13.1.17

Sobre Estado de Crise, de Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni




«Um sociólogo italiano juntou-se ao criador do conceito de “sociedade líquida” para refletir sobre a crise que tem varrido o mundo nos últimos anos. Em diálogo ameno, mas desassombrado, falam do papel do Estado, da “pós-Democracia”, e do que pode vir a ser uma “nova ordem global”. Desde que o livro foi publicado, em 2014, muita coisa mudou (ou se agravou) mas estas pistas de reflexão continuam perfeitamente válidas.» [Expresso]

12.1.17

A chegar às livrarias: Desobediência Civil, de Hannah Arendt (trad. João C. S. Duarte)







«Sempre que os juristas tentam justificar a desobediência civil com fundamentos morais e legais, constroem a sua argumentação sobre a imagem ou do objetor de consciência ou do homem que testa a constitucionalidade de um texto legal. O problema é que a situação do participante na desobediência civil não tem qualquer analogia com nenhum deles pela simples razão de que ele não existe nunca como indivíduo isolado; só pode funcionar e sobreviver como membro de um grupo. Isto raramente é admitido e, mesmo nas raras circunstâncias em que o é, só marginalmente é mencionado; “a desobediência civil praticada por um indivíduo isolado não tem probabilidade de ter muito efeito. O indivíduo será olhado como um excêntrico mais interessante de observar do que de suprimir. A desobediência civil significativa, portanto, será praticada por um certo número de pessoas que têm uma comunidade de interesses”.»

Sobre Ficar na Cama e Outros Ensaios, de G. K. Chesterton




Carlos Vaz Marques fala sobre Ficar na Cama e Outros Ensaios de G. K. Chesterton no programa Livro do Dia. O programa pode ser ouvido aqui

11.1.17

Sobre Escombros, de Elena Ferrante




No programa Livro do Dia de 6 de Janeiro de 2017, Carlos Vaz Marques falou sobre Escombros, de Elena Ferrante. O programa pode ser ouvido aqui.

 

10.1.17

Sobre Cegueira Moral, de Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis




«A obra de Bauman foi popularizada pelo conceito de “liquidez” aplicado à leitura da modernidade. Em diálogo com o malogrado Leonidas Donskis, filósofo lituano, o tema central é a “perda de sensibilidade” diante do horror, do sofrimento e do desrespeito pelo humano, na ausência de um conceito de moral.» [Ler, Inverno de 2016]

Na morte de Zygmunt Bauman





Zygmunt Bauman faleceu a 9 de Janeiro de 2017, aos 91 anos, em Leeds, Inglaterra, onde vivia desde 1971. O sociólogo polaco é considerado um dos grandes pensadores da modernidade, tendo elaborado o conceito de “liquidez”, que seria retomado por ensaístas como Umberto Eco no seu livro póstumo de ensaios.

Foi professor emérito de Sociologia das universidades de Leeds e de Varsóvia e é responsável por uma produção intelectual em desenvolvimento que aborda os principais temas contemporâneos.

A sua extensa obra tem sido publicada originalmente na Grã-Bretanha, particularmente difundida em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Espanha, Polónia, Brasil e Japão.

Na Relógio D’Água tem publicados Confiança e Medo na Cidade, Amor Líquido, A Vida Fragmentada e Modernidade e Ambivalência, Estado de Crise e Cegueira Moral.
Chegará em breve às livrarias A Arte da Vida.

9.1.17

Sobre Fruta Deliciosa, de James Hannaham





«Fruta Deliciosa, que obteve o PEN Faukner de ficção este ano, é um violento romance sobre uma família desfeita, a droga, a relação entre mãe e filho, os negros do Minnesota, a travessia do deserto e a procura de liberdade. Não é estranho que as derradeiras palavras do livro sejam sobre isso – um céu onde ser livre.» [Ler, Inverno de 2016]