19.9.17

Sobre No Inverno, de Karl Ove Knausgård




«(…) Knausgård parece querer mostrar à filha o que pode esperar do mundo, da complexidade da natureza, das pessoas e dos seus sentimentos, porque todos “estamos entregues uns aos outros” e é preciso aprender a lidar com isso. “É estranho que existas, mas que não saibas nada de como é o mundo. É estranho que haja uma primeira vez que se vê o céu, uma primeira vez que se vê o Sol, uma primeira vez que se sente o ar na pele. É estranho que haja uma primeira vez que se vê um rosto, uma árvore, um candeeiro, um pijama, um sapato. Na minha vida isso já quase não sucede. Mas em breve voltará a acontecer. Daqui a apenas uns meses vou ver-te pela primeira vez.» 
Cada um dos textos obedece a uma mesma estrutura: o autor começa por descrever (por vezes com uma precisão quase infantil, ou como se o fizesse para um ser alienígena) o objecto ou a ideia que titula a pequena narrativa; depois tece mais umas quantas considerações, e passadas umas linhas relaciona-o com um sentimento, uma memória da sua vida (por vezes da sua infância), uma situação social, e fá-lo quase sempre com aquela singular intensidade que o caracteriza desde os seis volumes de A Minha Luta. (…)
A escrita de Karl Ove Knausgård transforma o tempo em palavras, como se com a sua subtileza de narrar, de poder introspectivo e visceral, se libertasse de incomodidades obscuras (…).» [José Riço Direitinho, Público, ípsilon, 15-9-17]

18.9.17

Na morte de John Ashbery





O poeta norte-americano John Ashbery (1927-2017), um dos maiores do nosso tempo, faleceu no passado dia 3 de Setembro.
Sobre ele, Pedro Mexia escreveu na revista E de 16 de Setembro:


«John Ashbery foi duas vezes traduzido em Portugal. Em 1991, no contexto dos encontros Poetas em Mateus, uma dezena de poetas-tradutores (entre os quais Joaquim Manuel Magalhães e Pedro Tamen) produziram uma pequena antologia, “Uma Onda e outros poemas” (Quetzal), editada no ano seguinte, com revisão e apresentação de João Barrento. Em 1995, saiu “Auto-retrato num Espelho Convexo e outros poemas” (Relógio D'Água), um volume mais expansivo, com tradução e posfácio de António M. Feijó. É interessante recordar as qualificações e precauções que os tradutores entenderam necessárias, e que de facto são, acentuando a dimensão estranha, bizarra, hermética. Barrento destaca na poesia de Ashbery o “descentramento, a deriva do sentido, a suspensão da significação ou a insistência no aparentemente insignificante (...), do acidental e do contingente (…)”, enquanto Feijó escreve que em muitos destes poemas encontramos “uma sistemática disjunção que ilude qualquer coerência ou coesão semântica”. Embora frequentemente autobiográfico, Ashbery não é um poeta “confessional”, e a sua poesia tem qualquer coisa de refutação das ingenuidades confessionais. Em vez de “poesia da experiência”, é uma poesia da “experiência da experiência”, um vaivém tumultuoso da consciência e da memória, meio Proust, meio inventário caótico. Esses “devaneios”, como lhes chama Feijó, tornaram-se cada vez mais absurdos no Ashbery das últimas, e abundantes, décadas, deslumbrado com o incessante fluxo de informações imagéticas e linguísticas a que estamos sujeitos. Porque um poema de Ashbery é “hermético” na medida em que é a apoteose de um “eu” ultraconsciente, hiperamnésico, e talvez intransmissível; ao mesmo tempo, é justamente a absoluta singularidade desse “eu” que faz com que sejamos convocados para essa espécie de linguagem privada, que na nossa cabeça completamos, associamos, interrogamos, tomamos como nossa. A poesia de Ashbery pode fazer sentido na medida em que é um “modo de vida”, tão misterioso e fascinante como o nosso modo de vida, e por isso de algum modo semelhante ao nosso. Um poema da colectânea “The Double Dream of Spring” (1970), que cito na tradução de António Feijó, diz isto, que parece agora ainda mais elegíaco, ainda mais confiante: “Somos felizes no nosso modo de vida. / Não faz muito sentido para os outros. Sentamo-nos para aqui,/ Lemos, e andamos irrequietos. Por vezes é altura/ de baixar a escura persiana sobre tudo isto. / A entidade que somos revolve num transe auto-induzido/ Como o sono. Sem ruído o nosso viver pára/ E entra-se como que num sonho / Nesses domínios respeitáveis onde a vida é imóvel e viva (…)”.»

