos, que precisa de Anna e a odeia.



A sair em Julho • Lorrie Moore • Um Portão nas Escadas


Lorrie Moore
Um Portão nas Escadas
Tradução de José Miguel Silva




A história de Um Portão nas Escadas, sobre uma rapariga a entrar na vida adulta, decorre a seguir ao 11 de Setembro numa pequena quinta do Centro Oeste dos Estados Unidos. Sob a superfície lânguida e indolente do romance, a escrita de Moore coloca-nos perante questões como o racismo, o choque da guerra e a negligência praticada em nome do amor.



A sair em Julho • Edna O'Brien • Raparigas da Província




Tradução de Margarida Periquito


Início dos anos sessenta numa vila rural da Irlanda. Caithleen Brady e a sua atraente amiga Baba, duas raparigas a tornarem-se mulheres, querem abrir asas para o mundo, descobrir o amor e o luxo e o álcool; querem, acima de tudo, divertir-se.
Com uma inocência travessa, astutas ainda que inexperientes, as duas raparigas deixam a escola do convento e chegam às luzes brilhantes de Dublin, onde Caithleen descobre que amantes meigos e ideais raramente existem no mundo real.

22.6.10

Mueenuddin galardoado com Prémio Rosenthal da Academia Americana


Daniyal Mueenuddin
foi galardoado com o Prémio Rosenthal
da Academia Americana de Artes e Letras
 pelo seu livro In Other Rooms, Other Wonders,
a publicar brevemente pela Relógio D'Água.




Esta antologia de contos tinha já sido distinguida com The Story Prize de 2009, foi finalista do Pulitzer e seleccionada pela revista TIME nos 10 melhores livros de 2009. O conto de abertura do livro, "Nawabdin Electrician", foi esolhido por Salman Rushdie para figurar entre Os Melhores Contos Americanos de 2008. Um outro, "A Spoiled Man", será incluído na edição de 2010 de PEN / O'Henry Prize Stories.


DANIYAL MUEENUDDIN cresceu em Lahore, no Paquistão, e no Wisconsin, EUA. Estudou Direito no Dartmouth College e em Yale, tendo exercido advocacia em Nova Iorque. Vive actualmente numa quinta na província paquistanesa de Punjab.


O excelente conto que dá o título ao livro pode ser lido na íntegra na Revista New Yorker.
Mueenuddin contribuiu também para as conceituadas revistas Granta e Zoetrope.



21.6.10

Times Literary Supplement sobre William Trevor




«A prosa de William Trevor é atenta na sua calma e adstringente no seu realismo, no entanto, esta clareza sóbria deixa entrever uma arguta inteligência moral que é ao mesmo tempo íntima e forense. Trevor emparelha os efeitos literários com os seus opostos: uma descrição oblíqua consegue transmitir uma verdade lancinante, a criação alusiva da atmosfera dá a ver verdades psicológicas vívidas.»

[Rónán McDonald, TLS, «William Trevor's quiet communion», 16JUN2010]



De William Trevor
a Relógio D'Água irá publicar



After Rain (contos)

Love and Summer (romance)

Felicia's Journey (romance)





Leia na íntegra o conto «Men of Ireland» de William Trevor


«The man came jauntily, the first of the foot passengers. Involuntarily he sniffed the air. My God! he said, not saying it aloud. My God, you can smell it, all right. He hadn’t been in Ireland for twenty-three years.

He went more cautiously when he reached the edge of the dock, being the first, not knowing where to go. “On there,” an official looking after things said, gesturing over his shoulder with a raised thumb.

“O.K.,” the man said. “O.K.”

He went in this direction. The dock was different, not as he remembered it, and he wondered where the train came in. Not that he intended to take it, but it would give him his bearings. He could have asked the passengers who had come off the boat behind him but he was shy about that. He went more slowly and they began to pass him, some of them going in the same direction. Then he saw the train coming in. Dusty, it looked; beaten up a bit, but as much of it as he could see was free from graffiti.

He was a shabbily dressed man, everything he wore having been abandoned by someone else. He had acquired the garments over a period, knowing he intended to make this journey—the trousers of what had been a suit, brown pin-striped, worn shiny in the seat and at the knees, a jacket that had been navy blue and was nondescript now, the khaki shirt he wore an item once of military attire. His shoes were good, in one of his pockets was an Old Carthusian tie, although he had not himself attended Charterhouse. His name was Donal Prunty. Once big, heavily made, he seemed much less so now, the features of a face that had been florid at that time pinched within the sag of flesh. His dark hair was roughly cut. He was fifty-two years old. (...)»

18.6.10

A Sair • O Sexo de Ler • Pierre Louÿs



A sair
O Sexo de Ler, de Pierre Louÿs
com Tradução e Prefácio de Maria Gabriela Llansol



LXI

A GRUTA DAS NINFAS


Teus pés são mais delicados do que os de Tétis, a argêntea.
Entre teus braços cruzados, aproximas os seios
que docemente embalas como dois belos corpos de pombas.

Sob os cabelos, dissimulas olhos húmidos e cintilantes,
uma boca trémula e as flores carmim de tuas orelhas;
mas nada deterá o meu olhar, nem o sopro quente do beijo.

Porque, no segredo do teu corpo, Mnasídica bem-amada,
és o receptáculo-gruta das ninfas, de que fala o velho Homero,

o lugar onde as Náiades tecem roupas de púrpura,
o lugar de onde escorrem, gota a gota, fontes
inesgotáveis; da sua porta Norte, descem os homens;
pela sua porta Sul, entram os Imortais.