«O texto, que
abunda em diálogos escandalosos não raro evocativos do jornalismo gonzo, é às
vezes interrompido pelo diário de Reilly, bem como pelas cartas que lhe envia
uma tal Myrna Minkoff. Beatnik e apologista da cura universal pelo orgasmo.
Sátira, sim, mas sobretudo comédia, e talvez isso explique as reservas de
Gottlieb [editor que recusou publicar este brilhante romance por achar que lhe
faltava um propósito]. Mas é a comédia certa para a época degenerada que Reilly
enfrenta.» [Luís M. Faria, E, Expresso, 15-8-2015]
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28.8.15
21.8.15
Sobre O Separar das Águas e Outras Novelas, de Hélia Correia
«O Separar das Águas e Outras Novelas dá a ler (ou reler) o primeiro livro de Hélia Correia, a novela que dá título à recolha (1981), além de Villa
Celeste (1985) e Soma (1987). Em qualquer uma destas ficções, sobressai a capacidade de aliar o cuidado da palavra à
economia do dizer. A sua escrita
oscila entre a modernidade em que a autora claramente se insere e o passado da tradição. O que é sensível
numa
linguagem isenta da pretensão de
novidade, no que esta tem de fugaz e excessivo; como nos temas, tantas vezes procurados no mundo recolhido das pequenas comunidades. É o caso da novela O
Separar das Águas, que descreve a
localidade de Vilerma. Contudo, esse tipo de enquadramento permite, ainda, à
escritora retratar, sem mimetismos excessivos, tensões sociais, epocais e de
género. Neste caso, a jovem República, a persistência da memória do regime
anterior, a (quase) omnipresença religiosa e as inevitáveis clivagens de uma
sociedade fechada e calcificada na sua estratificação. A “novela ingénua” Villa Celeste deixa
deliberadamente por resolver as tensões que habitam grande parte da obra de
Hélia. Entre o introspectivo e o que se abre ao mundo, entre o naturalista e o maravilhoso,
esta novela decide o seu lugar precisamente na fronteira. Talvez por isso
possamos ler do “fim da história que não acaba aqui”. Porque esta ficção existe
algures onde acaba o irreal e começa a realidade recriada na escrita. É o que
sucede em Soma, onde planos opostos se interrogam e uma personagem (António)
“lutara contra os dois mil anos anteriores”.» [Hugo Pinto
Santos, Time Out, 12-08-2015]
25.7.11
A Relógio D’Água nos media na semana de 18 a 24 de Julho de 2011
No Atual do semanário Expresso de 23 de Julho de 2011, Ana Cristina Leonardo escreve sobre Nas Trevas Exteriores de Cormac McCarthy: «Assim acontece neste título. A queda do casal de irmãos pelo pecado do incesto traduz-se num caminho sem expiação. Culla Holme, culpado do abandono da criança, vai semeando (involuntariamente?) um rasto de morte à sua passagem; Rinthy, na sua quase inocência, consegue escapar à vivência direta do inferno, para atravessar o livro num limbo de desespero silencioso.» E conclui: «Entre as nossas mãos, um exemplo de genialidade literária e de lancinante desassombro.»
Ainda neste suplemento, como sugestões de Verão, são referidos dois livros da Relógio D’Água: Jane Eyre, de Charlotte Brontë e A Mão do Oleiro, de Rui Nunes.
2.2.10
Livros da Relógio D’Água nos Media (Semana de 25 a 31 de Janeiro de 2010)
No suplemento Actual do Expresso de 30 de Janeiro de 2010, Ana Cristina Leonardo escreve sobre Hannah Arendt e Martin Heidegger de Elżbieta Ettinger.
«Uma coisa é certa: para ela [Hannah Arendt], Heidegger pertencia ao clube dos gigantes, e o seu comprometimento com o nazismo não teria passado de um erro circunstancial. Tal convicção explicará, em grande parte, a amizade que Arendt conseguiu votar, até ao final da vida, àquele que fora, na juventude dela, seu mestre e amante, antes de Hitler ter subido ao poder e de o filósofo de “O Ser e o Tempo” se ter inscrito no partido nazi e assumido a cátedra de reitor oferecida pelo novo regime.»
No mesmo Actual, Rogério Casanova critica Corpos Vis de Evelyn Waugh: «O segundo romance de Waugh pertence à fase mais audaciosa e inventiva da sua carreira: uma obra-prima da comédia satírica, em que o humor é consistentemente cruel, mas sem deixar de estender uma simpatia benevolente às excentricidades e vulnerabilidades do seu alvo, essa colecção de tribos exóticas colectivamente conhecidas como as upper classes britânicas.»
Na revista Os Meus Livros de Fevereiro de 2010, é recomendada a obra Hipátia de Alexandria de Maria Dzielska.
Sara Figueiredo Costa critica A Confiança em Si, a Natureza e Outros Ensaios de Ralph Waldo Emerson, que em sua opinião «reúne alguns dos textos mais emblemáticos do autor, prosas que cruzam os terrenos férteis da filosofia e da religião e onde o optimismo, a auto-confiança e a crença na relação profunda entre o ser humano e o ambiente são elementos essenciais».
