29.9.20

Sobre A Guerra Civil (Farsália), de Lucano

 



A Guerra Civil (Farsália) foi escrito pelo jovem Lucano entre o ano 59 d. C. e março de 65, quando, aos vinte e cinco anos, foi forçado a abrir as veias por ordem do imperador Nero, que lhe invejava o talento poético.


«O assunto do poema é a guerra civil travada cem anos antes de Lucano, entre César e Pompeio, na sequência do falhanço do primeiro triunvirato. O arco cronológico do poema começa em 49 a. C., com a travessia do Rubicão e o início da guerra, e termina com César cercado pelos Egípcios em Alexandria nos finais de 48, inícios de 47.» [Da Introdução]


A Guerra Civil (Farsália) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-guerra-civil-farsalia/

Sobre O Eco das Cidades Vazias, de Madeleine Thien

 



“Amanhã tudo será diferente.”


Foi numa noite no Camboja de um céu sem estrelas que a infância de Janie foi abalada pelos terrores do Khmer Vermelho. Três décadas depois, em Montreal, vislumbra-se esse seu passado assombrado.

Tecendo os fios da vida, O Eco das Cidades Vazias evoca o totalitarismo visto através dos olhos de uma rapariga, traçando um mapa das batalhas que a mente trava com a memória, a perda e os horrores da guerra.


«Límpida e verdadeira. A elegância silenciosa da escrita de Thien forma uma história brutal, comovente e poderosa.» [The Times]


«A visão marcante de uma jovem sobre o genocídio cambojano… Extremamente convincente.» [Financial Times]


«Um romance belo e comovente que aborda questões de importância universal.» [Independent]


Romance finalista do Man Booker Prize 2016


O Eco das Cidades Vazias e Não Digam que não Temos Nada estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/madeleine-thien/


Sobre Relógio sem Ponteiros, de Carson McCullers

 



Numa pequena cidade no sul dos EUA, quatro homens de diferentes idades debruçam-se sobre o seu passado e futuro.

J. T. Malone, um homem solitário de meia-idade que gere uma farmácia, descobre que está a morrer e tenta reconciliar-se com o que resta da vida. O juiz Clane, um homem de idade, resiste aos novos tempos e anseia pelo regresso das antigas maneiras do Sul. Ao mesmo tempo, Jester, o seu neto idealista, nutre simpatia por Sherman, um órfão negro, alegre e de olhos azuis, que está em busca da sua identidade.

Gradualmente, descobrem que as suas vidas estão intrinsecamente unidas. Em Relógio sem Ponteiros, o seu último romance, Carson McCullers explora com humor e talento temas como o preconceito, o segredo e a redenção.


«Carson McCullers entendia o coração dos homens com uma profundidade que nenhum outro escritor consegue alcançar.»[Tennessee Williams]


Esta e outras obras de Carson McCullers estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/carson-mccullers/


28.9.20

Sobre Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo

 



«Lá estava ele, sério, imóvel, absorto, num olhar e num pensamento. Paris inteira jazia aos seus pés, com as mil flechas dos seus edifícios e o seu horizonte circular de suaves colinas, com o rio a serpentear sob as pontes e o povo a ondular nas ruas, com a nuvem dos seus fumos e a montuosa cadeia dos telhados a comprimirem Notre-Dame nas suas malhas cerradas. Mas de toda esta cidade, o arcediago apenas fixava um ponto concreto do pavimento: a Place du Parvis; e de toda aquela multidão, apenas uma figura: a cigana.

Seria difícil definir de que natureza era aquele olhar e de onde provinha a chama que dele brotava. Era um olhar fixo, mas repleto de perturbação e de tumulto. E, pela imobilidade profunda de todo o seu corpo, apenas agitado de onde em onde por um tremor automático como uma árvore sacudida pelo vento, pela tensão dos cotovelos, mais marmóreos do que a balaustrada em que se apoiavam, ao ver-se o sorriso petrificado que lhe contraía o rosto, parecia que em Claude Frollo só estavam vivos os olhos.»


Esta obra e Os Miseráveis de Victor Hugo estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/victor-hugo/


Sobre a tradução de Emily Dickinson

 



«Traduzir poesia exige quer um profundo conhecimento da língua original quer do contexto histórico, cultural e literário do poema; acima de tudo, exige um ainda mais profundo conhecimento da língua para que é traduzido, a do próprio tradutor. Além disso, deve existir um amor a essa língua, a da pessoa que recebe e depois transforma esse poema num novo poema — criando um novo caminho.» [Ana Luísa Amaral, The Paris Review, «Ms. Difficult: Translating Emily Dickinson», 12/04/2019. Texto completo em https://www.theparisreview.org/blog/2019/04/12/ms-difficult-translating-emily-dickinson/ ]


Duzentos Poemas (trad. Ana Luísa Amaral) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/duzentos-poemas/

Sobre Benito Cereno, Bartleby, Billy Budd, de Herman Melville

 



«Bartleby, que data de 1853, antecipa Franz Kafka. O seu desconcertante protagonista é um homem obscuro que se recusa tenazmente à ação. O autor não explica, mas a nossa imaginação aceita-o imediatamente e com muita pena. (…)

Billy Budd pode resumir-se como a história de um conflito entre a justiça e a lei, mas esse resumo é bastante menos importante que o carácter do herói, que matou um homem e que não compreende até ao fim porque é que o julgam e condenam.

Benito Cereno continua a suscitar polémicas. (…)  Há quem tenha sugerido que Herman Melville se propôs a escrita de um texto deliberadamente inex­plicável que fosse um símbolo cabal deste mundo, também inexplicável.» [J. L. Borges]


Benito Cereno, Bartleby, Billy Budd (trad. de Frederico Pedreira, José Miguel Silva, José Sasportes) e outras obras de Herman Melville estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/herman-melville/


Sobre Fidelidade e Gratidão e Outros Textos, de Georg Simmel

 



«Em As Metrópoles e a Vida Mental, um dos seus ensaios mais famosos e que se inclui, juntamente com O Estrangeiro, na sua Sociologia formal, o homem eminentemente urbano, que Simmel sempre foi, demonstra uma plena sintonia com o espírito do seu tempo, ao discutir magistralmente os estilos de vida e a personalidade do indivíduo das grandes cidades, e ao estabelecer o nexo causal entre a cultura, a organização social e as características físicas das metrópoles e as características sociais dos seus habitantes.» [Do Prefácio]


Esta e outras obras de Georg Simmel estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/georg-simmel/