19.5.24

Sobre Os Sete Pilares da Sabedoria, de T. E. Lawrence

 


“Hogarth defendeu que Lawrence tinha o dever histórico de elaborar uma crónica à altura da Revolta Árabe. Lawrence cedeu relutantemente, mas, depois de aceitar esta incumbência, concretizou‑a com a mesma força motriz impressionante que tinha gerado na campanha.” [B. H. Liddell Hart]


“É um dos melhores livros alguma vez escritos em língua inglesa. Como narrativa de guerra e aventura, é inultrapassável.” [Winston Churchill]


“Descreve a Revolta Árabe contra os turcos, vista por um inglês que nela tomou parte. No que seria aparentemente uma simples crónica militar, Lawrence da Arábia teceu um painel inusitado de retratos, descrições, filosofias, emoções, aventuras e sonhos. Para levar a cabo a sua missão, serviu-se de uma extraordinária erudição, uma memória impecável, um estilo que ele próprio inventou… uma total desconfiança em si mesmo e uma fé ainda maior.” [E. M. Forster]


“T. E. Lawrence foi “libertador da Arábia, tradutor heroico da Odisseia, asceta, arqueólogo, soldado e grande escritor. […] Negava sono e comida ao seu corpo e as suavidades do afeto à sua alma varonil”, acabando por “recusar a glória e até por recusar o prazer do exercício literário”. [Jorge Luis Borges]


Os Sete Pilares da Sabedoria, de T. E. Lawrence, com prefácio de B. H. Liddell Hart (tradução de Alda Rodrigues e Marta Mendonça), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/os-sete-pilares-da-sabedoria/

Sobre China versus América — Um Alerta, de Oliver Letwin

 


A afirmação da China como superpotência global está a modificar a paisagem política internacional. À medida que o regime chinês se tornou mais assertivo, os EUA foram-no considerando o seu principal rival nos planos económico e militar.

Neste livro, Oliver Letwin mostra como o ascenso da China se relaciona com o seu antigo poder imperial e enumera as principais zonas de conflito potencial entre China e EUA, com destaque para Taiwan.

O autor considera que existe um risco efetivo de conflito militar entre a China, como superpotência ascendente, e os EUA, que procuram manter a supremacia mundial.

Considera, no entanto, possível, embora difícil, que a guerra seja evitada.


“Neste elegante estudo, Oliver Letwin deixa o aviso de que os EUA devem repensar a sua relação com a China e abraçar uma rivalidade pacífica.” [The Guardian]


China versus América — Um Alerta (trad. João Paulo Moreira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/china-versus-america-um-alerta/

Sobre Wakefield, de Nathaniel Hawthorne

 


Publicado em 1837 na coleção Twice-Told Tales, de Nathaniel Hawthorne, Wakefield conta a história de um homem que sai de sua casa, dizendo à esposa que está de partida para uma curta viagem, mudando-se, em vez disso, para um quarto próximo.

Depois de vinte anos a observar a esposa e a família, Wakefield regressa a casa e à vida matrimonial como se nada tivesse acontecido.



Nathaniel Hawthorne, nascido em 1804 em Salem, Massachusetts, foi um escritor norte-americano conhecido por explorar temas como o pecado e a culpa nas suas obras, sendo A Letra Encarnada a mais famosa. Formou-se no Bowdoin College em 1825, e iniciou depois a sua carreira como escritor e editor. Além de romances como A Casa das Sete Empenas, escreveu contos notáveis, incluindo O Jovem Goodman Brown. Faleceu em 1864, deixando um vasto legado literário.


Wakefield (trad. Ana Falcão Bastos) e A Letra Encarnada (trad. Fernando Pessoa) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/nathaniel-hawthorne/

18.5.24

Sobre Estado de Vigilância, de Josh Chin e Liza Lin


 

«Estado de Vigilância» é uma absorvente, preocupante e pormenorizada história do modo como o Partido Comunista da China construiu uma nova espécie de controlo político, procurando moldar a vontade do povo através de um sofisticado e muitas vezes brutal recurso aos dados digitais. Trata-se de um Estado policial distópico, que mantém minorias étnicas sob o olhar vigilante das forças de segurança com utilização de inteligência artificial e recorre a uma política de pontos que abrange praticamente toda a população.

Os autores contam-nos histórias de famílias afetadas pela vigilância do Partido Comunista Chinês e falam do processo de criação de uma nova sociedade organizada em torno da vigilância digital.


