14.7.20

Sobre A Princesa de Clèves, de Madame de Lafayette




A Princesa de Clèves (1678) é a história de uma luta interior entre a razão e o efeito devastador da paixão. Ou, se se preferir, a história do conflito entre a força asfixiante dos costumes e a exuberante espontaneidade dos sentimentos. 
Desde o primeiro encontro com o duque de Nemours, por quem se apaixona, até à recusa final desse amor proibido, a senhora de Clèves assiste lucidamente à derrocada de um mundo que a sua virtude em vão tenta conservar.
Precursor do romance de análise psicológica, este texto improvável, fruto da imaginação de uma mulher do século XVII, traz a novidade de transformar a análise e a introspeção em mecanismos de progressão da narrativa, marca que a modernidade em muito lhe fica a dever.

«A Princesa de Clèves e Zayde foram os primeiros romances em que os hábitos das pessoas honestas e as aventuras naturais foram descritos com graciosidade. Antes de Madame de Lafayette, escrevia-se com um estilo empolado coisas pouco verosímeis.» [Voltaire]

«A sua simplicidade real vê-se na sua conceção do amor; para Madame de La Fayette, o amor é um perigo. É o seu postulado. E o que se sente no seu livro é que existe uma constante desconfiança a respeito do amor (o que é o contrário da indiferença).» [Albert Camus]

A Princesa de Clèves (trad. João Moita) está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/madame-de-lafayette/

Sobre O Náufrago, de Thomas Bernhard




Neste seu livro, Thomas Bernhard fala da morte. A do músico Glenn Gould e a de Wertheimer, igualmente músico, que se suicidou.
O narrador é o único que abandonou a música, oferecendo o piano à filha de um professor de província, quando compreendeu que nunca poderia igualar Glenn Gould.
Este romance, onde se fala também de Lisboa e da costa de Sintra, que Bernhard conhecia bem, é um profundo monólogo sobre a arte e a psicologia do artista e uma espécie de composição sinfónica sobre essa mentira/verdade que é a arte.

O Náufrago está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-naufrago/

Sobre O Delfim, de José Cardoso Pires




«No belíssimo romance que é O Delfim, Cardoso Pires olhou a realidade do seu país como se fosse a trama de uma intriga policial.» [Antonio Tabucchi]

«Esse espantoso, acabado, inesgotável O Delfim, que é até hoje a sua obra-prima.» [Mário Dionísio]

«Mas O Delfim é também o título de um romance, este romance que o leitor vai ler, e onde se fala da vida, e da proximidade da morte, de Palma Bravo. Talvez seja conveniente começarmos por chamar a atenção para o facto de que também o romance, o livro de Cardoso Pires, foi envolvido nessa atmosfera mítica que parece desprender-se do seu aparente herói, e tem hoje um lugar muito nítido, e obviamente privilegiado, na literatura de ficção do nosso século xx.» [Eduardo Prado Coelho]

«Que extraordinário escritor! Que extraordinário escritor é José Cardoso Pires.» [Do Prefácio de Gonçalo M. Tavares]

O Delfim e outras obras de José Cardoso Pires estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-cardoso-pires/

13.7.20

Livros de Ana Margarida de Carvalho e de Djaimilia Pereira de Almeida entre os finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela da APE de 2019





O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça, de Ana Margarida de Carvalho, e A Visão das Plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida, estão entre os cinco finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela da APE.
As outras três obras escolhidas são Tríptico da Salvação, de Mário Cláudio, A Luz de Pequim, de Francisco José Viegas, e Homens de Pó, de António Tavares.
O júri, coordenado por José Manuel Vasconcelos, é constituído por Ana Paula Arnaut, António Pedro Pita, Cândido Oliveira Martins, Isabel Cristina Rodrigues e José Carlos Seabra Pereira.

De Ana Margarida de Carvalho, a Relógio D’Água editou também o livro de contos Pequenos Delírios Domésticos, que venceu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2017. Ambos os livros estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ana-margarida-de-carvalho/

De Djaimilia Pereira de Almeida, a Relógio D’Água editou também Pintado com o Pé e As Telefones. As três obras estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre Casas de Vidro, de Louise Penny




Num frio dia de novembro, uma misteriosa figura aparece na povoação de Three Pines, provocando incómodo, alarme e confusão a quem a vê.
O Superintendente-Chefe Armand Gamache percebe que qualquer coisa está profundamente errada, mas só pode observar, esperando que os seus piores receios não se concretizem. No entanto, quando a misteriosa figura desaparece e é descoberto um cadáver, Gamache tem de se lançar nas investigações.
Nos primeiros dias do inquérito, e meses mais tarde quando o processo de acusação começa, Gamache tem de enfrentar as consequências das suas decisões e ações.

«Não vai querer que este livro termine.» [The Washington Post]

«Uma história perturbante, que criou personagens fascinantes, um enredo inesperado e um final surpreendente.» [Ann Cleeves]

De Louise Penny, a Relógio D’Água editou também A Estátua Assassina e O Mais Cruel dos Meses. Mais informação sobre os livros aqui: https://relogiodagua.pt/autor/louise-penny/

Sobre O Falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello




Escrito em 1904, O Falecido Mattia Pascal é um romance em que, com apreciável dose de humor negro, Luigi Pirandello explora os mistérios de identidade. Nele se conta a história de um homem que, cansado da sua vida de arquivista e de marido, decide viajar até Monte Carlo, onde a sorte lhe permite obter no casino uma enorme fortuna.
É no regresso a casa que toma conhecimento de que, por engano, foi considerado morto.
Decide começar uma nova vida com fortuna e outro nome, pensando assim libertar-se de compromissos e obrigações. Mas depois de viajar algum tempo sem estabelecer ligações de amor ou amizade, sente que o anonimato não o torna livre nem feliz.
Decide fixar-se numa pensão em Roma, onde se apaixona e tudo se complica.

O Falecido Mattia Pascal e outras obras de Luigi Pirandello estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/luigi-pirandello/

10.7.20

Sobre «Os Sete Pilares da Sabedoria», de T. E. Lawrence





«A tradução aqui é de Alda Rodrigues e Marta Mendonça, antes de mais, duas leitoras. “É um livro para quem se interessa não só por História, Geografia e assuntos árabes, mas também por literatura de viagens, nomeadamente aventuras no deserto. Leitores mais idiossincráticos, entre os quais me incluo, apreciarão também as descrições das paisagens, sobretudo aquelas onde impera alguma estranheza; alguns episódios de teor humorístico.” Dá o exemplo do capítulo 49, com “descrições exaustivas da etiqueta e da ementa dos banquetes impostos pela hospitalidade árabe, ou, em todo o livro, as passagens sobre os caprichos e a psicologia dos camelos; sem esquecer a capacidade que T. E. Lawrence, apesar de ser magistral a descrever grupos ou características colectivas, tem de, em poucas páginas, apresentar uma personagem que se torna inesquecível pela individualidade.”»

[Isabel Lucas, Ípsilon, Público, 10/07/2020: https://www.publico.pt/2020/07/10/culturaipsilon/noticia/t-lawrence-homem-bastante-improvavel-1923544]

Os Sete Pilares da Sabedoria, de T. E. Lawrence (trad. Alda Rodrigues e Marta Mendonça) está disponível em: https://relogiodagua.pt/produto/os-sete-pilares-da-sabedoria/