Numa crítica a Cutucando a musa de Jorge Fazenda Lourenço, Andreia Brites destaca a sua «interpelação à história da poesia clássica, reflectindo a partir do presente, respeitando ritmos e temas e mantendo a subjectividade poética».
Ainda na mesma revista, a jornalista e professora Fátima Lopes Cardoso escreve sobre Anos Difíceis de António Barreto.
«O segredo da longevidade das suas crónicas, publicadas há 19 anos, parece ser a argúcia com que António Barreto aborda temas que são nossos, não porque falamos a mesma língua ou vivemos no mesmo país, mas porque todos gostaríamos de alterar as realidades criticadas.»
1.2.10
Livros da Relógio D’Água nos Media (Semana de 18 a 24 de Janeiro)
No Ípisilon do Público de 22 de Janeiro, João Bonifácio escreve sobre Com o Diabo no Corpo: «A obra de estreia do meteórico Raymond Radiguet foi motivo de escândalo nos anos 1920. Hoje é “só” um tremendo tratado de trágica autodescoberta.»
19.1.10
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 11 a 17 de Janeiro de 2010)
No suplemento Actual do semanário Expresso de 16 de Janeiro de 2010, Hugo Pinto Santos descreve O Jogador de Fiódor Dostoievski como uma «breve obra-prima que retrata com notável realismo e ductilidade estilística os desvãos da cupidez, lembra o que Virginia Woolf dizia dos romances do autor: “Fervilhantes vórtices, rodopiantes tempestades de areia, trombas d’água que silvam e fervem, que nos sorvem. Pura e simplesmente, forjados no âmago da alma.”»
No Ípsilon de 15 de Janeiro Eduardo Pitta escreve sobre A Pedra da Lua de Wilkie Collins, apresentado como «o início do romance policial moderno».
«A intriga flui num registo seco não isento de ironia. Collins domina com precisão todos os recursos estilísticos, dando o registo adequado à modulação de cada uma das várias vozes. Sem se dar conta, o leitor é parte litigante do descaminho do diamante de Rachel.»
Na secção “Leituras” da LER de Janeiro de 2010 José Riço Direitinho critica Com o Diabo no Corpo de Raymond Radiguet.
«Aquando da sua publicação, o que mais indignou os críticos foi o carácter cínico e escandaloso do narrador desta obra-prima que tem fascinado gerações de leitores, entre os quais J. D. Salinger, em cujo romance Uma Agulha no Palheiro a sua influência é notória e assumida.»
Na mesma revista é referido também Mãe-do-Fogo de João Miguel Fernandes Jorge e João Cruz Rosa.
«Nestes 25 novos poemas, completados por uma série de desenhos de João Cruz Rosa (a tinta-da-china sobre papel feito à mão), João Miguel Fernandes Jorge (n. 1943) prossegue a sua linha estética de grande rigor e austeridade, pontualmente iluminada por efusões de um lirismo que nunca abandona um recorte clássico.»
Ainda na mesma LER, Maria Filomena Molder fala, em entrevista, sobre os seus dois livros que sairão este ano na Relógio D’Água.
«Para 2010 tenho duas obras na Relógio D’Água. Primeiro, em O Químico e o Alquimista – Benjamin, Leitor de Baudelaire tento pôr à prova a passagem do químico ao alquimista que Benjamin considera ser a passagem do comentador ao crítico.»
No Ípsilon de 15 de Janeiro Eduardo Pitta escreve sobre A Pedra da Lua de Wilkie Collins, apresentado como «o início do romance policial moderno».
«A intriga flui num registo seco não isento de ironia. Collins domina com precisão todos os recursos estilísticos, dando o registo adequado à modulação de cada uma das várias vozes. Sem se dar conta, o leitor é parte litigante do descaminho do diamante de Rachel.»
Na secção “Leituras” da LER de Janeiro de 2010 José Riço Direitinho critica Com o Diabo no Corpo de Raymond Radiguet.
«Aquando da sua publicação, o que mais indignou os críticos foi o carácter cínico e escandaloso do narrador desta obra-prima que tem fascinado gerações de leitores, entre os quais J. D. Salinger, em cujo romance Uma Agulha no Palheiro a sua influência é notória e assumida.»
Na mesma revista é referido também Mãe-do-Fogo de João Miguel Fernandes Jorge e João Cruz Rosa.
«Nestes 25 novos poemas, completados por uma série de desenhos de João Cruz Rosa (a tinta-da-china sobre papel feito à mão), João Miguel Fernandes Jorge (n. 1943) prossegue a sua linha estética de grande rigor e austeridade, pontualmente iluminada por efusões de um lirismo que nunca abandona um recorte clássico.»
Ainda na mesma LER, Maria Filomena Molder fala, em entrevista, sobre os seus dois livros que sairão este ano na Relógio D’Água.