«Josh Chin e Liza Lin mostram como os avanços mais célebres de Silicon Valley, juntamente com algumas das suas empresas mais conhecidas, permitiram a realização de um ensaio de engenharia social chinesa que é em igual medida aterrorizante e sedutor. As tecnologias de vigilância, tanto dentro da China como em todo o mundo, estão a criar uma alternativa à ordem liberal muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas esperava, e este livro dá-nos um vislumbre do que a pode substituir.» [Anne Applebaum]


«Estado de Vigilância — A Via Chinesa para Uma Nova Era de Controlo Social», de Josh Chin e Liza Lin (tradução de Valério Romão), está disponível em https://relogiodagua.pt/.../estado-de-vigilancia-pre-venda/

Sobre Demasiada Felicidade, de Alice Munro

 


«[Em] Demasiada Felicidade – um título que é a um tempo de uma ironia cortante e de uma sinceridade apaixonada – Munro explora temas, ambientes e situações já familiares na sua obra, agora vistos numa surpreendente perspectiva temporal. O uso que faz da linguagem poucas mudanças conheceu ao longo das décadas e a sua concepção do conto permanece inalterada. Munro é herdeira do realismo lírico de Tchékhov e Joyce, demonstra pouco interesse pela ficção tensa e despojada dos diálogos de Hemingway e a ostentação literária de Nabokov é-lhe inteiramente estranha — como de resto qualquer espécie de “experimentalismo”.» [Joyce Carol Oates, The New York Review of Books]


Demasiada Felicidade (trad. José Miguel Silva) e outras obras de Alice Munro estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/alice-munro/

Sobre A Conquista da Felicidade, de Bertrand Russell

 


Bertrand Russell apresenta em A Conquista da Felicidade uma proposta, livre de julgamentos morais, para a conquista de uma vida feliz.

Depois de enumerar as causas da infelicidade que nos ameaça na sociedade moderna, Russell aponta os caminhos para contornar os perigos do cansaço e do egocentrismo. Ao mesmo tempo, encoraja o leitor a seguir o caminho do seu natural «gosto de viver», através da diversificação de interesses e das relações interpessoais.


«A Conquista da Felicidade é uma fascinante cápsula do tempo, uma mistura que inclui observações eternas que são tão claras para nós hoje como foram para os primeiros leitores, e problemas e atitudes antiquados que pelos padrões da atualidade são ofensivos quando não são engraçados. Uma boa maneira de ler este livro é considerá-lo um telescópio temporal que nos permite ver quão longe chegámos. O próprio Russell merece algum crédito por mudar a nossa imaginação moral das ortodoxias obsoletas para um lugar melhor, mas aqui encontramos uma viagem em curso, pois ele está ainda absorto em preconceitos que lhe toldam a visão. Talvez a conclusão moral a tirar deste confronto seja que provavelmente devemos esperar que os nossos netos se sintam tão incomodados com algumas das nossas atitudes como nós nos sentimos com algumas de Russell.» [Da Introdução de Daniel C. Dennett]


História da Filosofia Ocidental (trad. Vieira de Almeida) e A Conquista da Felicidade (trad. José António Machado) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/bertrand-russell/

17.5.24

Sobre A Estrela da Manhã, de Karl Ove Knausgård

 


A Estrela da Manhã é um espantoso romance sobre aquilo que não compreendemos e as nossas tentativas para conferir sentido ao nosso mundo, que parece não o ter.


Numa longa noite de agosto, Arne e Tove estão com os filhos na sua casa de verão no sul da Noruega. O seu amigo Egil mora perto. Kathrine, uma pastora, viaja de avião depois de um seminário sobre a Bíblia e interroga-se sobre o seu casamento. Jostein, um jornalista, está fora de casa a beber enquanto a sua mulher, Turid, enfermeira numa unidade de cuidados psiquiátricos, faz o seu turno quando um dos doentes foge.

Sobre todos eles, aparece subitamente uma estrela, brilhando no céu, e estranhas coisas começam a acontecer.


«Knausgård está entre os melhores escritores vivos.» [The New York Times]


«As frases de Knausgård são em simultâneo líricas, diretas, emocionalmente elevadas e sinfónicas.» [The New York Times Book Review]


«A imaginação de Knausgård funciona na perfeição... Quando nos questionamos aonde nos pretende levar — e se é capaz de o fazer —, já nos encontramos lá. [Patricia Lockwood]


A Estrela da Manhã (tradução de João Reis) e outras obras de Karl Ove Knausgård estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/karl-ove-knausgard/