14.12.18

À venda no site da Relógio D’Água e a chegar às livrarias: Tens de Mudar de Vida, de Peter Sloterdijk (trad. de Carlos Leite)




Naquela que é a sua maior investigação sobre a natureza do ser humano, Peter Sloterdijk apresenta-nos uma crítica ao mito do regresso da religião. O seu argumento é o de que não é a religião que está a regressar, mas sim algo de diferente e profundo que ocupa o seu lugar: o ser humano, como ser que se cria através de exercícios e que desse modo se transcende. 

A base da teoria de Slotedijk sobre a natureza do ser humano parte de uma introspeção do processo de formação de tudo o que é humano. As ações, tanto de indivíduos como de formações coletivas, regressam sempre para os influenciar: o trabalho afeta os trabalhadores, as comunicações quem comunica, os sentimentos quem os sente. São os seres humanos que participam abertamente nestas práticas que dão corpo a este modo de existência da forma mais clara: agricultores, trabalhadores, guerreiros, escritores, praticantes de yoga, retóricos, músicos e modelos. Ao examinar os seus planos de treino e altas performances, Sloterdijk oferece um panorama de exercícios que devemos fazer para sermos e permanecermos humanos.

«Este livro, que aborda as questões mais importantes dos nossos tempos, é uma prova do pensamento inteligente e eclético de Sloterdijk.» [New Republic]

«Sloterdijk é genial e criativo. Tem talento e sagacidade. Merece espaço em qualquer estante, ao lado de Nietzsche, Heidegger e Foucault.» [New Humanist]


«Um livro poderosíssimo.» [Los Angeles Review of Books]

À venda no site da Relógio D’Água e a chegar às livrarias: Quando os Tontos Mandam, de Javier Marías (trad. e notas de João Moita)




Este livro reúne noventa e cinco artigos de Javier Marías publicados no suplemento El País Semanal entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2017.

«Pode fazer-se alguma coisa num mundo em que contamos com gravações, com som e imagens, com máquinas calculadoras mais fiáveis do que nunca, e tudo isto é refutado com desfaçatez? Estaremos amodorrados, hipnotizados ou simplesmente idiotizados para acreditarmos mais em quem distorce a realidade do que nos nossos olhos e ouvidos, e até do que na aritmética?», pergunta o autor de Coração tão Branco e Berta Isla.

Vivemos num tempo em que as posições extremistas ganham terreno e os cidadãos tendem a ler, ver e ouvir apenas o que está de acordo com as suas opiniões.
Com sentido de humor, educação e distanciamento do politicamente correto, Javier Marías apresenta novas perspetivas para os acontecimentos que marcam o mundo atual.

«Quem não lê Marías está condenado.» [The Nation]


«A sua mente é profunda, penetrante, por vezes perturbadora, outras hilariante, mas sempre inteligente.» [Edward St. Aubyn, The New York Times Book Review]

Michael Ondaatje, de quem a Relógio D’Água acaba de publicar A Luz da Guerra, em entrevista a Isabel Lucas




«É este o homem saído da reclusão, agora para promover novo romance, A Luz da Guerra, mas sobretudo para receber o prémio de melhor Booker de sempre com O Paciente Inglês. Publicado em 1992, o romance que conta a história de quatro pessoas fechadas numa vila italiana na II Guerra ganhara então o prémio empatado com Sacrated Hunger, de Barry Unsworth. Anthony Minghella adaptou-o ao cinema em 1996 e ganhou nove Óscares. Parecia que o filme se sobrepusera ao livro, até que o Booker Prize celebrou 50 anos e considerou O Paciente Inglês o melhor Booker de sempre. Ondaatje está feliz. Acha que foi o livro da sua libertação, mas mais preocupado está com A Luz da Guerra, outro romance com acção no final da II Guerra. Desta vez em Londres e outra vez sem que a guerra seja o centro. É mais o abandono e a sobreposição de memórias transformadas em grande voz narrativa. Nele, Nathaniel olha para a sua infância.
Em 1945, tinha 14 anos quando os pais saíram misteriosamente da sua vida e o deixaram, e à irmã, aos cuidados de um homem bizarro, o Traça, amigo de outra figura pouco ortodoxa, o Flecheiro, mulherengo, entre outras características, que um dia conhece Olive. Ela aparece de forma fugaz, mas muda a percepção do mundo dos dois irmãos.

— Em A Luz da Guerra há uma personagem, Olive, uma russa etnógrafa, que apresenta como alguém com muitas paisagens dentro. Isso parece válido para si. Nasceu no Sri Lanka, viveu em Londres, depois em Toronto, tornou-se canadiano e as suas origens parecem conter muitas nacionalidades: holandesa, senegalesa, tamil, diz-se até que portuguesa. Além disso, esse sentido de lugar está presente em todos os escritos. E lugares diferentes.
— Sim, é verdade. Os lugares são a minha âncora. De outra forma a história não acharia um caminho.»