«Para 2010 tenho duas obras na Relógio D’Água. Primeiro, em O Químico e o Alquimista – Benjamin, Leitor de Baudelaire tento pôr à prova a passagem do químico ao alquimista que Benjamin considera ser a passagem do comentador ao crítico.»
A outra obra é As Nuvens e o Vaso Secreto, que reúne uma série de textos sobre Kant e Goethe que foram publicados em revistas e obras colectivas.
5.1.10
Livros da Relógio D'Água nos Media (semana de 28 de Dezembro de 2009 a 3 de Janeiro de 2010)
No suplemento Actual do jornal Expresso de 31 de Dezembro de 2009 é feito o balanço editorial do ano. Entre os livros da Relógio D’Água são destacados Suttree de Cormac McCarthy (Ana Cristina Leonardo), A Lebre de Vatanen de Arto Paasilinna (José Guardado Moreira), A Confiança em Si, A Natureza e Outros Ensaios de Ralph Waldo Emerson (José Guardado Moreira), O Leilão do Lote 49 de Thomas Pynchon (José Mário Silva e Rogério Casanova) e A Pedra da Lua de Wilkie Collins (Luís M. Faria).
A editora com mais títulos escolhidos na década
Na revista Única do mesmo número do Expresso são escolhidos os dez livros internacionais e nacionais que marcaram a primeira década do século XXI.
Nos primeiros está A Estrada de Cormac McCarthy (em tradução de Paulo Faria publicada em 2007).
Dos dez livros nacionais são referidas três obras da Relógio D’Água, a saber: Lilias Fraser de Hélia Correia (2001), O Senhor de Herbais de Maria Gabriela Llansol (2002) e Portugal, Hoje – O Medo de Existir de José Gil (2004).
Com quatro obras mencionadas em vinte, a Relógio D’Água é, nesta escolha de José Mário Silva, a editora com mais obras referenciadas na década.
Relógio D’Água, editora do ano para Os Meus Livros
Na revista Os Meus Livros de Janeiro de 2010 a Relógio D’Água é considerada a editora do ano.
O nome da editora podia remeter para a qualidade constante das suas propostas, um catálogo assente em escolhas pautadas por um indiscutível conhecimento da Literatura, dando a conhecer todos os anos nomes ausentes das escolhas mais óbvias (como este ano foi o caso de John Franklin Bardin, Robert Walser, Alice Munro, Arto Paasilinna), ecoando fenómenos de culto (Slavoj Žižek, Cormac McCarthy) ou recuperando títulos imprescindíveis (“O Túnel” de Ernesto Sabato, ou a publicação gradual da obra de Freud). Nada disto impede a publicação de outros que já não são apostas, são certezas, como os ensaios de José Gil ou a poesia de Gonçalo M. Tavares. Tudo servido num grafismo, acima de tudo, coerente, identificável, eficaz, sem dispersão por infinitas colecções. Se há editoras que permanecem o rosto do seu editor, Francisco Vale, a Relógio D’Água é uma dessas casas. E é também a nossa escolha para Editora do Ano em 2009.
No mesmo número, Filipa Leal critica Com o Diabo no Corpo de Raymond Radiguet. «Escrito entre os 16 e os 20 anos, não ousou relatar as façanhas de um homem experiente, mas sim a vida interior do estudante rebelde cuja “idade desconhecia a insónia”».
A editora com mais títulos escolhidos na década
Na revista Única do mesmo número do Expresso são escolhidos os dez livros internacionais e nacionais que marcaram a primeira década do século XXI.
Nos primeiros está A Estrada de Cormac McCarthy (em tradução de Paulo Faria publicada em 2007).
Dos dez livros nacionais são referidas três obras da Relógio D’Água, a saber: Lilias Fraser de Hélia Correia (2001), O Senhor de Herbais de Maria Gabriela Llansol (2002) e Portugal, Hoje – O Medo de Existir de José Gil (2004).
Com quatro obras mencionadas em vinte, a Relógio D’Água é, nesta escolha de José Mário Silva, a editora com mais obras referenciadas na década.
Relógio D’Água, editora do ano para Os Meus Livros
Na revista Os Meus Livros de Janeiro de 2010 a Relógio D’Água é considerada a editora do ano.
O nome da editora podia remeter para a qualidade constante das suas propostas, um catálogo assente em escolhas pautadas por um indiscutível conhecimento da Literatura, dando a conhecer todos os anos nomes ausentes das escolhas mais óbvias (como este ano foi o caso de John Franklin Bardin, Robert Walser, Alice Munro, Arto Paasilinna), ecoando fenómenos de culto (Slavoj Žižek, Cormac McCarthy) ou recuperando títulos imprescindíveis (“O Túnel” de Ernesto Sabato, ou a publicação gradual da obra de Freud). Nada disto impede a publicação de outros que já não são apostas, são certezas, como os ensaios de José Gil ou a poesia de Gonçalo M. Tavares. Tudo servido num grafismo, acima de tudo, coerente, identificável, eficaz, sem dispersão por infinitas colecções. Se há editoras que permanecem o rosto do seu editor, Francisco Vale, a Relógio D’Água é uma dessas casas. E é também a nossa escolha para Editora do Ano em 2009.
