27.9.16

Sobre Os Anjos Bons da Nossa Natureza, de Steven Pinker






«O enorme volume de informação é animado por histórias e pormenores fascinantes e ilustrado por uma abundância de quadros. À medida que vamos lendo, este livro extenso parece-se cada vez mais com outras grandes sínteses da história humana que nos fomos habituando a encontrar nas últimas décadas. Tal como elas, utiliza material de proveniências muito diferentes e dá tantas pistas como suscita interrogações. Uma das quais terá a ver com a originalidade da tese. Sim, às vezes as notícias dão a sensação de que o mundo vai acabar em breve, mas não sabemos todos nós, no fundo, que ele hoje é muito menos violento do que em tempos foi? A evolução dos conceitos de masculinidade, por exemplo, não tem a ver com isso? É um dos inumeráveis debates que uma obra tão vasta como a presente pode abrir.» [Luís M. Faria, Expresso, E, 24/9/2016]

A chegar às livrarias: Ficar na Cama e Outros Ensaios, de G. K. Chesterton (trad. de Frederico Pedreira)




«Ao lermos Chesterton, somos dominados por uma extraordinária sensação de felicidade. A sua prosa é o oposto da prosa académica: é rejubilante. As palavras ressaltam e desencadeiam faíscas entre si, como se um brinquedo de corda ganhasse vida de repente, fazendo girar e disparar todos os botões do bom senso, o mais surpreendente dos prodígios.» [Da Introdução de Alberto Manguel]


«Acredito que Chesterton é um dos principais escritores do nosso tempo, não só pela criatividade, imaginação visual e alegria infantil ou divina evidente na sua escrita, mas também pelo talento retórico e puro brilhantismo da sua arte (…).
É desnecessário falar da magia e do brilho de Chesterton. Eu quero ponderar outras virtudes do famoso escritor: a sua admirável modéstia e a sua cortesia.» [Jorge Luis Borges]

26.9.16

A chegar às livrarias: As Muitas Faces dos Anonymous, de Gabriella Coleman (trad. de João van Zeller)




 
Em 2010 Gabriela Coleman iniciou um trabalho de campo sobre os Anonymous, na época em que alguns dos seus membros se lançavam no mundo da política e do «hacktivismo» e antes de o movimento se tornar famoso pelo importante papel que desempenhou no processo WikiLeaks, na Primavera Árabe, no Occupy Wall Street e no movimento dos Indignados em Espanha. Acabou por se ligar de tal modo aos Anonymous que a sua complexa condição de investigadora, confidente e intérprete do movimento é um dos temas do livro.
A autora fala-nos de uma subcultura cujos protagonistas são muitas vezes pessoas complexas e politicamente sofisticadas. O livro examina também os principais episódios da história dos Anonymous, analisa aspetos pouco conhecidos da cultura da Internet e relata o destino, muitas vezes complicado, dos elementos mais relevantes do movimento.
Combina assim a originalidade da narrativa antropológica com o jornalismo de investigação e uma trama de romance policial, o que faz com que a autora seja hoje considerada a maior estudiosa mundial dos Anonymous.


«É de longe o melhor livro sobre os Anonymous.» [Julian Assange]

«Parece um romance de John Le Carré.» [Wired]

«A história definitiva dos Anonymous, pela autora que conhece “os seus mais ocultos e profundos segredos”.» [Huffington Post]

20.9.16

Nas livrarias: Poemas, de Mário de Sá-Carneiro, prefácio de António Ramos Rosa





«A poesia de Mário de Sá-Carneiro, sobretudo nalguns poemas de Dispersão, possui um fulgor, uma força e um dinamismo únicos na lírica portuguesa contemporânea. Pode-se dizer que na sua obra há poemas que nascem de uma impulsão arrebatadora que domina inteiramente a consciência e o corpo, e para a qual a imaginação e a linguagem encontram imediatamente a síntese viva e fulgurante da realidade poética. Essa impulsão pode ser tão intensa e instantânea que se volve vertigem, delírio ou álcool (palavras-chave da poesia do autor de Indícios de Oiro) ou esvai-se, após o seu súbito surgir, ou então obscurece a consciência do sujeito: «Mas a vitória fulva esvai-se logo… / E cinzas, cinzas só, em vez de fogo…», «É só de mim que ando delirante — / Manhã tão forte que me anoiteceu.» [Do Prefácio de António Ramos Rosa] PVP: € 7,50

19.9.16

A chegar às livrarias: Os Anjos Bons da Nossa Natureza, de Steven Pinker (trad. Miguel Serras Pereira)


 
As notícias incessantes sobre guerra, crime e terrorismo criam a ideia de um mundo cada vez mais ensanguentado. Mas neste importante livro Steven Pinker mostra-nos que a violência, pelo contrário, tem diminuído nos últimos períodos da história. Mas como aconteceu isso?
Pinker examina os demónios interiores que nos conduzem à violência, e os anjos que dela nos afastam, mostrando-nos como certas alterações nas nossas ideias e ações permitiram aos anjos do bem triunfar. Ao mesmo tempo, o autor quebra vários mitos sobre violência, apresentando uma nova defesa do modernismo e do Iluminismo.
Este livro dá seguimento à exploração de Pinker sobre a natureza humana, misturando psicologia com história e criando um retrato fascinante do nosso gradual domínio sobre a violência.


«Um dos livros mais importantes que li. Não apenas este ano, mas desde sempre.»
[Bill Gates]

«Um trabalho de extrema importância e uma contribuição essencial para a historiografia.»
[Niall Ferguson]

«Um texto subtil, de filosofia natural, que rivaliza com os dos maiores pensadores do Iluminismo… Pinker escreve como um anjo.»
[The Economist]

Sobre Pais e Filhos, de Ivan Turgéniev




«Não foi Turguéniev quem cunhou o termo “nihilismo” mas foi o seu romance Pais e Filhos, publicado em 1862, quando o movimento nihilista russo estava a dar os primeiros passos, que foi responsável pela sua difusão, quer na Rússia quer na Europa Ocidental, já que foi o primeiro romance russo a ter repercussão fora das fronteiras nacionais.
(…)
Pais e Filhos seria pífio romance se se limitasse a expor este confronto ideológico, mas Turguéniev entretece-o habilmente num enredo aliciante, povoado por diálogos credíveis e personagens com humanidade, espessura e complexidade.» [José Carlos Fernandes, Time Out, 14/9/2016]

16.9.16

Feira do Livro do Porto 2016: Livros do Dia 18 de Setembro



 

Mataram a Cotovia, de Harper Lee

A Viagem do Beagle, de Charles Darwin

Anna Karénina, de Lev Tolstoi (ed. brochada)