A chegar às livrarias: Desespero, de Vladimir Nabokov (trad. Telma Costa)





«O sol teve tempo para se pôr, dando na sua descida uns retoques a sanguínea nas nuvens sobre o monte pirenaico que tanto se parece com o Fujiyama. Tenho estado aqui sentado num estranho estado de exaustão, ora a ouvir o vento que corre e fustiga, ora a desenhar narizes na margem da página, ora dormitando numa vaga sonolência para depois me sobressaltar, todo a tremer. E de novo havia de crescer em mim aquela sensação de picada, o insuportável zunido… e a minha vontade murcha num mundo vazio… Tive que fazer um grande esforço para acender a luz e meter um aparo novo. A ponta velha partiu­‑se e dobrou­‑se e agora parece o bico de uma ave predadora. Não, isto não é a agonia da criação… é uma coisa muito diferente.»


«Uma obra arrebatadora.» [Martin Amis]

15.9.17

A chegar às livrarias e à Feira do Livro do Porto: Mr Fox, de Helen Oyeyemi (trad. de Ana Falcão Bastos)





É uma tarde soalheira de 1938, e Mary Foxe está com um humor agressivo. St John Fox, um romancista célebre, já não a vê há seis anos. Por isso, não está preparado para a tarde em que ela o visita, mais não seja porque ela não existe. Está apaixonado por ela. Mas foi ele que a inventou.
“És um patife”, diz-lhe ela. “Um assassino em série… Estás a entender?”
Estará Mr Fox à altura do desafio da sua musa? Conseguirá deixar de assassinar as suas heroínas e explorar algo mais próximo do amor? O que irá a sua esposa Daphne pensar dessa súbita mudança no seu marido? Poderá desta vez existir um final feliz?

«As personagens de Oyeyemi quase dançam nas páginas dos seus livros. Este é o seu melhor romance até à data.» [Independent on Sunday]

«Não é apenas um romance profundamente imaginativo. Está repleto de inteligência e sabedoria. O seu melhor livro até hoje.» [Metro]

«Cómico, profundo, chocante, complexo e emotivo.» [Guardian]

14.9.17

Bastardia, de Hélia Correia, nas obras de Adriana Varejão e Paula Rego





De 2 de Setembro a 4 de Novembro, a Carpintaria — espaço da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro — expõe trabalhos de Adriana Varejão e Paula Rego (quatro telas e um grande móbile) que se debruçam sobre dois textos: Primo Basílio, de Eça de Queirós, e Bastardia, de Hélia Correia.

Mais informações em http://fdag.com.br/exposicoes/paula-rego-e-adriana-varejao/

George Saunders na corrida ao Man Booker 2017





Lincoln no Bardo, de George Saunders, é um dos seis títulos na shortlist do Man Booker 2017.
A obra, editada em Portugal pela Relógio D’Água, é o primeiro romance do autor (tradução de José Lima).
Da shortlist fazem parte autores como Ali Smith ou Paul Auster.
O vencedor será anunciado dia 17 de Outubro.

13.9.17

ADOECER, de Hélia Correia, pelo Teatro O Bando, no CCB





De 15 a 18 de setembro, está em cena na Sala de Ensaio do CCB a peça Adoecer, a partir do romance homónimo de Hélia Correia, uma interpretação pelo Teatro O Bando, com dramaturgia e encenação de Miguel Jesus e cenografia de Rui Francisco.