No mesmo número, Filipa Leal critica Com o Diabo no Corpo de Raymond Radiguet. «Escrito entre os 16 e os 20 anos, não ousou relatar as façanhas de um homem experiente, mas sim a vida interior do estudante rebelde cuja “idade desconhecia a insónia”».
29.12.09
Livros da Relógio D'Água nos Média (semana de 21 a 27 de Dezembro)
Na revista Actual do Expresso de 24 de Dezembro, Luís M. Faria escreve sobre A Pedra da Lua de Wilkie Collins.
«"A Pedra da Lua" é uma obra-prima tanto a nível da construção como da psicologia. E até do humor, com um capítulo sinistro e hilariante 'escrito' por uma fanática religiosa. Há quem o considere (façam-se as necessárias vénias a Poe) o primeiro romance policial da história. Foi decerto o primeiro a marcar sem regresso alguns elementos do policial britânico: o detective quase sobre-humano, o seu sidekick tonto, o par romântico numa rede de equívocos.»

18.12.09
Livros da Relógio D'Água nos Media (semana de 14 a 20 de Dezembro)
No Ípsilon de 18 de Dezembro, Eduardo Pitta escreve sobre Corpos Vis, de Evelyn Waugh: «A fluidez da narrativa é idêntica à de um guião pronto a ser filmado. E reúne os ingredientes que singularizam Waugh: quotidiano das classes altas britânicas, sarcasmo, mordacidade, humor, “gossip” e ambiguidade sexual. (…)
Logo no primeiro capítulo, a descrição da travessia do Canal é um prodígio de modernidade. Sirva de exemplo e lição a quem julga estar a descobrir coisas descobertas há muito.»
Logo no primeiro capítulo, a descrição da travessia do Canal é um prodígio de modernidade. Sirva de exemplo e lição a quem julga estar a descobrir coisas descobertas há muito.»
José Guardado Moreira, na revista Actual de 19 de Dezembro, faz a recensão de A Lebre de Vatanen, de Arto Paasilinna: «E de coisas extraordinárias nos fala este livro, que foi um êxito no seu país, nos idos de 1975. (...) Num registo pícaro, inconveniente, risonho mas vitriólico, e quase surreal, seguimos o rasto do viajante da lebre na sua descoberta, muito pessoal, da liberdade dos grandes espaços.»
16.12.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 7 a 13 de Dezembro)
António Guerreiro, na revista Actual do Expresso de 12 de Dezembro, destaca entre as suas sugestões de Natal o livro de R. W. Emerson, A Confiança em Si, a Natureza e Outros Ensaios: «O optimismo e a exaltação de Emerson são uma espécie de antídoto contra o niilismo e o desencanto do nosso tempo. Este filósofo americano é ao mesmo tempo moderno e antigo.»
No mesmo suplemento, também Poemas de Amor – Antologia Latina figura entre as sugestões de Natal de José Guardado Moreira: «Catulo, Virgílio e Horácio estão entre os poetas convocados, a par de outros menos conhecidos. “Acaso é algum deus mais violento do que o nosso arco?”, pergunta um autor anónimo.»
No Sol de 11 de Dezembro, Filipa Melo considera Do Amor, de Stendhal, «um fascinante tratado sobre… esse intricado sentimento experimentado e estudado pelo escritor francês com audácia, minúcia e desejos de lucidez e clareza». Elucidando o fundo autobiográfico do livro, Filipa Melo conclui: «Métilde será talvez a Mme. Gherardi de Do Amor, com quem o autor assiste à transformação de um feio galho despido mergulhado nas salinas de Salzburgo num belo ramo coberto de reluzentes diamantes de sal. Para Stendhal, a mesma cristalização ocorre no sujeito enamorado, motivo-chave para esta demonstração de como o amor revela do avesso a beleza, a felicidade e a razão.»
Na Time Out de 9 de Dezembro, Sara Figueiredo Costa sublinha a importância dos diálogos em Corpos Vis, de Evelyn Waugh: «são um dos elementos de génio deste romance que retrata, sem poupar ninguém, a euforia londrina entre as duas guerras do século XX. Entre os outros contam-se a acutilância das descrições, o ritmo frenético, em perfeito equilíbrio com o “ar do tempo”, e o comentário social, mordaz, irónico e certeiro». Conclui dizendo, acerca deste livro a que atribui cinco estrelas, «na sublime prosa de Waugh, entre diálogos vertiginosos e uma noção de modernidade que marcaria a literatura da época, tudo se move desordenada e euforicamente».
No mesmo suplemento, também Poemas de Amor – Antologia Latina figura entre as sugestões de Natal de José Guardado Moreira: «Catulo, Virgílio e Horácio estão entre os poetas convocados, a par de outros menos conhecidos. “Acaso é algum deus mais violento do que o nosso arco?”, pergunta um autor anónimo.»