«A Luz da Guerra» pode ser adquirido através do site da Relógio D’Água, em https://relogiodagua.pt/produto/a-luz-da-guerra/

Sobre Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia




Mário Santos escreve no «ípsilon» sobre «Um Bailarino na Batalha», de Hélia Correia: «Um magnífico poema narrativo épico. E em prosa.»

«Um Bailarino na Batalha é um (magnífico) poema narrativo épico em prosa (não encontro melhor maneira de descrever, com brevidade e justiça, o livro) que prolonga a eloquência nobre de A Terceira Miséria (o último volume de poemas de Hélia Correia, publicado em 2012). Vivemos sitiados pela indústria da ficção jornalístico-realista de alegada ‘denúncia’, ou divertimento , e por um certo lirismo miúdo e lamuriento. A obra de Hélia Correia — com a sua dicção alta e meditada, o seu andamento largo, herbertiano, bíblico e homérico, a sua assombrosa capacidade de mitificar o real quotidiano, transfigurando-o, poética e politicamente — vem recordar-nos que, nestes novos tempos sombrios, a literatura pode continuar a ‘servir’ para aguçar o sentido das “palavras da tribo” (salvando-as das “armadilhas da informação”, por exemplo). Ainda que estas, as palavras, provavelmente nem ossos hão-de deixar nas areias dos desertos. Porque “o esquecimento tudo esquecerá”.
Poderemos dizer que Um Bailarino na Batalha narra também uma travessia do deserto. Uma travessia tragicamente ilusória. Um grupo de caminhantes, exilados do seu quotidiano por sabidas atrocidades guerreiras, busca alcançar o mar e o que há para além do mar: uma ‘terra prometida’ chamada Europa.» [Mário Santos, Público, ípsilon, 14/12/2018. Texto completo aqui. ]


O mais recente livro de Hélia Correia pode ser adquirido através do site da Relógio D’Água aqui.

Sobre A Mão Esquerda das Trevas, de Ursula K. Le Guin




«Numa convenção, há uns meses, dei por mim no bar, a falar com uma mulher que queria alargar as suas leituras. Lia muitos livros de fantasia, mas mal começara a experimentar a ficção científica. Por onde havia de começar?, perguntou-me.
— Já leu Ursula K. Le Guin? — perguntei. A jovem mulher fez que não com a cabeça. […]
— Se ler apenas uma obra dela, leia “A Mão Esquerda das Trevas” — disse-lhe. — Quero dizer, tudo o que escreveu vale a pena. Mas “A Mão Esquerda” é… […]»

[Becky Chambers, Literary Hub, 10/12/2018. Texto completo aqui. ]


O livro publicado pela Relógio D’Água pode ser adquirido através do site.

13.12.18

«Os Miseráveis» em série televisiva




A BBC One e a Masterpiece adaptaram para a televisão «Os Miseráveis», de Victor Hugo, numa série de seis episódios, com estreia prevista para o próximo dia 30 de Dezembro.
A adaptação, de Andrew Davies (responsável também, pelas adaptações para a BBC de «Orgulho e Preconceito» e «Guerra e Paz»), conta com os actores Dominic West, David Oyelowo, Lily Collins, Adeel Akhtar e Olivia Colman, entre outros.
Em 2017, a Relógio D’Água publicou a obra de Victor Hugo em dois volumes, que pode ser adquirida através do site: https://relogiodagua.pt/?s=miser%C3%A1veis&post_type=product

Mais informações aqui: https://www.theguardian.com/film/2018/dec/13/les-miserables-with-contemporary-relevance-to-air-on-bbc

Musicofilia, de Oliver Sacks, apresentado em Viseu




Amanhã, 14 de Dezembro, no Campus Universitário do Instituto Piaget de Viseu, pelas 10:40, terá lugar uma apresentação de Musicofilia, de Oliver Sacks, no âmbito do Mestrado em Ensino da Música da instituição.

Com a mesma marca de compaixão e erudição de O Homem Que Confundiu a Mulher com um Chapéu, Oliver Sacks explora o lugar que a música ocupa no cérebro e como é que ela afecta a condição humana. Em Musicofilia, o autor apresenta uma variedade daquilo que designa por «desalinhamentos musicais». Entre eles: um homem atingido por um relâmpago que subitamente deseja ser pianista aos quarenta e dois anos; um grupo de crianças com síndrome de Williams, que desde a nascença são hiper-musicais; pessoas com «amusia», para quem uma sinfonia soa a ruído de panelas; e um homem cuja memória dura apenas sete segundos excepto quando se trata de música.

«Poderoso e apaixonado… Um livro que contribui para o nosso entendimento da magia inapreensível da música e ilumina os estranhos mecanismos da mente humana.» [The New York Times]

«Curioso, inteligente e atento.» [The Washington Post]

«Sacks conta história após história para mostrar o que acontece quando música e cérebro se misturam.» [Newsweek]