A adaptação ao teatro permite um mergulho na vida de Elizabeth Siddal, a modelo, pintora e poetisa que intrigou a sociedade inglesa vitoriana com a estranheza da sua relação amorosa com o pintor e poeta Dante Gabriel Rossetti, na segunda metade do século XIX.


Jaime Rocha e Ana Teresa Pereira na lista de semifinalistas do Prémio Oceanos





Com Escola de Náufragos e Karen, respectivamente, os escritores Jaime Rocha e Ana Teresa Pereira fazem parte da lista de semifinalistas do Prémio Oceanos 2017, que reúne obras de ficção e poesia em língua portuguesa editadas em 2016.

12.9.17

Sobre A Sibila, de Agustina Bessa-Luís




«A reedição planificada da obra ficcional da autora é um acontecimento. Ainda que não publique nenhum romance inédito desde 2006, Agustina continua sendo a maior escritora portuguesa viva. Razão de sobra para saudar a 31.ª reedição de A Sibila, obra-prima que em 1954 provocou ondas de choque no meio literário, tendo recebido de imediato os prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz. Não esquecer que Agustina foi, antes da queda da ditadura, a única autora de Direita respeitada por críticos de todos os quadrantes ideológicos, posição que mantém mesmo em democracia, sem ter abdicado das suas convicções e nunca se esquivando a militância activa. Com A Sibila, a literatura nacional ganhou uma personagem carismática, essa Quina que nos perturba «desde o alvorecer da razão», mulher indómita adoptada por sucessivas gerações de leitores. A acção do romance decorre na região de Amarante, na casa da Vessada (arrasada pelo fogo em 1870, mas reconstruída), entre meados dos séculos XIX e XX. A narrativa encontra-se pontuada, aqui e ali, por factos reais: a Revolução da Patuleia, o advento da República, etc. Se não leu, tem agora oportunidade. Os clássicos são sempre actuais.» [Eduardo Pitta, sobre A Sibila, no blogue Da Literatura, 7-9-2017]

11.9.17

Sobre Poemas Escolhidos, de Yorgos Seferis





«Por mais paradoxal que possa parecer, a poesia de Yorgos Seferis, que viveu e escreveu em pleno tumulto do século XX, contém apelos e problematiza questões que se podem aproximar desse estado de coisas antes de haver Estado — como nesse tempo imemorial do Minotauro, no poema de Sena, e de outros monstros, humanos ou não. Numa das composições recolhidas em Poemas Escolhidos, escreve Seferis: «nem eu sabia para onde olhar, sem pátria/ eu que combato aqui em baixo» (p.39). E uma pátria esfacelada, não equivalerá ela a uma pátria antes das pátrias e dos Estados? Territórios da luta pela sobrevivência, lugares da desolação, sem qualquer centro aglutinador, onde corpos se esforçam pela manutenção do sangue da vida.» [Hugo Pinto Santos, Revista Caliban, 26-08-2017]

8.9.17

Sobre A Sibila, de Agustina Bessa-Luís




«Há livros inesquecíveis? Uma mão-cheia. Há romances capazes de provocar uma rutura no cânone? Poucos. Há personagens com gravitas suficiente para criar descendência literária? Alguns. E Agustina Bessa-Luís atingiu, ao correr de escrita ornamentada, implacável e ferozmente inteligente, todos estes feitos em A Sibila, um dos seus primeiros romances. História de mulheres encurraladas perante pequenos ou patriarcais poderes rodeadores, que vivem, à sua maneira, mudanças sísmicas como as da transição da ruralidade protegida em que nasceram para a sociedade burguesa, despachada, bem-falante e surda face ao património – de pedra ou de espírito. (…)
Passados 63 anos, este romance mantém intactos poder e fascínio. Narrativa precursora do discurso feminino – e literário –, recria um mundo fechado, emergido a meio do século XX, que vive a vida como um bordado: intenso, intrincado, íntimo, distante do largo pano de fundo global que enfrenta, por exemplo, o advento da República ou a primeira guerra mundial.» [Sílvia Souto Cunha, Visão, 28-8-17]