No Sol de 11 de Dezembro, Filipa Melo considera Do Amor, de Stendhal, «um fascinante tratado sobre… esse intricado sentimento experimentado e estudado pelo escritor francês com audácia, minúcia e desejos de lucidez e clareza». Elucidando o fundo autobiográfico do livro, Filipa Melo conclui: «Métilde será talvez a Mme. Gherardi de Do Amor, com quem o autor assiste à transformação de um feio galho despido mergulhado nas salinas de Salzburgo num belo ramo coberto de reluzentes diamantes de sal. Para Stendhal, a mesma cristalização ocorre no sujeito enamorado, motivo-chave para esta demonstração de como o amor revela do avesso a beleza, a felicidade e a razão.»
Na Time Out de 9 de Dezembro, Sara Figueiredo Costa sublinha a importância dos diálogos em Corpos Vis, de Evelyn Waugh: «são um dos elementos de génio deste romance que retrata, sem poupar ninguém, a euforia londrina entre as duas guerras do século XX. Entre os outros contam-se a acutilância das descrições, o ritmo frenético, em perfeito equilíbrio com o “ar do tempo”, e o comentário social, mordaz, irónico e certeiro». Conclui dizendo, acerca deste livro a que atribui cinco estrelas, «na sublime prosa de Waugh, entre diálogos vertiginosos e uma noção de modernidade que marcaria a literatura da época, tudo se move desordenada e euforicamente».
7.12.09
Livros da Relógio D’Água na LER
A revista LER de Dezembro destaca 52 livros de outras tantas semanas no ano que está a acabar. Entre eles estão cinco livros publicados pela Relógio D’Água, a saber O Leilão do Lote 49 de Thomas Pynchon, O Coração dos Ponders de Eudora Welty, Suttree de Cormac McCarthy, Os Adeuses de Juan Carlos Onetti e Breves Notas sobre as Ligações (Llansol, Molder e Zambrano) de Gonçalo M. Tavares.
Nas «Leituras», José Riço Direitinho considera A Lebre de Vatanen de Arto Paasilinna como «um dos livros mais divertidos do ano» e chama a atenção para a publicação próxima de duas obras do autor finlandês, Aprazível Suicídio em Grupo e As Dez Mulheres do Industrial Industrial Rauno Rämekorpi.
Na secção «Mais Livros Saídos» é referido Anos Difíceis de António Barreto.
Em «Diário de Ocasião» de Francisco José Viegas é feita uma referência a Autores, Editores e Leitores de Francisco Vale, apresentado como «um livro que dá gosto ler e que pode bem ser uma preciosidade nestes tempos em que a “edição” se sobrepõe ao papel do “editor”».
Nas «Leituras», José Riço Direitinho considera A Lebre de Vatanen de Arto Paasilinna como «um dos livros mais divertidos do ano» e chama a atenção para a publicação próxima de duas obras do autor finlandês, Aprazível Suicídio em Grupo e As Dez Mulheres do Industrial Industrial Rauno Rämekorpi.
Na secção «Mais Livros Saídos» é referido Anos Difíceis de António Barreto.
Em «Diário de Ocasião» de Francisco José Viegas é feita uma referência a Autores, Editores e Leitores de Francisco Vale, apresentado como «um livro que dá gosto ler e que pode bem ser uma preciosidade nestes tempos em que a “edição” se sobrepõe ao papel do “editor”».
4.12.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 23 a 29 de Novembro)
Na revista Actual do Expresso de 28 de Novembro, Paulo Nogueira escreve sobre Um Bando de Corvos de Ruth Rendell, e a colecção de que a obra faz parte.
«Por incrível que pareça, volta e meia ainda é preciso defender o pedigree do género policial (uma tarefa quase de Sísifo), não obstante a sua notória versatilidade de canivete suíço. Uma nova colecção da Relógio D’Água é uma prova conclusiva: inclui nomes que vão de Edgar Allan Poe (o pai da criança) a Ernesto Sabato.»
«Um Bando de Corvos pertence à série Wexford – e é colheita vintage. Narrativa apaixonante, mas não esbaforida. Ao longo de 40 anos, Rendell registou as transições sociais da violência doméstica à mudança do estatuto da mulher (não mais “a mulher cativa” nem a femme fatale, mas a executiva).»
24.11.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (de 8 a 22 de Novembro)
No Ípsilon de 13 de Novembro, Rui Lagartinho escreve sobre A Lebre de Vatanen de Arto Paasilinna.
«Este romance mudou a sua vida e permitiu-lhe dedicar-se a escrever romances a tempo inteiro. A partir da descoberta pela França da sua obra, esta tornou-se mais conhecida e hoje está traduzida em quase trinta línguas (…). O estilo cómico e cínico mantém-se dentro do universo da comédia de situação: entre o realismo e o absurdo, com gente bizarra, independente e rodeada de animais selvagens. A paisagem finlandesa, agora mais reconhecível pelos leitores fiéis em todo o mundo, desdobra-se em si próprio.»No mesmo suplemento do Público mas de 20 de Novembro, Helena Vasconcelos critica A Vista de Castle Rock da contista Alice Munro.
