26.6.18

Sobre Com Esta Chuva, de Annemarie Schwarzenbach




«A curta e aventurosa vida da suíça Annemarie Schwarzenbach merecia várias reconstituições — como viajante, escritora, arqueóloga e personagem de romance (que foi). Durante a Segunda Guerra viajou por todo o mundo. Os seus contos aqui reunidos são também belas narrativas de viagem.» [LER, Primavera 2018]

De Annemarie Schwarzenbach a Relógio D’Água publicou também Todos os Caminhos Estão Abertos e Inverno no Próximo Oriente.

Sobre As Rotas da Seda, de Peter Frankopan




«O mapa das “Rotas da Seda” é uma encruzilhada de todas as grandes religiões, das grandes economias da Antiguidade até hoje, dos grandes exércitos e das “línguas gerais” da Humanidade. O retrato só podia ser complexo e multicolorido. Um belo livro.» [LER, Primavera 2018]

25.6.18

Sobre O Meu Inimigo Mortal, de Willa Cather




«Publicada em 1926, esta novela pertence à categoria dos livros que conseguem fazer da brevidade uma virtude. Noutras mãos, a história de Myra Henshawe — uma mulher que prescinde da herança familiar para viver o amor da sua vida: exemplo de coragem extrema, embora incapaz de resistir à usura do tempo — poderia estender-se por centenas de páginas. Cather, ao invés, transforma-a num lapidar estudo sobre a falibilidade dos destinos humanos, narrado com austera contenção, em prosa límpida mas que convoca os materiais estritamente necessários. Bellie Birdseye, a narradora, trinta anos mais nova do que Myra, começa por evocar a época em que a conheceu, primeiro na sua terra natal, e depois em Nova Iorque, durante uma visita natalícia.» [José Mário Silva, Expresso, E, 2018]


De Willa Cather a Relógio D’Água publicou também Uma Mulher Perdida e Minha Ántonia.

Sobre O Meu Amor Absoluto, de Gabriel Tallent




«Gabriel Tallent serve-nos este prato com mestria inspirada nas obras e nos universos crus de alguém como Cormac McCarthy, e, correndo o risco de utilizar trocadilhos fáceis, é inegável que possui talento para a escrita. Tal é por demais evidente quando nos vemos a braços com as suas descrições da natureza, por exemplo, onde se evidencia um autor que tem certamente, com o mundo selvagem, uma estreita relação, e esta torna-se parte da obra em momentos que servem, muitas vezes, como pausas no fulgor agitado da narrativa, um tempo de descanso para apreciação do que há de belo na relação entre flora e fauna, na qual, claro, se inclui o Homem.» [Miguel Fernandes Duarte, Comunidade Cultura e Arte, 23/4/2018. O texto completo pode ser lido aqui: https://www.comunidadeculturaearte.com/gabriel-tallent-traz-nos-a-crua-dureza-do-abuso-em-o-meu-amor-absoluto/ ]

22.6.18

Sobre O Manto, de Agustina Bessa-Luís




No âmbito da iniciativa Ano Agustina, mensalmente, ao longo de 2018, a Comunidade Cultura e Arte publicará uma crítica a um dos livros de Agustina Bessa-Luís, do catálogo reeditado pela Relógio D’Água.
No dia 27 de Maio foi publicado o texto de Tiago Vieira da Silva sobre «O Manto»:

«Na obra O Manto, de Agustina Bessa-Luís, o que lhe dá o título enovela as várias personagens do Porto de finais dos anos cinquenta do século XX, em simultâneo com a família de Job, entrecruzando-as e às suas experiências num ensaio visionário sobre a natureza humana – donde irrompem tanto as paixões como, também, a perversidade que já vários apontaram a Agustina, e que ela refuta, no entanto, sublinhando a diferença entre o saber-se o que é a perversidade, e sê-lo, de facto.
O urbano e o rural confluem na representação de uma sociedade e das referências provincianas nos seus costumes e hábitos, ilustrando um retrato social que nos é revelado nas intermitências do «desenho nítido das paisagens», como referiu Teixeira de Pascoaes na carta que enviou a Agustina a propósito de Mundo Fechado (1948), a primeira obra publicada pela autora – um desenho que ele louvou pela veemência com que o feriu «a figura esboçada do personagem principal». Em O Manto, contudo, não há apenas um personagem principal, mas vários, que Agustina mergulha na melancolia, na inquietude, na incerteza, processo do qual é extraída a força propulsora da história, ou, melhor dizendo, das várias histórias que se encadeiam na narrativa.» [Texto completo em: https://www.comunidadeculturaearte.com/ano-agustina-o-manto-ou-as-historias-que-ficam-por-contar/ ]

21.6.18

A chegar às livrarias: Filosofia do Budismo Zen, de Byung-Chul Han (trad. Miguel Serras Pereira)





O budismo zen é uma forma de budismo originário da China e tem uma orientação meditativa. Caracteriza-se por uma atitude cética em relação à linguagem e ao pensamento conceptual.
Neste breve ensaio, Byung-Chul Han propõe-se refletir de modo filosófico sobre um objeto que não implica nenhuma filosofia em sentido estrito. Por isso procura fazer uma abordagem linguística a propósito do uso do silêncio e da linguagem enigmática.

Este ensaio é um filosofar sobre e com o budismo zen para captar a força filosófica que lhe é inerente. Como afirma Byung-Chul Han, “desenvolve-se através de comparações” da filosofia de Platão, Leibniz, Fichte, Hegel, Schopenhauer, Nietzsche e Heidegger “com os pontos de vista filosóficos do budismo zen”.

15.º Congresso Internacional do Conto em Inglês na FLUL em Junho





Está confirmada a participação de mais de cem escritores de tudo o mundo, incluindo vários autores portugueses, como Hélia Correia, Maria Teresa Horta, Lídia Jorge, Luísa Costa Gomes, Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho, Alexandre Andrade, Jacinto Lucas Pires, Onésimo Almeida e Rui Zink. Dos escritores estrangeiros marcará presença, entre outros, Robert Olen Butler (Pulitzer Prize), Clark Blaise (Lifetime Achievement Award da Academia Americana de Artes e Letras), Ge Liang (Unitas Fiction Writer’s Prize of Taiwan), os luso-americanos Katherine Vaz e Darrell Kastin, ou da lusodescendente Minoli Salgado do Sri Lanka.

Nestes dias haverá palestras, painéis temáticos, sessões de leitura pelos próprios autores, bem como oportunidades diversas de diálogo e discussão entre escritores, académicos e público em geral. Estão programados vários workshops de escrita criativa, sendo necessária uma inscrição prévia.


O Congresso assinala o 30.º aniversário da Society for the Study of the Short Story, a segunda vez que Lisboa é escolhida como cidade anfitriã, sendo este evento uma organização conjunta entre esta sociedade internacional e o Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL)/ FLUL.