7.9.17

Sobre As Artes do Sentido, de George Steiner




«A obra reúne seis ensaios de George Steiner, nunca publicados em Portugal e que saíram em revistas académicas: “Narciso e Eco”, “Uma Leitura bem Feita”, “‘A Tragédia’, Reconsiderada”, “A Longa Vida da Metáfora”, “O Crepúsculo das Humanidades” e “Quatro Poetas: A Arte de Fernando Pessoa”. 
(…)

Como o diz Anabela Mendes, no posfácio desta obra, «Para ler Steiner como ele merece, temos de tirar férias da vida.» A dimensão da sua obra e a sua importância, ao longo de um século que foi, por ele, atravessado com a sua visão lúcida, humanista e ética, não permite que os seus textos sejam tomados de ânimo leve, pois concentram uma tradição crepuscular, na linhagem dos grandes mestres do século XX.» [Maria João Cantinho, Revista Caliban, 5-8-2017]

6.9.17

A chegar às livrarias e à Feira do Livro do Porto: Húmus, de Raul Brandão




Húmus, de Raul Brandão, foi um acontecimento insólito na vida literária portuguesa, como um desses rochedos que, sem razão aparente, surgem no meio de uma planície.
Publicada em 1917, e refundida em posteriores edições, a obra não tem relação com a dos autores da Geração de 90 nem com as dos escritores estrangeiros seus contemporâneos, como Romain Rolland, Pirandello e Gorki. As únicas semelhanças poderão ser com a de Dostoievski e a que Kafka ia escrevendo.
O próprio Raul Brandão situou nas suas Memórias o tempo em que o Húmus se inscreve: «A nossa época é horrível porque já não cremos — e não cremos ainda. O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem. E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas, à espera…»
Maria João Reynaud definiu na edição das Obras Completas de Raul Brandão o contributo do autor de Húmus: «Se a arte de Raul Brandão surge muitas vezes na fronteira da vida com a literatura, é porque ele concebeu a função do escritor em termos autenticamente modernos, isto é, em íntima conexão com uma atitude intelectual que a cada momento reivindica o livre exercício do espírito contra todas as formas de degradação dos valores humanos e contra todos os dogmas.»


PVP: € 10,00

5.9.17

A chegar às livrarias e à Feira do Livro do Porto: Uma Mulher na Arábia, de Gertrude Bell (trad. de Marta Mendonça)





Uma das maiores viajantes do século XX, Gertrude Bell voltou costas aos privilégios sociais para se tornar uma célebre viajante, montanhista, estadista, linguista, arqueóloga, fotógrafa e escritora. Foi responsável pelas políticas britânicas no Médio Oriente após a Primeira Grande Guerra, dedicando a sua vida à questão árabe, a ponto de redefinir as fronteiras que constituem hoje o Médio Oriente.

Este livro reúne uma seleção da sua correspondência privada e militar, entradas de diário e escritos de viagem que oferecem ao leitor um olhar íntimo sobre uma mulher que moldou nações. Deu origem ao documentário Cartas de Bagdade e ao filme Rainha do Deserto, realizado por Werner Herzog e protagonizado por Nicole Kidman, James Franco e Robert Pattinson.