«A “montagem” destes relatos, semelhante à construção de um “quilt” – estas míticas mantas de retalhos são feitas a partir de contos, memórias, imagens, sensações que pacientemente se entrelaçam ao sabor da memória – constitui um exemplo da extraordinária arte de contar da autora.»
No mesmo número, Eduardo Pitta descreve A Cidade Sitiada de Clarice Lispector como «monotonia, frases curtas, respiração dodecafónica. Só pode ser Clarice do outro lado do espelho».
«Este romance mudou a sua vida e permitiu-lhe dedicar-se a escrever romances a tempo inteiro. A partir da descoberta pela França da sua obra, esta tornou-se mais conhecida e hoje está traduzida em quase trinta línguas (…). O estilo cómico e cínico mantém-se dentro do universo da comédia de situação: entre o realismo e o absurdo, com gente bizarra, independente e rodeada de animais selvagens. A paisagem finlandesa, agora mais reconhecível pelos leitores fiéis em todo o mundo, desdobra-se em si próprio.»No mesmo suplemento do Público mas de 20 de Novembro, Helena Vasconcelos critica A Vista de Castle Rock da contista Alice Munro.
«A “montagem” destes relatos, semelhante à construção de um “quilt” – estas míticas mantas de retalhos são feitas a partir de contos, memórias, imagens, sensações que pacientemente se entrelaçam ao sabor da memória – constitui um exemplo da extraordinária arte de contar da autora.»
No mesmo número, Eduardo Pitta descreve A Cidade Sitiada de Clarice Lispector como «monotonia, frases curtas, respiração dodecafónica. Só pode ser Clarice do outro lado do espelho».
20.10.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 10 a 18 de Outubro)
Na Actual do passado dia 17, Ana Cristina Leonardo aborda Os Irmãos Tanner de Robert Walser. Segundo a crítica do Expresso:
«De características autobiográficas e estranhamente premonitórias, este romance, assinado por um escritor que passou grande parte da vida num hospício (“Estou aqui, não para escrever, mas para ser louco” – responderia a um homem que o visita em Herisau), é, como todos os livros de Walser, uma obra-prima de delicadeza.»
«De características autobiográficas e estranhamente premonitórias, este romance, assinado por um escritor que passou grande parte da vida num hospício (“Estou aqui, não para escrever, mas para ser louco” – responderia a um homem que o visita em Herisau), é, como todos os livros de Walser, uma obra-prima de delicadeza.»
6.10.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (Semanas de 12 de Setembro a 4 de Outubro)
Na revista Actual do Expresso de 12 de Setembro, Ana Cristina Leonardo escreve que «O Túnel conduz-nos pelos trilhos de uma cabeça exacta, lógica, capaz de criar o seu próprio inferno. Metáfora da criação artística? Do estado do mundo? Seja o que for, uma obra-prima».
No Ípsilon de 25 de Setembro, Eduardo Pitta considera O Túnel de Ernesto Sabato um romance que é ao mesmo tempo um ensaio sobre o ciúme.
Reconhecendo que em Sabato «as ideias não perturbam a polifonia da intriga», o crítico do Público afirma que «a marca de um grande autor pode ser avaliada pela sua capacidade de tornar intemporal o que escreve». Em sua opinião, Sabato «sai incólume do ar do tempo».
Em Os Meus Livros de Outubro de 2009, Sara Figueiredo Costa diz sobre o policial Que o Diabo Leve a Mosca Azul:
«Bardin usa com mestria o encadeamento narrativo, deturpando sequências, recorrendo a factos presentes para explicar os passados e criando uma harmonia perfeita entre a sucessão desregulada dos acontecimentos e a percepção que a protagonista deles tem.
«Originalmente publicado em 1948, Que o Diabo Leve a Mosca Azul merece todos os encómios que a contracapa lhe atribui.»
27.7.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (Semana de 20 a 26 de Julho)
No suplemento Ípsilon do jornal Público de 24 de Julho, Óscar Faria fala sobre Os Olhos de Himmler de Rui Nunes.
«É um livro imenso, este. Um texto que cruza, por vezes misturando-os, vários tempos, o passado e o presente. Os crimes de Heinrich Himmler – a 4 de Outubro de 1943, o comandante das SS proferiu o discurso de Posen, onde aborda directamente o extermínio dos judeus europeus -, participados por Andreas, que se prolongam na violência contemporânea.»

7.7.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 29 de Junho a 5 de Julho de 2009)
No semanário Sol de 3 de Julho, Filipa Melo fala de Cão em Fuga que considera um Don DeLillo vintage.
«Panorama, corpo e movimento, alinhados para o tema maior: conspiração. Fixem-se estas noções, elas regem a técnica original de um dos melhores da cena literária norte-americana.»
Na rubrica «Leituras» da revista LER de Julho, José Mário Silva critica Breves Notas sobre as Ligações (Llansol, Molder e Zambrano) de Gonçalo M. Tavares.
«As ideias dos outros (das outras, neste caso) são apenas combustível para o seu elaborado processo mental, pontos de partida desligados entre si e arrancados aos respectivos contextos, materiais observados a partir de um ponto exterior – suficientemente distante para permitir a perspectiva e a paralaxe, a aproximação e o erro. É esse olhar a dois tempos que leva à descoberta de insuspeitos fios soltos e nexos improváveis.»
José Riço Direitinho aborda igualmente em «Leituras» Os Adeuses de Juan Carlos Onetti. JRD considera que esta novela, a preferida de Onetti, é uma «verdadeira obra-prima da arte de narrar com rigor, delicadeza e inteligência».
Ainda no mesmo número da LER é feita uma recensão a Cão em Fuga de Don DeLillo por José Riço Direitinho e em «Mais Livros Saídos» é referido o livro Os Olhos de Himmler, de Rui Nunes.
No Noticiário da Sic Notícias de quinta-feira, José Gil foi entrevistado por Mário Crespo a propósito do seu mais recente livro, Em Busca da Identidade - o desnorte.
«Panorama, corpo e movimento, alinhados para o tema maior: conspiração. Fixem-se estas noções, elas regem a técnica original de um dos melhores da cena literária norte-americana.»
Na rubrica «Leituras» da revista LER de Julho, José Mário Silva critica Breves Notas sobre as Ligações (Llansol, Molder e Zambrano) de Gonçalo M. Tavares.
«As ideias dos outros (das outras, neste caso) são apenas combustível para o seu elaborado processo mental, pontos de partida desligados entre si e arrancados aos respectivos contextos, materiais observados a partir de um ponto exterior – suficientemente distante para permitir a perspectiva e a paralaxe, a aproximação e o erro. É esse olhar a dois tempos que leva à descoberta de insuspeitos fios soltos e nexos improváveis.»
José Riço Direitinho aborda igualmente em «Leituras» Os Adeuses de Juan Carlos Onetti. JRD considera que esta novela, a preferida de Onetti, é uma «verdadeira obra-prima da arte de narrar com rigor, delicadeza e inteligência».
Ainda no mesmo número da LER é feita uma recensão a Cão em Fuga de Don DeLillo por José Riço Direitinho e em «Mais Livros Saídos» é referido o livro Os Olhos de Himmler, de Rui Nunes.
No Noticiário da Sic Notícias de quinta-feira, José Gil foi entrevistado por Mário Crespo a propósito do seu mais recente livro, Em Busca da Identidade - o desnorte.
29.6.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 22 a 28 de Junho de 2009)
Na Actual do Expresso, Ana Cristina Leonardo aborda o romance Cão em Fuga (1978) de Don DeLillo. Depois de descrever aspectos da trama, a jornalista conclui que:
«Naturalmente, tudo isto é transfigurado pela mão de Don DeLillo, porventura um dos maiores da geração que segue a de Roth (pode gostar-se mais de Cormac McCarthy, mas não é obrigatório ter de escolher entre dois sabores distintos). Paranóia, tecnologia, conspiração, contemporaneidade são temas que interessam DeLillo e que estão presentes nele desde o princípio. Retratista de um tempo galopante, que ainda assim não recusa os factos do dia, o escritor de origem italiana sabe traduzir a realidade numa aventura literária, muito crítica mas nunca didáctica, cruel mas, apesar disso, cheia de personagens vulneráveis.»
Também na Actual, José Guardado Moreira fala de O Despertar de Kate Chopin.
«A escritora, nascida em St. Louis, de ascendência irlandesa, foi criada num meio puritano até casar. Viajou pela Europa, teve filhos e, após a morte do marido, tomou conta das plantações da família, tendo-se apaixonado por um vizinho casado. Mais tarde regressou à cidade natal e, influenciada por Maupassant e Flaubert, enceta uma carreira literária, publicando várias antologias de contos e dois romances. Este livro é uma surpresa, escrito num tom delicado, mas que espelha as forças imensas do desejo. A história de uma mulher burguesa que decide mudar de vida, apaixonando-se por um visitante assíduo da casa, rasga a tule das boas aparências e lança ondas de choque que não podem ter um final feliz.»
Ainda na Actual, Luís M. Faria escreve sobre A Pena do Diabo, um dos últimos policiais de Minette Walters.
«Ao contrário de outros autores, Walters não abusa das digressões informativas, nem revela uma especial inclinação por diálogos de um moralismo mal disfarçado. Alternando narração directa com e-mails e com notas soltas (pensamentos sob tortura, etc.) – na perspectiva da protagonista – como um longo exercício de “inundação”, ou seja, de tratamento da fobia, praticado enquanto a própria vai conseguindo admitir, a conta-gotas, aquilo que lhe aconteceu.»
Em Os Meus Livros de Julho de 2009 é feita uma pré-publicação de A Vista de Castle Rock da canadiana Alice Munro, galardoada com o Man Booker Internatonal Prize 2009.
A revista refere ainda Parece Mesmo o Paraíso de John Cheever, na rubrica «Títulos Disponíveis e Recomendáveis».