Sobre Retalhos do Tempo, Um Memorial de Dublin, de John Banville




«É uma memória para indagar acerca da misteriosa questão de como o passado se transforma em passado, a pergunta que atravessa o mais recente livro do escritor irlandês John Banville, Retalhos do Tempo, Um Memorial de Dublin, que a Relógio d’Água publica agora na sua colecção de viagens. Esta é uma viagem à volta da identidade, umas memórias escritas numa forma que desafia o género enquanto o questiona e se questiona a si na vida. No livro, Banville vai atrás da cidade do passado como quem se procura nela e, ao formular o enunciado “Quem foi?”, tenta chegar à reposta a outra pergunta: quem é? O que é que os edifícios que vê, os jardins e as ruas por onde continua a caminhar, a água que corre nos canais em direcção ao rio Shanon lhe devolvem sobre si? Evocando Proust, Banville procura na cidade perdida um tempo perdido e constrói um livro de memórias singular onde o protagonista — o próprio Banville — quase se apaga, aparecendo episodicamente, muitas vezes de modo quase fantasmagórico, na história da sua relação com aquela paisagem urbana. (…)
São pouco mais de 200 páginas, pontuadas por fotografias, quase todas a preto e branco, da autoria de Paul Joyce. São quase todas imagens da cidade; Banville aparece apenas em três, e sempre de costas. Na primeira, olha o canal junto a uma árvore. Chapéu na cabeça, mãos nos bolsos. Talvez seja Primavera. A roupa é leve e as copas de todas as árvores em volta estão repletas de folhas. “Imagino que todos possuamos um lugar especial que constitua uma espécie de paraíso privativo, o Céu para onde gostaríamos de ir depois da morte, se é que temos de ir para algum lugar. Para mim, aquele trecho de água plácida e juncos rumorejantes, com o caminho de sirga ocre-escuro que vai desde a Baggot Street até à Lower Mount Street, é a paisagem mais encantadora que conheço”, escreve Banville, confessando logo no início que Dublin nunca lhe pertenceu.» [Isabel Lucas, Público, ípsilon, 1-9-2017]

4.9.17

A chegar às livrarias e à Feira do Livro do Porto: Maigret e o Seu Morto, de Georges Simenon (trad. de Lima de Freitas)





«— Desculpe, minha senhora…
Ao cabo de muitos minutos de pacientes esforços, Maigret conseguia, finalmente, interromper a visita…
— A senhora, agora, diz que a sua filha está a envenená­‑la lentamente…
— É a pura verdade…
— Há pouco, a senhora afirmou­‑me com não menos veemência que o seu genro tratava de se cruzar com a criada, no corredor, para deitar veneno no café da senhora ou numa das suas numerosas tisanas…
— É a pura verdade…
— Todavia… — consultou ou fingiu consultar as notas que tomara no decurso da conversa, a qual durava havia mais de uma hora — a senhora informou­‑me, para começar, que a sua filha e o seu marido odiavam­‑se…
— É a pura verdade, Sr. comissário.
— E concordam ambos em suprimir a senhora?
— Não, de maneira nenhuma! Eles querem envenenar­‑me separadamente, compreende?…»

“Um dos maiores escritores do século XX.” The Guardian 

“Adoro ler Simenon. Faz-me lembrar Tchékhov.” William Faulkner


“Um Escritor maravilhoso… Lúcido, simples, em perfeita sintonia com o que escreve.” Muriel Spark

Apresentação de Uma Volta ao Mundo com Leitores, de Sandra Barão Nobre




Na quinta-feira, 7 de Setembro, às 19:00, será apresentado ao público Uma Volta ao Mundo com Leitores, de Sandra Barão Nobre.
No âmbito das actividades da Feira do Livro do Porto, a apresentação terá lugar na Galeria Municipal do Porto e será feita por Dália Dias. 

A sessão conta com a presença da autora.

Apresentação da obra de Agustina Bessa-Luís




A obra de Agustina Bessa-Luís vai ser abordada numa sessão a realizar na Galeria Municipal do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, no dia 9 de Setembro, pelas 17h45.
A iniciativa insere-se na Feira do Livro do Porto, tendo a participação de Mónica Baldaque, escritora, ilustradora e filha de Agustina, que abordará em particular o inédito Deuses de Barro, que irá sair com um prefácio seu, e o livro infantil Dentes de Rato, que ilustrou.
As professoras Isabel Pires de Lima e Ana Paula Coutinho, estudiosas da obra de Agustina Bessa-Luís e participantes do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís, falarão sobre diversos aspectos da obra da autora.