Nas críticas é analisada a novela Funeral Divertido de Liudmila Ulítskaia. Curiosamente nos «Contras» a crítica, Rita Bonet, que parece não gostar de oxímoros, refere o «título».
«Naturalmente, tudo isto é transfigurado pela mão de Don DeLillo, porventura um dos maiores da geração que segue a de Roth (pode gostar-se mais de Cormac McCarthy, mas não é obrigatório ter de escolher entre dois sabores distintos). Paranóia, tecnologia, conspiração, contemporaneidade são temas que interessam DeLillo e que estão presentes nele desde o princípio. Retratista de um tempo galopante, que ainda assim não recusa os factos do dia, o escritor de origem italiana sabe traduzir a realidade numa aventura literária, muito crítica mas nunca didáctica, cruel mas, apesar disso, cheia de personagens vulneráveis.»
Também na Actual, José Guardado Moreira fala de O Despertar de Kate Chopin.
«A escritora, nascida em St. Louis, de ascendência irlandesa, foi criada num meio puritano até casar. Viajou pela Europa, teve filhos e, após a morte do marido, tomou conta das plantações da família, tendo-se apaixonado por um vizinho casado. Mais tarde regressou à cidade natal e, influenciada por Maupassant e Flaubert, enceta uma carreira literária, publicando várias antologias de contos e dois romances. Este livro é uma surpresa, escrito num tom delicado, mas que espelha as forças imensas do desejo. A história de uma mulher burguesa que decide mudar de vida, apaixonando-se por um visitante assíduo da casa, rasga a tule das boas aparências e lança ondas de choque que não podem ter um final feliz.»
Ainda na Actual, Luís M. Faria escreve sobre A Pena do Diabo, um dos últimos policiais de Minette Walters.
«Ao contrário de outros autores, Walters não abusa das digressões informativas, nem revela uma especial inclinação por diálogos de um moralismo mal disfarçado. Alternando narração directa com e-mails e com notas soltas (pensamentos sob tortura, etc.) – na perspectiva da protagonista – como um longo exercício de “inundação”, ou seja, de tratamento da fobia, praticado enquanto a própria vai conseguindo admitir, a conta-gotas, aquilo que lhe aconteceu.»
Em Os Meus Livros de Julho de 2009 é feita uma pré-publicação de A Vista de Castle Rock da canadiana Alice Munro, galardoada com o Man Booker Internatonal Prize 2009.
A revista refere ainda Parece Mesmo o Paraíso de John Cheever, na rubrica «Títulos Disponíveis e Recomendáveis».
Nas críticas é analisada a novela Funeral Divertido de Liudmila Ulítskaia. Curiosamente nos «Contras» a crítica, Rita Bonet, que parece não gostar de oxímoros, refere o «título».
15.6.09
Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 8 a 14 de Junho de 2009)
No semanário Expresso, Ana Cristina Leonardo escreve sobre Os Adeuses de Juan Carlos Onetti (tradução de Hélia Correia e prefácio de Antonio Muñoz Molina).
«(…) “Os Adeuses”, história de um fracasso anunciado, termina em aberto, apesar da certeza da morte que tudo encerra. Uma obra-prima. (…)»
No mesmo número do Expresso, o poeta e crítico Manuel de Freitas fala-nos de As Duas Casas de Ana Teresa Pereira.
«(…) Aqui no suposto registo da chamada literatura juvenil, dão-se a ler as obsessões principais de uma escritora maior que não desiste de conviver com os seus avatares, sejam eles Swedenborg, Chesterton, Poe, Balzac, Conan Doyle ou Rilke. Não faltam, pois, sinistras bibliotecas, passagens secretas que levam para outros livros, anjos terríveis que só na pintura se tornam reais, casas e contos que se revelam duplos e contíguos. (…)»
Ainda neste semanário, Os Olhos de Himmler de Rui Nunes é abordado pelo ensaísta e crítico António Guerreiro.
«(…) “Os Adeuses”, história de um fracasso anunciado, termina em aberto, apesar da certeza da morte que tudo encerra. Uma obra-prima. (…)»
No mesmo número do Expresso, o poeta e crítico Manuel de Freitas fala-nos de As Duas Casas de Ana Teresa Pereira.
«(…) Aqui no suposto registo da chamada literatura juvenil, dão-se a ler as obsessões principais de uma escritora maior que não desiste de conviver com os seus avatares, sejam eles Swedenborg, Chesterton, Poe, Balzac, Conan Doyle ou Rilke. Não faltam, pois, sinistras bibliotecas, passagens secretas que levam para outros livros, anjos terríveis que só na pintura se tornam reais, casas e contos que se revelam duplos e contíguos. (…)»
Ainda neste semanário, Os Olhos de Himmler de Rui Nunes é abordado pelo ensaísta e crítico António Guerreiro.
«(…) A doença do olhar e o aspecto diabólico que ela determina na relação com o real é uma das linhas de sentido que atravessam todo o romance. Os olhos tornam-se uma metonímia do corpo e reflectem a dimensão do medo e do lado negro na relação com um mundo de onde Deus foi definitivamente banido. (…)»
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